Trabalhos selecionados de seis dos nove novos membros honorários do AIA.
Mais de 100 arquitetos/as norte-americanos/as e nove profissionais internacionais de arquitetura foram promovidos/as ao American Institute of ArchitectsCollege of Fellows. O título de Fellow do AIA é uma honraria de prestígio concedida a quem tenha dado contribuições duradouras para a profissão. Embora seja um reconhecimento majoritariamente nacional, o AIA também concede o título a diversos/as projetistas internacionais todos os anos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1071174/aia-eleva-novos-membros-e-nove-membros-honorarios-internacionais-ao-colegio-de-fellowsKatherine Allen
Perspectiva. Image Cortesía de Arquitectos Rodrigo Schiavoni y Adán Yenerich
Rodrigo Schiavoni e Adán Yenerich, sócios fundadores do SY arquitectos, foram os vencedores do concurso aberto organizado no âmbito do oitavo Congresso Internacional da Língua Espanhola, realizado na cidade de Córdoba entre 27 e 30 de março de 2019. O concurso propunha o desenho de um marco comemorativo em escala urbana que se constituísse como símbolo cidadão.
Organizado pela Cámara de Turismo de la Provincia de Córdoba e voltado tanto para artistas quanto para designers e arquitetos/as, este concurso interdisciplinar propunha a produção de peças em escala urbana para intervir no espaço público de um setor de destaque da cidade: um trecho da área fundacional localizado a poucos metros da Manzana Jesuítica, setor considerado Patrimônio da Humanidade pela Unesco.
University of West Georgia. Image Courtesy of Superior Recreational Products
Em todo projeto arquitetônico de sucesso, é essencial fornecer aos usuários um espaço confortável ao ar livre. Em qualquer época do ano, estruturas modulares de sombra podem criar espaços que protegem do vento, poeira, sol, chuva, neve e ruídos de uma forma leve, flexível e esteticamente agradável.
Com isso em mente, o que devemos procurar ao escolher estruturas de sombra para espaços ao ar livre? Abaixo, fornecemos as principais recomendações da Superior Recreational Products.
O percurso que Vincent Van Duysen tem percorrido desde 1990 mostra grande consistência e uma visão coerente do projeto. Desde o início, promoveu-se com um certo número de lojas. E isso não foi coincidência. Van Duysen tem dito em diversas ocasiões que se não tivesse tido a oportunidade de estudar arquitetura, certamente teria seguido uma carreira na moda. Assim, não é surpreendente que após os seus estudos em Sint Lucas Gent se tenha mudado para Milão, uma cidade de renome como uma das capitais mundiais do design e da moda. Em Milão ficou convencido que um designer devia não só expressar um conceito na forma mais clara possível, mas deveria também prestar atenção a todos os detalhes significativos.
Cada movimento artístico e de design tem uma história interessante sobre como influenciou a arquitetura, e nem todos começaram com os mesmos princípios pelos quais ficaram depois conhecidos. A Bauhaus não é exceção. Ícone das origens do movimento moderno, a famosa escola alemã foi uma instituição experimental voltada para o expressionismo, criatividade e artesanato, unindo os estilos de Art Nouveau e Arts and Crafts com desenhos modernos.
Sol e vento vêm à nossa cabeça rapidamente quando pensamos em energias provindas de fontes renováveis. Descentralizar a produção de energia elétrica de grandes usinas é algo que tem movido engenheiros e inventores por todo o mundo. Mas pensar em transformar a energia mecânica do caminhar das pessoas em energia elétrica é algo que sai um pouco do senso comum. A tecnologia foi desenvolvida pelo fundador da Pavegen, Laurence Kemball-Cook, através de uma plataforma que se mescla ao passeio, desenvolvendo um produto que converte os passos em energia elétrica, mas que também pode gerar dados e até recompensas. Mas antes de sair por aí se sentindo o Michael Jackson em Billie Jean, entenda melhor como esse sistema funciona.
Se as paredes pudessem falar, teriam infinitas histórias para contar - histórias de antiguidade, guerra, escândalo e reconciliação. Abordagens para a preservação são tão variadas quanto os profissionais por trás delas, e é comum vermos projetos de preservação que combinam estruturas antigas com características contemporâneas, criando belas combinações do antigo e do novo.
Reveja alguns projetos que destacam a beleza nas imperfeições das ruínas e grandes combinações de materiais usados e novos.
Esta seleção é uma das muitas compilações interessantes feitas por nossos usuários registrados. Lembre-se que você pode salvar e organizar suas inspirações no Meu ArchDaily. Crie sua conta aqui.
Junya Ishigami's works at the 2008 Venice Biennale. Image Courtesy of junya.ishigami+associates
Em minha recente visita ao Japão tive a oportunidade de encontrar-me com uma das principais figuras do momento no cenário arquitetônico japonês. Junya Ishigami recebeu-me em seu estúdio pra lá de experimental (além de muito internacional) em Tóquio, uma das experiências mais memoráveis pelas quais passei ao longo dos últimos anos. Seu entusiasmo incontido é arrebatador, principalmente quando ele fala à respeito de sua própria arquitetura ou aquilo que pensa em relação à nossa querida profissão. Junya acredita que a arquitetura contemporânea “ainda não é suficientemente livre”. E é exatamente aí que ele começa a se posicionar. Junya tem buscado libertá-la, desvencilhar-se desta inércia determinante que define e limita a arquitetura nos dias de hoje. Ele procura desenvolver uma arquitetura que seja leve e liberta, projetos inspirados em metáforas improváveis como as nuvens ou a tranqüilidade da superfície da água. “Precisamos introduzir mais diversidade na arquitetura contemporânea, é preciso dar novas respostas aos sonhos das pessoas ... Eu quero levar a arquitetura para o futuro, criar novas condições que nunca foram pensadas antes”, diz Ishigami. O arquiteto japonês inaugurou recentemente duas exposições em forma de manifesto na cidade de Paris, questionando a natureza e o propósito da arquitetura nos dias de hoje. Junya é um visionário que parece um pouco fora de moda naquela que talvez seja a mais incerta das profissões.
Comemore o centenário da Bauhaus com a plataforma número um do mundo para contar histórias através de imagens, o Instagram. Ferramenta essencial para designers, o Instagram é um banco de dados digital em constante crescimento, útil para compartilhamento e estímulo de mercados. A mídia social mudou não apenas o modo como apresentamos e comercializamos nossos projetos, mas também como apresentamos nós mesmos ao mundo.
São muitas as narrativas que se sobrepõem e cruzam na arquitetura e na cidade. Fruto do desejo humano de criar distinções artificiais em meio à natureza - seja por necessidade ou por vontade de manifestar sua existência - o espaço arquitetônico pode até apresentar certo rigor, mas mesmo as geometrias mais rígidas são o lugar onde variadas experiências, tempos e ações humanas sucedem.
Assim, sobre a intenção projetual sobrepõe-se a vida, e o resultado é um emaranhado constantemente mutável de narrativas. Para compreender essas histórias - ou segregá-las para contar ainda outras histórias - podemos contar com algumas ferramentas de representação da arquitetura e do espaço. A fotografia, nesse sentido, é aliada, e com ela é possível desembaraçar - ou complicar ainda mais - o novelo urbano em narrativas específicas, recombiná-las e, então, contar outra prosa.
A partir deste mês, o ArchDaily apresentará temas mensais. Nossos editores e curadores alinharão seus esforços para aprofundar tópicos que consideram relevantes no discurso arquitetônico de hoje, apresentando novos artigos, projetos, colaborações e sugestões de nossos leitores. Começaremos com representação na arquitetura.
O que começou como um desenho feito no chão para representar, esquematicamente, a planta de edifícios, logo evoluiu para representações axonométricas de uso militar e, desde então, em uma variedade de técnicas e formas de apresentar o espaço que vão além da mera representação de volumes.
Há tempos publicamos artigos relacionando a infância e o ímpeto construtivo do ser humano e, nesse sentido, temos a certeza que a maioria dos arquitetos e arquitetas que são pais e mães, já pensaram em algum momento projetar e construir algum brinquedo para seus filhos. A arquiteta Paula Zasnicoff, sócia-diretora do escritório Arquitetos Associados, junto com a designer Andrea Gomes, resolveram avançar na ideia e criaram a marca Bubud.
https://www.archdaily.com.br/pt/911305/mini-arquiteturas-para-montar-e-brincarPedro Vada
Ao longo das últimas três décadas, Dubai floresceu em meio a um deserto desabitado para transformar-se em um centro urbano estratégico para o mundo dos negócios e do turismo. Como uma das diversas reações decorrentes deste novo fenômeno, várias cidades ao redor do mundo passaram a replicar esse modelo de desenvolvimento urbano - um urbanismo amplamente baseado no automóvel, arranha-céus luxuosos, centros comerciais gigantescos e tecnologias e sistemas "inteligentes" e "sustentáveis", tudo isso, à partir do zero. Surpreendentemente, estes novos empreendimentos tem se espalhado rapidamente pelo continente africano, assumindo nomes como Eko Atlantic City Nigéria, Vision City em Ruanda, Ebene Cyber City nas Ilhas Maurício; Konza Technology City no Quênia; Safari City na Tanzânia; Le Cite du Fleuve na República Democrática do Congo, entre vários outros. Ao que tudo indica, todas estas cidades parecem apenas meras tentativas de imitação daquilo que representa a cidade de Dubai.
https://www.archdaily.com.br/pt/911073/o-que-as-cidades-africanas-podem-aprender-com-a-experiencia-de-dubaiKatherine Allen
Liz Diller and Ricardo Scofidio; image via the Architects' Journal
O escritório Diller Scofidio + Renfro foi laureado com o Royal Academy Architecture Prize de 2019, um prêmio concedido anualmente pelo comitê britânico de artes como forma de reconhecimento a grupos ou indivíduos que foram "instrumentais para a discussão, coleção ou produção de arquitetura em seu sentido mais amplo."
Pelo menos duas avenidas (23 de maio e 9 de julho) marcam no território da cidade a presença da Revolução Constitucionalista de 1932. Mas na paisagem da capital paulista vários outros locais referenciam a memória de um conflito armado que se tornou o grande mito da história do Estado de São Paulo, celebrada desde 1997 com um feriado.
O telhado é um dos elementos estruturais básicos da maioria das edificações. É o elemento que permite converter um espaço delimitado em um lugar protegido. Fortemente ligado às condições climáticas de cada contexto, suas variações em termos de desenho e tipo de estrutura atraem arquitetos que veem no telhado uma oportunidade não apenas de garantir proteção, mas também conferir caráter à obra.
A seguir, reunimos 13 exemplos de casa cujo telhado se desdobra na própria parede externa, configurando não apenas a "quinta fachada" como as próprias elevações da edificação.
O ano de 2019 marca o centenário de fundação da Bauhaus, a escola que transformou-se em um movimento e cuja influência segue perdurando no tempo. Apesar de ter sofrido graves interferências políticas, que culminaram em seu fechamento no ano de 1933 durante a acensão do regime nazista na Alemanha, a Bauhaus segue sendo uma das mais importantes referências para o mundo da arquitetura até os dias de hoje.
Como parte de nossa cobertura especial do centenário da Bauhaus - e para matar a sua sede por conhecimento - selecionamos alguns dos melhores documentários sobre a Bauhaus disponíveis na internet. Apresentando imagens inéditas e entrevistas exclusivas sobre a Bauhaus, esses documentários são uma ótima oportunidade para mergulharmos ainda mais fundo na história da mais importante escola de arquitetura e design de todos os tempos.
A Colônia Roma é conhecida por sua recente ebulição no campo da arte e da cultura de nosso tempo, cheia de galerias de arte, restaurantes, livrarias e museus. No entanto, sua tradição data da Época Porfiriana a princípios do século XX como exemplo de apresentar a Cidade do México como uma cidade moderna ao criar a primeira colônia, junto a Condesa, com todos os serviços básicos à disposição de seus habitantes. Desenhada com bulevares parisienses e ruas arborizadas, Roma é um claro exemplo de uma arquitetura art nouveau, ecléctica e à moda francesa, que propiciou a chegada de famílias de alto escalão social.
Estudos mostram que o investimento público em redes cicloviárias integradas e seguras promove transformações urbanas, proporcionando mais humanidade, saúde e qualidade de vida na cidade. Enquanto cidades na Holanda e nos países nórdicos já incorporaram as bicicletas no cotidiano, com uma parcela significativa da população utilizando o meio de transporte para os deslocamentos diários, grande parte do mundo ainda vem buscando um modelo para diminuir os congestionamentos e aumentar seu uso. Segundo o ITDP (Institute for Transportation and Development Policy), investir no transporte não motorizado permite a redução dos congestionamentos, melhora a qualidade do ar, a saúde física e mental dos moradores, e ainda o comércio local e a visibilidade das marcas, uma vez que ciclistas tendem a prestar mais atenção ao comércio local e ocupam menos espaço do que os automóveis.
Mas junto às ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas, é imprescindível proporcionar locais adequados para que as bicicletas possam ser estacionadas nos finais dos percursos. Enquanto os bicicletários são espaços fechados, geralmente com algum tipo de vigilância e infraestrutura adicional, os paraciclos são as estruturas que permitem apoiar e trancar a bicicleta de forma segura. Eles podem se integrar no mobiliário urbano de uma cidade, junto a bancos, placas, luminárias e totens informativos.
Você prepara seu trabalho final de graduação por um longo tempo. Sonha muito com a apresentação, com a banca, com o projeto, com sua maquete, com o memorial, com as suas palavras. Avança, mas crê que será péssimo. Logo sente que não, que será um êxito e que tudo terá valido a pena. E logo tudo se repete e tens vontade de suicidar-se. Que isso é uma montanha russa e não sabes quando tudo acabará.
Até que chega o dia. Você apresentar seu projeto. Explica suas ideias. A banca faz perguntas. Você responde. Você percebe que sabe mais do que pensava e que nenhum de seus sonhos constantes durante o ano não estiveram perto do que realmente aconteceu no exame. A banca murmura. Acaba a apresentação e te pedem que saia por um tempo. Ali você espera uma eternidade, minutos que rastejam lentamente. Passa, por favor. A comissão recita uma breve introdução e você não pode deduzir se foi bem ou mal. A comissão vai direto ao ponto. Você passou! Parabéns, você é um novo colega e todos te felicitam pela sua realização. A alegria invade você, apesar do cansaço que vêm arrastando. A adrenalina baixa. Passam-se semanas ou meses para ter um descanso merecido. E você começa a se perguntar: e agora?
A universidade -essa instituição que te forma como profissional- te entrega o diploma e agora você enfrentará o mercado de trabalho pela primeira vez (se é que nunca trabalhou antes). Antes de sair e definir suas próprias métricas de êxito pessoal (o êxito já não é medido em avaliações acadêmicas), compartilhamos com você 9 lições para enfrentar o mundo, agora que você é uma arquiteta ou um arquiteto.
A Equipe Mazzanti, dirigida por Giancarlo Mazzanti, desenvolveu uma linha de brinquedos inspirada no Bosque da Esperança, localizado nos arredores de Bogotá, na Colômbia. A primeira edição da série "Nosotros Jugamos Tu Juegas" é inspirada nos projetos arquitetônicos e sociais mais reconhecidos do escritório, incorporando o espírito da "brincadeira como ferramenta de design".
Com mais de 15 anos de experiência em design arquitetônico, a equipe desenvolveu um interesse especial em usar elementos lúdicos como método para envolver e incentivar o comportamento social nas comunidades. O jogo "Bosque de la Esperanza", portanto, apresenta 16 peças modulares e 30 conectores, com geometrias complexas, que criam uma estrutura cognitiva e um desafio criativo.
Enquanto muitos arquitetos pensam em janelas para iluminar os espaços internos, Norman Foster fica intrigado com a luz natural vinda de cima. O famoso arquiteto britânico sempre admirou a obra de Louis Kahn e Alvar Aalto pela forma como lidavam com a luz natural - especialmente no que diz respeito à cobertura. Em particular, grandes edifícios públicos beneficiam-se desta estratégia para criar espaços agradáveis. Portanto, Foster considera a luz natural indispensável quando desenvolve megaestruturas para aeroportos ou arranha-céus corporativos. Mas a luz natural que vem de cima é muito mais do que uma dimensão estética, observa Foster: "Além das qualidades humanísticas e poéticas da luz natural, há também implicações energéticas".
O Seminário de Cultura e Realidade Contemporânea convidou o professor e cineasta Carlos Augusto Calil para discutir o tema “política cultural como direito à cidade” como parte da programação de palestras que antecedem o seminário internacional de 2019 cujo tema é “ainda o direito a cidade?”
https://www.archdaily.com.br/pt/910902/carlos-augusto-calil-ainda-direito-a-cidade-politica-cultural-como-direito-a-cidadePedro Vada
Trata-se de um dos muitos atrativos do norte peruano: seus imensos ventanais. Quando soube que iria pro norte, rumo a Trujillo, imediatamente comecei a sonhar com suas janelas. Eu as tinha visto em um bom curso universitário, e suas dimensões eram grandes o suficiente para ocupar um lugar de destaque na minha memória. A isso somava-se uma obsessão natural por janelas de qualquer tamanho ou forma, por sua razão de ser ou pelo que possibilitam. Embora tivesse estado lá anos atrás, quando criança, agora eu voltava com um novo olhar, muito mais arquitetônico.
Este é um ensaio fotográfico e uma compilação das diversas variantes da janela de Trujillo. As fotos não se limitam às áreas preservadas da cidade; também revelam o descuido ou a deterioração. De uma forma ou de outra, a beleza transparece.