Como parte dos esforços conjuntos da equipe do Design Week, realizados anualmente na Cidade do México, no dia 9 de outubro foi inaugurada a exposição "Inédito" na galeria Espacio CDMX Arquitectura y Diseño. A mostra integra a sexta edição consecutiva desta convocatória aberta, cujo objetivo é apoiar, difundir e promover projetos de design utilitário nas seguintes categorias: impacto social, impacto ambiental, inovação, função, estética, conceito, experiência do/a usuário/a, materiais e processos. A exposição divide-se em três categorias — profissional, estudantes e digital — nas quais, longe de competir, abre-se um panorama de oportunidades para o bom design nos mercados nacional e internacional, com viabilidade comercial e de produção.
Museu Liangzhu 2008 / David Chipperfield Architects. Imagem cortesia de Vanke
O desenvolvimento urbano na China tem sido um tema controverso, marcado por megacidades e infinitos condomínios fechados — resquícios das antigas unidades comunitárias de trabalho e moradia do país, conhecidas como "danwei". Nos últimos anos, contudo, esse paradigma vem sendo amplamente transformado por incorporadoras em busca de conceitos de moradia mais inovadores, baseados na criação de comunidades inclusivas ancoradas por edifícios públicos e culturais voltados para a coletividade. Um dos primeiros experimentos nesse sentido, o Liangzhu New Town, desenvolvido pela Vanke, tornou-se uma referência na criação de comunidades diversas.
Capela e Cemitério de Zovik. Imagem cortesia de Nenad Fabijanić
10 projetos, 10 funções. Com uma infinidade de programas diferentes, a seleção com curadoria desta semana de Melhores Projetos Não Construídos destaca abordagens conceituais diversas e inovadoras. Enviada por nossos leitores e leitoras, esta variedade de propostas abrange fins esportivos, religiosos, culturais, educacionais e sociais.
Reunindo projetos de várias partes do mundo, esta seleção apresenta um templo budista em Bangkok, na Tailândia, um centro de experiências em forma de anel e catalisador de ecoturismo na Letônia, um cemitério na Bósnia e Herzegovina e o maior parque de esportes radicais da Rússia. Além disso, espaços corporativos não convencionais ganham destaque com um centro de inovação para startups no Vietnã, uma sede em Shenzhen e o novo edifício da prefeitura de Tirana.
Paul Romer, economista americano ganhador de prêmio Nobel, acredita que um fator importante para o sucesso das aglomerações urbanas é a clara definição do que é espaço público e privado antes do início da construção de um bairro ou de uma grande cidade.
O autor exemplifica o sucesso dessa estratégia com um caso clássico, o da grelha viária de Nova York. Muito antes da ocupação construída da ilha de Manhattan, seja de ruas ou de edifícios, em 1807 se definiu o chamado Comissioner’s Plan, que delineava o xadrez de espaços públicos e privados que definiriam o futuro da cidade.
A escolha de materiais de construção e a reflexão contínua inerente sobre o alcance e as capacidades da arquitetura são uma maneira alternativa interessante de abordar essa questão. Os materiais utilizados na habitação social devem abordar as possibilidades locais e econômicas e as reais necessidades de acesso à moradia no contexto contemporâneo.
Na busca por fornecer inspiração e ferramentas aos arquitetos para a construção de melhores moradias sociais, analisamos diferentes projetos publicados em nosso site para identificar quais são os materiais predominantes, tanto para a formação de estruturas ou fechamentos, a fim de proporcionar um panorama global de diferentes estudos de caso, considerando principalmente sua localização geográfica e aspecto construtivo.
Diante da questão de quais são os materiais utilizados na habitação social, apresentamos uma compilação de 15 projetos que convidam à reflexão.
Tijolo de Revestimento Endicott. Imagem cortesia de Endicott
Provavelmente você se depara com tijolos diariamente, seja estruturando um edifício, pavimentando uma rua ou servindo como lareira ou chaminé. No entanto, será que todas essas aplicações utilizam o mesmo tipo de tijolo? Como eles servem de suporte ou são suportados? De que esses tijolos são realmente feitos? A versatilidade e a onipresença do tijolo significam que há mais de uma resposta para essas perguntas. Mesmo entre as aplicações mais comuns do tijolo — como fachada de edifícios e/ou material de parede estrutural —, há uma grande variedade de tipos e métodos construtivos empregados.
O apelido de Idaho é "The Gem State" (O Estado Gema) devido à sua abundância de recursos naturais e áreas cênicas, que vão de desfiladeiros e vales profundos a montanhas cobertas de neve. Não surpreende que a arquitetura do estado se inspire nesse contexto, especialmente em projetos residenciais remotos. Ao reinterpretarem métodos construtivos, materiais e relações espaciais, profissionais de arquitetura projetaram uma série de residências incríveis em Idaho que estão redefinindo o modo de viver em meio à natureza.
Historicamente, o bambu tem sido utilizado como matéria-prima em construções tradicionais de baixa renda, servindo como substituto de outras madeiras para materializar estruturas, armários e até móveis. Hoje, devido às suas inúmeras vantagens associadas à durabilidade, resistência, versatilidade e baixo impacto ambiental, conseguiu ganhar o nome de “aço vegetal” e obter um lugar privilegiado na indústria da construção. A atual busca por novos materiais para o desenvolvimento sustentável tem gerado novas fusões construtivas que colocam materiais e técnicas contemporâneas em jogo com elementos tradicionais, amalgamando e valorizando as qualidades dos materiais em cada região.
A arquitetura dos edifícios diplomáticos situa-se em um território ambíguo e até certo ponto, contraditório. Procurando equilibrar os imprescindíveis requisitos de segurança e uma máxima abertura e integração com a paisagem, edifícios de embaixadas atuam como símbolos representativos de uma cultura. Em sua essência, edifícios diplomáticos também são concebidos para expressar os principais valores e ideais de uma nação. Atualmente, os projetos de embaixadas necessariamente precisam atender rígidos padrões de segurança, ao mesmo tempo que procuram construir uma conexão física e imaterial com a cultura local específica onde encontram-se inseridos.
A representação das mulheres nos edifícios e calçadas das ruas de São Paulo. Fonte: Jornal Estado de São Paulo, 06 de julho de 1958. Releitura por Beatriz Hubner
O estudo da arquitetura e sua relação com a vida cotidiana e com as questões de gênero têm estimulado pesquisadores a buscarem novas fontes de estudo e a ampliar a análise sobre suas ideias e realizações. Este ensaio busca compreender a presença feminina nos espaços urbanos a partir de extratos de vestígios dos cotidianos levantados em textos e imagens publicados em crônicas, reportagens e anúncios do jornal “Estado de São Paulo”.
Todas as empresas do país estão falando sobre "diversidade" e "inclusão" — mas quais ações estão sendo realmente tomadas para enfrentar esses problemas? Em maio, após a morte de George Floyd e a ascensão do movimento Black Lives Matter , conversas foram iniciadas, declarações foram emitidas e protocolos foram cumpridos. No entanto, alcançar a verdadeira diversidade e inclusão exigirá enfrentar questões sistêmicas de longo prazo que não podem ser resolvidas com um quadrado preto no Instagram ou um comunicado cuidadosamente elaborado por um departamento de relações públicas.
O primeiro passo em direção à diversidade e à inclusão é reconhecer que apenas falar sobre o assunto não basta, e que o caminho para a mudança real será um processo contínuo.
A escala é um elemento de referência fundamental na arquitetura. Uma vez manipulada, torna-se uma ferramenta crucial para transformar nossa experiência espacial. “Svizzera 240: House Tour”, o pavilhão da Suíça na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2018, é um caso exemplar que coloca a escala no centro das atenções, proporcionando aos visitantes uma experiência que remete a “Alice no País das Maravilhas” ao subverter o comportamento e a percepção do espaço. Premiado com o Leão de Ouro de Melhor Participação Nacional, o pavilhão foi descrito pela organização como “uma instalação arquitetônica extremamente atraente que, além de proporcionar prazer imediato, aborda questões fundamentais do espaço doméstico”.
À medida que nossas cidades crescem a um ritmo cada dia mais vertiginoso, intensifica-se também a demanda para que arquitetos e construtores realizem seus trabalhos de forma mais eficiente e rápida. A pré-fabricação e modularidade foram introduzidas na arquitetura há séculos, um conceito que transformou e revolucionou a forma como concebemos e construimos nossos edifícios. Ao trabalharmos com padrões e relações de escala entre os vários componentes de um edifício, a arquitetura modular nos permite alcançar uma maior flexibilidade espacial, assim como rapidez, eficiência e economia de recursos durante o processo de construção.
A automação residencial, desde assistentes virtuais controlados por voz a termostatos controlados por aplicativos, introduziu o futuro de maneira rápida e inesperada em nossas próprias casas. À medida que a tecnologia continua a progredir, a maneira como interagimos com o ambiente provavelmente se tornará cada vez mais futurista - até em espaços tão pessoais quanto os banheiros de nossas casas. Embora a perspectiva de uma vida pessoal altamente digitalizada possa ser assustadora para alguns, outros veem o potencial dessa tendência para melhorar não apenas o conforto, mas também a saúde e a segurança. Abaixo, descrevemos algumas das tecnologias que esperamos ver nos banheiros do futuro.
https://www.archdaily.com.br/pt/926296/como-serao-os-banheiros-no-futuroLilly Cao
O que é a escala humana senão as relações entre um corpo e o ambiente que o cerca? E o que seria o corpo senão o vínculo inevitável entre a nossa experiência sensorial do mundo material e a consequente sensibilização de cada um de nossos sentidos?
Variando do amarelo ao cinza, passando pelos mais tradicionais vermelhos e alaranjados, tijolos são onipresentes em muitas das nossas cidades, amplamente utilizados na construção civil. Resumidamente, seu processo de fabricação abrange a moldagem de argila e a sua queima em fornos, permitindo a criação de blocos maciços, perfurados, cobogós, telhas e outras formas. Tijolos cerâmicos são baratos, fáceis de encontrar, apresentam uma boa resistência, inércia térmica, acabamento e não requerem uma mão-de-obra tão especializada para a construção. Mas, se a instalação for feita próxima de fontes de calor elevado, o tijolo comum acabará fissurando e quebrando e tijolos refratários serão os mais indicados. Mas o que isso quer dizer?
Há poucos episódios tão importantes para a história da arquitetura e do urbanismo quanto foi a Revolução Industrial. Para acomodar a estrutura produtiva que transformou o capitalismo a partir do século XVIII, foi criado todo um sistema de espaços que compreendia, para além das fábricas, centros de processamento de matérias-primas, núcleos de geração e distribuição de energia, armazéns de estocagem e terminais de transporte. No que diz respeito às cidades, tal processo não apenas resultou na destinação de grandes porções do território para acolher as atividades industriais, mas numa transformação multissistêmica que abrangeria as formas de morar, ocupar e deslocar-se no meio urbano.
https://www.archdaily.com.br/pt/926578/arquitetura-des-industrial-8-projetos-que-ressignificam-o-espaco-da-maquinaIsabel Martin
A sexta edição do festival internacional de arquitetura e cidade Open House Madrid aconteceu entre 25 e 27 de setembro com uma edição especial organizada para cumprir as medidas necessárias e garantir a segurança de todo o público participante. Na ocasião, foram oferecidas visitas a 27 reconhecidos escritórios de arquitetura da cidade — algumas em formato virtual, outras presenciais e outras em ambos os formatos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1127061/27-visitas-a-escritorios-de-arquitetura-no-open-house-madrid-2020ArchDaily Team
Na segunda parte de sua entrevista com o ArchDaily, Hashim Sarkis reflete sobre o futuro da arquitetura ao abordar a questão atemporal da Bienal de Veneza de 2021. O curador da Bienal, que propõe o tema “Como viveremos juntos?”, discute o papel da profissão em meio a todos esses novos paradigmas, afirmando que “os arquitetos mudam o mundo [...] criando [... ] imagens de desejos do que o mundo poderia ser."
Neste artigo, o curador da esperada bienal e reitor da Escola de Arquitetura e Planejamento do MIT apresenta suas visões sobre a evolução da arquitetura e os novos rumos que o mundo acadêmico deve tomar para refletir "a complexidade dos problemas urbanos de hoje". Sarkis também menciona Beirute, discutindo abordagens de reconstrução, sociedade civil e a noção exasperante de resiliência.
Muitos fatores influenciam no bem-estar das pessoas, mas poucos tem um poder tão grande quanto a qualidade do sono. Adultos passam, em média, um terço de seu dia (e de sua vida) dormindo. No caso das crianças pequenas essa proporção é ainda maior. De acordo com um estudo publicado pela OMS em 2019, bebês (de 4 a 11 meses) devem dormir entre 12 e 16 horas/dia; e crianças até 4 anos devem dormir entre 10 e 13 horas/dia.
Um sono de qualidade atua diretamente no desenvolvimento cerebral da criança, principalmente durante sua primeira e segunda infância (do nascimento até os 12 anos). Durante o período de descanso o corpo libera os hormônios necessários para o crescimento e aprendizado, e isso relaciona-se diretamente ao desenvolvimento físico, motor, emocional e cognitivo. É sabido também que o ambiente onde se dorme interfere na qualidade desse sono, e alguns aspectos importantes devem ser considerados na hora de projetar espaços de dormir para crianças e bebês.
O estado de Puebla localiza-se na região do planalto central mexicano, fazendo fronteira com os estados vizinhos de Tlaxcala, Hidalgo, Veracruz, Oaxaca, Guerrero, Morelos e Estado do México. Com mais de 34 mil km² de superfície, Puebla é um dos estados mais densamente povoados do país. A capital, que empresta o seu nome ao estado, é uma das cidades não litorâneas mais visitadas em todo território nacional, atraindo milhares de turistas todos os anos.
No campo da arquitetura, as mudanças tecnológicas, sociais e culturais impulsionadas pelos processos de globalização do século XXI viabilizaram o desenvolvimento de equipes transnacionais e escritórios muito diversos que projetam arquiteturas com perspectivas inovadoras e visões desvinculadas de uma única localização geográfica. A hipercomunicação, o intercâmbio e os recursos digitais avançados são ferramentas projetuais que permitem aos/às arquitetos/as operar com uma visão mais global sobre a prática, transcendendo as fronteiras e possibilitando uma aproximação aos problemas arquitetônicos de modo mais aberto e plural.
A COVID-19 mudará, provavelmente por um longo período, a forma como vivemos e trabalhamos. Diante deste cenário, as instituições vêm buscando soluções a curto, médio e longo prazo que lhes permitam garantir à equipe um retorno seguro ao trabalho. Para resguardar a saúde das pessoas expostas a situações de contato no ambiente laboral, é necessário implementar estratégias de biossegurança, distanciamento social, restrições de ocupação, limpeza e desinfecção. Neste artigo, analisaremos algumas recomendações de medidas preventivas implementadas pela HID Global, baseadas na aplicação de tecnologias de identificação.
Frequentemente as crianças não recebem prioridade ou até são desconsideradas no planejamento urbano. Estima-se que morram até 500 crianças por dia no mundo em acidentes de trânsito. Outras milhares acabam feridas em decorrência das colisões ou desenvolvem traumas psicológicos que podem acompanhá-las por anos. Seja nas ruas ou em espaços públicos, o sentimento de insegurança ou desconforto desencoraja as crianças da atividade física ao ar livre – e isso em um momento em que 80% das crianças entre 11 e 17 anos não são fisicamente ativas e outras 38 milhões com até 5 cinco anos estão acima do peso ou obesas.
https://www.archdaily.com.br/pt/949972/como-desenhar-espacos-urbanos-mais-seguros-e-saudaveis-para-criancasNikita Luke, Rohit Tak, Ariadne Samios e Claudia Adriazola-Steil