
O Brasil urbano é feio demais. Por que isso aconteceu? Alguns acusam “a ausência de planejamento urbano e de zoneamento, os gabaritos manipulados, o poder nefasto das empreiteiras e construtoras influindo na elaboração dos planos diretores”.

O Brasil urbano é feio demais. Por que isso aconteceu? Alguns acusam “a ausência de planejamento urbano e de zoneamento, os gabaritos manipulados, o poder nefasto das empreiteiras e construtoras influindo na elaboração dos planos diretores”.

Ao longo dos últimos anos, o desenvolvimento de novas tecnologias e o aumento da procura por materiais e sistemas construtivos mais sustentáveis têm impulsionado o uso de estruturas de madeira na arquitetura do século XXI. Sistematicamente, a madeira se firmou como uma alternativa ao concreto e o aço, passando a ser amplamente utilizada também em projetos de arranha-céus e edifícios em altura. Ao longo dos últimos seis anos foram construídos - ou estão sendo construídos - mais de 44 edifícios em altura com estruturas de madeira. Segundo definição do Council on Tall Buildings and Urban Habitat, podem ser considerados arranha-céus edifícios construídos com estruturas de madeira com mais de quatorze pavimentos ou cinquenta metros de altura. Exemplos notáveis já foram notícia aqui no Archdaily Brasil, como o Edifício T3 desenvolvido em parceria entre a Michael Green Architecture e o DLR Group e a Torre HAUT, projetada pelo Team V Architectuur.

Hong Kong tem um dos skylines mais impressionantes do mundo: arranha-céus contemporâneos se elevam em meio às montanhas e ao porto, casas antigas aninhadas entre estruturas futuristas, luzes de neon, paisagens quase distópicas. Mas entre as inúmeras arquiteturas notáveis de Hong Kong, seus espaços dedicados à morte não encontram paralelo em nenhuma outra parte do mundo.
Ao longo de cinco anos, o fotógrafo de arquitetura Finbarr Fallon registrou os cemitérios hiperdensos de Hong Kong, explorando a geometria sublime de suas covas e jazigos escalonados em uma série intitulada "Dead Space".

As fachadas translúcidas são painéis leves usados nos exteriores de edifícios, protegendo-os de intempéries climáticas, umidade e erosão. Sua composição de microcélulas de policarbonato fornece uma luz suave e naturalmente difusa, com uma ampla gama de cores, brilho e opacidades disponíveis.
Ao fixá-las no lugar, com juntas ocultas, é possível ocultar elementos de construção desagradáveis e ajudar a proteger as pessoas dos raios UV prejudiciais, garantindo também a condução térmica máxima. Os indivíduos que os utilizam perceberão uma redução nas contas de energia uma vez que a luz natural do sol poderá aquecer e iluminar edifícios, criando condições ambientais internas muito atraentes para diferentes usos.
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A produção arquitetônica atual em São Paulo é tão diversa quanto se poderia esperar de uma das cidades mais populosas do mundo. Posto que a arquitetura envolve também o resultado do desordenamento urbano e crescimento populacional — edificações advindas da necessidade das pessoas que, com escassos recursos, constroem elas mesmas suas casas — a discussão com frequência se concentra naquela produção cuja gênese se encontra no esforço projetual.

Refletir sobre o cotidiano. Essa é a proposta da 12ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, que acontece a partir de setembro na capital paulista. Com o tema “Todo dia”, a bienal quer abordar a “dimensão mais trivial da realidade”, lançando luz sobre a produção do espaço ordinário, usual e, por isso mesmo, fundamental para a qualidade do ambiente em que cotidianamente habitamos. Os curadores Vanessa Grossman e Ciro Miguel são nossos convidados para essa conversa sobre este evento tão importante na construção de pontes entre a produção acadêmica e prática da arquitetura e a sociedade em geral.

Em meio à revolução digital de hoje, a representação arquitetônica não se baseia mais apenas em fotografias. Arquitetos agora trabalham em colaboração com profissionais do audiovisual para transformar seus projetos em verdadeiras experiências cinematográficas.
No início deste ano, a empresa alemã de design 22quadrat fundou o 9sekunden, um estúdio especializado em documentários sobre paisagem e arquitetura. No curta-metragem do Pavilhão de Conferências de Tadao Ando, o estúdio leva os espectadores a uma jornada meditativa, retratando a atmosfera calma e contida daquela estrutura de concreto.

Na 25ª edição do ranking das cidades com maior custo de vida no mundo, realizado pela Mercer, Hong Kong permanece em primeiro lugar, dando sequência à tendência das cidades asiáticas como os lugares mais caros para se viver.
Os fatores que determinam o custo de vida nesta edição são: alimentação, moradia, suprimentos pessoais e domésticos, álcool e tabaco, roupas e calçados, serviços domésticos e públicos, transporte, recreação e entretenimento.
Veja a seguir as 10 cidades com o maior custo de vida no mundo e as 5 mais caras da América do Norte, América do Sul, Ásia, Pacífico, Europa Oriental, Europa Ocidental, Oriente Médio e África.

O arquiteto e artista visual Mohammad Hassan Forouzanfar mesclou ícones contemporâneos com edifícios tradicionais iranianos em uma série de imagens intitulada Retrofuturism. Em sua última postagem, o arquiteto persa deslocou edifícios emblemáticos de nossa era, reinserindo-os em pinturas do século XIX que retratam o Irã, feitas pelo artista Eugène Flandin.

Debater a legislação urbana levanta, via de regra, a questão da altura das edificações - ponto crucial para compreender e prever se o tecido urbano tem capacidade de comportar a multiplicação de pavimentos. No Brasil, o problema é fundamental, haja vista a ineficiência da rede urbana da maioria das cidades, entretanto, ainda há certo exagero em afirmar que, mesmo em nossos centros mais urbanizados, o eixo Z é excessivamente explorado.

Este artigo foi originalmente publicado no Common Edge.
Ao longo da última década, a Nigéria viveu sobre o espectro sombrio e a constante ameaça do grupo terrorista Boko Haram. De Maiduguri a Abuja, o conflito dilacerou o país, matando centenas de milhares de pessoas, destruindo milhões de casas e causando consideráveis impactos à já precária infraestrutura pública do país. Felizmente a situação está começando a mudar, isso porque ao longo dos últimos anos, grupos militares nigerianos conseguiram libertar várias das cidades ocupadas, dando início a um amplo trabalho de reconstrução do país. Entretanto, os efeitos da guerra deixaram uma marca indelével que transformou para sempre os espaços urbanos destas cidades. A Nigéria viu seu país ser completamente destruído, não apenas vidas foram perdidas mas também os espaços públicos e a infraestrutura básica, forçando a população a reconstruir o país do zero.


Em todas as religiões, as salas de oração e edifícios religiosos visam separar o visitante do caos da vida cotidiana e proporcionar serenidade e paz, mesmo no breve momento em que eles fazem suas orações. Na cidade turca de Şanlıurfa, o BeOffice Architects projetou uma mesquita circular e independente, com foco na natureza circundante, tranquilidade e acessibilidade.
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Cidades que absorvem a água da chuva e permitem que a água siga seu fluxo natural. Deveria ser fácil, mas inventamos de canalizar nossas águas e não deixamos a própria natureza fazer a parte dela: absorver e purificar. Para o arquiteto chinês Kongjian Yu, essa é a questão central para solucionar um dos maiores problemas da atualidade em grandes centros urbanos: as inundações.

A arquitetura brutalista está desaparecendo da cidade de Londres. No princípio, essas estruturas eram percebidas como rebeldes e desajustadas, posteriormente, no entanto, este estilo se tornou o mais recorrente dentre os edifícios comerciais e governamentais do pós-guerra. Atualmente, com as demandas do mercado imobiliário e o domínio da arquitetura contemporânea, essas monumentais estruturas acinzentadas de concreto estão pouco a pouco desaparecendo.
O arquiteto e fotógrafo Grégoire Dorthe desenvolveu a paixão pela fotografia durante o serviço militar, quando percebeu que, através de suas imagens, era capaz de congelar momentos e preservar o que será perdido com o tempo. Em sua série fotográfica intitulada Brutal London, o fotógrafo suíço registra as formas brutas e as qualidades gráficas da arquitetura brutalista da cidade, antes que esses edifícios sejam para sempre perdidos.

A tensão entre a modernidade e a tradição é o traço mais marcante da obra de Hans Broos, o que fica evidente nos projetos para a Cia Hering, onde edifícios ecléticos são confrontados com construções em concreto aparente, numa simbiose de tempos históricos.
Nisso consiste a radical contemporaneidade do seu trabalho: Broos entende o contemporâneo como a convivência de épocas distintas, que se encontram num mesmo momento, conformando o maravilhoso emaranhado de que é feito o tempo, como dizia Lina Bo.

À medida que a população urbana mundial continua a crescer vertiginosamente, estima-se que até 2050 mais de um bilhão de pessoas, com algum tipo de restrição motora, estarão vivendo em áreas urbanizadas. Infelizmente, a maioria dos centros urbanos mas principalmente aqueles mais antigos - com centenas e até milhares de anos -, não estão preparados para atender a esta preocupante demanda. Existe, portanto, um desafio imediato para nós arquitetos, urbanistas e autoridades locais: abordar com a devida atenção e sensibilidade a questão da acessibilidade em centros urbanos históricos. O grande desafio é, portanto, encontrar maneiras e métodos que possibilitem um convívio saudável entre a crescente demanda por acessibilidade e a manutenção das características específicas do patrimônio histórico urbano de nossas cidades mais antigas.

O fotógrafo especializado em arquitetura Guilherme Pucci compartilhou conosco seu ensaio da garagem de barcos que integra o complexo Santa Paula Iate Clube, projetada pelo arquiteto João Batista Vilanova Artigas no início da década de 1960 e fechada em meados de 1980. Atualmente, o edifício, um dos ícones da arquitetura moderna paulistana, localizado na beira da Represa Guarapiranga, na Zona Sul da cidade de São Paulo, encontra-se em estado de mal conservação e abandono.

Kengo Kuma (nascido em 8 de agosto de 1954) é um dos arquitetos japoneses de maior expressividade atualmente. Suas reinterpretações de elementos tradicionais da arquitetura japonesa envolvem inovações no uso de materiais naturais e novas formas de pensar a relação da luz com o espaço.

As mulheres são membros imperativos da comunidade arquitetônica, criando trabalhos inovadores e inspiradores nas áreas de arquitetura, design e planejamento urbano. No entanto, mesmo com a ascensão do movimento de mulheres, suas contribuições ainda são questionadas ou comparadas.
A Metropolis Magazine analisou a história do feminismo na arquitetura, lançando luz sobre os momentos em que foi testemunhado um progresso sem precedentes e os momentos em que se perdeu a vantagem.

Solução recorrente em edifícios comerciais e corporativos, as fachadas espelhadas costumam despertar sentimentos variados entre arquitetos, frequentemente negativos. Argumentos contra esta opção não faltam e geralmente fazem sentido, citando desde a falência da arquitetura moderna e massificação de suas fachadas de vidro até aspectos relativos ao clima e a negligência às especificidades locais que transparece nessas superfícies espelhadas.

A temática da ausência da criança na cidade contemporânea, e a busca por soluções que permitam sua mobilidade com mais autonomia e divertimento, norteou um estudo com cerca de 130 crianças, de 7 a 12 anos, de diferentes classes sociais, moradoras do distrito da Consolação, na cidade de São Paulo. Depois de caminhar, conversar e desenhar com as crianças um percurso ideal entre a praça e a escola, foi desenvolvida uma proposta de intervenção [2], que costura os bairros de Vila Buarque e Higienópolis e pretende trazer os pequenos para brincarem em grupo, ao ar livre, todos os dias.

Daniel Flavin foi um dos representantes da chamada arte minimalista das décadas de 1960 e 1970 nos Estados Unidos. A classificação foi usada pela primeira vez pelo filósofo Richard Wollheim no ensaio “Minimal Art” em 1965 para agrupar obras que, como os ready-mades de Duchamp, não pretendiam representar uma realidade externa: o objeto exposto deveria ser entendido como obra por si e a experiência do espectador não deveria depender de associações a outros fatores.

A forma como encaramos o trabalho mudou, e isso é inegável. Nossa profissão já não nos define tanto quanto as gerações passadas, e novas formas de trabalho vêm sendo incorporadas aos cotidianos. Enquanto a tecnologia revolucionou nossa capacidade de executar uma variedade de tarefas diárias, muitas profissões desapareceram, algumas não devem durar muito e diversas outras foram criadas.
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Há três palavras que há muito aguardavam ser reunidas: O Pavilhão Siza. A história começa com a marca de móveis CAMERICH e o Fórum do Aedes Architecture em busca de um visionário da arquitetura e do design de produtos. O vencedor do Prêmio Pritzker de 1992, Álvaro Siza, foi selecionado e contratado para desenhar um pavilhão para a Feira Internacional de Móveis da China (CIFF 2019).