Em uma residência, o banheiro é certamente o espaço mais íntimo e privado. Ou pelo menos, era! Sinônimo de relaxamento, este ambiente vem sendo cada vez mais explorado por arquitetos e ganhando tamanho destaque e grau de importância projetual. Se a priori, limitava-se simplesmente a ter pia, vaso sanitário e ducha, agora dá lugar a verdadeiras salas de banho, ressignificando seus usos e tornando-se um espaço experiencial. Com isso em mente, a ideia de "caixas" fechadas e com aberturas mínimas, abre-se a novas possibilidades e sobretudo, ao exterior, uma vez que o conceito de natureza integrada é atingido por meio de generosas aberturas que incorporam a paisagem exterior.
Perguntamos aos leitores e leitoras do ArchDaily quais jogos eletrônicos mais os impressionaram em termos de visualização arquitetônica, e por quê. Após coletar centenas de respostas, ficou evidente que não há um único fator decisivo que destaque um jogo, mas um dos elementos fundamentais na experiência de jogo é, sem dúvida, o ambiente construído virtual.
Nos jogos eletrônicos, o papel da arquitetura vai muito além de servir como pano de fundo para cidades virtuais ou renderizações de locais reais. Na verdade, ela constitui um elemento fundamental para a imersão dos jogadores e jogadoras no mundo virtual, tornando a experiência tão tangível quanto o mundo real, porém muito mais emocionante.
(Aviso: os vídeos e imagens deste artigo podem causar convulsões em pessoas com epilepsia fotossensível)
Design With Nature Now revisita o livro homônimo de 1969 de Ian McHarg e faz um balanço das práticas atuais e projetos de resiliência em paisagismo em todo o mundo, como o Parque Nacional de Pantanal de Weishan Lake da AECOM em Shandong, China. Cortesia AECOM
Afastando-se de seu foco inicial e exclusivo em desastres naturais, a arquitetura e o design resilientes enfrentam o desafio muito mais complexo de ajudar os ecossistemas a se regenerarem.
Trinta anos atrás, como estudante de ensino médio no internato Cranbrook, no subúrbio de Detroit, escrevi uma reportagem investigativa baseada em pesquisas sobre a crise ambiental para o jornal estudantil. O incentivo para isso veio de um professor e orientador, David Watson, que levava uma vida dupla como ambientalista radical, escrevendo sob o pseudônimo de George Bradford para o tabloide anarquista Fifth Estate. Sua diatribe, How Deep Is Deep Ecology?, questionava um jargão recorrente do movimento ambientalista radical: os líderes de grupos como o Earth First! frequentemente menosprezavam o valor da vida humana em prol da proteção da natureza.
Na Nova Zelândia, 50% dos resíduos em aterros sanitários são provenientes da construção civil e de demolições. A demanda por habitação para os próximos anos e décadas está superando rapidamente a oferta que os métodos atuais de construção são capazes de suprir. Em sua palestra no TED, Ged Finch, estudante de doutorado, expõe os problemas da indústria da construção civil residencial da Nova Zelândia e suas práticas, propondo um modelo de construção que intitula de "descartável". Atualmente, as casas não são feitas para durar muito tempo e, ao longo do período de habitação, é comum que as pessoas fiquem entediadas ou frustradas com elas. Diante disso, a pesquisa de Finch foca em um modelo residencial totalmente reinventado, cujo processo de construção gera resíduo zero. Por meio das tecnologias contemporâneas de fabricação digital, torna-se possível criar uma série de componentes construtivos otimizados e reutilizáveis a partir de materiais naturais de alta durabilidade. No entanto, Finch ressalta que a solução tecnológica é apenas uma parte do processo; o ponto crucial é a real disposição das pessoas em mudar.
Buscando somar ideias e reflexões de profissionais, estudantes e colaboradores(as) no marco da emergência sanitária que estamos atravessando em nível local e global, o Colegio de Arquitectos de la Provincia de Santa Fe convocou os arquitetos e arquitetas a contribuírem com ideias de forma coletiva para solucionar os problemas atuais associados à propagação da COVID-19. Dessa forma, a convocatória apresenta-se como um impulso para a criação de um espaço de construção projetual nutrido pelo pensamento disciplinar que busca oferecer respostas diante da atual crise sanitária, reivindicando e repensando o papel dos arquitetos e arquitetas na sociedade.
Com o objetivo de evidenciar a valiosa produção acadêmica do Uruguai, realizamos uma convocatória aberta convidando leitores e leitoras do país a enviar seus projetos de conclusão de curso.
De um total de 65 propostas, a equipe editorial — integrada por Fabian Dejtiar (Editor-geral do ArchDaily em Espanhol); Mônica Arellano (Editora do ArchDaily México); Santiago Baraya (Editor do ArchDaily Colômbia) e Belén Maiztegui (Editora do ArchDaily na Argentina) — selecionou seis. Destacaram-se as propostas que, por meio de um pensamento crítico, austero e eficiente, responderam às problemáticas, à forma adotada e à sua representação. Valorizamos os projetos que tanto entregaram a melhor arquitetura possível através de um desenho simples, adequado ao seu contexto, ao seu programa e aos seus usuários e usuárias, quanto demonstraram uma atenção significativa à escala humana, à mediação e a novas formas de abordar a arquitetura nas cidades.
Os conceitos de autonomia, colaboração e participação têm ganhado destaque no âmbito da arquitetura e urbanismo em práticas realizadas por comunidades em conjunto com arquitetos, urbanistas e designers. Em um período no qual o número de desastres climáticos tem aumentado significativamente – a quantidade dobrou nos últimos 40 anos segundo relatório divulgado em 2016 pelo CRED (Centre for Research on the Epidemiology of Disasters) –, somado a conflitos e outras tragédias, a demanda por reconstrução de habitações e da infraestrutura nas localidades atingidas têm crescido simultaneamente. Este fator tem demandado um grande esforço colaborativo para a reconstrução arquitetônica e urbana.
Em fevereiro deste ano ministrei uma breve palestra aos nossos alunos da Yale sobre a economia e suas perspectivas de emprego sugerindo que, embora todos os indicadores continuassem fortes e os empregos fossem abundantes, já fazia algum tempo desde a nossa última crise. Tendo vivido vários momentos como estes durante minha carreira, sugeri que eles provavelmente veriam uma recessão em algum momento, mas coloquei em dúvida se algum dia veríamos algo tão sério quanto 2008. Porém...
É muito cedo para apresentar argumentos sutis sobre o futuro enquanto enfrentamos o que, sem dúvida, será uma situação muito mais séria na segunda metade de 2020. Desta forma, aqui estão dez primeiras reflexões sobre como nossa profissão pode ser impactada e potencialmente transformada, como resultado. Escolha dois ou três destes pensamentos como instruções para serem considerados no futuro, depois que a crise passar.
As preocupações com a higiene, durabilidade e a salubridade dos espaços interiores têm aumentado consideravelmente nos últimos anos, exacerbando considerações em projetos hospitalares e relacionados à saúde. Consequentemente, a escolha dos materiais se torna essencial a partir da concepção de cada projeto, garantindo que cada espaço apresente desempenho efetivo em todas as áreas, desde resistência e segurança ao conforto e estética do ambiente.
Em particular, os recintos dos hospitais e centros de saúde devem ser regidos por uma série de pautas e dimensões predeterminadas, que respondem às dimensões padronizadas dos diferentes equipamentos e às necessidades de cada procedimento médico. Dentro da estrutura robusta das paredes estruturais, as divisórias - essenciais para subdividir o espaço - devem ser especialmente resistentes a impactos, fogo e umidade, além de resolver efetivamente a acústica entre salas e dentro de cada uma delas.
A noção romântica de wanderlust — o desejo intrínseco de viajar — e a capacidade de se afastar livremente do familiar carregando o mínimo de pertences é um anseio que quase todas as pessoas já vivenciaram em algum momento da vida. O estilo de vida nômade é tão atraente porque representa a possibilidade de se rebelar contra os símbolos de estabilidade e permanência em prol da exploração do meio ambiente e da capacidade de se adaptar com facilidade a diversas condições de vida. Esse desejo deu origem a estruturas móveis para o errante urbano, capazes de se transformar em um escritório temporário, uma residência ou até mesmo uma comunidade inteira.
Habitamos um mundo com cicatrizes históricas e maltratado por nós, uma humanidade que insiste em se descolar e subjugar a natureza à qual pertence. No ritmo acelerado do capitalismo global esquecemos, em realidade, de nós mesmos, esquecendo que temos um olhar próprio, e isso acaba como esquecimento do mundo em si.
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Pasaje Jose Cuervo. Imagem cortesia de IE School
Os/As estudantes da IE School of Architecture and Design no Master in Strategic Design of Spaces são desafiados/as a pensar no futuro desde o início. No mundo de hoje, onde os espaços urbanos evoluem rapidamente e o desenvolvimento das cidades precisa responder a exigências cada vez mais complexas, superar esses desafios exige abordagens inovadoras e não convencionais.
O diretor do Podcast Arquitectura para Aliens, Eduardo Useche, nos apresenta trechos da transcrição do debate que moderou, reformulando a visão e a postura do/a arquiteto/a. Com foco no futuro incerto após a pandemia de COVID-19, o espaço reuniu lideranças de diferentes associações que zelam pelo papel e pela responsabilidade dos/as profissionais e das academias vinculadas à arquitetura. Diante desta conjuntura pandêmica, a construção civil é um dos setores mais afetados, em grande medida porque as obras não são executadas por máquinas imunes ao contágio — pelo menos por enquanto.
Diante das declarações recentes do Governo Federal e dos novos programas anunciados pelas instituições relacionadas à produção de habitação no México, consideramos necessário dialogar e trocar ideias para compreender os conceitos de autoconstrução, autoprodução e “Produção e Gestão Social do Habitat” [PyGSH], bem como o papel da arquitetura nesses processos sociais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126887/o-papel-da-arquitetura-em-autoconstrucao-autoproducao-e-producao-social-assistida-de-habitacaoMariana Ordoñez y Jesica Amescua
Localizado na região sul dos Estados Unidos, o estado da Flórida é um dos mais populosos e o 22º maior em extensão territorial do país. O estado abriga algumas das áreas mais populosas do país, como Jacksonville e a Região Metropolitana de Miami.
Desde o início do surto de coronavírus no Chile, o consumo de pão no país alcançou níveis jamais registrados anteriormente. Isso que o Chile é o segundo maior consumidor de pão per capita do mundo. Como resposta às medidas de distanciamento social, os chilenos correram para os supermercados esgotando os estoques de fermento biológico na capital Santiago em poucos dias, levando-nos a acreditar que ao que parece, a maioria da população decidiu estocar ingredientes para a fabricação caseira de pães como uma medida para lidar com as incertezas trazidas pela pandemia. Todo mundo decidiu botar a mão na massa, e lá em casa não foi diferente.
O mundo da arquitetura e construção tem observado, com cada vez mais atenção, às inovações tecnológicas envolvendo madeira. Tratando-se de um material altamente utilizado em todo o mundo há milhares de anos, diversas pesquisas envolvendo tecnologias de fabricação industrial e usinagem têm proporcionado um maior controle de qualidade, aumento da diversidade de usos, apontado por muitos como um material do futuro. Além disso, mitos têm sido quebrados em relação à madeira, como o de sua resistência ao fogo e mesmo às possibilidades da utilização para estruturar edificações de grande altura.
Região central de Curitiba. Foto de Francisco Anzola, via Flickr. Licença CC BY 2.0
Um dos principais objetivos deste site é disseminar ideias que permitam que cidades tenham moradia mais acessível. Há alguns indicadores que podem ser úteis na observação e na análise do mercado habitacional de uma cidade, como a razão entre preço de imóveis e renda, que cobrimos em artigo anterior. Nenhum indicador será perfeito, mas pode servir de orientação em relação à escala de grandeza ou à direção que um determinado mercado imobiliário está indo.
O recém-inaugurado edifício Opus, projetado pelo escritório Zaha Hadid Architects, traz ao horizonte de Dubai uma intrincada interação de sólidos e vazios, fluidez e ortogonalidade. Fotografias recentes feitas por Laurian Ghinitoiu registram a silhueta escultural do projeto – mais um ícone desenvolvido pelo escritório internacional.
Após séculos de colonização portuguesa e recente conquista da independência, Moçambique passa por um período com novos desafios, como o combate à pobreza e ao déficit de infraestrutura frente à expansão urbana descontrolada. No âmbito da arquitetura, é possível notar o reflexo desses desafios nas diretrizes de projetos moçambicanos, como na previsão da necessidade de expansão do edifício no futuro, na adoção de medidas para controle climático de forma passiva e na utilização de técnicas construtivas vernaculares adaptadas ao contexto local (como forma de minimizar o consumo energético nas diferentes fases de construção do edifício e os custos provenientes delas).
Capela de Casamento Cloud of Luster / Tetsuya Matsumoto. Imagem cortesia de A' Design Award
Todos gostam de vencer. E se o design é sua paixão, o que poderia ser melhor do que conquistar um prêmio de design? Entre a infinidade de competições de design no mundo, o internacional A' Design Award é o maior deles, e agora foram anunciados os/as vencedores/as da edição de 2019-2020. Quem vence este prestigiado prêmio precisa impressionar um júri de especialistas — composto por mais de 170 membros da imprensa, acadêmicos/as e profissionais do design — para receber o A' Design Prize. Além do prestígio, do reconhecimento e da publicidade internacional, os/as laureados/as recebem um troféu, o anuário físico, um certificado, um convite para a noite de gala, inclusão na exposição dos/as vencedores/as e muito mais.
O curso de Architecture for Humanity nasceu para capacitar designers a conceberem arquiteturas significativas mesmo nos contextos mais complexos, levando qualidade e beleza onde não se está habituado a vê-las. Hoje, a pandemia, a crise econômica, as migrações e as mudanças climáticas transformaram todas as regiões — da periferia de nossas metrópoles aos vilarejos tropicais mais remotos — naquilo que se pode definir como um “contexto de emergência”.
Quase sessenta anos atrás, Flora Manteola, Javier Sánchez Gómez, Justo Solsona, Carlos Libedinsky e Antonio Diaz imaginavam um edifício com capacidade para 3.000.000 de livros e 500.000 de revistas e jornais para o concurso de anteprojetos da Biblioteca Nacional da Argentina. O projeto de uma "grande tenda metálica" ficaria em segundo lugar, diante do atual gliptodonte de concreto de Clorindo Testa, Bullrich e Cazzaniga.
A proposta, desde a sua concepção, "alertava a sensibilidade para novos caminhos formais e estruturais", apontava a crítica do júri. Em 2015, esse projeto fez parte da exposição Latin America in Construction e, hoje, sua maquete e desenhos originais estão no catálogo oficial do MoMA (Museum of Modern Art) de Nova York.
A seguir, relembrando o projeto, acompanhamos o relato de Justo Solsona:
Nesta ocasião, Bruno Stagno, do Instituto de Arquitetura Tropical, nos apresenta a versão 2020 da RESET (Requisitos para Edificações Sustentáveis no Trópico).