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A casa em estilo colonial que Niemeyer projetou para si

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Oscar Niemeyer é o responsável pelas formas arquitetônicas que revolucionaram a arquitetura moderna, marcadas pelo ineditismo de suas ousadas curvas e elaboradas estruturas que conformaram a imagem de um Brasil utópico que representava a possibilidade de um futuro que nunca se realizou de fato. Grande parte de suas obras primas estão em Brasília, sem embargo, pouco se comenta sobre a casa projetada para si na capital brasileira que, surpreendentemente, traz traços coloniais e apresenta um outro lado - quase inédito - do mais famoso arquiteto brasileiro.

Por que e para quem estamos construindo cidades novas do zero?

Tente imaginar como seria projetar uma cidade inteira do zero; desenhar cada uma de suas ruas, casas, edifícios comerciais, praças e espaços públicos. Uma folha em branco onde tudo é possível e sua única missão é criar uma cidade com identidade própria. Talvez esse seja o sonho de todo arquiteto e urbanista, e para a sorte de alguns poucos felizardos, esse sonho pode muito bem se tornar realidade em um futuro próximo.

Ao longo das últimas duas décadas, cidades inteiras foram construídas do zero em uma escala sem precedentes, a maioria delas na Ásia, Oriente Médio, África e também na América Latina. Além disso, o nosso planeta conta atualmente com mais de 150 novas cidades em processo de implementação. Esta nova tipologia de desenvolvimento urbano tem se mostrado particularmente sedutora em países de economia emergente, iniciativas propagandeadas como elementos estratégicos capazes de impulsionar o crescimento econômico e atrair novos investimentos.

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Interiores monocromáticos: a cor como protagonista do espaço

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Sabemos que as cores podem influenciar nossas sensações e provocar diferentes percepções do espaço, o que reitera a importância do seu estudo nos projetos arquitetônicos e a relevância da concepção de uma paleta de cores coerente. O impacto que a cor pode provocar no espaço e nas pessoas que o habitam torna-se ainda mais perceptível quando todo o ambiente é envolvido com apenas uma cor. Nesses casos não há limites para a quantidade de elementos arquitetônicos em que a tonalidade escolhida pode ser aplicada. Pisos, forros, paredes, mobiliário e até mesmo as tubulações e eletrocalhas podem ter uma coloração específica atribuída para estar em concordância com o ambiente monocromático.

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Tramas urbanas: a sociedade paulistana como reflexo e extensão

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Viver na cidade e viver a cidade é estar disposto a todo e qualquer acontecimento. Em um mesmo dia passamos por lugares e espacialidades diferentes, com composições e tempos distintos. Nenhum dia é igual ao outro, já que estamos em constante movimento, diante de uma combinação aleatória de eventos que geram efeitos sobre objetos e sujeitos; e que geram os espaços pelos quais transitamos e as percepções que vivenciamos. Diante dessa reflexão, surge a discussão dos efeitos da arquitetura e urbanismo para além de um campo visual, atrelada ao pertencimento do ser com o espaço e baseada na forma e na dinâmica urbana. Como podemos apreender os efeitos do objeto sobre o sujeito e vice-versa? Qual é a leitura materializada que temos da cidade como reflexo das ações da sociedade?

Estratégias bioclimáticas na arquitetura contemporânea do Equador

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Estratégias bioclimáticas na arquitetura contemporânea do Equador - Imagem de Destaque
Academia Urbana Bardales / Natura Futura Arquitectura. Imagem

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Quando se fala em arquitetura bioclimática, refere-se principalmente às práticas que buscam reduzir o consumo de energia e o impacto ambiental das edificações, seja durante a sua construção – utilizando, por exemplo, materiais que diminuam a pegada de carbono ou incorporando processos responsáveis e adequados ao local de implantação – ou durante a sua vida útil. Essa combinação de elementos resulta em arquiteturas passivas que aspiram a uma redução no consumo de energia a longo prazo – seja complementando certos sistemas mecânicos de ventilação, calefação e resfriamento com outros meios passivos ou utilizando integralmente sistemas alternativos – mediante a adequação do projeto, sua geometria e orientação em relação ao relevo, clima, vegetação natural, insolação e direção dos ventos predominantes do território onde se inserem.

9 Projetos que redefinem a brutalidade do concreto pelo uso da vegetação

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9 Projetos que redefinem a brutalidade do concreto pelo uso da vegetação - Image 1 of 49 Projetos que redefinem a brutalidade do concreto pelo uso da vegetação - Image 2 of 49 Projetos que redefinem a brutalidade do concreto pelo uso da vegetação - Imagem de Destaque9 Projetos que redefinem a brutalidade do concreto pelo uso da vegetação - Image 3 of 49 Projetos que redefinem a brutalidade do concreto pelo uso da vegetação - Mais Imagens+ 5

O concreto é frequentemente visto como um material bruto, duro e frio – e é, inclusive, adorado por isso. No entanto, o uso do concreto junto da vegetação pode contribuir para uma espécie de "suavizada" do material, adequando-o a mais aplicações. Veja, a seguir, nove projetos que apresentam soluções interessantes para a fusão do concreto com a vegetação. 

Verticalização verde: impactos no nível do solo e na paisagem urbana

Com o adensamento das cidades e redução da disponibilidade de solo, o fenômeno da verticalização tem se intensificado nas cidades de todo o mundo. Assim como a verticalização de edifícios — que costuma dividir opiniões de arquitetos e urbanistas — muitas iniciativas têm buscado na dimensão vertical uma possibilidade para promover a presença do verde nos centros urbanos. Jardins, fazendas ou florestas verticais, hortas em coberturas e estruturas suspensas para agricultura urbana são algumas das possibilidades de verticalização do cultivo de espécies vegetais, cada uma com suas especificidades e impactos específicos para as cidades e seus habitantes.

Mas seria a verticalização a solução ideal para tornar as cidades mais verdes? E quais são os impactos dessa ação nos centros urbanos? Ou ainda, quais os benefícios da vegetação que são perdidos ao adotar soluções em altura, ao invés de promover seu cultivo diretamente no solo?

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Gentrificação e distopia: o futuro das cidades pós-pandemia

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A realidade das grandes cidades, como a Cidade do México é, na maioria dos casos, formada por pessoas de vários estados do país e de vários países ao redor do mundo. No entanto, devido à situação da pandemia e à nova era do trabalho remoto, foi radicalmente despertado um interesse em regressar às províncias e regiões costeiras onde há menos população, superlotação e, aparentemente, menos restrições sanitárias em comparação com as grandes cidades que acolhem os grandes aeroportos.

A arquitetura deve ser estática? As possibilidades dos edifícios cinéticos

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Através das formas, cores e, principalmente, dos elementos na fachada, muitos arquitetos têm buscado transmitir uma sensação de movimento a suas obras, que essencialmente são estáticas. Santiago Calatrava, Jean Nouvel e Frank Gehry são alguns dos mestres que conseguem proporcionar um efeito dinâmico a estruturas imóveis, destacando a obra no contexto, com artifícios formais trazidos das artes plásticas. Mas há vezes, também, que por razões estéticas ou funcionais, os arquitetos optem por estruturas móveis que possam trazer algum tipo de diferencial à obra construída.

Arquitetura no México: casas para entender o território de Nayarit

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Nayarit é um estado situado na região oeste do México, limitado geograficamente pelos estados de Sinaloa, Durango, Zacatecas e Jalisco, fazendo frente com o Oceano Pacífico. Conta com uma superfície de 27 815 km², sendo o nono menor estado do país. Sua capital e cidade mais populosa é Tepic. No entanto, outras localidades importantes desse território são Nuevo Vallarta, Valle de Banderas, Ixtlán del Río, San Blas, Santiago Ixcuintla, Acaponeta, Compostela, Jala, Santa María del Oro, Rosamorada, Xalisco, San Pedro Lagunillas, Tecuala e Huajicori.

Maloca nômade pela paz: proposta para diálogos do pós-conflito

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Maloca nômade pela paz: proposta para diálogos do pós-conflito - 4 的图像 4Maloca nômade pela paz: proposta para diálogos do pós-conflito - 3 的图像 4Maloca nômade pela paz: proposta para diálogos do pós-conflito - 2 的图像 4Maloca nômade pela paz: proposta para diálogos do pós-conflito - 1 的图像 4Maloca nômade pela paz: proposta para diálogos do pós-conflito - Mais Imagens+ 23

Existem decisões administrativas que afetam de forma mais ou menos direta a população. A assinatura do acordo de paz entre o governo colombiano — juntamente aos países garantidores — e as FARC-EP foi um dos acontecimentos mais aguardados por mais de 40 milhões de colombianos e colombianas, além de várias gerações afetadas pelo conflito armado interno. No entanto, esse processo não foi simples e gerou forte polarização diante de um acordo que traria um benefício inegável para qualquer pessoa, independentemente de suas orientações políticas: a paz. 

Uma homenagem ao legado de Erich Coufal, pilar da primeira escola de arquitetura em Guadalajara, México

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Uma homenagem ao legado de Erich Coufal, pilar da primeira escola de arquitetura em Guadalajara, México - Image 1 of 4Uma homenagem ao legado de Erich Coufal, pilar da primeira escola de arquitetura em Guadalajara, México - Image 2 of 4Uma homenagem ao legado de Erich Coufal, pilar da primeira escola de arquitetura em Guadalajara, México - Image 3 of 4Uma homenagem ao legado de Erich Coufal, pilar da primeira escola de arquitetura em Guadalajara, México - Image 4 of 4Uma homenagem ao legado de Erich Coufal, pilar da primeira escola de arquitetura em Guadalajara, México - Mais Imagens+ 6

O arquiteto Erich Coufal (1926-2021) viajou de sua Viena natal, na Áustria, para Guadalajara, no México, com apenas 24 anos, cidade onde acabou se estabelecendo pelo resto de sua vida. Ali, deixou um legado fundamental para a arquitetura moderna de Guadalajara e do México. Foi um migrante que adotou essa cidade como sua; dizia ter nascido duas vezes: a primeira em Viena, em 1926, e a segunda em Guadalajara, em 1950.

Retail especializado em reforma e decoração lança ofertas para renovação de espaços arquitetônicos

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Temporada de liquidações do Shopping Lar Center destaca produtos para todas as necessidades, seja para construção e reforma ou para a decoração dos ambientes. 

Mapeando a cidade do século XXI: Desplans e KooZA/rch abrem o debate para jovens criativos

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Desplans e KooZA/rch revelaram os três vencedores finais do concurso #mycityscape. Ao convidar jovens criativos/as para esta conversa, a chamada aberta questiona a definição de cidade, perguntando: “O que estabelece a identidade de uma cidade? O que distingue um ambiente urbano de outro? E o que define nossa relação com a paisagem construída que habitamos?

Na tentativa de encontrar as ferramentas para mapear a cidade do século XXI, o concurso incentivou jovens criativos/as a registrar a essência de sua paisagem urbana em uma única imagem. Após a seleção de 12 propostas finalistas, o concurso convocou um público mais amplo para decidir os projetos vencedores por meio de votação nas redes sociais. Após a divulgação dos resultados, Christele Harrouk, do ArchDaily, teve a oportunidade de conversar sobre o concurso #mycityscape com os representantes da Desplans e da KooZA/rch, discutindo o tema e todo o processo. Descubra neste artigo como foi a conversa e conheça os projetos vencedores.

Futuro industrial ou natural: é possível criar cidades orgânicas moldadas pela tecnologia?

Em Her, filme de 2013 dirigido por Spike Jonze, um solitário escritor desenvolve uma relação de amor com a assistente virtual de um sistema operacional. Admirável Mundo Novo, livro escrito em 1932 pelo inglês Aldous Huxley, fala de uma sociedade cujo culto à eficiência, racionalização e à máquina desencadeou uma humanidade que desconhece o esforço e a dor, mas também reprime o amor e a liberdade. Já em Frankenstein, livro de 1823, considerado o primeiro romance de ficção científica, uma vida é criada artificialmente, produzindo um monstro com características humanas: vontades, desejos e medos. Seja, respectivamente, em relação ao receio com a inteligência artificial, as incertezas com a industrialização ou os limites da ciência, obras de ficção científica nos revelam muito mais que apostas certeiras do futuro – no tempo em que foram criadas, falam sobre os temores e anseios da época.

Quando exploramos as visões urbanas do passado sobre o futuro, é comum encontrarmos exemplos exagerados e até engraçados. Acerca das promessas da arquitetura e, consequentemente, das nossas cidades, também não é tarefa fácil apontar caminhos com clareza. Observando as tendências no campo e usando toda a nossa imaginação, será que podemos afirmar como as cidades se parecerão em dezenas ou centenas de anos? Seus materiais, sua aparência, a maneira de construir e pensar? Este futuro será mais minimalista e impoluto ou mais orgânico e complexo? Como as novas tecnologias e materiais de construção afetarão a forma, a estética e a prosperidade das cidades de amanhã?

Diário de bordo, de Bogotá a Medellín: paisagens fluviais latino-americanas

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Ir à Colômbia, sendo brasileira, foi como reconhecer um país irmão. Em um mês, como participante do workshop Field Stations, registrei perspectivas pessoais das impressões que tive dos lugares visitados. O tema é a paisagem fluvial e os registros têm a fragilidade e subjetividade de um diário de bordo. A vontade de compartilhá-los é a de expressar essa identificação, de mostrar como vi semelhanças entre nós: problemas, complexidades e belezas, bem como a clareza e o reconhecimento de que unidos seríamos mais fortes. Vislumbra-se a ideia de eliminar as fronteiras invisíveis que nos afastam e de agregar povos subdivididos pelos colonizadores.

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O que aconteceria se as obras de Luis Barragán e Juan O'Gorman entrassem em contato direto com a cidade?

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Cortesía de Erick Francisco Ruiz Vázquez

O que aconteceria se as obras de Luis Barragán e Juan O'Gorman entrassem em contato direto com a cidade? - 1 的图像 4O que aconteceria se as obras de Luis Barragán e Juan O'Gorman entrassem em contato direto com a cidade? - 2 的图像 4O que aconteceria se as obras de Luis Barragán e Juan O'Gorman entrassem em contato direto com a cidade? - Imagem de DestaqueO que aconteceria se as obras de Luis Barragán e Juan O'Gorman entrassem em contato direto com a cidade? - 3 的图像 4O que aconteceria se as obras de Luis Barragán e Juan O'Gorman entrassem em contato direto com a cidade? - Mais Imagens+ 9

Durante muito tempo, no México e em todo o mundo, a arquitetura de arquitetos e arquitetas pioneiros do Movimento Moderno, como Luis Barragán e Juan O'Gorman, entre muitos outros, tem sido apresentada como uma arquitetura sacra e intocável, com o objetivo de preservá-la ao longo do tempo.

Como utilizar e reutilizar as chaminés na arquitetura

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Francis D. K. Ching [1] caracteriza uma chaminé como “estrutura vertical incombustível, que contém um conduto através do qual a fumaça e os gases de uma fogueira ou fornalha são impelidos para o exterior e por meio do qual é criada uma corrente de ar”. Enquanto seus canos podem ficar ocultos em paredes ou outras estruturas, o topo da chaminé geralmente permanece proeminente, com o intuito de levar os gases de dentro para fora, sem sujar o ambiente ou prejudicar a saúde dos ocupantes. Sendo elementos verticais, há chaminés que se tornam grandes marcos na paisagem urbana, sobretudo em projetos industriais. No momento do desenho, decidir sobre o “peso” que terá a chaminé no projeto é imprescindível. Na Casa Milá, por exemplo, Gaudí coroa o edifício de formas sinuosas e curvilíneas com chaminés esculturais. Há casos em que a sobriedade da construção é espelhada em sua chaminé e outros que o elemento vertical busca ser o mais oculto possível. Recentemente, também, muitas chaminés têm sido reformadas para novos usos ou novas tecnologias mais limpas. Seja no papel de destaque, de integração ou oculto na edificação, veja abaixo algumas dicas de projeto e possibilidades de uso.

TEIA: história em quadrinhos propõe leitura personificada da cidade de São Paulo

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TEIA re(a)presenta a cidade de São Paulo por meio de uma narrativa em quadrinhos. Os personagens foram criados para serem os protagonistas do enredo a partir de uma seleção empírica, na qual foram elencados doze bairros relevantes para a história da cidade em que seus moradores serviram de base para compor os tipos possíveis da trama do roteiro desejado. A narrativa em HQ foi o suporte ideal para desenvolver uma linguagem que permite pensar espacialmente o contexto urbano e observar as relações humanas no universo criado e desenhado, salientando sua dimensão de meio comunicativo. Além de vivenciar e conhecer os bairros, o intuito do trabalho foi explorar a noção de pertencimento do lugar. A experiência in loco dos bairros e a conversa espontânea com alguns moradores – que serviram de referência para os protagonistas criados – proporcionaram ao enredo a possibilidade de refletir sobre a diferença do ser (de um lugar) e do estar (em um lugar) na mais populosa e diversa metrópole brasileira.

Tube Houses: 15 projetos que reinterpretam as estreitas residências vietnamitas

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Em cidades como Hanói e Saigon, no Vietnã, não é de se estranhar se estiver caminhando pela rua e avistar casas com fachadas suspreendentemente estreitas em contraste ao empilhamento de três a cinco pavimentos, com aberturas para ventilação e entrada da luz natural apenas na fachada frontal. Essas são as popularmente conhecidas, Tube Houses (ou Casas Tubo). Tradicionalmente, de acordo com histórias da cultura popular antiga, este modelo habitacional apresentava tal configuração em prol do cálculo de impostos com base na área da fachada, mas a verdadeira razão é o melhor aproveitamento do solo, possibilitando um maior número de lotes em uma mesma quadra.

No entanto, os resquícios do passado são agora reinterpretados através de projetos desenvovidos por arquitetos contemporâneos vietnamitas. Fachadas arcaicas dão lugar a soluções inovadoras; também recebem poço de luz para iluminação e ventilação natural; pátios e jardins interior; incorporação de vegetação nos diferentes ambientes; meio níveis, etc; possibilitando projetos com espaços de altíssima qualidade. Pensando nisso, reunimos um conjunto de 15 projetos de Tube Houses acompanhadas de seus respectivos cortes que certamente irão te surpreender. Veja a seguir:

Tube Houses: 15 projetos que reinterpretam as estreitas residências vietnamitas  - Imagen 1 de 4Tube Houses: 15 projetos que reinterpretam as estreitas residências vietnamitas  - Imagen 2 de 4Tube Houses: 15 projetos que reinterpretam as estreitas residências vietnamitas  - Imagen 3 de 4Tube Houses: 15 projetos que reinterpretam as estreitas residências vietnamitas  - Imagen 4 de 4Tube Houses: 15 projetos que reinterpretam as estreitas residências vietnamitas  - Mais Imagens+ 27

Como a perspectiva de gênero pode impactar o futuro urbano?

Você se sente vulnerável ao percorrer os espaços públicos? Se você for uma mulher as chances de responder sim à essa pergunta certamente são maiores, já que a probabilidade de um homem optar por um caminho maior em sua trajetória, para evitar um trecho escuro da rua, ou pensar em qual roupa vestir, de modo que não se sinta exposto em vias públicas, é bem menor. Seguindo está lógica, torna-se quase óbvio como a cidade projetada por homens pode ser lida mais como um espaço de ameaça do que um lugar no qual a mulher se sinta bem-vinda. Sendo assim, para imaginar cidades igualitárias, ainda é necessário insistir num pensamento sob perspectiva de gênero?

Bancadas de concreto: brutalismo na cozinha

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Foi-se o tempo em que a cozinha enquanto área dedicada aos serviços, seguindo o tradicional sistema da tripartição residencial burguesa, eram projetadas como espaços isolados e fechados. Hoje, cada vez mais, os projetos buscam integrá-la enquanto espaço aos demais cômodos da casa e criar certa interação entre seus moradores. A partir disso, a escolha de seus materiais e revestimento também mudou e os tradicionais revestimentos cerâmicos e pedras aplicadas em suas superfícies, deram espaço à novos materiais.

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Esquemas funcionais: estratégias de organização programática em casas na Argentina

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Embora muitos projetos busquem evitar conscientemente a adoção de um esquema funcional definitivo — tendendo intencionalmente à indefinição dos espaços —, em muitos outros, a divisão clara dos usos e a síntese programática apresentam-se como ferramentas-chave para ordenar, hierarquizar e otimizar o funcionamento dos espaços.

As imagens da cidade de Kevin Lynch através de fotografias aéreas

“Parece haver uma imagem pública de qualquer cidade que é a sobreposição de muitas imagens individuais. Ou talvez exista uma série de imagens públicas, cada qual criada por um número significativo de cidadãos.” – Kevin Lynch

A partir desta observação, Kevin Lynch, em seu livro “A imagem da cidade” (1960), inicia uma análise em torno de quais seriam os elementos constituintes daquilo que considera como imagem da cidade. Ao apresentar, descrever e exemplificar estes elementos como objetos físicos perceptíveis, Lynch pondera que outros fatores não físicos como a memória, a função e o próprio nome da cidade também atuam significativamente na construção dessa(s) imagem(ns).

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