'Territorios y vivenda' (2018). Image Cortesía de Alberto Kalach
A realidade das grandes cidades, como a Cidade do México é, na maioria dos casos, formada por pessoas de vários estados do país e de vários países ao redor do mundo. No entanto, devido à situação da pandemia e à nova era do trabalho remoto, foi radicalmente despertado um interesse em regressar às províncias e regiões costeiras onde há menos população, superlotação e, aparentemente, menos restrições sanitárias em comparação com as grandes cidades que acolhem os grandes aeroportos.
Todos nós já comentamos sobre o "caráter" de um edifício. Um apartamento, por exemplo, pode tê-lo devido a algum detalhe especial em carvalho, ao passo que outro edifício pode não se enquadrar no "caráter" de seu bairro. Neste vídeo, o designer de arquitetura e professor Stewart Hicks examina de perto as origens e os significados desse conceito fluido. Por que usamos essa mesma palavra tanto para pessoas quanto para edificações? Como os personagens também fazem parte da ficção, será que isso nos ajuda a entender como os edifícios contam histórias? Dos arquitetos iluministas Ledoux, Boullée e Lequeu à casa do filme Beetlejuice, passando por práticas contemporâneas que investigam o que significa um edifício ter um rosto ou uma postura, vamos a fundo para compreender por que profissionais de arquitetura consideram o "caráter arquitetônico" uma proposta tão instigante.
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Caja Obscura / Javier Corvalán + Laboratorio de Arquitectura. Image
Através das formas, cores e, principalmente, dos elementos na fachada, muitos arquitetos têm buscado transmitir uma sensação de movimento a suas obras, que essencialmente são estáticas. Santiago Calatrava, Jean Nouvel e Frank Gehry são alguns dos mestres que conseguem proporcionar um efeito dinâmico a estruturas imóveis, destacando a obra no contexto, com artifícios formais trazidos das artes plásticas. Mas há vezes, também, que por razões estéticas ou funcionais, os arquitetos optem por estruturas móveis que possam trazer algum tipo de diferencial à obra construída.
A reunião de homologação do concurso para o "Projeto Completo de Arquitetura da Escola de Ensino Fundamental (9 anos) da Unidade 4 de Guiwan" foi realizada em 29 de janeiro de 2021. A entidade promotora constituiu legalmente o comitê de seleção que, após votação, definiu a seguinte classificação final:
https://www.archdaily.com.br/pt/1130651/resultado-da-licitacao-do-projeto-integral-da-escola-de-ensino-fundamental-de-nove-anos-da-unidade-4-de-guiwanMilly Mo
Climas e condições extremas exigem abordagens arquitetônicas contextuais. Dos desertos arenosos aos climas frios e glaciais, a forma como construímos está intimamente ligada ao local. A partir de diversos contextos ao redor do mundo, profissionais de arquitetura e design criam propostas que estruturam e organizam novas formas de viver, trabalhar e se divertir. Esses projetos não construídos repensam as formas tradicionais ao mesmo tempo em que respondem a uma ampla variedade de condições de paisagem.
A seleção desta semana de Melhores Projetos Não Construídos foca em diversas tipologias em climas quentes e frios ao redor do mundo. Desenvolvidos por diferentes escritórios e em variados contextos locais, eles representam propostas enviadas pela comunidade do ArchDaily. Os projetos exploram desde o design generativo em um abrigo no deserto de Siwa e uma habitação em caverna na China, até um empreendimento costeiro na Espanha e uma série de habitats em formato de iglu para pinguins na Antártida.
Estrutura de expansão para restaurante/varejo em Nova York. Imagem cortesia de Fantastica & Hollaender Mfg. Co.
A pandemia global de COVID-19 forçou todos nós a nos adaptarmos rapidamente a novos modos de vida: novas maneiras de trabalhar, nos comunicar, fazer compras e muito mais. Essa adaptabilidade é fundamental para navegar por um mundo em constante mudança. Sistemas construtivos modulares e flexíveis podem nos ajudar a adaptar nossos espaços físicos às novas realidades de distanciamento social ou, inclusive, à necessidade de implantar rapidamente hospitais de campanha.
Você já se perguntou qual é a diferença entre espaço aberto e espaço livre? Neste vídeo, o/a arquiteto/a e professor/a Stewart Hicks analisa o que torna o projeto de espaço aberto uma vertente singular do “conceito aberto”. O conteúdo integra uma série de vídeos que explora termos do mercado imobiliário a partir de exemplos contemporâneos, históricos e da teoria da arquitetura. Desta vez, o foco recai sobre as estratégias espaciais de Mies van der Rohe, desde seus primeiros projetos não construídos, passando pelo Pavilhão de Barcelona, até a Casa Farnsworth. Cada obra apresenta uma abordagem específica e em constante evolução — definindo o posicionamento de paredes, pilares e o planejamento da cobertura —, elementos que, em conjunto, constituem o que chamamos de “planta livre”. Outros vídeos da série dedicam-se ao espaço “livre” ou “orgânico”, ajudando a aprofundar a compreensão sobre os conceitos fundamentais da arquitetura.
Nayarit é um estado situado na região oeste do México, limitado geograficamente pelos estados de Sinaloa, Durango, Zacatecas e Jalisco, fazendo frente com o Oceano Pacífico. Conta com uma superfície de 27 815 km², sendo o nono menor estado do país. Sua capital e cidade mais populosa é Tepic. No entanto, outras localidades importantes desse território são Nuevo Vallarta, Valle de Banderas, Ixtlán del Río, San Blas, Santiago Ixcuintla, Acaponeta, Compostela, Jala, Santa María del Oro, Rosamorada, Xalisco, San Pedro Lagunillas, Tecuala e Huajicori.
Existem decisões administrativas que afetam de forma mais ou menos direta a população. A assinatura do acordo de paz entre o governo colombiano — juntamente aos países garantidores — e as FARC-EP foi um dos acontecimentos mais aguardados por mais de 40 milhões de colombianos e colombianas, além de várias gerações afetadas pelo conflito armado interno. No entanto, esse processo não foi simples e gerou forte polarização diante de um acordo que traria um benefício inegável para qualquer pessoa, independentemente de suas orientações políticas: a paz.
O arquiteto Erich Coufal (1926-2021) viajou de sua Viena natal, na Áustria, para Guadalajara, no México, com apenas 24 anos, cidade onde acabou se estabelecendo pelo resto de sua vida. Ali, deixou um legado fundamental para a arquitetura moderna de Guadalajara e do México. Foi um migrante que adotou essa cidade como sua; dizia ter nascido duas vezes: a primeira em Viena, em 1926, e a segunda em Guadalajara, em 1950.
Temporada de liquidações do Shopping Lar Center destaca produtos para todas as necessidades, seja para construção e reforma ou para a decoração dos ambientes.
Desplans e KooZA/rch revelaram os três vencedores finais do concurso #mycityscape. Ao convidar jovens criativos/as para esta conversa, a chamada aberta questiona a definição de cidade, perguntando: “O que estabelece a identidade de uma cidade? O que distingue um ambiente urbano de outro? E o que define nossa relação com a paisagem construída que habitamos?”
Na tentativa de encontrar as ferramentas para mapear a cidade do século XXI, o concurso incentivou jovens criativos/as a registrar a essência de sua paisagem urbana em uma única imagem. Após a seleção de 12 propostas finalistas, o concurso convocou um público mais amplo para decidir os projetos vencedores por meio de votação nas redes sociais. Após a divulgação dos resultados, Christele Harrouk, do ArchDaily, teve a oportunidade de conversar sobre o concurso #mycityscape com os representantes da Desplans e da KooZA/rch, discutindo o tema e todo o processo. Descubra neste artigo como foi a conversa e conheça os projetos vencedores.
Em Her, filme de 2013 dirigido por Spike Jonze, um solitário escritor desenvolve uma relação de amor com a assistente virtual de um sistema operacional. Admirável Mundo Novo, livro escrito em 1932 pelo inglês Aldous Huxley, fala de uma sociedade cujo culto à eficiência, racionalização e à máquina desencadeou uma humanidade que desconhece o esforço e a dor, mas também reprime o amor e a liberdade. Já em Frankenstein, livro de 1823, considerado o primeiro romance de ficção científica, uma vida é criada artificialmente, produzindo um monstro com características humanas: vontades, desejos e medos. Seja, respectivamente, em relação ao receio com a inteligência artificial, as incertezas com a industrialização ou os limites da ciência, obras de ficção científica nos revelam muito mais que apostas certeiras do futuro – no tempo em que foram criadas, falam sobre os temores e anseios da época.
Quando exploramos as visões urbanas do passado sobre o futuro, é comum encontrarmos exemplos exagerados e até engraçados. Acerca das promessas da arquitetura e, consequentemente, das nossas cidades, também não é tarefa fácil apontar caminhos com clareza. Observando as tendências no campo e usando toda a nossa imaginação, será que podemos afirmar como as cidades se parecerão em dezenas ou centenas de anos? Seus materiais, sua aparência, a maneira de construir e pensar? Este futuro será mais minimalista e impoluto ou mais orgânico e complexo? Como as novas tecnologias e materiais de construção afetarão a forma, a estética e a prosperidade das cidades de amanhã?
Ir à Colômbia, sendo brasileira, foi como reconhecer um país irmão. Em um mês, como participante do workshop Field Stations, registrei perspectivas pessoais das impressões que tive dos lugares visitados. O tema é a paisagem fluvial e os registros têm a fragilidade e subjetividade de um diário de bordo. A vontade de compartilhá-los é a de expressar essa identificação, de mostrar como vi semelhanças entre nós: problemas, complexidades e belezas, bem como a clareza e o reconhecimento de que unidos seríamos mais fortes. Vislumbra-se a ideia de eliminar as fronteiras invisíveis que nos afastam e de agregar povos subdivididos pelos colonizadores.
Durante muito tempo, no México e em todo o mundo, a arquitetura de arquitetos e arquitetas pioneiros do Movimento Moderno, como Luis Barragán e Juan O'Gorman, entre muitos outros, tem sido apresentada como uma arquitetura sacra e intocável, com o objetivo de preservá-la ao longo do tempo.
House in the Mountains / GEZA. Image Cortesia de geza
Francis D. K. Ching [1] caracteriza uma chaminé como “estrutura vertical incombustível, que contém um conduto através do qual a fumaça e os gases de uma fogueira ou fornalha são impelidos para o exterior e por meio do qual é criada uma corrente de ar”. Enquanto seus canos podem ficar ocultos em paredes ou outras estruturas, o topo da chaminé geralmente permanece proeminente, com o intuito de levar os gases de dentro para fora, sem sujar o ambiente ou prejudicar a saúde dos ocupantes. Sendo elementos verticais, há chaminés que se tornam grandes marcos na paisagem urbana, sobretudo em projetos industriais. No momento do desenho, decidir sobre o “peso” que terá a chaminé no projeto é imprescindível. Na Casa Milá, por exemplo, Gaudí coroa o edifício de formas sinuosas e curvilíneas com chaminés esculturais. Há casos em que a sobriedade da construção é espelhada em sua chaminé e outros que o elemento vertical busca ser o mais oculto possível. Recentemente, também, muitas chaminés têm sido reformadas para novos usos ou novas tecnologias mais limpas. Seja no papel de destaque, de integração ou oculto na edificação, veja abaixo algumas dicas de projeto e possibilidades de uso.
Poucas tipologias arquitetônicas são tão atemporais quanto as padarias. Uma prática que se estende por milhares de anos, a arte da panificação possui raízes diversas. Hoje, as padarias combinam áreas de convivência, socialização, compras e trabalho. Embora a industrialização e a comercialização tenham transformado a arte da panificação e os produtos assados, as padarias continuam sendo importantes espaços comunitários para encontros e para a definição da identidade dos bairros.
Trecho de HQ. Produção autoral por Bárbara Garcia Souza Bravo
TEIA re(a)presenta a cidade de São Paulo por meio de uma narrativa em quadrinhos. Os personagens foram criados para serem os protagonistas do enredo a partir de uma seleção empírica, na qual foram elencados doze bairros relevantes para a história da cidade em que seus moradores serviram de base para compor os tipos possíveis da trama do roteiro desejado. A narrativa em HQ foi o suporte ideal para desenvolver uma linguagem que permite pensar espacialmente o contexto urbano e observar as relações humanas no universo criado e desenhado, salientando sua dimensão de meio comunicativo. Além de vivenciar e conhecer os bairros, o intuito do trabalho foi explorar a noção de pertencimento do lugar. A experiência in loco dos bairros e a conversa espontânea com alguns moradores – que serviram de referência para os protagonistas criados – proporcionaram ao enredo a possibilidade de refletir sobre a diferença do ser (de um lugar) e do estar (em um lugar) na mais populosa e diversa metrópole brasileira.
A arquitetura de Chicago fica vazia sem o jornalismo de arquitetura local. Desde o lançamento, na década de 1880, da publicação em preto e branco Inland Architect, que cobriu a reconstrução após o Grande Incêndio de Chicago, até uma crítica de 1985 do James R. Thompson Center escrita por Paul Gapp no Chicago Tribune, intitulada “Masterpiece or Ego Trip?” (Obra-prima ou viagem de ego?), que definiu os rumos da recepção pública do edifício, a cobertura e a crítica de arquitetura nos jornais locais e publicações especializadas têm proporcionado um elo fundamental para que Chicago mantenha sua reputação como uma cidade de arquitetura extraordinária. A crítica e o jornalismo de arquitetura ajudaram — e continuam ajudando — Chicago a compreender como chegamos a este ambiente construído e o que o futuro reserva.
https://www.archdaily.com.br/pt/1131337/o-que-chicago-perde-ao-perder-um-a-critico-a-de-arquiteturaElizabeth A. Blasius
Em cidades como Hanói e Saigon, no Vietnã, não é de se estranhar se estiver caminhando pela rua e avistar casas com fachadas suspreendentemente estreitas em contraste ao empilhamento de três a cinco pavimentos, com aberturas para ventilação e entrada da luz natural apenas na fachada frontal. Essas são as popularmente conhecidas, Tube Houses (ou Casas Tubo). Tradicionalmente, de acordo com histórias da cultura popular antiga, este modelo habitacional apresentava tal configuração em prol do cálculo de impostos com base na área da fachada, mas a verdadeira razão é o melhor aproveitamento do solo, possibilitando um maior número de lotes em uma mesma quadra.
No entanto, os resquícios do passado são agora reinterpretados através de projetos desenvovidos por arquitetos contemporâneos vietnamitas. Fachadas arcaicas dão lugar a soluções inovadoras; também recebem poço de luz para iluminação e ventilação natural; pátios e jardins interior; incorporação de vegetação nos diferentes ambientes; meio níveis, etc; possibilitando projetos com espaços de altíssima qualidade. Pensando nisso, reunimos um conjunto de 15 projetos de Tube Houses acompanhadas de seus respectivos cortes que certamente irão te surpreender. Veja a seguir:
Você se sente vulnerável ao percorrer os espaços públicos? Se você for uma mulher as chances de responder sim à essa pergunta certamente são maiores, já que a probabilidade de um homem optar por um caminho maior em sua trajetória, para evitar um trecho escuro da rua, ou pensar em qual roupa vestir, de modo que não se sinta exposto em vias públicas, é bem menor. Seguindo está lógica, torna-se quase óbvio como a cidade projetada por homens pode ser lida mais como um espaço de ameaça do que um lugar no qual a mulher se sinta bem-vinda. Sendo assim, para imaginar cidades igualitárias, ainda é necessário insistir num pensamento sob perspectiva de gênero?
https://www.archdaily.com.br/pt/955810/como-a-perspectiva-de-genero-pode-impactar-o-futuro-urbanoCamilla Ghisleni e Victor Delaqua
Foi-se o tempo em que a cozinha enquanto área dedicada aos serviços, seguindo o tradicional sistema da tripartição residencial burguesa, eram projetadas como espaços isolados e fechados. Hoje, cada vez mais, os projetos buscam integrá-la enquanto espaço aos demais cômodos da casa e criar certa interação entre seus moradores. A partir disso, a escolha de seus materiais e revestimento também mudou e os tradicionais revestimentos cerâmicos e pedras aplicadas em suas superfícies, deram espaço à novos materiais.
Embora muitos projetos busquem evitar conscientemente a adoção de um esquema funcional definitivo — tendendo intencionalmente à indefinição dos espaços —, em muitos outros, a divisão clara dos usos e a síntese programática apresentam-se como ferramentas-chave para ordenar, hierarquizar e otimizar o funcionamento dos espaços.
Antofagasta, Chile. Created by @overview. Source imagery: @maxartechnologies
“Parece haver uma imagem pública de qualquer cidade que é a sobreposição de muitas imagens individuais. Ou talvez exista uma série de imagens públicas, cada qual criada por um número significativo de cidadãos.” – Kevin Lynch
A partir desta observação, Kevin Lynch, em seu livro “A imagem da cidade” (1960), inicia uma análise em torno de quais seriam os elementos constituintes daquilo que considera como imagem da cidade. Ao apresentar, descrever e exemplificar estes elementos como objetos físicos perceptíveis, Lynch pondera que outros fatores não físicos como a memória, a função e o próprio nome da cidade também atuam significativamente na construção dessa(s) imagem(ns).