Apresentamos uma seleção de fotografias de casas com piscinas em seus interiores. São 14 projetos que apresentam diferentes ideias e soluções de como incorporar a água no espaço cotidiano de uma residência, resolvendo os problemas de carga, umidade e infiltrações. Veja, a seguir, imagens feitas por fotógrafos como Mariela Apollonio, Kent Soh e Marcello Mariana.
O Pavilhão de Bambu é um projeto desenvolvido pela arquiteta mexicana Lucila Aguilar no âmbito das atividades da Design Week México 2020. Inspirado no desejo de criar espaços que se relacionem diretamente com a terra, o projeto consiste em uma série de estruturas feitas de bambu que configuram um novo espaço na praça da galeria 'Espacio CDMX'. A forma do pavilhão acompanha o fluxo das formas orgânicas e se combina com um material permeável 100% biodegradável, produzido em Mérida a partir de borracha natural.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126563/lucila-aguilar-constroi-pavilhao-de-bambu-para-a-design-week-mexico-2020ArchDaily Team
“Tudo começou com a pergunta: E se eu fosse construir minha própria casa?” Foi essa reflexão que levou Alexis Dornier a notar que, ao prestar serviços de projeto de arquitetura, ele está, na maior parte do tempo, atendendo, filtrando e catalisando as demandas de outras pessoas que têm orçamentos, preferências e gostos próprios, cabendo a ele direcionar ou organizar tudo isso e deixar que esse fluxo passe por ele. Usando seu ofício para colocar as coisas em ordem. “Mas e se você não contasse com esse auxílio [a ajuda de um/a designer]? O que faria?”
Hana Abdel, curadora de projetos do ArchDaily, conversou com Alexis Dornier sobre sua mais recente iniciativa como cofundador da Stilt Studios, uma empresa “focada em tornar o projeto de arquitetura acessível a um público maior. Pessoas que não teriam condições de contratar um/a arquiteto/a ou que não querem ter o trabalho de colaborar com um/a arquiteto/a. Sendo assim, e se pudéssemos criar um produto, ou uma arquitetura que funcione quase como um produto?”
Uma das grandes dificuldades encontradas nas metodologias "clássicas" de desenho de planos é quanto à projeção de rampas e escadas. Sempre foi uma questão relevante ter que calcular a inclinação de uma rampa, ou quanto terão que medir o piso e o degrau da escada que liga dois andares de um edifício a ser projetado. Eles estão em conformidade com os regulamentos atuais em meu país? Ou em conformidade com os padrões do projeto? Serão bem calculados?
Pois bem, este é um dos grandes avanços que encontramos com a modelagem de projetos na metodologia BIM e, principalmente, com o software Revit. Devemos saber que esses elementos provavelmente serão uma das partes da modelagem que mais nos trará dificuldades durante a fase de projeto.
A madeira, em suas incontáveis aplicações na arquitetura, desde pisos até as coberturas, é um material naturalmente associado à beleza, versatilidade e à sensação de conforto. Estas características não poderiam ser diferentes na sua utilização em esquadrias.
O placemaking é um conceito cunhado pela ONG norte-americana, Project for Public Spaces (PPS), para definir os processos de desenho colaborativo de espaços públicos que levam em conta os desejos, interesses e necessidades das comunidades locais.
Seus alcances foram estudados sob a perspectiva de diversos temas presentes em nossas cidades, como ecologia, psicologia, sustentabilidade, resiliência, entre outros.
Escola Primária Tanouan Ibi, Mali. Imagem Cortesia de LEVS Architecten
A arquitetura vernacular pode ser definida como uma tipologia de caráter local ou regional, na qual são empregados materiais e recursos do próprio ambiente onde a edificação está inserida. São, portanto, arquiteturas diretamente relacionadas ao contexto, influenciadas e atentas às condições geográficas e aspectos culturais específicos da sua inserção e, por esse motivo, surgem de modo singular nas diversas partes do mundo, sendo consideradas, inclusive, um dispositivo de afirmação de identidades.
Localizado na região central da América do Sul, o Paraguai possui uma grande variedade de condições geográficas, com paisagens e recursos diversos. Em geral, o território está enquadrado em uma área de alta umidade e temperaturas amenas, que prevalecem durante todo o ano, com verões quentes e chuvosos e invernos amenos. Nestas condições, o arrefecimento dos espaços interiores adquire grande relevância e os sistemas de ventilação passiva são especialmente levados em consideração nas fases iniciais do projeto.
Para profissionais de design em meio de carreira, quais caminhos existem para investigar questões e problemas que surgem da vivência prática? Que oportunidades existem para explorar ou articular uma ideia para um tipo de projeto ou estrutura organizacional que possa aprimorar a prática profissional?
"As Três Esperanças são três ações construtivas que compõem o espaço educativo no qual não apenas se formaram e se formam crianças e adolescentes, mas no qual nós também nos formamos como arquitetos e arquitetas". Estas palavras iniciais e instigantes já evidenciam um percurso que, como resultado de uma sequência, demonstra que os fios dos acontecimentos são complexos de tecer e compreender a partir de um único ponto de vista.
Por isso, acredito que é importante a cadeia de diferentes perspectivas que organiza este novo livro apresentado pelo Al Borde. Ele não apenas aponta para um processo — e uma série de eventos paralelos —, mas também para a singularidade de uma construção. Uma prova tanto da complexidade, dos tempos e dos imprevistos quanto das trocas, aprendizados e lições que a realização de uma obra de arquitetura envolve.
Parc La Villette. Imagem: William Veerbeek on VisualHunt.com / CC BY-NC-SA
Na arquitetura moderna, projetar envolve analisar, prever e determinar espaços e funções com precisão, sem lugar para erro. Ao longo da segunda metade do século XX, esse caráter racionalizante e guiado pela máxima eficiência foi duramente criticado, e errar – no sentido de vaguear, percorrer sem rumo e sem destino – passou a ser reconhecido como parte inevitável da experiência humana.
São Paulo, por vocação ou falta de outros atrativos, apresenta uma vida noturna vibrante, com opções tão variadas quanto seus mais de 12 milhões de habitantes. Bares são, assim, amigos aos quais recorrem paulistanos do centro e da periferia, moradores das zonas leste, oeste, norte e sul.
Reunimos a seguir alguns projetos de bares já publicados no ArchDaily que ilustram um pouco desta arquitetura da boemia à qual tantos habitantes de São Paulo estão habituados – uma arquitetura fala de remodelações, sociabilidade, encontros e espaços de intimidade.
Toda criança já teve que desenhar uma casa. Talvez um dia ensolarado com algumas nuvens, uma árvore frondosa, uma família com um cachorro, cercas baixas de madeira ou até um carro. Mas, é quase certeiro que estará ali representado um volume simples com um telhado inclinado de duas ou quatro águas. Este arquétipo da casa é algo que figura em praticamente todas as culturas, e até hoje muitos arquitetos utilizam-no para projetos contemporâneos.
Além da função primordial de escoar a água da chuva e a neve, protegendo a edificação das intempéries, os telhados podem ser um artifício formal importante para composição de um projeto. Com a arquitetura moderna, as lajes impermeabilizadas surgiram com força, mas coberturas inclinadas continuaram tendo espaço cativo para clientes e arquitetos. Neste artigo abordaremos os vários tipos de telhados e, mais especificamente, o processo de fabricação e características das telhas de ardósia natural.
Hoje, o Open House Worldwide (OHWW) realizará seu primeiro evento colaborativo: um festival de eventos, discussões, tours e outras atividades, com 48 horas ininterruptas de duração. Como parceiro de mídia, o ArchDaily transmitirá todo o evento.
À medida em que as preocupações em torno das consequências da ação humana em escala global aumentam, a busca por alternativas de menor impacto no meio ambiente nas mais diversas escalas também tem se tornado mais comum. Na construção civil, setor em que apenas os edifícios são responsáveis por 33% do consumo global de energia e 39% das emissões de gases de efeito estufa, práticas como a da bioconstrução têm apontado uma direção diferente na forma de lidar com as demandas humanas de forma indissociada da natureza.
Em termos gerais, a bioconstrução é conhecida como a concepção de ambientes sustentáveis a partir do emprego de materiais e técnicas construtivas de baixo impacto ambiental, levando em conta parâmetros como a adequação às condições locais e o tratamento de resíduos.
Localizado no porto de Agde, no sul da França, o eclético Castelo Laurens guarda uma história tão rica quanto sua arquitetura. Emmanuel Laurens, proprietário e arquiteto da villa, buscou inspiração em diferentes países do mundo para criar sua obra-prima. O fotógrafo Romain Veillon visitou o castelo antes de sua reforma e registrou o palimpsesto arquitetônico de seu interior.
Ao longo dos últimos anos assistimos a uma (re)descoberta de um dos principais e mais fascinante capítulos da história da arquitetura moderna. O concretismo puro e explícito de uma arquitetura comumente chamada de brutalista passou a despertar um interesse tão significativo quanto previsível na comunidade internacional de arquitetos e amantes da arquitetura. Acontece que, este fenômeno o qual costumamos chamar de “brutalismo soviético”, encontra-se indissociavelmente conectado ao contexto político totalitário e opressor que o viu nascer. Não é de se espantar que, na maioria dos países que estiveram sob influência e domínio soviético até o final da guerra fria, esta face da arquitetura seja muitas vezes tratada com um certo ceticismo, quando não com repudia e desprezo. Neste contexto, a paisagem urbana e arquitetônica de um país como a Polônia não poderia ser menos complexa e fascinante.
Vários autores como Michel Foucault, Maurice Merleau-Ponty e os pensadores contemporâneos Marina Garcés e Judith Butler trouxeram o tema do corpo para a mesa de discussões globais da filosofia. Isso tem permeado diversas disciplinas onde o corpo é o centro de seu estudo e até mesmo em algumas outras onde essa relação não parece tão evidente.
Azulik Residence. Cortesia de Roth Architecture, via O Futuro das Coisas
Descolonizar. Provavelmente você já ouviu essa palavra, mas se não fizer ideia do que se trata, talvez possa imaginar que tem a ver com colonização. Nós brasileiros, conhecemos bastante o que é colonização: fomos colônia de Portugal por muito anos, falamos português, comemos bacalhau na Páscoa e somos em grande maioria católicos por conta disso.
Já entender a palavra descolonizar é compreender que a colonização não trouxe só heranças linguísticas, religiosas e culinárias, mas também envolveu muita exploração: culturas foram apagadas, líderes locais foram mortos, riquezas foram roubadas e memórias destruídas.
O surfe é um esporte e um estilo de vida. Como arte de he'e nalu, reflete a arquitetura como um jogo entre a experiência espacial e o ambiente. Hoje, a arquitetura comercial e cultural do surfe se tornou cada vez mais comum – projetos que se inspiram em casas icônicas e retiros à beira-mar para criar novas conexões entre o público, os surfistas e o oceano.
Agora que estamos todos passando muito mais tempo dentro de casa devido à pandemia, tivemos a chance de realmente entender e apreciar o impacto significativo que as janelas podem ter em um espaço. Vistas, ângulos de sol e orientação das janelas são considerações importantes ao projetar um novo edifício - e por mais agradável que seja ter uma conexão com o exterior, as janelas também podem causar problemas como brilho excessivo e ganho de calor. É claro que ninguém quer um prédio com janelas apenas de um lado ou com as persianas fechadas constantemente para poder ver a tela do computador; uma solução arquitetônica versátil é sombrear as janelas usando uma tela metálica.
Se você estiver em um local afetado pela pandemia de COVID-19, passar 20 minutos vivenciando a natureza em um parque, rua ou mesmo em seu quintal, pode reduzir significativamente seus níveis de estresse. Apenas se certifique de seguir as diretrizes federais, estaduais e locais, além de manter o distanciamento social de 2 metros (6 pés). Mas, se você não puder sair de casa, fazer uma pausa abrindo uma janela e olhando para uma árvore ou planta, também auxiliam a aliviar o estresse.
https://www.archdaily.com.br/pt/950729/em-meio-a-pandemia-de-covid-19-reserve-um-tempo-para-se-reconectar-com-a-naturezaJared Green
Segundo estimativas das Nações Unidas, atualmente mais de 55% da população mundial vive em cidades ou áreas urbanizadas, com uma forte probabilidade de este numero aumentar para quase 70% ao longo das próximas décadas. Apesar deste previsível e vertiginoso crescimento populacional urbano, muitas das grandes cidades do mundo têm feito pouco ou quase nada para qualificar suas infraestruturas já muito precárias e insuficientes. De fato, o que se desenha a nossa frente é o grande desafio da vez, talvez um dos maiores que a humanidade já enfrentou. Se a solução dos problemas de grande escala parece algo impraticável ou até impossível, talvez devêssemos buscar resolver os pequenos problemas, um de cada vez.
Um estudo publicado recentemente pelo Institute for Transportation and Development Policy (ITDP) revela quais são as melhores cidades do mundo para quem não quer usar o carro para encontrar serviços básicos como escolas e centros de saúde, além ter acesso a pé para outras facilidades.
Entre as cidades mais indicadas para pedestres estão Londres, Paris, Hong Kong e Bogotá. Mais de mil cidades foram avaliadas de acordo com o acesso que oferecem a quem precisa encontrar produtos e serviços sem depender de outros meios de transporte, a não ser os próprios pés. Segundo o relatório, as cidades americanas estão entre as menos adequadas aos pedestres, com a sua expansão urbana.