“What's color? para arquitetos/as e designers” é uma exposição da artista Claudia Valsells. Com curadoria de Julia Ruiz-Cabello y Gonzalo de Benito, a mostra reúne depoimentos de escritórios de arquitetura sobre o uso da cor em seus projetos. O evento ocorreu de 10 a 14 de dezembro de 2021 no espaço Pavilion do escritório de arquitetura PLANTEA, em Madri. A montagem de um espaço expositivo, à semelhança do ateliê no qual a artista trabalhou por mais de duas décadas para criar sua própria cartela de cores, configura o espaço.
Neste dia 19 de agosto, celebra-se o Dia Internacional da Fotografia. Para homenagear a data, apresentamos os registros vencedores do recente concurso fotográfico "Interculturalidade e Patrimônio Habitado".
Como proteção contra as baixas temperaturas, os tapetes surgiram há cerca de 3.500 anos e, com o passar do tempo, tornaram-se uma verdadeira arte, alcançando um alto nível de especialização a partir do século XVI. Tapetes e tapeçarias de diversas formas, cores, texturas e padrões são utilizados nos diferentes ambientes das residências com o objetivo de satisfazer as necessidades de seus habitantes e proporcionar conforto aos espaços, estendendo-se, por vezes, além da finalidade para a qual foram originalmente concebidos.
Publicar arquitetura é uma necessidade da própria disciplina para ser compreendida como tal. A ausência desse ato a transforma em um fazer sem questionamentos públicos, repleto de práticas privadas. Contudo, sua presença abre um campo que permite traduzir uma linguagem material para uma escrita, reformulando os discursos que emergem desse cenário. Entre as "menores" publicações estão os fanzines, que emergem do desejo de autogestão e de uma materialização de baixo custo e tiragem reduzida, capazes de se adaptar a diversos conteúdos, assumindo a forma de livretos ou mesmo de papéis dobrados.
A possibilidade de experimentação do fanzine impulsionou sua crescente popularização no Chile, manifestando-se em sua incorporação na XXI Bienal de Arquitetura e Urbanismo do Chile em 2019. Embora as noções sobre esse meio antecedam o evento, há um vácuo em relação às suas características que nos obriga a fazer perguntas de construção simples, quase ingênuas, que questionam o fanzine sobre as singularidades de sua produção, mas cuja discussão revela a rede invisível tecida entre quem, sem saber, já se conhecia.
Caracterizada por sua ampla variedade de paisagens, biodiversidade e pisos térmicos, a Colômbia vê o desenho de pátios internos em suas residências acompanhar as áreas de estar, descanso, acesso e circulação. Em muitos casos, esses elementos se tornam protagonistas, servindo como a principal fonte de contato com a natureza local.
Agravada pela pandemia, a crise habitacional tornou-se um fenômeno global. O aumento dos preços, a falta de acesso e as políticas habitacionais deficientes traduziram-se em maior escassez e condições de precariedade. O caso do Chile não é exceção. Inclusive, de acordo com os últimos relatórios emitidos pela Câmara Chilena da Construção (CChC), existem “mais de 700 mil famílias com problemas de coabitação involuntária e moradias irrecuperáveis, somando-se às 81 mil famílias que vivem em acampamentos”.
Este artigo de Miguel Paredes Maldonado foi publicado originalmente com o título "Casa, ciudad, territorio: Una investigación colectiva sobre las transformaciones del habitar urbano contemporáneo" na edição nº 31 da revista Dearq em 1º de setembro de 2021 (DOI: https://doi.org/10.18389/dearq31.2021.02).
O artigo explora as relações interescalares estabelecidas recentemente entre o domínio doméstico da habitação e os âmbitos coletivos da cidade e do território, sob a ótica do desenvolvimento de novos “comuns urbanos”. Essa exploração se formaliza como uma investigação coletiva, baseada na participação em concursos de arquitetura e elaborada no contexto docente da Universidade de Edimburgo (Reino Unido) entre setembro e dezembro de 2020. Seus resultados destacam o pronunciado substrato infraestrutural do habitar urbano contemporâneo e identificam os principais processos de transferência entre os domínios do doméstico e do coletivo em uma série de cenários de habitação urbana.
A seguir, apresentamos o texto como parte de uma colaboração conjunta para contribuir com a difusão de pesquisas, análises e opiniões elaboradas pela comunidade acadêmica nacional e internacional sobre arquitetura, cidade e áreas afins.
Como motores da economia e da produção, as cidades abrigam as maiores massas populacionais e estima-se que, até o ano de 2050, concentrarão 70% da população mundial. Nesse contexto, arquitetos e arquitetas incorporam dia após dia a articulação de usos mistos em suas edificações, buscando favorecer la diversificação e evitar a monofuncionalização.
O Projeto Especial Paisagístico Rio Rímac, desenvolvido no âmbito do Programa Municipal para a Recuperação do Centro Histórico de Lima (PROLIMA), é uma proposta municipal surgida diante de uma necessidade latente que vem se agravando com o tempo: a significativa degradação do Rio Rímac em sua passagem pelo Centro Histórico da capital peruana.
https://www.archdaily.com.br/pt/1135281/projeto-especial-paisagistico-rio-rimac-corredor-verde-ecologico-como-oportunidade-para-a-regeneracao-urbana-de-limaSusana López y Diego Vivas
Durante a última década, testemunhamos como a profissão tem se diversificado para atuar em diferentes frentes — seja por curiosidade, mas principalmente devido a fatores econômicos atrelados às crises financeiras e ambientais que nos assolaram nos últimos anos. Acredito que um dos grandes mitos cultivados nas faculdades de arquitetura seja pensar que, ao se formar, toda essa geração se dedicará a construir grandes edifícios. A realidade, porém, é bem diferente: ao longo dos anos, é muito comum que, de acordo com os interesses específicos de cada pessoa, as oportunidades se diversifiquem, integrando-as a outras áreas que compõem a arquitetura de forma integral.
Detalhe de esgrafiados - Fachada e esgrafiados dissociados
Barcelona é uma cidade que já foi estudada inúmeras vezes. Pelas quadras do Plano Cerdá e pelas esquinas chanfradas, por seu centro histórico e pelas guerras que ali ocorreram, pela arquitetura dos modernistas e seus edifícios monumentais. No entanto, não se tem muito conhecimento de que ela já tenha sido estudada a fundo a partir de um material tradicional de revestimento e suporte artístico como o esgrafiado.
O coletivo artístico de trajetória internacional _marina_morón (formado pelo Doutor em História Jesús Marina e pela Doutora Arquiteta Elena Morón) inaugurou seu último trabalho no Pabellón de Mixtos de La Ciudadela, na cidade de Pamplona. A mostra é patrocinada pelo Colégio de Arquitetos Vasco-Navarro e pela Prefeitura de Pamplona, e permanecerá aberta ao público até 15 de março de 2022.
Palacio de Puruchuco. Image Cortesía de Norma León Lescano
O Peru é um país que conta com um extenso, rico e transcendente patrimônio arqueológico. Lamentavelmente, o passar dos anos trouxe consigo uma acentuada deterioração. Os autores Norma León Lescano, Yann Barnet e Alvaro Racchumi expõem, por meio de seu artigo “Captura de datos 3D para virtualizar el patrimonio cultural”, o método que utilizaram para obter em três dimensões uma réplica do Palácio de Puruchuco. Desse modo, busca-se fornecer as informações necessárias que sirvam de guia para promover o processo de virtualização do maravilhoso patrimônio cultural, proporcionando maior alcance, valorização e conservação do mesmo.
Há um futuro para as nossas cidades se não adotarmos um modo de vida sustentável? Há algum tempo, a sustentabilidade urbana vem sendo abordada mais sob a perspectiva das mudanças climáticas do que a partir de uma visão holística que incorpore a sociedade e a maneira como vivemos em comunidade.
Que novas formas de viver estamos experimentando com as diferentes transformações sociais, econômicas e ecológicas? Certamente precisamos colocar em pauta os diversos casos de referência que têm surgido em diferentes partes do mundo e compreender as últimas tendências sobre a maneira como vivenciamos nossas cidades.
O dia 3 de maio é uma festividade que tem como origem a Invenção da Santa Cruz, Cruz de Maio ou também Festa das Cruzes, que remonta ao rito romano para celebrar o culto à Cruz de Cristo. Essa comemoração evoluiu ao longo do tempo, sendo adotada em cidades do México, Chile, Espanha, Equador, El Salvador, Guatemala, Paraguai, Peru, Trinidad e Tobago, Argentina, Colômbia e Venezuela, onde parte da celebração consiste em decorar com flores, realizar procissões e danças.
Cortesía de Nómena y Cuatro Cero Cuatro Arquitectura
O poder da representação visual na arquitetura permite fomentar o debate e a reflexão sobre diversos temas de discussão. “Imaginários urbanos” é uma iniciativa coletiva da Nómena arquitectura e da Cuatro Cero Cuatro Arquitectura que, por meio de diversas imagens sugestivas, propõe conscientizar e impulsionar uma mudança no desenho das ruas de Lima.
Abordando temáticas que envolvem a memória, o esquecimento e o gênero, a artista plástica e muralista argentina Mariela Ajras leva sua arte às paredes de diversas cidades do mundo, como Barcelona, Valencia, Salamanca, Cidade do México, Bogotá, Montevidéu, Buenos Aires, entre tantas outras. Com formação em psicologia, ela já participou de diversos festivais de arte urbana, exposições, feiras e projetos de arte pública, sendo um dos maiores murais da Cidade de Buenos Aires aquele que desenvolveu para o projeto “Corredor de la Memoria”, em comemoração aos 25 anos do atentado à AMIA.
Tanto arquitetos/as e designers quanto psicólogos/as e sociólogos/as reconhecem que a estética e sua filosofia subjacente têm o poder de mudar a forma como percebemos o mundo ao nosso redor. Portanto, uma compreensão mais profunda do que é belo tem, consequentemente, o grande poder de mudar as respostas das pessoas ao seu entorno. Explorar os diferentes significados da estética na arquitetura, desde 'a forma segue a função' até a nova estética do metaverso, pode nos ajudar a compreender as potencialidades de nossos ambientes físicos e virtuais no caminho rumo a um mundo melhor.
Muito já se escreveu sobre o assunto, desde 'Lo bello y lo justo en la arquitectura' de Alberto Pérez-Gómez até ‘El fracaso de lo bello’ de Pablo Caldera. No entanto, quisemos abrir o debate a leitores e leitoras para que compartilhassem suas visões sobre o que torna um edifício ou uma cidade belos.
Após ler e compilar cerca de 300 comentários recebidos, tanto de profissionais da construção civil quanto de estudantes e entusiastas da arquitetura, foi uma grande surpresa encontrar pontos em comum sobre a importância da beleza coletiva, fazendo referência tanto ao contexto urbano quanto ao natural.
A designer de interiores e artista mexicana, Olga Hanono, foi convidada a apresentar sua mais recente exposição, DREAMVILLE, na La Biennale di Venezia Modigliani Opera Vision, de 1º de maio a 31 de julho de 2022. A coleção é inspirada na capacidade humana de sonhar, refletindo sobre os objetos imaginários que poderiam existir em um espaço onírico, juntamente com a variedade de cores e formas encontradas em estrelas, planetas e galáxias distantes. Hanono criou peças de arte e mobiliário utilizando materiais luxuosos não convencionais.
De 11 de abril a 30 de junho, acontece o Young Architects Festival (Festival de Arquitetura Jovem) desenvolvido pela Constructo no Parque e Museu Ruinas de Huanchaca em Antofagasta, Chile. Um espaço onde o escritório siglo22 arquitectos realizou uma instalação arquitetônica imersiva, ativada por diferentes eventos, entre os quais estão um ciclo de palestras internacionais e uma exposição com acesso gratuito ao público.
As obras arquitetônicas de todo o mundo são a principal inspiração de Erika Moreno, criadora do HUAJJE, um projeto de ilustração digital. O projeto nasceu em 2019, um ano após Erika concluir sua graduação em arquitetura em Tijuana. “O projeto nasceu de forma acidental; o único objetivo de fazer esses desenhos era aprender a usar mais ferramentas do Photoshop, era um desafio pessoal”. Com o objetivo de documentar seu processo, ela decidiu abrir uma conta no Instagram, onde se formou uma comunidade bastante orgânica que compartilha e apoia seu trabalho. Isso a encorajou a superar seus medos e, inclusive, a ministrar oficinas sobre o tema em diferentes formatos.
Cada vez mais disciplinas se preocupam com o direito à moradia. Seja no campo da arquitetura, do direito, da economia, do urbanismo, da geografia ou da ciência política, diferentes pessoas buscam identificar os obstáculos para sua efetivação, sobretudo em ambientes urbanos cada vez mais hostis. No entanto, embora todos falemos sobre o direito à moradia, não estamos falando da mesma coisa.
Sem as amarras dos dogmas de escritórios estabelecidos, novos escritórios de arquitetura frequentemente desafiam as normas construtivas e redefinem os padrões de habitação. O Young European Architecture Festival (YEAH!) é um evento dedicado a destacar essas práticas novas e emergentes, trazendo suas contribuições para o ambiente construído ao centro das atenções. Muitas dessas abordagens desafiam e redefinem as tipologias da arquitetura residencial, baseando-se em conceitos como cooperativas habitacionais, empreendimentos de iniciativa comunitária e economia circular. Outras exploram identidades e recursos locais como forma de revigorar a profissão, criando obras de arquitetura respeitosas e regionalmente relevantes.
O termo "alto desempenho" pode evocar diferentes imagens, que variam de um/a estudante brilhante a um/a violinista virtuoso/a ou a um/a funcionário/a dedicado/a. Por mais diversos que sejam, esses indivíduos de "alto desempenho" compartilham atributos comuns. Destacando-se dos demais, eles superam expectativas e geram valor agregado por meio de sua atuação. Entregam os melhores resultados possíveis dentro de suas limitações, garantindo a qualidade em todo o processo. Acima de tudo, mantêm a consistência em seus resultados e utilizam sua excelência para influenciar positivamente suas próprias vidas e as daqueles que os cercam.