Cortesia de MGA. Imagem da reinterpretação do Empire State Building em construção com madeira engenheirada pela MGA
Fachadas de aço e concreto dominam as paisagens urbanas contemporâneas há gerações. No entanto, à medida que as pressões das mudanças climáticas impõem novos desafios aos setores de projeto e construção, algumas empresas começam a apostar na madeira engenheirada (mass timber) como o material de construção do futuro. Mas seria possível utilizá-la em estruturas tão complexas quanto arranha-céus?
A ligação entre arquitetura e cinema é inquestionável, assim como a magia de assistir a um filme em um lugar preparado para isso. O desenhos dos espaços de projeção requer soluções arquitetônicas que não apenas respondam à distribuição de assentos e visibilidade, mas também à acústica e à iluminação.
Diversas alternativas publicadas em nosso site destacam as qualidades das propostas de alguns arquitetos frente a esse desafio. Reveja a seguir estes exemplos, acompanhados de suas plantas e cortes.
Durante o desenvolvimento projetual em Arquitetura, estudantes e profissionais adotam uma série de metodologias como experimentação às soluções do objeto arquitetônico a ser materializado. Um suporte importante de muitas dessas metodologias é modelo físico que, do ponto de vista projetual, tem por objetivos simular relações espaciais considerando volumes e planos dispostos no desenho, entender setorizações e ainda ensaiar sistemas construtivos.
Seja qual for a forma - pessoal, teórica, erudita -, arquitetos freqüentemente buscam respaldo em conceitos filosóficos quando precisam defender certas decisões subjetivas de projeto. Pelo lado pessoal, isso até se justifica. Mas, profissionalmente, essa dependência de conceitos filosóficos é um dos principais motivos pelos quais a arquitetura difere fundamentalmente de outras disciplinas práticas da sociedade, como o direito, a economia ou a medicina. Essas disciplinas baseiam-se em estruturas de conhecimento (em códigos, sistemas econômicos e na ciência, respectivamente) que fazem a mediação entre as decisões profissionais e o julgamento subjetivo.
O contato entre as mãos e as maquetes nunca deve ser perdido. Adentrar essa experiência evoca o silêncio, obrigando-nos a refletir sobre o cuidado depositado nas maquetes de concreto. Poucas palavras são necessárias, pois as maquetes costumam revelar tudo o que precisamos saber por meio da beleza e da simplicidade de sua criação e da importância do processo manual no trabalho do/a arquiteto/a.
American Dream or American Nightmare / Yue Ma. Image Courtesy of World Architecture Festival
O World Architecture Festival, com os co-curadores Make Architects e o Museu Sir John Soane, anunciaram hoje os vencedores do seu anual Architecture Drawing Prize, estabelecido em 2017 para reconhecer a “importância contínua do desenho manual, ao mesmo tempo que abraça o uso criativo das renderizações digitalmente produzidas.”
https://www.archdaily.com.br/pt/904308/world-architecture-festival-anuncia-os-vencedores-do-premio-de-desenho-de-2018Katherine Allen
Por ocasião da terceira edição do Workshop EA USS, do qual o ArchDaily é parceiro de mídia, Ernesto Silva, diretor da Escola de Arquitetura da Universidade San Sebastián, reflete sobre as origens desta iniciativa, que teve sua primeira edição em 2016 com a participação internacional de Juan Herreros e, um ano mais tarde, ao lado de Alberto Veiga, sócio fundador do Estudio Barozzi Veiga.
A ideia de realizar um workshop no Chile surgiu em 2015, durante um encontro com Juan Herreros. A princípio, parecia uma iniciativa extremamente difícil de concretizar, mas logo, e após a inclusão de Enrique Walker na conversa, a ideia começou a tomar forma. O projeto se concretizou em outubro de 2016 graças ao apoio e generosidade da Faculdade de Arquitetura da Universidade San Sebastián, quando Juan Herreros e Enrique Walker lideraram na EAUSS o primeiro workshop desta série: Correções Tipológicas.
Os templates de Revit são o ponto de partida para se trabalhar no software, pois contêm os elementos e configurações básicas necessárias para qualquer tipo de projeto. Dessa forma, cada escritório de arquitetura vai criando diferentes templates para os seus diversos projetos.
Se você está começando a trabalhar no Revit ou quer complementar os seus templates já criados, apresentamos a seguir dois templates que contêm tudo o que você precisa para iniciar de forma eficaz no mundo BIM, em suas versões 2017 e 2018.
A proposta pública de Amenidades Urbanas aborda a produção conjunta, baseada na convocatória e na participação, em resposta ao desafio de conectar "diferentes naturezas" a partir de um mesmo conjunto: um setor fragmentado por projetos de grandes infraestruturas em Caracas.
A primeira etapa desses eventos urbanos construídos corresponde a intervenções que, em sua diversidade, respondem à reativação dos espaços cívicos. Essas novas dinâmicas propõem ressignificar a rua como espaço de diálogo e intermediação, ocupando os vazios rejeitados e resgatando a escala humana original da cidade.
Conheça o projeto em detalhes, a seguir, nas palavras de sua equipe de autoria.
Às vezes, uma porta pode ser uma enorme dor de cabeça em um projeto. Pense em uma fachada limpa e contínua ... ter uma porta no meio dela pode arruinar a clareza de seu desenho. Mas nem sempre uma porta precisa ser constituída pela tradicional folha em madeira, com batentes, guarnições, fechaduras, puxadores e vistas.
E se elas pudessem se mesclar completamente com a parede? Todos nós já sonhamos com passagens escondidas e salas secretas escondidas em nossas casas. Mas para que isso funcione, a abertura deve ser disfarçada ou oculta.
Quem nunca se desesperou da vontade de ir ao banheiro fora do conforto do lar? Diversos arquitetos já realizaram propostas para essas situações estressantes, abordando a eficiência dos banheiros públicos a partir de suas instalações sanitárias, distribuição espacial e, principalmente, privacidade e conforto.
Durante 5 dias, 36 estudantes do terceiro ano do curso de Arquitetura da UDD em Concepción, Chile, viajaram para San Juan, em Chiloé, para projetar e construir um mirante para os/as moradores/as da comunidade. A atividade acadêmica teve como principal objetivo aproximar estudantes da matéria, dando início ao ciclo de bacharelado, e faz parte da "Experiência Detonante II", uma das três experiências vivenciadas ao longo da graduação que estabelecem contato com o território, a matéria e a disciplina. Especificamente, o campus de Concepción, por meio de sua Escuela SurSur, busca essa relação com a matéria a partir de locais remotos que preservam ofícios tradicionais.
O banheiro seco cumpre todas as funções de um sanitário convencional sem utilizar água em seu sistema, além de produzir insumos que podem ser utilizados para fertilização de plantações e agroflorestas. Com diversos modelos possíveis de construção, vê-se nessa tecnologia social mais do que um sistema alternativo de saneamento. Se encarado como solução dentro de uma realidade fechada como vivemos, pode ser a resposta para diversos problemas relacionados ao saneamento público, pois em uma única tecnologia evita-se contaminação do solo e da água.
Com princípio básico do uso do calor do sol para elevar a temperatura interna do local onde os desejos se depositarão e eliminar quaisquer patógenos nocivos à saúde e originar adubos, os modelos de saneamento ecológico são opções adaptáveis para cada situação. Contribuem para uma melhor performance ambiental da moradia e dos espaços públicos, são capazes de suprir as necessidades de acordo com o seu uso, além da facilidade na construção e manuseio.
A comissão es.BIM, encarregada da implantação da metodologia BIM na Espanha, divulgou os resultados do Quarto Relatório do Observatório de Licitações BIM na Espanha, após analisar os editais de licitação que, em alguma medida, incluem requisitos BIM em suas cláusulas.
O relatório avalia, por um lado, o surgimento de editais (documentos) de licitação pública com requisitos BIM e analisa, por outro, de que forma o BIM é incluído nesses documentos, por meio de diferentes indicadores, como a avaliação do BIM nos editais ou os níveis de informação.
https://www.archdaily.com.br/pt/1117784/27-percent-das-licitacoes-publicas-exigem-metodologia-bim-na-espanha-segundo-a-comissao-eimJavier García Librero
Conjunto Residencial Prefeito Mendes de Moraes (Pedregulho). Image Cortesia de EAD/OUCV
A cidade do Rio de Janeiro resguarda um importante e representativo legado de nomes da arquitetura moderna. Affonso Eduardo Reidy é um deles. Natural da Paris, França, foi trazido ainda muito cedo às terras cariocas, onde cresceu sob a modernidade e bossa da cidade maravilhosa. Formado pela Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro em 1930, foi membro do grupo dirigido por Agache para a remodelação do Rio e do grupo de jovens arquitetos que projetaram o edifício do Ministério da Educação, com a colaboração de Le Corbusier, sendo este um dos mestres que o influenciou junto ao notável da chamada Escola Carioca, Oscar Niemeyer.
Diante da representatividade do arquiteto na produção moderna carioca e, sobretudo, brasileira, selecionamos algumas obras amplamente reconhecidas e outras menos citadas. Esperamos que este guia com cinco projetos do arquiteto desperte o interesse tanto para aqueles residentes da cidade como para aqueles que por ela passam esporadicamente, ou que nunca a visitaram, incentivando-os a conhecerem de perto alguns dos projetos de Reidy. Veja a seguir!
O arquiteto belga Vincent Callebaut propõe a reciclagem de lixo oceânico como material de construção para suas cidades flutuantes futuristas.
A migração decorrente das mudanças climáticas já começou. Embora essa realidade imponha desafios enormes aos governos — particularmente em um momento global que se mostra refratário à imigração e aos imigrantes —, há também a preocupação de que o patrimônio histórico seja inevitavelmente perdido. Em locais como a Escócia, a elevação do nível do mar colocou sítios antigos em risco; o mesmo ocorre em nações insulares no Pacífico. Diante de riscos ambientais cada vez mais inevitáveis a cada dia, cidades de todo o mundo voltam-se para formas mais resilientes de arquitetura e planejamento urbano a fim de combater tanto impactos imediatos quanto pressões de longo prazo, garantindo assim seu futuro.
A modernização de Bogotá entre 1940 e 1970, captada em reportagens fotográficas urbanas e arquitetônicas, foi registrada em diversos livros, revistas e fotolivros da época, assim como em imagens de arquivos públicos e privados da cidade. Todas estas frentes revelam uma aproximação intencional, e inclusive crítica, de como a arquitetura moderna reconfigurou os centros das cidades e pôs em relação os novos edifícios e espaços urbanos com a paisagem existente.
Quando se trata de analisar o impacto da fotografia tirada na rua, é necessário falar de Leo Matiz, Armando Matiz e Hernán Díaz. Esses três fotógrafos retrataram personagens, acontecimentos e vida urbana de Bogotá. Aqui destacamos e selecionamos, dentro de sua ampla produção, suas fotos de ruas, praças, cruzamentos e edifícios representativos da cidade, lugares emblemáticos ou anônimos que, através da fotografia, consolidam o patrimônio moderno na memória coletiva, e onde a arquitetura e os espaços urbanos são protagonistas das cenas.
O que vem à mente quando você se depara com o termo “design sensorial”? As chances são de que seja uma imagem: uma sala onde chove, um utensílio engraçado para comer, uma cadeira visivelmente texturizada. Mas as sensações, cheiros e gostos são coisas muito mais difíceis de capturar. Essa dificuldade aponta para quão profundamente arraigada é a tirania da visão. Os outros sentidos podem ser as chaves para desvendar verdades empíricas mais amplas? O viés da arte, da arquitetura e do design centrado no ocular realmente impede uma experiência coletiva mais profunda?
Robert Venturi (1925-2018) foi um dos mais influentes arquitetos americanos do século passado, não apenas por sua obra construída, nem tampouco por seu trabalho como designer. Neste sentido, ele jamais alcançará o patamar de Wright, Kahn, ou até mesmo Gehry. Entre 1965 e 1985, ele e sua parceira, Denise Scott Brown, provocaram o nascimento de uma nova perspectiva no mundo da arquitetura, transformando a maneira com que percebemos nossas cidades e paisagens, assim como Marshall McLuhan, Bob Dylan e Andy Warhol foram responsáveis por profundas transformações no mundo da arte, da música e da cultura durante o mesmo período.
Trabalhei com Bob Venturi durante a minha formação como arquiteto durante os anos 70; Cresci lendo seus livros e visitando as suas obras. Para mim Bob foi como um pai. Meu pai era apenas um ano mais novo que ele, e Denise tem a mesma idade da minha mãe.
https://www.archdaily.com.br/pt/903399/robert-venturi-e-as-complexidades-e-contradicoes-que-transformaram-o-mundo-da-arquiteturaMark Alan Hewitt
Será que arquitetos/as estão realmente recorrendo à renderização em tempo real para a visualização de seus projetos? A Epic Games, criadora do Unreal Engine, decidiu investigar a questão por meio de uma pesquisa independente.
Os resultados confirmaram o que muitos de nós já suspeitávamos: a renderização em tempo real está em ascensão na arquitetura, na mídia, no entretenimento e na indústria manufatureira. No entanto, a pesquisa também revelou alguns detalhes surpreendentes sobre essa tecnologia e suas aplicações.
A Terrazzo & Marble Supply Companies transformou a Duke Ellington School of the Arts em Washington, D.C., com terraço de epóxi moldado in loco. [Foto: Cortesia de Terrazzo & Marble Supply Companies]
O piso de terrazzo, com seu estilo de mosaico composto por pedaços de mármore ou granito assentados em concreto polido ou resina epóxi, é conhecido por sua flexibilidade e notável durabilidade. Não é de se espantar, portanto, que a técnica seja utilizada há séculos.
Com os devidos cuidados durante a instalação e o uso, os pisos de terrazzo também podem durar várias décadas. “Existem pisos de terrazzo instalados no início dos anos 1900 que continuam com uma aparência excelente”, afirma James Bateman, gerente da divisão de terrazzo da Terrazzo & Marble Supply Companies. De fato, o estilo é conhecido por alguns como “pisos eternos”, em uma referência direta à sua história e longevidade.
Com forte influência do movimento moderno — e, em especial, da presença de Le Corbusier — a arquitetura indiana contemporânea reflete uma mescla de referências tradicionais e ocidentais. Utilizando principalmente materiais locais, como tijolo, concreto e pedra, os edifícios indianos destacam-se por seu alto impacto visual e por uma robustez marcante.
Devido à sua escassez, a madeira é utilizada majoritariamente em detalhes e acabamentos, e não em estruturas principais. Alguns dos principais nomes da arquitetura na Índia conseguiram equilibrar com sutileza o uso do concreto e da madeira, em um gesto delicado que evoca elegância e texturas brutas.
Apresentamos a seguir alguns dos melhores exemplos da arquitetura indiana contemporânea que utilizam tanto o concreto quanto a madeira de maneira harmoniosa e atraente.
O escritório espanhol Ecosistema Urbano apresentou os detalhes de um dos primeiros espaços em Cuenca (Equador) que emergirão do projeto Cuenca RED: Febres Cordero. Trata-se de um edifício emblemático e histórico que funcionou como uma escola durante décadas e que agora será transformado em um edifício de uso misto que servirá de referência para a sustentabilidade econômica, ambiental e social de Cuenca.
O marco do desenvolvimento do programa ICES (Iniciativa Cidades Emergentes e Sustentáveis) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento, em conjunto com a prefeitura de Cuenca, Cuenca RED é um projeto no qual o Ecosistema Urbano tem proposto atividades e programas para criar uma nova rede de espaços públicos reativados no centro histórico da cidade inscrito na Lista de Patrimônio Mundial pela UNESCO desde 1999.
No lado norte do Tempelhofer Feld, um aeroporto que virou parque no sul de Berlim, há uma grande bacia. Cercada por lotes e bangalôs e percebida apenas para aqueles que a conhecem, essa depressão que remonta ao século XIX mantém a água da chuva drenada das pistas desativadas do aeroporto antes de entrar na rede de canais de Berlim.
“Sabíamos que era uma espécie de local secreto no centro da cidade que ninguém tinha no mapa”, explica Benjamin Foerster-Baldenius, da Raumlabor Architects. Ou melhor, até este verão.