Embora a multidisciplinaridade seja uma das mais interessantes virtudes da formação dos arquitetos e urbanistas, ela pode se confundir com certa imprecisão e desvios a respeito da apreensão das possibilidades práticas da profissão quando interpretada de forma genérica. Vez ou outra, é importante reiterar as particularidades do grande leque que a palavra "projeto" supõe ao campo, já que são elas que produzem tipos de conhecimento específicos e nichos que podem e devem ser ocupados pelos arquitetos.
A pandemia COVID-19 tem sido gerida de forma diferente pelos países. No caso do Brasil, alguns estados e municípios impuseram restrições na liberdade de circulação. Tais medidas levaram a uma forte quebra na atividade econômica e nos volumes de tráfego de veículos e pessoas nas cidades. O Google divulgou dados sobre a alteração nos padrões de mobilidade e, para o caso brasileiro, há diferenças marcantes.
https://www.archdaily.com.br/pt/937338/mobilidade-urbana-em-tempos-de-pandemiaMarcos Paulo Schlickmann
O concreto se posiciona como um dos maiores emisores de CO2 entre os materiais de construção. Por essa razão, nos últimos anos, o material tem estado no centro das atenções, levando muitos/as arquitetos/as a inovar e experimentar com esse sistema para tentar otimizar seu desempenho, extrair suas vantagens técnicas e mitigar suas desvantagens ambientais. Essas explorações construtivas aproveitam propriedades como a inércia térmica do material — que, com uma espessura adequada, viabiliza a construção de edifícios energeticamente eficientes —, exploram as vantagens associadas à durabilidade — permitindo um bom envelhecimento com manutenção nula, mesmo em climas agressivos de alta umidade e salinidade —, consideram suas possibilidades técnicas para, por exemplo, vencer grandes vãos e criar ambientes luminosos e com boa ventilação profissional; e estudam viabilidades como a reutilização das fôrmas ou a redução de custos por meio da minimização de elementos e da industrialização dos processos.
Postales de Cuarentena (ou, Postais de Quarentena) é um projeto de ilustrações de Alvaro Palma e Álvaro Bernis inspirado em cartões postais turísticos que questiona o desejo de compartilhar essa experiência - algo que passa na cabeça de muitos neste período de isolamento social em função do COVID-19.
O movimento smart ganhou força e gerou agitação na última década, mas apesar de todo o hype, o que é uma cidade inteligente? Os princípios por trás de sua definição, e objetivos soltos têm sido bastante inconsistentes. Enquanto alguns afirmam que o sistema deve ser baseado na digitalização de todos os aspectos urbanos, outros argumentam que o aumento na coleta de dados pessoais é o único método para melhorar o estilo de vida urbana. Para uma pessoa, o mundo digital pode ser o paraíso na Terra, já para a outra, tecnofóbica, praticamente o dia do juízo final. Além da mera definição dessas cidades, qual o papel dos arquitetos e pesquisadores na criação desse cenário futurista, ainda pouco identificado? Assim como Corbusier definiu a casa como uma máquina para morar, é hora de redefinirmos como nossos edifícios podem abandonar o exterior passivo, e se tornarem verdadeiras máquinas de trabalho, como sempre deveriam ter sido.
Uma das técnicas construtivas mais difundidas no Brasil certamente é a alvenaria. O tijolo, elemento que pode compor estrutura e fechamentos nos projetos, é um material expressivo e de fácil emprego graças a sua forma de produção e disponibilidade de mão de obra em qualquer região do território nacional.
O lobby, conhecido também como vestíbulo ou hall, é um espaço projetado para a recepção que se localiza de forma contínua em relação ao acesso de um edifício residencial ou uma casa individual, oficializando a área de transição entre o entorno urbano público e o programa privado.
Ele costuma estar localizado nos térreos dos edifícios, em vínculo direto com a rua, definindo-se como a "face visível" do projeto para o exterior. Por conta disso, suas características, seu desenho, sua estética, e todos aqueles elementos que o compõem são de grande relevância. Sua função é relativamente flexível, podendo ser utilizado como lugar de reunião, recepção ou espera.
A nova arquitetura bielorrussa é um reflexo da complexidade histórico-cultural de um país com um passado tão árduo quando diverso. Antiga República Socialista Soviética, a Bielorrússia é um país marcado por uma forte heterogeneidade cultural, especificidades que refletem a pluralidade de seus seis voblasts, ou províncias, e que finalmente caracterizam o ambiente construído diverso deste país. Desde a declaração de soberania do Estado Bielorrússo em 1990, as principais cidades do país passaram a receber um contingente populacional vindo do campo à um ritmo sem precedentes, e atualmente, as dez maiores cidades do país abrigam praticamente dois terços da população bielorrussa.
A chave para projetar ou recuperar com sucesso os espaços públicos de uma cidade é criar estratégias que favoreçam seu uso e os capacitem como ponto de encontro. Independentemente da escala, entre alguns dos aspectos mais importantes estão: o desenho informado pelas necessidades das pessoas; a consideração da escala humana; e uma mistura de usos que permita multifuncionalidade e flexibilidade e proporcione conforto e segurança.
Para lhe inspirar a projetar lugares de encontro e lazer, de praças a parques, de mirantes a playgrounds infantis, reunimos a seguir 100 espaços públicos de todas as escalas.
Seja por uma necessidade de adaptação ao terreno ou qualquer outro fator que leve à verticalização de um edifício, a presença de diferentes níveis requer soluções que os conectem. As escadas cumprem a função de interligar os diferentes pavimentos e desenvolver os fluxos de uma edificação por meio de uma grande variedade de conformações, desenhos e materiais. Quando são feitas de madeira, as diferentes espécies proporcionam ainda uma abundância de cores e texturas que contribuem para dar um aspecto singular a este componente em cada projeto.
De Wuhan a Nova Iorque, o epicentro do coronavírus está se deslocando para o ocidente e deixando um número impressionante de vítimas fatais. Lemos sobre relatórios alarmantes, notícias contraditórias e lembramos todos os dias que vivemos em tempos sem precedentes e difíceis. Uma boa notícia, no entanto: as emissões nas cidades estão diminuindo e a natureza segue seu curso regenerativo. Mas quanto tempo isso vai durar?
Reunindo os melhores projetos de arquitetura não construídos enviados por nossos/as leitores/as, esta seleção curada apresenta programas convencionais, originais e inovadores. Com projetos de todas as partes do mundo, esta compilação propõe uma descoberta conceitual de diferentes abordagens arquitetônicas.
A arte ganha destaque no artigo desta semana com um museu diferente para o Burning Man, um centro de arte futurista na Eslováquia, um museu dedicado à escrita e o Museu Chinimachin, inspirado na malha urbana da cidade de Bayburt, na Turquia. Além disso, a seleção apresenta residências integradas, a requalificação de uma quadra urbana em Londres e projetos de uso misto na Ucrânia e na Polônia. Entre as novas funções em destaque estão um farol de concreto na Grécia, um complexo de aposentadoria nas montanhas rochosas do Líbano e um hotel termal e spa na Capadócia.
O bambu é um material construtivo utilizado desde a antiguidade em diversas edificações que demonstram sua superioridade frente a materiais inovadores como o plástico e o aço, graças a inúmeras qualidades — sem esquecer o incomparável fator estético que o consagrou como uma das principais tendências arquitetônicas da atualidade.
Como já destacamos em diversas publicações e projetos relacionados ao bambu, somos testemunhas de suas qualidades estruturais e sustentáveis, que comprovam que este material pode ser até três vezes mais resistente que o aço e crescer 1,22 m em apenas um dia.
Estudantes da Escola de Arquitetura de Barcelona estão organizando um ciclo de palestras de arquitetura via streaming, com palestrantes locais e internacionais, para refletir sobre a quarentena, o confinamento, a liberdade, a repressão e os vírus.
Funcionalidade, boa ventilação, iluminação confortável e acesso a vistas externas são algumas das importantes características necessárias para o conforto humano em um espaço habitado ou ocupado. No entanto, esses elementos estão se tornando cada vez mais difíceis com habitações e construções urbanas menores. Arquitetos e indivíduos, portanto, recorrem a soluções de design para criar configurações mais agradáveis e personalizadas.
Uma solução para abrir e ampliar espaços é reduzir a quantidade de divisórias ou paredes sólidas e substituí-las por meios alternativos de separação espacial.
A arquitetura moderna nos ensinou um conjunto de lições que são apropriadas até os dias de hoje. Por esse viés, um dos cânones empregados neste movimento foi o uso de extensos panos de vidro sobre as fachadas, como elemento diluidor dos limites visuais entre interior e exterior. Assim, o que anteriormente baseava-se no mistério e resguardo, deu lugar a verdadeiros cubos envidraçados que revelavam a vida interior, a exemplo do Pavilhão de Barcelona e Casa Farnsworth de Mies Van Der Rohe, e Casa de Vidro de Lina Bo Bardi. No entanto, na contemporaneidade, com o boom causado pelas redes sociais, o espírito do voyeurismo parece despertar o desejo em observar a vida do outro e a arquitetura parece reinterpretar essa prática através de singelos detalhes projetuais, utilizando a transparência como elemento fundamental.
O New Generations é uma plataforma europeia que analisa as práticas emergentes mais inovadoras no cenário europeu, proporcionando um novo espaço para troca de conhecimento, debate, teoria e produção. Desde 2013, o New Generations envolveu mais de 300 escritórios em um programa diversificado de atividades culturais, como festivais, exposições, chamadas abertas, entrevistas em vídeo, workshops e formatos experimentais.
O New Generations lançou uma nova plataforma de mídia, oferecendo um espaço único onde arquitetos e arquitetas emergentes podem se encontrar, trocar ideias, buscar inspiração e colaborar. Projetos recentes, oportunidades de trabalho, análises, notícias e perfis serão publicados diariamente. A seção “perfis” oferece um espaço para quem deseja se integrar à rede de práticas emergentes e se apresentar à ampla comunidade de escritórios envolvidos na agenda cultural desenvolvida pelo New Generations.
O ArchDaily e o New Generations unem forças! A partir deste mês, o ArchDaily publica uma seleção de perfis de escritórios escolhidos na plataforma do New Generations.
O que é mais masculino: um estádio ou uma enfermaria? Hannah Rozenberg, arquiteta recém graduada no Royal College of Art (Londres), afirma ser o primeiro e apresenta um algoritmo para comprovar sua opinião.
Tallwood house – Canadá.” Crédito: Cortesia de naturallywood.com
O setor da construção civil é um dos que mais contribuem para a questão das mudanças climáticas, exaustão dos recursos naturais e geração de resíduos. Nessa ótica, é necessário que a forma de pensar as cidades, as edificações e seus diversos elementos sofra alterações. Para isso, é preciso que se mude a forma de pensamento linear para um modelo circular, em que se aumente a eficiência do uso de recursos e diminua a geração de resíduos e poluentes, tornando a cidade e suas construções mais inclusivas, socialmente mais justas e sustentáveis.
Existe um debate em torno da Casa Orozco sobre quem é o verdadeiro autor desta obra: Luis Barragán ou José Clemente Orozco. Embora saibamos que apenas um deles se dedicou formalmente à arquitetura, a resposta não é tão óbvia. Orozco retornou ao México em 1934, a convite do Governo da Cidade do México, após viver por sete anos em Nova York. A encomenda consistia em pintar um mural no interior do Palácio de Belas Artes. Em seguida, o Governo de Jalisco aderiu à iniciativa e solicitou ao artista o mesmo trabalho, mas para três edifícios públicos da cidade de Guadalajara.
A pandemia do COVID-19 caracteriza-se pela abrangência territorial de seu contágio. Não se trata de uma epidemia restrita a um local específico. O contágio ocorre por meio de uma rápida proliferação que se aproveita do mundo urbanizado em que vivemos. O vírus espalha-se pelas aglomerações nos espaços públicos e nos equipamentos privados de serviços, pelos terminais e estações de transporte, pelos assentamentos precários sem saneamento e, em última instância, pelo intenso fluxo nacional e internacional de pessoas e mercadorias que ocorre na rede de cidades que caracteriza o mundo urbano. A rede de aeroportos foi a grande entrada do vírus pelo mundo. Mas, a rede de trabalhadores informais que percorre as ruas da cidade entregando mercadorias em meio à pandemia e que não deixa o comércio parar parece ser uma das faces mais frágeis desse risco. Mas, se a vida urbana facilitou o contágio, alguns padrões de urbanização também podem ajudar a combatê-lo.
Abordando o problema da saúde na África e outros países, o escritório MASS ajudou a definir estratégias de projeto para mitigar e reduzir questões médicas críticas. Com alguns projetos operacionais e outros em andamento, estas instalações ajudam a combater uma ampla gama de doenças.
Conhecida por ser um material versátil, resistente, barato e longevo, a pedra vem sendo há muito tempo utilizada em sistemas construtivos tradicionais de diversas partes do mundo. Sua praticidade, neutralidade e disponibilidade em determinadas regiões são fatores diretamente relacionados a tais características e que, combinados ao seu apelo estético, influenciam no uso deste material em projetos arquitetônicos contemporâneos.
Assim como os elementos arquitetônicos que compõe e conformam o espaço construído – piso, paredes e teto, os elementos vegetais também são capazes de conformar espaços livres em áreas de grande, média e pequena escala, de parques a jardins residenciais, atuando como estruturadores espaciais. Segundo Benedito Abbud, “O paisagismo é a única expressão artística em que participam os cinco sentidos do ser humano. Enquanto a arquitetura, a pintura, a escultura e as demais artes plásticas usam e abusam apenas da visão, o paisagismo envolve também o olfato, a audição, o paladar e o tato, o que proporciona uma rica vivência sensorial, ao somar as mais diversas e completas experiências perceptivas. Quanto mais um jardim consegue aguçar todos os sentidos, melhor cumpre seu papel”. [1]
De maneira prática, faremos alguns posts mostrando a conceituação e utilização dos componentes vegetais – árvores, arbustos, grama e forrações nos espaços livres. Neste artigo abordaremos os planos, maciços vegetais e a disposição de árvores.