O novo e massivo polo de pesquisa laboratorial, projetado pelo escritório Behnisch Architekten, marca um novo capítulo na construção sustentável e no planejamento de campus. James McCown explora em seu artigo originalmente publicado na Metropolis a mais recente adição de Harvard ao seu campus de Boston: o novo Complexo de Ciência e Engenharia (SEC), projetado pelo escritório alemão Behnisch Architekten com foco em sustentabilidade e bem-estar.
Após o período da revolução industrial, muitas cidades europeias testemunharam um crescimento em ritmo acelerado, intensificado pelo movimento das pessoas do campo para os centros urbanos na busca por maiores oportunidades.
Mas, se de um lado as cidades tornavam-se cada vez mais atrativas, também se intensificaram problemas como a poluição e o crescimento das ocupações irregulares. Em outro contexto, se o campo permitia o contato próximo à natureza e uma abundância de recursos naturais, também sofria com certo isolamento e redução nas possibilidades de emprego.
Quem diria que os moradores de uma das cidades mais movimentadas do mundo, como São Paulo, sentiriam falta do movimento nas ruas? Com uma intervenção simples e elegante, os arquitetos Gustavo Cedroni e Martin Corullon, do escritório Metro, contam como ajudaram uma das áreas mais afetadas pela pandemia a recuperar a vida urbana por meio de pequenos gestos arquitetônicos.
Após permanecerem fechados por mais de um ano, museus ao redor do mundo começam a dar sinais de reabertura. A maior parte dos eventos de arquitetura e design programados para 2020 foi adiada em um ou dois anos, a depender da gravidade da pandemia em suas respectivas regiões. No entanto, embora os museus estejam novamente abertos ao público, as administrações dessas instituições implementaram inúmeras medidas de precaução para garantir a segurança do público visitante e das equipes de curadoria, evitando também potenciais novos fechamentos.
Com a retomada das viagens internacionais autorizada por órgãos governamentais e a expectativa de uma recuperação gradual do turismo, apresentamos a seguir 18 museus e exposições que voltaram a receber visitantes em seus espaços de exposição desde maio de 2021, bem como os protocolos exigidos do público antes e durante as visitas.
Nesta semana, destacamos as oportunidades de trabalho em dois dos principais escritórios de arquitetura da China: o People's Architecture Office (PAO), baseado em Pequim, e o Meng Architects, consolidado na região de Lingnan. Com linguagens singulares, ambos atuam de forma expressiva em diferentes campos da arquitetura e buscam arquitetos/as talentosos/as para integrar suas equipes.
https://www.archdaily.com.br/pt/1131064/vagas-da-semana-peoples-architecture-office-meng-jianmin-original-designMilly Mo
Richard Buckminster Fuller certa vez resumiu o seu conceito de Dymaxion da seguinte forma: “construir o maior espaço e a estrutura mais sólida com o menor uso de material”.
A humanidade passa cada vez mais tempo em espaços fechados, seja no trabalho ou em casa. Estudos mostraram que passamos 87% de nossas vidas em ambientes internos. Enquanto interiores agradáveis podem influenciar positivamente no humor e no bem-estar de seus ocupantes, locais mal iluminados, desconfortáveis podem tornar as vidas miseráveis. Por isso, o ofício de projetar interiores é tão importante, mesmo que muitas vezes seja considerado menor por alguns profissionais. Ao desenhar um projeto de interiores, o arquiteto tem o poder de influenciar a maior parte das variáveis. Seja a iluminação artificial, a luz natural, as proporções, os materiais, todos os elementos influenciam nas sensações que a arquitetura passará aos seus ocupantes.
Em abril de 2021, o Centro de Design A8 de Luxelakes, em Chengdu, apresentou a exposição "2 Quilômetros de Margem: Exposição Coletiva Transdisciplinar de Arquitetos Independentes do Sudoeste de 2021". O evento convidou 31 arquitetos/as independentes a criar, ao longo das margens de Luxelakes, com um orçamento de 30.000 RMB, intervenções espaciais baseadas em suas próprias reflexões e compreensões sobre o espaço público. Eles construíram microespaços experimentais, interativos e experienciais, apresentando 31 perspectivas diferentes de ver o mundo. Através do intercâmbio entre profissionais e do diálogo com o público, a exposição buscou estimular a participação ativa da comunidade no design.
Por meio de 31 jovens arquitetos/as locais com visão global, observamos os valores diversos e as reflexões multidimensionais sobre a arquitetura desta nova geração. O Limu Architecture Studio desconstruiu a arquitetura em elementos como colunas, bases, coberturas e fechamentos, dissolvendo sua forma original; o escritório Uyang Architects utilizou ousadamente paredes cor-de-rosa para estabelecer relações de "ver e ser visto" e "ouvir e ser ouvido" com o entorno; Bai Yang usou 70 toras de pinho-canadense para sustentar um "chapéu de ferro"; o Tiantong Architects empregou 150 varas de bambu para erguer um espaço de descanso acessível; o Fanzhu Design utilizou ferro para criar três arcos contínuos que oferecem abrigo e passagem; o 00Group concebeu um espaço espelhado e envolvente; e o MUDA-Architects construiu um "periscópio" à beira do lago, cuja superfície revestida de plástico-bolha convida à interação tátil do público.
https://www.archdaily.com.br/pt/1131362/um-encontro-em-torno-do-hotpot-com-arquitetos-as-independentes-de-chengdu-parte-1韩爽 - HAN Shuang
Alexandria Park Tiny Home Village. Image Cortesia de Lehrer Architects
A Lehrer Architects converteu uma série de terrenos baldios de Los Angeles em espaços para micro-moradias voltadas a acolher pessoas em situação de rua—um modelo experimental concebido para combater a falta de moradia na cidade. Trabalhando em parceira com o Departamento de Obras e Engenharia da cidade de Los Angeles, a Lehrer Architects desenvolveu um projeto bastante simples porém eficiente. Casas construídas com estruturas de paletes reutilizados foram pintadas em cores vibrantes para promover o sentido de comunidade e restaurar a dignidade da população em situação de rua através da arquitetura.
"Me senti como Nino Rotta e Oscar Niemeyer como Felini, eu fazendo uma música importante naquela obra." Athos Bulcão, renomado artista plástico, usa essa comparação entre o compositor italiano e o diretor de cinema para fazer alusão à relação entre seu trabalho nos azulejos e o projeto arquitetônico. Tal fusão entre arte e arquitetura marcou um importante período na história do Brasil utilizando a mescla entre as duas disciplinas para lançar luz à assuntos como fortalecimento da identidade nacional, massificação da arte e estratégias arquitetônicas relacionadas ao clima tropical.
A Bienal de Arquitetura de Veneza 2021 finalmente abriu suas portas ao público no dia 22 de maio, apesar de todas as adversidades e após dois adiamentos. Ao apresentar 115 respostas diferentes para "Como viveremos juntos?", a exposição de arquitetura reuniu propostas inovadoras de todo o mundo, todas nascidas de uma determinação comum de transformar o status quo. Ao aproximar pessoas que enfrentam os mesmos desafios para participar de uma troca essencial de ideias, esta 17ª edição ampliou o papel e a relevância da Bienal como a maior plataforma voltada à arquitetura.
Diretamente de Veneza, o ArchDaily teve a oportunidade de conversar com o curador Hashim Sarkis para discutir mais uma vez a crescente relevância da bienal, as diferentes escalas e áreas que se sobrepõem, os aspectos recorrentes e a linguagem global da arquitetura. Na expectativa de que “as pessoas saiam da bienal acreditando ainda mais na arquitetura como um meio capaz de fazer a diferença”, Sarkis fala, nesta sua terceira entrevista, sobre um imaginário coletivo que pode inspirar novos pactos espaciais.
O que define um museu nos dias de hoje: seu conteúdo ou sua arquitetura? Lauren McQuistion, arquiteta e doutoranda da Universidade da Virginia, explora os possíveis novos significados das instituições de arte na contemporaneidade em seu artigo recentemente publicado pelo Architect's Newspaper.
Ao propor uma reflexão sobre o futuro dos shopping centers e responder ao declínio no fluxo de visitantes, o projeto Heuvelkwartier, do escritório MVRDV, propõe transformar o centro comercial Heuvel, em Eindhoven, em um bairro cultural sustentável. O projeto reúne comércio, cultura e lazer, expandindo as edificações existentes e transformando as coberturas em um parque. A proposta também amplia o Muziekgebouw com um edifício cultural de volumes sobrepostos envolto por uma "montanha de vidro", criando um novo marco para Heuvel.
Cortesia de Friends of Harvey Milk Plaza & SWA Group
Matt Hickman escreve sobre o mais recente memorial inclusivo de São Francisco para o The Architect's Newspaper, projetado pelo SWA, escritório que opera dois estúdios na Bay Area (São Francisco e Sausalito), além de filiais no Texas, Sul da Califórnia, Nova York e Xangai. Selecionado pela FHMP a partir de uma lista de quatro finalistas que enviaram propostas — de um total de 17 escritórios convidados —, o SWA compartilhou seu projeto conceitual vencedor para o memorial na Harvey Milk Plaza.
O antigo território persa, atualmente ocupado pelo Irã, passou por um período de amplo crescimento e expansão durante os séculos XIV e XVI, principalmente sob o domínio das dinastias Timúrida e Safávida. Ao longo destes dois séculos de soberania e prosperidade, centenas de milhares de mesquitas e palácios foram construídos—edifícios simbólicos e religiosos que passaram atrair cada vez mais fiéis e estabelecendo novos destinos de peregrinação no país. Entretanto, dentre as inúmeras estruturas icônicas construídas até o final do século XVI no Irã, não muitas sobreviveram até os dias de hoje. Neste contexto, os poucos antigos manuscritos preservados são uma rica fonte de informação, os quais nos ajudam a entender a complexidade e vastidão da arquitetura persa.
Passando da glória à ruína em um par de séculos, boa parte de todo o esplendor arquitetônico de uma das mais importantes civilizações que o mundo já viu nascer e florescer se reduz hoje a alguns poucos manuscritos dispersos do Shahnameh, além de livros ilustrados e poemas representativos daquela época. Inesperadamente, as não muitas imagens que ilustram as páginas destes sagrados tomos e livros, são hoje a principal testemunha da grandiosidade da arquitetura islâmica de outrora.
lustração da arquiteta Mayumi de Souza Lima. Desenho autoral
As contribuições de Mayumi Watanabe de Souza Lima para a produção arquitetônica brasileira da segunda metade do século XX constituem um terreno fértil e ainda pouco explorado pelos estudos acadêmicos da história do ambiente construído. Suas perspectivas práticas e teóricas em torno da participação popular e da industrialização da construção conformaram o fio condutor da pesquisa da qual emerge esse ensaio, que se voltou primordialmente ao período das décadas de 1980 e 1990, derradeiro de uma trajetória tragicamente interrompida em 1994.
A relação entre arquitetura e estrutura já foi amplamente discutida e é repetidamente revisitada por arquitetos a cada novo projeto iniciado. Assim como os sistemas hidráulico e elétrico, o sistema estrutural é uma das disciplinas que compõem uma construção. É ele, porém, um dos mais impactantes no resultado arquitetônico, pois tem relação direta com os espaços criados e a materialidade escolhida. Ter o domínio do projeto de estruturas e entender como melhor incorporá-lo ao projeto de arquitetura traz mais autonomia ao arquiteto e maiores possibilidades de soluções de projeto.
A escolha do sistema estrutural, e de que forma ele irá ser incorporado ao projeto de arquitetura é um dos fatores mais impactantes nos projetos. Por um lado, pode-se optar por absorver os elementos estruturais, deixando-os camuflados na arquitetura e tornando-os imperceptíveis no projeto. Por outro, é possível que o sistema estrutural seja posto em evidência, tornando-se um elemento de destaque no projeto, seja por sua lógica estrutural, seja por sua materialidade, ou ainda sendo elevado a um elemento quase que escultórico.
Quando a cidade de St. Paul, Minnesota, propôs o desenvolvimento de prédios de apartamentos e espaços comerciais em uma região industrial vazia, um artigo de opinião na Growler Magazine comparou o desenvolvimento proposto a uma trituradora de metal. “Em vez de conservar e melhorar as qualidades e caráter do bairro,” escreve Charles Hathaway, “a requalificação endossada pelo projeto da cidade desconsidera as características únicas do bairro e diminui sua qualidade.”
https://www.archdaily.com.br/pt/960029/como-discussoes-sobre-carater-de-bairro-reforcam-o-racismo-estruturalGretchen Brown
O The Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e a vida cotidiana. Apresentado pelos arquitetos David Lee e Marina Bourderonnet, o programa traz diferentes profissionais criativos em conversas espontâneas que abrem espaço para reflexões profundas e debates pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e bom humor: alguns episódios são entrevistas, enquanto outros trazem dicas para colegas designers, análises de edifícios e projetos, ou explorações informais sobre o cotidiano e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, David e Marina conversam com a arquiteta Toshiko Mori sobre sua mudança do Japão para Nova York ainda jovem, sua formação em arte e arquitetura na The Cooper Union, a fundação de seu próprio escritório e do VisionArc, a experiência de testemunhar os ataques de 11 de setembro, seu processo de projeto, a criação de uma sala de concertos temporária e muito mais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130222/the-second-studio-podcast-entrevista-com-toshiko-moriThe Second Studio Podcast
Este artigo tem como objetivo explorar um termo que é amplamente utilizado para descrever a prática de trabalho coletivo auto organizada, mas que, ao mesmo tempo, carrega um significado de luta anti-hegemônica ao ser empregado como sinônimo de projetos autogestionários. Os mutirões remetem à uma reflexão da importância do trabalho coletivo, e da luta popular, e de como a prática arquitetônica, e a construção civil se relaciona com esses temas.
Em sua essência, a arquitetura é uma profissão interdisciplinar. Desde engenheiros estruturais a agrimensores, um projeto de arquitetura desenvolve-se com a colaboração de indivíduos de diversas áreas de trabalho. Uma conexão muitas vezes esquecida é o elo entre os campos da arquitetura e da arqueologia, que, de várias maneiras, têm muito em comum. Numa época de maior consciência sobre as questões de sustentabilidade e patrimônio, a expertise presente no campo da arqueologia desempenha um papel vital na preservação de marcos arquitetônicos de importância histórica. Essa experiência também pode desempenhar um papel significativo na criação de intervenções arquitetônicas sensíveis, adequadas ao seu contexto, contemporâneas em seu projeto, ao mesmo tempo, em que respondem a precedentes históricos.
Desde 2015, o Ateliê Vertical Projetos de Incidência, do Departamento de Arquitetura da Universidade Ibero-Americana, no México, coordenado pelo Mestre Juan M. Casillas em colaboração com as mestras Daniela Luján e Karen Poulain, atua como um espaço acadêmico de reflexão e ação em torno do papel de arquitetos e arquitetas no contexto atual. Esta iniciativa fará parte dos projetos que serão apresentados no Pavilhão do México na 17ª Mostra Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza 2021.
O bambu apresenta infinitas possibilidades e, quando usado com criatividade, pode proporcionar volumes inusitados. Em sua forma natural, é um tronco reto e ligeiramente pontiagudo. O bambu é naturalmente flexível e pode ser dobrado em uma ligeira curvatura e estruturas simples emolduradas podem ser construídas usando a forma reta natural do bambu. Como o dobramos para criar espaços fluidos e dinâmicos?
No entanto, requer técnicas específicas para atingir formas curvilíneas extensas. Nas estruturas construídas em Bali, há 3 técnicas para criar estruturas curvas usando bambu. Estas são:
Este vídeo utiliza o personagem do arquiteto no filme Proposta Indecente — chamado David Murphy e interpretado por Woody Harrelson — para oferecer dicas de prática profissional. David Murphy se envolve em uma série de práticas de negócios arriscadas e toma repetidamente decisões que levam a falhas gritantes na gestão de seu escritório. No entanto, seu descuido mais grave — e a verdadeira “proposta indecente” — é reunir-se com um bilionário sem antes cultivá-lo como cliente. Esse erro de julgamento faz com que o empresário abastado, interpretado por Robert Redford, adquira o projeto de Murphy bem debaixo de seu nariz. Além das lições práticas para evitar essas armadilhas, o vídeo também oferece uma análise de personagem que destrincha os princípios fundamentais da arquitetura desconstrutivista e outras referências arquitetônicas do filme.