Antes da pandemia, havia um esforço conjunto de líderes mundiais para conter os efeitos do aquecimento global, com nações de todo o planeta buscando se unir em torno desse objetivo. O foco estava voltado para políticas e planos de ação que reduzissem as emissões de gases de efeito estufa até 2030, por meio da rápida introdução de novas tecnologias de eficiência energética e técnicas inovadoras de remoção de dióxido de carbono, visando atingir a meta de neutralidade de carbono do Acordo de Paris e limitar o aquecimento global a 1,5 °C.
Horários estendidos, prazos impossíveis, pressão para fazer networking — os setores imobiliário e de design podem tornar desafiador para pais e mães que trabalham encontrar tempo suficiente no dia a dia. À medida que muitas empresas começam a repensar suas normas e políticas, temos a oportunidade de refletir e considerar quando, onde, como e até mesmo por que trabalhamos.
Eu — ao lado de um pequeno mas resiliente exército de pais e mães que trabalham na região de Chicago — quero desafiar nosso setor a pensar mais alto. Estamos em um momento propício para mudanças, especialmente diante da "Grande Renúncia" e da acirrada disputa por talentos. A pandemia nos mostrou que o tempo é o nosso bem mais precioso e, com isso em mente, acreditamos ser possível construir políticas e práticas inclusivas que atraiam profissionais para o nosso setor. Veja como:
A realidade virtual trouxe novas formas de trabalho para arquitetos/as. Aliada a softwares de visualização em tempo real, a tecnologia constitui uma ferramenta robusta e com infinitos recursos para o fluxo de trabalho de projeto. Ela auxilia no desenvolvimento da proposta, atende a demandas específicas e ajuda a conquistar clientes. A seguir, apresentamos quatro motivos essenciais para implementar a VR em seu fluxo de trabalho de projeto.
Instalação do Designer do Ano, Franklin Azzi, na Maison&Objet. Imagem cortesia de Metropolis Magazine
Com um público recorde de visitantes e marcas expositoras internacionais, a tradicional feira de mobiliário e decoração de Paris, Maison&Objet, destacou o luxo, o artesanato e a tecnologia em sua edição deste ano. Realizado no Parc des Expositions de Villepinte de 24 a 28 de março, o evento reuniu 1.811 marcas da Europa e da Ásia, distribuídas em estandes de grande escala, exibições imersivas, cafés ambientados e espaços dedicados a novos talentos. Embora o evento tenha sido remarcado de janeiro para março, houve um aumento de 36,7% no público em comparação com a primeira edição pós-pandemia, realizada em setembro passado.
Sem dúvida, as portas pivotantes estão mais em alta do que nunca. Girando em torno de um eixo vertical com componentes quase invisíveis, essas portas se caracterizam por suas linhas limpas, estética contemporânea e infinitas possibilidades de design – atributos que as tornam ideais para uma ampla gama de aplicações, especialmente como elementos de destaque no projeto. O grande diferencial dessas portas, no entanto, é o seu movimento fluido e elegante, que proporciona transições suaves entre os ambientes, distinguindo-as das portas de dobradiça comuns. Para garantir esse movimento característico, duas etapas são indispensáveis: a escolha de ferragens de alta qualidade e uma instalação correta.
San Diego é uma cidade intrinsecamente ligada ao oceano. Desse modo, sua arquitetura responde a uma variedade de influências culturais e condições naturais. Lar de estilos arquitetônicos diversos e distintos, San Diego abriga desde residências vitorianas no estilo Queen Anne e bangalôs craftsman até estruturas de estilo neocolonial espanhol. Além de obras monumentais como o Salk Institute e a Geisel Library, San Diego também abriga uma série de projetos contemporâneos, tanto culturais quanto residenciais.
Embora o novo livro de Stephen Zacks, G.H. Hovagimyan: Situationist Funhouse, seja ostensivamente sobre a vida e a obra do artista, há um subtexto intrigante e aparentemente oportuno pairando ao fundo: o complexo papel da arte e da cultura no desenvolvimento e redesenvolvimento das cidades. Trata-se de uma questão complexa e por vezes tensa, propensa a um pensamento simplista, até mesmo binário. Zacks, amigo e ex-colega na revista Metropolis, sempre teve uma visão mais sutil do assunto. Na semana passada, entrei em contato com ele para conversar sobre a obra de Hovagimyan, as lições históricas da Nova York dos anos 1970 e os motivos pelos quais a "gentrificação" precisa de um novo nome.
Costuma-se dizer que só percebemos se o/a arquiteto/a considerou a acústica de um espaço quando isso não foi feito. Pense em interiores de restaurantes altamente instagramáveis, mas nos quais é impossível ouvir o que a pessoa do outro lado da mesa está dizendo.
Durante muito tempo, o tratamento acústico recebeu pouca ou nenhuma atenção na formação acadêmica em arquitetura. As coisas podem estar mudando, mas — para a sorte de empresas como a suíça Impact Acoustic — ainda há uma clara necessidade de provedores de soluções com sensibilidade arquitetônica que priorizam, acima de tudo, a redução de ruídos.
Anos atrás, profissionais de arquitetura migraram dos desenhos feitos à mão para o CAD. O tempo economizado e a eficiência obtida transformaram o setor. Hoje, é difícil encontrar um/a arquiteto/a que trabalhe exclusivamente com os métodos tradicionais de papel e caneta. Essa transição digital continuou a evoluir.
Uma obra de infraestrutura pode, literalmente, matar uma cidade? Esta é a questão que o escritor Jim Krueger propõe em seu podcast recente, The Road That Killed a City. O local em questão é a cidade onde Krueger vive hoje — Hartford, Connecticut — vizinha ao arborizado subúrbio de West Hartford, onde ele cresceu. Krueger morou em ambas as cidades, o que ajuda a equilibrar a surpreendente história que ele revela sobre como a capital de Connecticut foi empalada por uma rodovia (na verdade, duas: a I-84, de leste a oeste, e a I-91, de norte a sul, convergem em Hartford em uma espécie de marco zero viário). Conversei com Krueger sobre o que motivou o podcast, parte do que ele descobriu sobre a história dessa malfadada "melhoria" urbana e o legado de uma rodovia que continua a impedir o renascimento de Hartford — uma herança compartilhada por muitas cidades na América do Norte.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134705/uma-rodovia-matou-a-cidade-de-hartfordMichael J. Crosbie
No dia 5 de maio, foi inaugurada a primeira edição do Model. Festival de Arquiteturas de Barcelona. O evento, organizado conjuntamente pela Prefeitura de Barcelona e pelo Colégio de Arquitetos da Catalunha (COAC), é liderado pela equipe de direção artística composta por Eva Franch i Gilabert e Beth Galí, juntamente com o pesquisador cultural José Luis de Vicente, aproximando-nos da arquitetura experimental e nos ajudando a repensar como queremos viver juntos por meio de novos modelos de cidade e novos imaginários.
Por meio de cinco instalações de arquitetura efêmera situadas em um circuito pelo distrito de Ciutat Vella — passando pela Praça da Catalunha, pela laje de Sant Antoni, pela Praça Idrissa Diallo, pelo Passeio de Lluís Companys e pela Praça Real —, são explorados os os cinco grandes eixos desta edição do festival, cujo tema central é "Recrecer" (Recrescer): Entre-Classes, Entre-Culturas, Entre-Espécies, Entre-Gerações e Entre-Matérias.
Nesse contexto, apresentamos a seguir a instalação "Revertir la Pirámide" (Reverter a Pirâmide), do OJO estudio.
Desafiar os espaços sociais a refletirem adequadamente nossa existência moderna deve ser uma busca importante para todos os profissionais de design — o poder dos interiores progressistas não deve ser subestimado, podendo inclusive contribuir para mudar o rumo da história. A marca dinamarquesa de design MENU é movida por uma abordagem centrada no ser humano e enraizada no agenciamento social — tendo como resultado final de cada produto o desenvolvimento de um senso de comunidade e pertencimento no mundo real.
De 5 a 15 de maio, a Praça Real de Barcelona transformou-se em um dos centros de debates sobre arquitetura e cidade do Festival MODEL. A instalação efêmera "Ocupar o Centro com a Palavra", realizada pela Faculdade de Design e Engenharia ELISAVA sob a direção de Roger Paez, em conjunto com Manuela Valtchanova, Albert Fuster e Toni Montes, buscava "gerar condições ideais para que possam ocorrer tanto encontros quanto desacordos - sempre por meio da palavra".
Recriar o ateliê de um/a artista em uma exposição sempre foi um desafio para equipes de curadoria e expografia — trazer a medida certa de "caos", revelar minuciosamente o fazer artístico e manter a coerência visual são requisitos fundamentais, ao mesmo tempo em que se abrem as cortinas dos bastidores para o público. Kazuko Miyamoto: To perform a line, retrospectiva da Japan Society sobre os cinquenta anos de carreira da artista na escultura, no desenho e na performance, soluciona esse desafio de maneira prática e poética.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134459/japan-society-de-manhattan-explora-a-relacao-da-artista-kazuko-miyamoto-com-a-arquitetura-de-seu-atelieOsman Can Yerebakan
Arcadia Cinema / DW9. Imagem cortesia de Iris Ceramica Group
No contexto da pandemia, em que diversos negócios foram forçados a fechar temporariamente, as salas de cinema em todo o mundo estiveram entre os setores mais afetados. Passados mais de dois anos, os efeitos remanescentes da COVID-19 ainda se fazem presentes, marcando um ponto de inflexão na experiência tradicional do cinema. Contudo, mesmo que o público ainda não esteja perto dos níveis pré-pandemia, determinados segmentos de espectadores e espectadoras continuam desfrutando dos benefícios da tela gigante, das poltronas confortáveis, dos potentes sistemas de som e da clássica pipoca de cinema.
Quando a incorporadora Blue Heron se propôs a criar sua exclusiva obra-prima residencial, a Vegas Modern 001, ou simplesmente VM001, o objetivo era expandir os limites do design e criar uma experiência imersiva que integrasse tanto o mundo natural quanto o construído.
“Gostamos de pensar na casa como algo adequado ao nosso tempo e lugar, à nossa cultura e à tecnologia disponível”, afirma o fundador e CEO Tyler Jones. “Assim, há uma energia e um espírito que vêm da cidade … então estamos falando de mídias digitais e dessa atmosfera lúdica que se manifesta em alguns grandes momentos dramáticos.”
A seleção desta semana dos Melhores Projetos Não Construídos destaca propostas residenciais enviadas pela comunidade do ArchDaily. De uma pequena habitação comunitária em Gana a uma casa de campo aninhada em uma encosta em Portugal, esta seleção de projetos não construídos explora como os/as arquitetos/as respondem a diferentes topografias, culturas e disponibilidade de materiais ao projetar espaços que oferecem mais do que um simples abrigo para seus usuários e usuárias. O artigo também inclui projetos da Índia, Irã, Irlanda, Letônia, Geórgia e Arábia Saudita.
Caso você ainda não saiba: a personalização de móveis e acabamentos é um dos desenvolvimentos mais significativos no setor de design de interiores atualmente. Não é exagero dizer que toda conversa que tenho com marcas de design envolve o conceito de personalização — tanto que meu dicionário mental de sinônimos está repleto de alternativas para o termo, já que costumo escrevê-lo com bastante frequência.
A personalização costuma ser apresentada como o ápice do luxo moderno, mas será que é para todo mundo? Digo, sou totalmente a favor de expressar a individualidade em nossos interiores, mas também me lembro da paralisia que sinto diante de um cardápio de entrega de comida nos Estados Unidos. Quando agradar ao paladar envolve opções aparentemente ilimitadas, qual caminho seguir? Sem habilidades culinárias profissionais, a chance de errar aumenta. Isso não importa tanto quando se trata de montar o recheio de um sanduíche, mas quando o que está em jogo é a estrutura de um edifício ou a decoração de seus ambientes, a escolha precisa ser duradoura; ela precisa ser a correta.
https://www.archdaily.com.br/pt/1135017/sofisticacao-em-pisos-com-um-toque-pessoal-os-designs-personalizaveis-da-beauflorEmma Moore
Não são muitos os projetos de arquitetura que exigem a atualização dos mapas de sua região. Por outro lado, também são poucos os projetos concebidos com tamanha sensibilidade quanto o Lighthouse Hotel & Spa, em Büsum, no norte da Alemanha.
O projeto poderia ter tomado um rumo desastroso. Contudo, o/a arquiteto/a local Thomas Ladehoff — em estreita colaboração com o/a hoteleiro/a e parceiro/a criativo/a Jens Sroka — conseguiu conceber um destino de 108 quartos que, por meio de uma inteligente articulação volumétrica e escolha de materiais de construção, respeita tanto a escala quanto a linguagem vernacular de seu entorno. Acima de tudo, a proposta mitiga a obstrução parcial do farol de 110 anos de idade ao lado do qual se situa e do qual herda o nome.
O perigo aviário — ou seja, o perigo para as aves, e não uma ameaça hitchcockiana para os seres humanos — é uma preocupação crescente para arquitetos/as e incorporadores/as. Embora talvez não se pense muito nisso, basta construir um edifício alto de vidro para que, mais cedo ou mais tarde, uma ave desavisada colida diretamente contra ele. E o fenômeno se repete, com frequência, com consequências fatais.
De fato, bilhões de aves colidem contra edifícios todos os anos, principalmente durante os períodos de migração. E, diante do nosso apetite insaciável por erguer prédios de vidro cada vez mais numerosos e altos, essa contagem tende apenas a crescer. Para conter esse índice de mortalidade, cada vez mais cidades — incluindo, o que não surpreende, Nova York — aprovaram ou estão aprovando legislações que exigem que arquitetos/as e incorporadores/as utilizem vidros amigáveis para aves.
Ao longo dos anos, os banheiros foram vistos como espaços puramente funcionais, estritamente programados para a higiene e a privacidade. Tornando-se cada vez menores e mais práticos, o box de chuveiro utilitário, que economiza espaço, passou a ser considerado a norma, empurrando a banheira para a obsolescência ou restringindo-a a um luxo adicional para quem dispõe de espaço (e orçamento) extra. Recentemente, contudo, à medida que as mudanças no estilo de vida impulsionadas pela pandemia colocaram o bem-estar como prioridade máxima, a noção do banheiro como um santuário consolidou-se definitivamente. Com isso, os banheiros contemporâneos foram reimaginados, voltando-se para espaços abertos de relaxamento, conforto e recuperação. E as banheiras – com sua inerente natureza meditativa – voltaram ao centro das atenções.
Mapa Conceitual de Crescimento de Imagine Austin / Cidade de Austin. Imagem cortesia de The Dirt
“As práticas de planejamento do passado são inadequadas para os desafios de hoje”, afirmou David Rouse, ASLA, arquiteto paisagista e urbanista, na American Planning Association‘s Conferência Nacional de Planejamento em San Diego. Rápidas mudanças tecnológicas, desigualdades socioeconômicas, o esgotamento dos recursos naturais e as mudanças climáticas estão forçando profissionais de planejamento e design a se adaptarem. “Como a prática do planejamento pode evoluir para se tornar mais sustentável e equitativa?”
https://www.archdaily.com.br/pt/1134580/planejadores-agora-devem-antecipar-o-inesperadoJared Green
Arca de Convivencia / LEA Atelier + TAKK . Image Cortesía de Festival Model
"Arca de Convivência" é a instalação temporária que LEA Atelier e TAKK Architecture projetaram para o Festival Model — um evento que, durante dez dias de maio, tomou a cidade de Barcelona como campo de experimentação e debate. Trata-se de um artefato móvel situado na Ronda de Sant Antoni que abriga uma infinidade de árvores, plantas, arbustos e insetos, lembrando-nos da urgente necessidade de criar espaços públicos para reverter os efeitos do aquecimento global e estimular a biodiversidade.
A regra se aplica a todas as disciplinas criativas: obras de design verdadeiramente únicas e de alta qualidade são quase sempre o resultado de certas constelações favoráveis. Isso vale tanto para cineastas e profissionais da música quanto para arquitetos/as e designers. Afinal, grandes ideias criativas muitas vezes só podem ser realizadas em equipe, em cooperação com colaboradores/as.
Há dois anos, a jovem cantora, violinista e compositora suíça Chiara Dubey lançou um álbum intitulado 'Constellations'. Um céu estrelado adorna a capa – de modo que, aqui também, trata-se de uma interação especial sob uma boa estrela. Mas como, você deve estar se perguntando, passamos de capas de álbuns para uma empresa de mobiliário?