O sudoeste dos Estados Unidos é amplamente conhecido por seus projetos cívicos e monumentais. Essas propostas estabelecem expressões icônicas e contemporâneas que transcendem as tradições vernáculas. Localizados em diferentes regiões do Texas, Novo México e Arizona, os projetos são concebidos com uma estética moderna e novas ideias. Novas experiências espaciais e abordagens formais estão sendo exploradas por arquitetos/as locais e internacionais. Em contraste com os espaços íntimos e discretos da arquitetura residencial da região, esses edifícios se consolidam como marcos urbanos de destaque e pontos de convergência em suas respectivas cidades.
Em um artigo originalmente publicado na Metropolis, a autora Lauren Gallow destaca uma transformação urbana na Califórnia, liderada por um grupo de organizações locais e designers. O projeto "substitui um beco anteriormente perigoso por áreas de lazer, arte pública e vegetação nativa", revelando o potencial inexplorado desse espaço público frequentemente negligenciado.
À primeira vista, construir uma piscina na orla costeira pode parecer uma decisão pouco coerente. Afinal, por que alguém escolheria se banhar ali com a imensidão do mar ou do rio a poucos passos de distância? No entanto, apesar da nossa primeira impressão, em muitos casos essas obras acabam se tornando infraestruturas realmente significativas para pessoas com mobilidade reduzida, crianças ou outras pessoas para as quais o mar ou o rio pode trazer algum tipo de insegurança. Nesta perspetiva, as piscinas costeiras apresentam-se como dispositivos de conexão entre as pessoas e a paisagem, possibilitando a utilização dos territórios marítimos e fluviais para que mais pessoas possam desfrutar da água com segurança.
A pandemia de COVID-19 representa um momento de ruptura para o nosso mundo e promete impulsionar mudanças transformadoras no design, desde a maneira como vivenciamos nossas casas e escritórios até o planejamento de nossas cidades. A série de webcasts Design Disruption explora essas transformações — abordando também questões como as mudanças climáticas, a desigualdade e a crise habitacional — por meio de conversas com mentes visionárias da arquitetura, do design, do planejamento urbano e do pensamento contemporâneo, propondo soluções criativas e reimaginando o futuro do ambiente construído.
Países com clima predominantemente tropical ou equatorial, como o Brasil, permitem que as casas possuam uma relação mais fluida entre interior e exterior, não havendo necessidade, em grande parte do território nacional, de soluções arquitetônicas que limitem a conexão entre estes espaços para manter o ambiente aquecido. Em locais marcados por temperaturas mais quentes, soluções que buscam a integração entre espaços internos e externos podem ser bem-vindas, pois promovem maior ventilação e iluminação naturais para o ambiente residencial, além do seu característico apelo estético.
Um projeto de escala relevante, raramente é obra de um único homem. Desde os primórdios levantamentos de celeiros em aldeias, realizados nos séculos 18 e 19 até a força-tarefa padrão hoje em dia, uma edificação requer muitas mãos a bordo, trazendo diferentes contribuições e conhecimentos para moldá-la e executá-la.
Población Quebrada Márquez. Image Cortesía de Isis Zúñiga Campos
Compreendendo a relação entre as histórias em quadrinhos e a representação arquitetônica, a tese de Isis Zúñiga Campos nos convida a percorrer o conjunto habitacional “Quebrada Márquez”, demonstrando como essas narrativas construídas a partir de desenhos e imagens são capazes de transmitir e representar tanto os modos de habitar quanto as experiências arquitetônicas que nos cercam. Através da implementação de diversos recursos gráficos, o desenho dos personagens constitui parte fundamental para a compreensão do habitar. De fato, como descreve a autora, a arquitetura sem pessoas não é arquitetura. Embora os quadrinhos ainda tenham um longo caminho a percorrer na representação das formas de habitar, enquanto isso, eles nos ensinam quais são os percursos, os espaços e os usos que as pessoas fazem a partir de uma perspectiva mais próxima da realidade.
A seguir, a autora nos conta os detalhes em suas próprias palavras.
Dentre os escritórios mais amplamente difundidos e consolidados no mundo, o OMA - Office for Metropolitan Architecture, fundado na década de 1970 por Rem Koolhaas, Elia Zenghelis, Madelon Vriesendorp e Zoe Zenghelis, definitivamente faz parte do panteão dos mais famosos. Fato curioso é que, embora receba grandes comissões e já tenha construído obras emblemáticas em diversos países, o escritório é frequentemente associado a uma abordagem menos centrada no projeto arquitetônico, extrapolando os limites rígidos do campo disciplinar e englobando outras áreas de atuação.
O atelier mearc foi fundado em Xangai em 2012. O estúdio busca entregar resultados inovadores e de espírito investigativo em projetos de arquitetura, interiores e instalações. O escritório prioriza a observação do cotidiano, investigando as conexões profundas entre o comportamento humano e o espaço para transformá-las em ponto de partida para suas criações; explora ativamente o valor singular intrínseco de cada projeto; incentiva a pesquisa exploratória inicial e, ao mesmo tempo, compromete-se com a prática de técnicas construtivas locais; além de focar no projeto arquitetônico, valoriza a colaboração com consultores especializados para garantir a viabilidade econômica e técnica de cada obra.
https://www.archdaily.com.br/pt/1131419/vagas-em-xangai-atelier-mearc-arquiteto-a-arquiteto-a-assistente-estagiario-aMilly Mo
A arquitetura moderna da Austrália possui raízes diversas. Fundamentados em projetos emblemáticos como a famosa Ópera de Sydney, os projetos contemporâneos do país abraçam radicalmente novas ideias estéticas. Indo além da tradicional construção em terra batida (pisé) para criar formas articuladas, as propostas modernas surgem como híbridos multiculturais de natureza tanto derivada quanto importada. Exemplificando essa dinâmica, os projetos educacionais australianos reinterpretam a arquitetura vernacular para expressar a cultura contemporânea. Representantes de uma linguagem de design genuinamente australiana, esses projetos partem da história dessa nação-continente para criar espaços de aprendizado, lazer e reflexão.
No clássico filme de Jacques Tati, Mon Oncle (1958), a casa, como materialização cenográfica da “máquina de morar”, é a protagonista. Seus aparatos tecnológicos, por vezes indomáveis, são os que ditam as regras. A proprietária da casa, Madame Arpel, é uma tecnocentrista típica, maravilhada com toda a tecnologia que a cerca acreditando que ela seja a solução para todos seus problemas diários. No lado oposto de Arpel está seu irmão, Mr. Hulot, que chega para uma visita e se desentende com toda essa inovação. Ao longo da sua estadia, conhecemos uma casa que se mostra muito complexa e ao mesmo tempo não permite o controle do usuário.
Pouco conhecida pela maioria das pessoas, o Cáucaso do Norte é uma região extremamente complexa e remota, composta por uma enorme variedade de diferentes etnias, línguas, religiões e, conseqüentemente, arquiteturas. Em sua herança construída encontramos desde edifícios da era czarista a mesquitas, assim como mosaicos tradicionais da era soviética, monumentos e edifícios de estilo brutalista. Cenário de eventos polêmicos e disputas históricas, o norte do Cáucaso é um território culturalmente heterogêneo e está localizado na fronteira entre a Europa e a Ásia, entre a antiga União Soviética e o Oriente Médio, entre a fé Cristã e o mundo Islâmico. Ilustrado com fotografias de Gianluca Pardelli, Thomas Paul Mayer e Nikolai Vassiliev, este artigo é um convite à descoberta da historia e da arquitetura desta peculiar região do planeta: o Ciscáucaso, ou Cáucaso Norte.
Uma janela sem caixilho é exatamente o que o nome sugere: uma opção de envidraçamento contínuo que não apresenta nenhuma moldura aparente ao redor de seu perímetro. Como um novo fenômeno do design, os painéis de vidro sem caixilho são utilizados em varandas, boxes de banheiro, portas de vidro e janelas sob medida para jardins de inverno, criando o efeito de uma "parede de vidro", que é uma marca registrada da arquitetura contemporânea. O envidraçamento contínuo oferece diversas vantagens, a começar pelo seu excepcional valor estético, que maximiza a entrada de luz natural nos ambientes e confere um toque contemporâneo e elegante à edificação. Para além do apelo estético, as janelas sem caixilho são de instalação simples e extremamente rápida, garantindo o mínimo de transtorno para proprietários e proprietárias e custos de instalação reduzidos.
The Cali Industrial por Futuris Architects. Imagem cortesia de Futuris Architects
A habitação é uma das funções primordiais da arquitetura, circunscrevendo inúmeras tipologias e abrangendo uma variedade de questões. A seleção com curadoria desta semana de Melhores Projetos Não Construídos destaca diferentes formas de habitação enviadas pela comunidade do ArchDaily. De empreendimentos urbanos a microcasas, de uma profunda conexão com a paisagem a tecnologias de ponta, este artigo explora o tema da arquitetura residencial, apresentando diferentes abordagens ao redor do mundo.
Com uma estratégia para reabilitar a típica quadra urbana de Barcelona para abrigar moradias para a terceira idade, uma torre de energia líquida zero na Itália e uma villa poética na Grécia, a seleção abrange uma infinidade de escalas e cenários habitacionais. Além disso, um conceito de microcasas impressas em 3D aborda a escassez de moradia, enquanto um empreendimento urbano na Índia resgata os valores das aldeias tradicionais. Os projetos a seguir revelam diversas ideias em torno da arquitetura residencial em suas inúmeras formas.
“Desde a Revolução Industrial, linhas de montagem ditaram um mundo feito de partes enquadrando a imaginação de arquitetos e designers que foram treinados a pensar nos seus projetos como resultados de pedaços com funções distintas”, essa foi uma frase proferida pela arquiteta israelense e pesquisadora do MIT Media Lab, Neri Oxman em sua palestra do TED intitulada “Projetando na intersecção entre tecnologia e biologia”.
Neri reforça que a maneira tradicional de se construir é feita do mesmo modo há milênios e precisa ser reinventada. De fato, fomos ensinados a construir edifícios e cidades de forma racionalizada, em partes, sem pensar no todo. Até hoje essa lógica ainda é ensinada nas universidades.
Paul Rudolph, Rudolph Apartment at 23 Beekman Place, New York (1977-1997). Corte Perspectivado, 1997. Desenho digitalizado | 4732 x 3416 px. O Arquivo Paul Rudolph, Biblioteca do Congresso, Divisão de Impressão e Fotografia, LC-USZ62-123771. O corte mostra a complexidade do espaço que Timothy Rohan descreve como exemplar da abordagem de Rudolph ao domínio privado.
Um número crescente de teóricos e profissionais está discutindo o impacto de gênero e raça na profissão e na teoria da arquitetura. Questões ligadas à relação entre o ambiente construído, orientação sexual e identidade de gênero, no entanto, permanecem particularmente pouco estudadas, talvez por causa de sua relativa invisibilidade e consequências discriminatórias menos claramente identificáveis; elas também são completamente negligenciadas pela teoria do design no mundo francófono. Este artigo corrige parcialmente a situação.
Conhecida antigamente como “ciclópica”, essa técnica se baseia na utilização de grandes blocos de pedra que, sobrepostos e ligados entre si, sem qualquer tipo de argamassa, permitiam materializar várias estruturas. As civilizações às quais se atribui o uso desta técnica são muito diversas e é possível vê-la aplicada a diferentes funções que vão desde a construção de muralhas defensivas até templos e tumbas. Em geral, esse tipo de sistema costuma estar associado a qualquer construção antiga que utilize grandes elementos de pedra, cujo aparelhamento é mais ou menos poligonal.
Embora os hologramas tenham sido uma possibilidade por décadas - o primeiro holograma foi desenvolvido no início dos anos 1960 após o desenvolvimento da tecnologia a laser - muitos ainda podem associá-los mais à ficção científica, o termo evocando imagens de dispositivos de super-heróis de alta tecnologia e naves espaciais no futuro distante. No entanto, à medida que nos aproximamos da realidade de um futuro hiper-tecnológico e uma variedade de indústrias - incluindo arquitetura e construção - começam a abraçar novas formas de tecnologia cada vez mais avançada, a holografia também tem a chance de remodelar completamente a maneira como conceitualizamos e arquitetura de experiência. Embora seja impossível prever exatamente como a tecnologia holográfica será usada no futuro, a seguir listamos vários exemplos de projetos existentes que usam hologramas e outros tipos de holografia para criar ambientes atmosféricos, cenas fantásticas e visualizações práticas. Esses exemplos vão além do uso de hologramas para visualizar estruturas e locais durante a fase de projeto; eles utilizam holografia para moldar o próprio espaço arquitetônico completo, alterando completamente a experiência sensorial e espacial de seu ambiente.
https://www.archdaily.com.br/pt/963058/hologramas-como-eles-podem-impactar-o-espaco-arquitetonicoLilly Cao
Nossas vidas nos centros urbanos foram completamente transformadas ao longo dos últimos 16 meses. Ao olharmos para o futuro próximo e começarmos a vivenciar o retorno aos locais de trabalho e o despertar das cidades após um longo sono, não há dúvida de que a vida como a conhecíamos nunca mais será a mesma. Embora alguns mais extremistas venham se perguntando “será que ainda precisaremos de cidades?” (pergunta para a qual a resposta é um sim categórico), de que maneira as cidades mudarão se continuarmos a avançar nesta era digital de trabalho e vida que foi acelerada pela pandemia?
O movimento maker é uma filosofia que gira em torno da atividade criativa do fazer, intrínseca ao ser humano, e que se dá através da utilização, adaptação e modificação de recursos existentes sem ajuda profissional (HATCH, 2013). Além disso, é baseada na cultura do “faça você mesmo”, sendo sua principal diferença a utilização de ferramentas digitais que facilitam e potencializam a colaboração, a documentação e o compartilhamento entre as pessoas. Desta forma os projetos ficam abertos e adaptáveis, qualquer pessoa pode acessar e modificar.
https://www.archdaily.com.br/pt/963788/e-se-os-fab-labs-fossem-o-faca-voce-mesmo-da-arquiteturaRodrigo Gobatto de Moraes
O The Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa recebe diferentes profissionais da área criativa em conversas espontâneas que dão espaço para análises profundas e discussões pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e bom humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas designers, análises de edifícios e outros projetos, ou reflexões informais sobre o cotidiano e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, David e Marina discutem o processo típico de arquitetura e construção, abordando as fases e etapas da maioria dos projetos de edificação: o que esperar de cada etapa, por que as diferentes fases existem, seus processos habituais, os documentos entregues ao final de cada etapa e os resultados obtidos em cada uma delas.
https://www.archdaily.com.br/pt/1131208/the-second-studio-podcast-sobre-o-processo-de-arquitetura-e-construcaoThe Second Studio Podcast
A arquitetura pode ser muitas coisas, inclusive bicha. Este termo junto de tantos outros que são desviantes e transitam distintas possibilidades e significados, disparam novos olhares sociais e colocam em conflito o modo como surge um projeto arquitetônico ou urbanístico, seu programa e ocupação. Se está dito como a arquitetura deve ser feita, se há uma certeza sobre o que ela representa, aqui se expressa o desejo de não saber o que ela é e o direito de duvidar das suas tradições para assim expandir a possibilidade do seu sentido, profissão e representatividade.
Vivendo em grandes centros urbanos, é seguro afirmar que a maior parte dos sons que nos rodeiam são acidentais e, em sua maioria, pouco prazerosos. Segundo Julian Treasure, presidente da Sound Agency, os sons podem nos impactar de diversas formas: fisiologicamente, psicologicamente, cognitivamente e comportamentalmente, chegando a alterar a produtividade em espaços de trabalho e até as vendas de comércios e lojas. Como resposta a isso, o cuidado com o conforto acústico nos ambientes que frequentamos é uma atribuição não somente do engenheiro contratado, mas também do arquiteto responsável pelo projeto.
A mudança climática continua sendo a principal preocupação na política, economia e pesquisa científica globais, particularmente no que diz respeito às indústrias de arquitetura e construção. Essa maior culpabilidade para o campo da arquitetura deriva do fato de que a indústria da construção contribui com 40% das emissões globais, e a demanda no setor de construção está projetada para aumentar apenas 70% até 2050. As energias renováveis fazem parte de um paradigma de sustentabilidade do século 21 que responde às mudanças climáticas e à degradação ambiental, fortalecendo o impulso para a transformação global. Estratégias de produção de energia renovável são necessárias para mitigar futuros problemas de segurança energética à medida que as fontes tradicionais de combustível se tornam cada vez mais escassas e são uma parte indispensável do projeto para a sustentabilidade na arquitetura.
https://www.archdaily.com.br/pt/962742/integrando-a-tecnologia-solar-em-fachadas-claraboias-telhados-e-outros-elementos-de-construcaoLilly Cao