Não se pode negligenciar o efeito de uma crise econômica na arquitetura. É o que nos lembra o artista Jorge Isla com sua série de fotografias do Centro Desportivo de Alto Desempenho do Balneário de Panticosa, na Espanha, projetado pelo arquiteto português Álvaro Siza. Um edifício que teve suas obras iniciadas nos primeiros anos deste século e que foi abandonado devido à crise financeira do país.
Desde que o ArchDaily lançou seu serviço de recrutamento, recebemos anúncios de vagas de escritórios de arquitetura de diversos portes em todo o país, de Pequim a Shenzhen e Hangzhou. Atuando em diferentes campos da arquitetura com estilos únicos, esses escritórios buscam atrair arquitetos/as talentosos/as. A seguir, destacamos 6 oportunidades de emprego selecionadas para o mês de maio e seus respectivos projetos representativos. Convidamos todos/as os/as leitores/as a se candidatarem.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130891/vagas-de-maio-6-empresas-entre-escritorios-independentes-e-institutos-estatais-de-projeto-estao-contratandoMilly Mo
O último ano colocou em destaque a emergência climática e a injustiça racial. A preocupação com o estado do meio ambiente nunca foi tão expressiva. Graças ao movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam, em tradução livre) e a outros relacionados que clamam por justiça, vozes que foram tragicamente marginalizadas por muito tempo finalmente estão sendo ouvidas. Ainda assim, alguns dos ativistas mais fervorosos consideram essas lutas separadas.
https://www.archdaily.com.br/pt/961347/nao-existe-justica-climatica-sem-justica-racialManish Bapna e David Lammy
É possível entender que nossos antepassados preservavam um profundo conhecimento a respeito das condições ambientais e das necessidades físicas do ser humano em sua busca por abrigo. Apesar dos avanços tecnológicos e da evolução da forma de se observar o mundo ao redor, esse tipo de conhecimento, e relação com o entorno, ainda pode ser empregado atualmente e adaptado às nossas realidades. Isso pode ser observado ao explorar o uso das pedras naturais na arquitetura, evidenciando as suas várias formas de atuação.
Quando pensamos em Nova York, pensamos em Manhattan e seus arranha-céus super altos. Como resultado, acreditamos que a cidade é um dos lugares mais densos da Terra: uma Hong Kong no Hudson. Mesmo assim, olhar para cima desvia nossa atenção de outro fato: Nova York não é tão densa quando você olha para sua área territorial em extensão. Depois de sair de Manhattan e passar pelos bairros históricos periféricos, você encontrará uma cidade distintamente suburbana. A paisagem compreende quarteirões e mais quarteirões de casas unifamiliares, shoppings e ruas largas que não permitem carros. Nova York é, portanto, um conto de duas cidades — dos skylines e do espraiamento.
Qual a importância da acústica para a arquitetura? Ruídos indesejados podem trazem efeitos extremamente negativos ao nosso organismo, tais como: perda auditiva, doenças cardiovasculares, hipertensão, dores de cabeça, alterações hormonais, doenças psicossomáticas, distúrbios do sono, redução do desempenho físico e mental, estresse, agressividade, e desconforto em geral.
A lista que apresentaremos a seguir é uma espécie de índice de artigos sobre acústica na arquitetura publicados aqui no ArchDaily, os quais abordam desde estratégias de projeto até novos materiais e a sua aplicabilidade.
A arquitetura é moldada por seu ambiente e forças naturais. Inerentemente, a disciplina se concentra no projeto de objetos sobre sistemas, na morfologia formal sobre redes ou ecologias. No entanto, nenhum edifício existe fora de seu contexto; cada estrutura está situada entre climas e condições culturais em constante mudança. A forma como os arquitetos respondem e se conectam a esses sistemas maiores, pode mudar radicalmente a natureza e a qualidade de seu trabalho. Frequentemente, são as grandes restrições que produzem soluções inovadoras.
Embora o uso de arcos na arquitetura remonte ao segundo milênio a.C., foram os romanos que os solidificaram como um elemento de engenharia e um símbolo de vitórias militares, que agora vemos excessivamente como arcos memoriais. Pouco depois, diferentes civilizações e culturas adotaram o arco para seus próprios fins, unindo a necessidade estrutural e estética. Neste artigo, veremos como os arcos evoluíram de elementos estruturais significativos para detalhes decorativos cativantes.
Em termos de urbanismo, a coleta e a gestão de dados deram início a uma nova era na análise da forma urbana, viabilizando novos recursos para compreender, avaliar, monitorar e gerenciar o desenvolvimento e a evolução das cidades. Muitos países oferecem acesso aberto a seus catálogos e conjuntos de dados (datasets) com informações atualizadas de suas cidades, permitindo que qualquer pessoa no mundo acesse registros com dados sobre o ambiente urbano construído. Como a cultura visual tem prevalecido como meio de interpretação e comunicação no planejamento urbano, traduzir esses dados em gráficos e sintetizar as informações em mapas visualizáveis tem sido um trabalho amplamente realizado por profissionais de cartografia, urbanismo e arquitetura.
O papel do arquiteto nem sempre foi o que é hoje. Historicamente, e quase desde o seu início, era visto como um “show de um homem só”, onde o arquiteto era o artista, o escultor e o visionário de uma estrutura. À medida que a prática continuou evoluindo, ela se tornou uma profissão muito mais colaborativa e muito menos individualista por natureza, compreendendo continuamente a importância de considerar as perspectivas externas - mesmo aquelas tradicionalmente não treinadas dentro da arquitetura.
A experiência do usuário facilmente pode se contrapor aos ideais de um projeto, principalmente quando espaços devem ser pensados para comunidades. Sendo assim, recorrer a uma arquitetura na qual os futuros usuários possuem poder de decisão representa um movimento no qual distintos pontos de vistas podem se aliar ao olhar do arquiteto para gerar um partido inovador.
Shenzhen, a metrópole moderna no sudeste da China que conecta Hong Kong ao continente chinês, passou por um rápido desenvolvimento imobiliário e intensas licitações de obras nos últimos anos.
O concurso “Dez Instalações Culturais de Shenzhen da Nova Era” consolidou-se como uma importante competição internacional de projeto, atraindo grande atenção e investimentos de muitos/as arquitetos/as de destaque em atividade em todo o mundo.
Visto que seres humanos passam a maior parte de suas vidas em ambientes fechados, não nos surpreende o fato de que determinadas características do espaço construído têm um impacto significativo em nosso comportamento psíquico. A psicologia ambiental é, de fato, a disciplina que estuda o comportamento humano em suas interrelações com os espaços onde a vida humana transcorre. Condições de iluminação, de escala e proporção assim como os materiais e suas texturas são características espaciais que emitem informações para nossos sentidos, afetando a maneira como nos relacionamos com o espaço, produzindo um sem fim de sensações e reações.
Determinadas características do espaço construído são capazes de induzir sensações de tranquilidade e segurança, de fazer com que as pessoas se sintam bem e relaxadas ou até aumentar a concentração e a produtividade dos usuários em seu ambiente de trabalho. Independente de qual sejam as sensações que eles nos provocam, não se pode negar que as características dos espaços em que vivemos – ou trabalhamos – desempenham um papel fundamental na maneira como as pessoas se sentem e como elas se relacionam com o espaço; e portanto, a psicologia ambiental pode ser uma importante aliada no desenvolvimento de projetos que proponham soluções para promover uma maior qualidade de vida aos seus usuários.
Este artigo de Carlos David Montoya Valencia e Gloria Aponte García foi publicado originalmente com o título "La naturaleza, sustrato del paisaje urbano. Propuesta de un Índice de Vínculo de las Ciudades con la Naturaleza" no número 24° da revista Dearq em 01 de janeiro de 2019 (DOI: https://doi.org/10.18389/dearq24.2019.01).
A seguir, o apresentamos como parte de uma colaboração conjunta para contribuir com a difusão de pesquisas, análises e opiniões que a comunidade acadêmica nacional e internacional elabora sobre a arquitetura, os temas urbanos e as áreas afins.
https://www.archdaily.com.br/pt/1131439/os-sistemas-naturais-da-cidade-uma-aproximacao-e-analise-a-partir-da-percepcao-da-paisagemCarlos David Montoya Valencia y Gloria Aponte García
Por mais clichê que a frase possa parecer, há duas coisas que agradam muito os arquitetos: concreto aparente e a cor preta. Enquanto que o concreto oferece uma estética bruta aos espaços, salientando as tonalidades, as texturas e as superfícies que moldam a mistura, a sobriedade que a cor preta proporciona permite evidenciar justamente as características que o arquiteto busca. Combinar os dois parece natural. Mas o concreto pigmentado de preto não é tão comum como poderíamos imaginar. A seguir falamos um pouco do processo de produção do concreto negro e alguns projetos que o utilizam.
E se pudéssemos visitar qualquer edifício, independentemente de ter sido de fato construído? Ou, até mesmo, após ter sido demolido? Este vídeo e o link abaixo se concentram em uma única residência — a One Half House, projetada por John Hejduk — com o objetivo de ressuscitá-la e explorá-la. O projeto utiliza o programa Enscape para percorrer o edifício, buscando preservar e compartilhar a experiência de uma arquitetura que não existe em formato construído. O vídeo apresenta uma linha do tempo para contextualizar o papel da casa na carreira e na obra de John Hejduk, uma análise da edificação e as primeiras impressões ao percorrê-la pela primeira vez. Em especial, a One Half House foi fundamental para se pensar em como os volumes arquitetônicos podem se relacionar no espaço sem o elemento ordenador de uma grelha ou de uma parede. Que magia e quais outros aprendizados estariam latentes no projeto, ocultos até o momento em que pudéssemos experimentá-lo?
Poucas coisas irritam mais que a exposição a ruídos excessivos, por longos períodos de tempo ou a incapacidade de entender o que precisamos ouvir. Seja uma obra próxima, o tráfego de uma rodovia, o ar condicionado ou o vizinho aprendendo saxofone, pesquisas mostram que ruídos podem contribuir para doenças cardiovasculares, aumento de pressão, dores de cabeça, alterações hormonais, distúrbios no sono, redução no desempenho físico e mental e a redução do bem-estar. Por outro lado, em um ambiente acusticamente "confortável", além de ouvirmos o que desejamos, nos concentramos melhor e nos sentimos mais calmos.
A preocupação com a criação de ambientes acusticamente confortáveis é geralmente relegada a cinemas, salas de concertos e estúdios de gravação. Mas é particularmente importante em ambientes de aprendizado, como salas de aulas, já que influencia diretamente na relação ensino-aprendizagem. O desconforto acústico pode prejudicar o processo de aquisição de conhecimento, interferindo na atenção e piorando a comunicação entre aluno e professor.
A 17ª Bienal de Arquitetura de Veneza estreou na semana passada, apresentando uma gama diversificada e inspiradora de respostas possíveis para a pergunta “Como viveremos juntos?”. Apesar dos inúmeros obstáculos impostos pela pandemia, a edição deste ano amplia o escopo e o alcance da Bienal, reafirmando seu papel como plataforma de questionamento, exploração e pensamento disruptivo na arquitetura. O ArchDaily teve a oportunidade de se reunir em Veneza com um dos cocuradores do Pavilhão dos EUA, o arquiteto, autor e professor da Universidade de Illinois Paul Andersen, para discutir a proposta do pavilhão e como ela reflete o tema central da Bienal.
Senshang Architecture Design é um escritório de arquitetura emergente, criativo e entusiasmado, focado no ambiente residencial humano e no rápido desenvolvimento e construção de áreas urbanas e rurais. O escritório atua principalmente nas áreas de arquitetura, interiores, urbanismo e paisagismo, enfatizando a integração entre prática e teoria, além de priorizar o valor do design e a experiência do lugar no contexto social contemporâneo. Ao longo dos últimos anos, por meio da exploração e do acúmulo de projetos de revitalização urbana e práticas rurais, o escritório conquistou o reconhecimento de diversos setores da sociedade. Os projetos desenvolvidos — que abrangem desde a construção rural e a renovação urbana até o desenvolvimento do turismo agrícola, economia criativa e a reforma e reutilização de residências autoconstruídas — mantêm sempre uma compreensão e reflexão crítica sobre o design sob uma perspectiva de evolução contínua.
https://www.archdaily.com.br/pt/1131436/vagas-em-hangzhou-senshang-design-arquiteto-a-assistente-de-midia-estagiario-a-de-designMilly Mo
Martin Pederson entrevistou esta semana Antonis Antoniou e Steven Heller, autores de Decoding Manhattan, um novo livro que reúne mais de 250 mapas, diagramas e gráficos arquitetônicos da ilha de Manhattan, em Nova York, conversando sobre a origem da obra, o processo de pesquisa e a colaboração.
Dia do Patrimônio no Colégio de Arquitetos do Chile
Monumento Nacional desde 2010, a Sede Nacional do Colégio de Arquitetos do Chile é uma obra de 1920 do destacado arquiteto Luciano Kulczewski García. Este ícone do estilo art nouveau originalmente se compunha de duas residências, cada uma com um grande hall de pé-direito duplo, bem iluminados por janelões, e contava com cinco estabelecimentos comerciais no primeiro pavimento.
Os telhados verdes são compostos por uma série de camadas que permitem que a vegetação cresça corretamente, evitando infiltrações que podem causar danos à estrutura do edifício. Embora haja uma grande variedade de opções para construí-las, hoje apresentamos um sistema composto de uma base de argamassa, uma camada de emulsão asfáltica, duas membranas asfálticas impermeáveis, uma camada de drenagem e o substrato que permitirá o crescimento das espécies vegetais.
Para impermeabilizar as áreas de sumidouros, parapeitos e outros pontos críticos, também inclui uma membrana líquida de poliuretano, que permite vedar todo o sistema. Verifique, abaixo, algumas teclas de aplicação dos diferentes componentes de um telhado verde e os benefícios desta última camada impermeável a líquidos.
Em abril de 2021, o A8 Design Center, em Luhu (Chengdu), apresentou a exposição conjunta transdisciplinar “2 quilômetros de margem: arquitetos independentes do sudoeste no Luhu 2021”. O evento convidou 31 arquitetos/as independentes a criar, ao longo das margens do lago Luhu e com um orçamento de 30 mil iuanes, microespaços experimentais, interativos e sensoriais baseados em suas próprias autorreflexões e percepções sobre o espaço público, revelando 31 perspectivas diferentes de ver o mundo. Por meio do diálogo entre profissionais da arquitetura e da interação destes com o público, a exposição buscou estimular a participação ativa da comunidade no design.
Após a visita guiada, o A8 Design Center organizou um encontro informal ao redor de um *hot pot* sob a ponte com as equipes de arquitetura de Chengdu. Foi assim que nasceu esta conversa. Nosso objetivo era compreender o que a nova geração de escritórios independentes em cidades que não são metrópoles globais (as chamadas cidades de "primeira linha") está produzindo, como estão se desenvolvendo e o que pensam sobre a prática atual.
Entrevista por: Han Shuangyu Entrevistados da primeira parte: Lu Yun (MUDA-Architects), Pan Youcai (Xiaoyin Architecture), Jin Hongduo (Relative Architecture) Entrevistados desta segunda parte: Cai Kefei (Menkou Architecture), Wang Xiang (Tektōn Architecture), Li Yuejiu (a9a architects), Zhang Tang (One Take Architects)
https://www.archdaily.com.br/pt/1130533/um-encontro-em-torno-do-hot-pot-com-arquitetos-as-independentes-de-chengdu-parte-ii韩爽 - HAN Shuang