The Mighty House Single Family Home e ADU projetada por EYRC Architects. Renderização em Enscape. Imagem cortesia de EYRC e Mighty House
Por que a arquitetura impressa em 3D está em ascensão?
Segundo um relatório de julho de 2021 da Grand View Research, o mercado global de construção em 3D deve crescer impressionantes 91% entre 2021 e 2028. Mas por que a arquitetura impressa está registrando uma expansão tão rápida? Em primeiro lugar, a impressão 3D surge como uma possível solução para alguns dos desafios que a arquitetura, a engenharia e a construção (AEC) enfrentam atualmente, pois pode viabilizar habitações acessíveis, abrigos para regiões afetadas por desastres e uma resposta para a construção sustentável. Além disso, uma das principais vantagens é a redução dos custos de obra, uma vez que se torna muito mais simples calcular o volume real de material necessário, minimizando o desperdício.
https://www.archdaily.com.br/pt/1131028/construindo-o-futuro-com-impressao-3d-e-visualizacao-em-tempo-realGemma Falconer Da Silva
Galeria RGR apresenta pela primeira vez na América Latina a exposição You Are Everything, do artista dinamarquês Jeppe Hein, que cria um espaço de interação social e diálogo intercultural. Este espaço busca fazer com que as obras sejam ativadas pelas pessoas que o visitam, oferecendo oportunidades de intercâmbio e criando uma forma de interação entre a obra de arte e o público.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130951/artista-dinamarques-jeppe-hein-apresenta-a-exposicao-you-are-everything-na-galeria-rgr-cidade-do-mexicoArchDaily Team
Há muitas pessoas que diariamente se perguntam qual é o tamanho ideal de uma televisão para o tamanho de sua sala de estar ou qual é o melhor lugar para colocá-la. A verdade é que há uma série de fatores a serem considerados ao decidir onde colocar o dispositivo que envolvem considerar as dimensões tanto do ambiente quanto da televisão, a resolução da imagem, a altura, o design e assim por diante. Aqui estão algumas recomendações para garantir o conforto e o bem-estar dos usuários, evitando possíveis problemas de fadiga ocular ou posturas corporais inadequadas.
Ao passar mais tempo em casa, muitas pessoas perceberam que pensar os espaços interiores está além de um mero "gosto" pessoal, mas que suas ambiências influenciam diretamente no nosso conforto, humor e qualidade de vida. Esse ponto de vista afetou o modo como enxergamos o próprio banheiro, buscando por soluções que animem esse ambiente e tirem ele da monotonia padrão na qual normalmente é realizado. Por isso, buscamos em nosso arquivo diversos exemplos que quebram essa regra e apresentam espaços que adicionam mais personalidade para a casa e bem-estar para seus usuários.
Um edifício desponta no calçadão à beira-mar da cidade de Palma. Este edifício, construído por José Ferragut Pou em 1960, foi um projeto de vanguarda influenciado pela arquitetura moderna americana da época. Hoje, ele conta uma história de vazio e solidão, como muitos outros.
Lluís Bort é um arquiteto e fotógrafo espanhol que apresenta "Arquiteturas Vazias", um registro fotográfico de alguns dos edifícios e construções abandonadas em toda a Ilha de Maiorca, Espanha.
Muitas vezes, os edifícios acabam como lixo no final de seu ciclo de vida. Como o ambiente construído pode se mover em direção a uma economia circular e, por sua vez, re-imaginar como os materiais valiosos são rastreados e reciclados? Procurando resolver este problema, os "passaportes de materiais" são uma ideia que envolve repensar como os materiais são recuperados, durante a reforma e demolição, para reutilização. O resultado é que, quando um prédio está pronto para ser demolido, ele se torna um banco de armazenamento de materiais úteis.
Cortesia de Trent Basin, Nottingham, UK. Blueprint Regeneration, Martine Hamilton Knight
Em seu mais recente relatório, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) afirma que o aumento da temperatura média global em 1,5ºC será essencialmente inevitável ao longo das próximas décadas. Embora tenhamos que aceitar e conviver com esta realidade, a questão agora é se seremos capazes de inverter esta tendência para evitar um acréscimo ainda maior—que é para onde estamos apontando hoje segundo o IPCC. O relatório informa ainda que, para limitarmos o aumento da temperatura global em apenas 1,5ºC, não poderemos superar em hipótese alguma, a quota das 420 gigatoneladas em emissões de gases do efeito estufa. Acontece que, de acordo com os cálculos do IPCC, se mantivermos o nosso atual passo em matéria de emissões, atingiremos esta meta com facilidade até o ano de 2030. Isso significa que precisamos eliminar com urgência o uso de combustíveis fósseis e investir amplamente na construção de usinas de energia de fontes renováveis para abastecer nossos veículos, casas e cidades.
As intenções da Cidade de 15 Minutos são louváveis. Há muito tempo acredito que caminhar é o melhor de todos os modos de transporte. Também creio que as cidades devem ser livres das regulamentações comerciais que dificultam o surgimento de pequenas lojas e cafés aconchegantes em bairros residenciais. Um bairro de uso misto vivo e dinâmico pode ser um dos melhores presentes do empreendedorismo urbano.
Nos Estados Unidos, regulamos o empreendedorismo dos pobres muito mais do que o dos ricos. Os ricos inovam no ciberespaço, uma zona, em grande parte, livre de regulamentação. Do outro lado, os pobres inovam na prática, em coisas reais, sob as regras do governo local, que microgerenciam o físico.
A prática da arquitetura cada vez mais se voltará para a reutilização de espaços pré-existentes, confiando ao projeto a chance de remodelar seus ambientes, trazer novos usos ao espaço e, assim, diminuir o dano ao meio ambiente. Neste panorama, reciclar galpões não é uma novidade. Por se tratar de espaços que cobrem grandes vãos e possibilitam infinitas possibilidades de ocupação em seu interior, a prática tem se tornado cada vez mais comum.
As técnicas vernaculares e os materiais locais têm ganhado protagonismo no debate da arquitetura, mas, é possível trazer esses conceitos para os grandes centros urbanos?
O arquiteto amazonense Severiano Porto já apontava em 1984 a necessidade de se pensar em uma arquitetura mais conectada com o lugar onde está implantada. A lógica do uso de materiais e técnicas locais cada dia mais se mostra necessária quando pensamos no impacto que a cadeia produtiva da construção civil têm no planeta. Não à toa, cada dia está mais comum o número de projetos que partem do princípio das técnicas vernaculares e do uso de materiais locais, assim como a produção de Severiano já anunciava desde a década de 1980.
A incrível pesquisa “A Long History of a Short Block”, de Bill Easterly, Laura Freschi e Steven Pennings, analisou o desenvolvimento de uma quadra na Greene St., no bairro do SoHo, em Nova York, ao longo de quatro séculos. Neste período, a cidade se mostrou em um constante processo de desenvolvimento, mostrando que a pergunta “Qual o ‘caráter original’ de um bairro?” é mais difícil de responder do que parece.
A começar que a Manhattan de arranha-céus que conhecemos hoje é relativamente recente na sua história. Antes dos holandeses chegarem ao que chamariam de “Nova Amsterdã”, em 1625, a região era tomada por florestas e pantanais, um ecossistema rico que incluía, inclusive, ursos e lobos.
Na China tradicional, tanto o chá quanto o álcool, foram similarmente estetizados e ambos influenciaram a linguagem da literatura e da arte. As pessoas costumavam oferecer o álcool como um presente, posteriormente o mesmo ocorreu com o chá. Hoje, diversas cidades na China abraçaram esta cultura de beber, passada de geração em geração e reinterpretada com uma nova forma contemporânea, em constante evolução nos cafés e bares urbanos.
Estima-se que o cobre tenha sido o primeiro metal a ser encontrado pelos homens e utilizado na fabricação de ferramentas e armas. Isso ocorreu no último período da pré-história, há mais de 10.000 anos atrás, na chamada Idade dos Metais, quando os grupos, até então nômades, começaram a se tornar sedentários, dominando a agricultura e iniciando os primeiros aglomerados urbanos. O cobre, desde então, tem sido explorado para usos muito diversificados. De objetos de decoração, joias, peças automotivas, sistemas elétricos e até amálgamas dentárias, entre muitos outros, o material possui uma demanda enorme. Na arquitetura, os revestimentos de cobre são bastante apreciados por conta de sua estética e grande durabilidade. Mas um fator que cabe ser mencionado é que o cobre pode ser reciclado infinitas vezes, praticamente sem perder suas propriedades.
Quando falamos de arquitetura vernacular, na maioria dos casos, estamos nos referindo a uma forma de se construir específica de uma determinada região—ou uma arquitetura que incorpora sistemas construtivos e materiais locais. As características que definem a arquitetura vernacular, portanto, variam enormemente de lugar para lugar, compreendendo exemplos que vão desde as Casas Colmeias de Harran, na Turquia, às tradicionais casas malaias encontradas em todo o sudeste da Ásia. Dito isso, a arquitetura vernácula continua sendo hoje uma das principais fontes de inspiração para muitos arquitetos e arquitetas ao redor do mundo.
CLOU architects é um premiado escritório internacional que atua nas áreas de arquitetura, interiores e paisagismo. A equipe desenvolve projetos de tipologias diversas com foco na conexão comunitária e no design de espaços sociais. O corpo técnico multidisciplinar da CLOU é composto por 65 arquitetos/as e designers experientes da China e de várias partes do mundo. Sua carteira de clientes engloba incorporadoras de varejo comercial e de uso misto, investidores residenciais, operadoras hoteleiras, além de instituições governamentais e de ensino. Sob a liderança do arquiteto alemão JAN CLOSTERMANN, a equipe da CLOU dedica-se a conceber soluções espaciais integradas e inovadoras sob medida para seus clientes. O escritório explora o potencial dos espaços públicos em edifícios de alta densidade, com o objetivo de impulsionar de forma sutil o desenvolvimento comunitário e gerar um impacto positivo no comportamento e no estilo de vida das pessoas.
Como arquitetas e arquitetos, entendemos a importância da troca de conhecimentos para o nosso setor e, com a Internet, vimos uma oportunidade de encaminhar o tradicional formato de publicações de arquitetura no sentido de sua evolução natural. Um esforço apaixonado e instintivo que acabou encontrando as forças que moldavam nosso novo contexto global à medida que adentrávamos a era das megacidades e a população urbana global crescia exponencialmente. A compreensão desse cenário deu forma à nossa missão: oferecer inspiração, conhecimento e ferramentas para os arquitetos – e todos os envolvidos no processo – enfrentarem os desafios do nosso ambiente construído.
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Casa Piedra Blanca / Pablo Lobos Pedrals, Angelo Petrucelli. Image Cortesia de Pablo Lobos Pedrals, Angelo Petrucelli
O steel frame é um sistema composto por perfis de aço galvanizado, de espessura entre 0,80 mm e 3 mm, dobrados a frio, e montados como quadros estruturais, com montantes verticais e horizontais. Para envolver os perfis estruturais, são utilizadas chapas de OSB, cimentícias ou de gesso acartonado, que podem receber acabamentos e pinturas interna e externamente. No interior das paredes pode-se incluir materiais isolantes, como lã mineral, de vidro, ou outros, para aumentar o isolamento termo acústico. No sistema steel frame, toda a parte elétrica e hidráulica é instalada antes do fechamento dos painéis, tornando o processo mais eficiente e sem quebras e desperdícios de materiais. Limpeza da obra, eficiência e rapidez são pontos chave neste sistema construtivo altamente disseminado pelo mundo.
Apesar da quebra de ritmo testemunhada pela indústria da construção civil ao longo dos últimos dois anos, os projetos de megacidades na África continuaram avançando a toque de caixa, e são inúmeros os novos empreendimentos que estão surgindo nas principais cidades de todo o continente. Embora o desenvolvimento das principais cidades africanas possa ser um motivo para celebrar, não devemos fechar os olhos para o descompasso entre a visão dos investidores e das autoridades e a realidade econômica e o contexto cultural das pessoas que ali vivem. Muitos são aqueles que questionam se essas novas cidades poderiam ser construídas de outra maneira, ou se a população de baixa renda também será beneficiada por estes investimentos ou se continuarão a viver às margens, em cidades que preservam muitas das características colonialistas de outrora e em grande parte, permanecem sendo impostas a ela.
Anne Lacaton, Pablo Martínez y Mar Santamaria, Mohan Munasinghe, Francesc Muñoz, Feniosky Peña-Mora, entre otros ponentes del congreso.. Image Cortesía de Congreso Internacional de Arquitectura: La Ciudad que Queremos
De 8 a 10 de setembro, acontece a VI edição do Congresso Internacional de Arquitetura, sob o título “A Cidade que Queremos” — e, pela primeira vez, o evento pode ser acompanhado ao vivo pelo canal do YouTube da Fundação Arquitetura e Sociedade.
Em um esforço para criar uma solução de alto impacto durante a atual pandemia global, o Grupo LAMOSA, sediado no Peru, decidiu desenvolver uma linha de revestimentos cerâmicos com propriedades antivirais baseadas em Nanopartículas de Cobre (NanCu). A equipe decidiu darinício à distribuição da tecnologia BIO-C29 por meio de sua linha de produtos BIO-CER. Essa solução foi alcançada através de uma colaboração entre Mauricio Méndez (Diretor Industrial) e Jenny Morales (Gerente Técnica LATAM) da Cerámica San Lorenzo-Grupo LAMOSA, em conjunto com a Nano Quantum Group SpA. O resultado é uma camada protetora eficaz que erradica consideravelmente os agentes infecciosos, criando espaços arquitetônicos desinfetados e livres de riscos à saúde.
As ferramentas desenvolvidas em torno do trabalho com a madeira, aliadas às novas técnicas de produção, corte e tratamento do material, permitiram obter gradualmente produtos muito variados e de alta qualidade — com diversos tamanhos, resistências, tonalidades, formas e cores. Esses avanços possibilitaram que a madeira, como recurso, seja capaz de satisfazer as mais variadas demandas da construção civil, atuando como estrutura, fechamento, revestimento ou mobiliário em uma grande quantidade de projetos de arquitetura.
Imagem premiada pela ASAI. Projeto: Base Aérea de Tyndall. Data: 2020. Imagem cortesia de SketchUp
Criar uma visualização atraente que comunique a intenção do projeto e conquiste o apoio das partes interessadas não é uma tarefa simples. Embora os/as designers tenham inúmeras ferramentas de visualização à disposição — de potentes motores de renderização à simplicidade do papel e caneta —, não existe uma fórmula única para a visualização. À medida que o projeto evolui, podem ser necessárias diversas renderizações com diferentes níveis de detalhamento.
Segundo Jim Kessler, diretor do Visual Media Group na Jacobs, "quando um projeto está em desenvolvimento e as conversas com os/as clientes estão em andamento, uma renderização fotorrealista transmite a ideia de que o trabalho está concluído e que alterações não são mais possíveis. Por outro lado, uma imagem não fotorrealista sugere fluidez e carrega um forte apelo artístico, algo que atrai os/as profissionais de arquitetura".
Antes dos carimbos e das impressões digitalizadas, os papéis de parede eram um artefato de alto luxo e ostentação já que todos os desenhos deveriam ser feitos à mão por artesãos. Como símbolo de riqueza, eles surgiram para substituir as tapeçarias e telas na decoração das casas europeias do século XVI. No Brasil, por exemplo, sua aplicação se tornou economicamente viável apenas em 1930 e sua popularização concretizada somente na década de 60.