Há apenas 18 meses, a população global teve sua vida virada de cabeça para baixo pela pandemia de COVID-19. Quase imediatamente, arquitetos/as e designers começaram a especular sobre como projetar um mundo melhor, que fosse flexível, funcional e saudável. Embora a pandemia esteja longe de acabar — com muitos avanços científicos e políticas de saúde pública ainda necessários para de fato nos permitir vivenciar o nosso “novo normal” —, talvez seja o momento de refletir sobre nossas previsões e analisar quais aspectos da pandemia foram reações de curto prazo e quais aspectos da vida podem se refletir permanentemente na forma como pensamos o ambiente construído.
The Second Studio (antigo The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa traz diferentes profissionais da área criativa em conversas espontâneas que abrem espaço para reflexões profundas e debates pessoais.
Uma grande variedade de temas é abordada com honestidade e bom humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros apresentam dicas para profissionais de design, análises de edifícios e projetos, ou reflexões descontraídas sobre a vida cotidiana e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Nesta semana, David e Marina recebem Randy Collins, S.E., fundador e diretor da FTF Engineering, Inc., para discutir o papel e as responsabilidades de engenheiros/as estruturais, o dimensionamento de estruturas resistentes a terremotos, as limitações dos requisitos estruturais dos códigos de obras, a contratação de profissionais de engenharia, a colaboração com arquitetos/as, a geração de valor para clientes e muito mais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130959/the-second-studio-podcast-entrevista-com-randy-collins-engenheiro-estruturalThe Second Studio Podcast
Observando rapidamente o continente africano, encontraremos uma enorme diversidade de padrões de assentamentos humanos, variando desde pequenos ambientes urbanos, enclaves rurais até extensas metrópoles. Sobrevoando este vasto território, podemos concluir também que muitas cidades africanas estão trabalhando para superar a lacuna histórica que as separa do resto do mundo—embora essa “evolução”, na maioria dos casos, esteja apenas acentuando as desigualdades estruturais que permeiam este continente de norte a sul. E esta dinâmica não é uma novidade, pois a aparência de muitas das cidades africanas ainda hoje é resultado de uma longa história de opressão e segregação.
Muitas vezes despercebida ou desconsiderada, a desigualdade de gênero na arquitetura traz consequências tanto às mulheres e suas carreiras quanto aos espaços e produtos criados. Há, porém, um nicho de trabalho dentro da construção civil que contradiz essa lógica, propondo a criar um espaço de trabalho mais igualitário. Este texto propõe uma reflexão sobre essa desigualdade e como ela é desafiada pelas práticas autogestionárias.
A arquitetura pode promover a equidade nas cidades? Existem limites para isso? A partir de uma perspectiva crítica, discutimos o assunto por meio de uma pergunta inicial ao nosso público leitor: Quão equitativa é a arquitetura?
Após ler e compilar todos os comentários recebidos, tanto de profissionais da construção quanto de estudantes e pessoas interessadas em arquitetura, concordamos que a equidade na arquitetura é, antes de tudo, um tema multiescalar, um problema global e de todos nós.
O projeto “Tequiocalco. Campa tlachializtli mozcalializtli in totlamatiliz huan toyuhcatiliz” – localizado no estado de Tlaxcala, México - que se traduz para o espanhol como Centro Autónomo de Investigación y Revitalización de Saberes Comunitarios (CAIRSCO), é o "lugar onde observamos ou investigamos e revitalizamos nossa sabedoria e cultura, formas de ser ou o que é vivido na comunidade".
https://www.archdaily.com.br/pt/968865/a-re-existencia-do-habitar-da-lingua-e-do-territorio-arte-a-360-grados-plus-comunalArte a 360 grados + Comunal Taller de Arquitectura
Grandes cidades se tornaram os lugares mais perigosos durante a pandemia, além disso, toda a situação pandêmica validou o trabalho remoto e colocou em questão a necessidade de morar em centros urbanos e densos. Por esse motivo, o êxodo urbano provavelmente será um tema constante num futuro próximo e levantará grandes discussões no campo da arquitetura e urbanismo sobre como lidar com esse movimento.
A canção do grupo inglês Pink Floyd “Another brick in the wall” (Outro tijolo na parede) traz à crítica um sistema educacional alienante e pouco motivador. As pessoas, ou as crianças, são retratadas como tijolos, por conta de sua homogeneidade, seja na forma de viver ou de pensar em uma sociedade pouco afeita à contestação. Os tijolos funcionam muito bem nessa comparação, por terem mudado muito pouco na história e pelo mundo em suas formas retangulares. Mas isso não vale em relação às suas cores. Ainda que estejamos acostumados a remeter ao vermelho quando falamos de tijolos, há infinitas possibilidades de tons, conforme a composição e o processo de fabricação das peças.
O muro é um dos principais problemas de nossas cidades. Materialização divisionista por excelência, tira o sentido da convivência nas ruas e transforma o caminhar por nossas calçadas em uma experiência vazia, monótona e insegura. Os “olhos na rua” são essenciais para a vida urbana, especialmente em uma sociedade violenta como a brasileira.
Por que nossas cidades têm tantos muros? Usualmente se culpa o setor imobiliário, eterno vilão para os que costumam confundir causa e consequência. Mas, na verdade, casas já antigas também se valem deles.
Um projeto de arquitetura nasce de nuances, da empatia para com os usuários e de uma compreensão profunda de seu contexto específico. Melhores soluções são aquelas que atendem tanto às necessidades e os anseios dos clientes quanto questões de contexto e identidade. Neste sentido, o projeto interseccional pode ser entendido como uma abordagem que leva em conta diversos fatores —de identidade, gênero, raça, sexualidade, classe e muitos mais — e como estes interagem entre si. Considerando isso, quanto melhor compreendermos as questões de relativas ao contexto específico e ao usuários para os quais projetamos nossos espaços, melhor serão nossos edifícios e, consequentemente, as cidades que estaremos construído para o futuro.
Archivo de Ideas Recibidas é um projeto interdisciplinar de pesquisa e difusão que busca registrar e relacionar as ideias de pessoas que contribuem para o ecossistema criativo contemporâneo a partir da arte, do design e da arquitetura. O projeto se constrói a partir das conversas que a equipe mantém com diversas mentes criativas, nas quais se aprofundam temas relacionados à memória, à academia, ao contexto cultural, às suas principais influências e metodologias de trabalho. Nesta ocasião, compartilham conosco a entrevista sobre cinema e arquitetura com Mauricio Freyre (Estudio Rien).
Pablo Salazar compartilha seu trabalho de pesquisa intitulado "Design de estandes comerciais no bairro de La Floresta, Quito, Equador". Este abrange temas como a pegada climática gerada pela atividade em escala urbana, a análise de radiação, de ventos e heliografia, além do design e detalhamento de materiais de quatro tipos de estandes comerciais.
A arquitetura pode ser engraçada. Naturalmente, ela costuma ser um alvo fácil e bem-humorado de piadas, como quando Frank Gehry é satirizado em Os Simpsons; no entanto, os próprios edifícios também podem ser divertidos. Filósofos como Kant acreditavam que o humor residia na incongruência entre o que se espera e o que se vivencia. Existe todo tipo de expectativa depositada sobre as edificações, bem como uma infinidade de maneiras pelas quais essa incongruência pode se desenvolver entre tais expectativas e o que o edifício realmente entrega. Este vídeo explora alguns dos edifícios humorísticos mais interessantes da história, desde o Maneirismo de Giulio Romano até as lojas BEST do SITE Architects, entre muitos outros. Por fim, o vídeo aponta para algumas práticas contemporâneas que recorrem ao humor para alcançar algo que vai muito além de uma simples risada.
A tipologia dos edifícios de escritórios vem evoluindo em direção a projetos mais fluidos, espacialmente diversos e flexíveis, a fim de acomodar as necessidades das novas gerações de profissionais e dos novos modelos de negócios. A seleção com curadoria desta semana de arquitetura não construída foca em projetos de escritórios e edifícios comerciais e administrativos enviados pela comunidade do ArchDaily, mostrando como profissionais da arquitetura em todo o mundo visualizam os ambientes de trabalho e sua contribuição para o ambiente urbano.
Desde o retrofit de um edifício de escritórios desatualizado em Londres até um projeto comercial e administrativo moldado como um passeio arquitetônico no Irã, passando pelo jogo de cheios e vazios em um edifício corporativo na Turquia, os projetos a seguir apresentam algumas das ideias que moldam a tipologia de escritórios. Essas preocupações incluem a necessidade de atualizar o parque edificado existente, uma maior conexão entre áreas internas e externas ou o distanciamento da planta de escritório genérica.
Diante do cenário atual, a pandemia de COVID-19 provavelmente exercerá uma influência duradoura sobre a próxima era da construção e do design, moldando a forma como construímos em cada fase, incluindo projeto, materiais e protocolos de obra. É possível que profissionais de arquitetura e engenharia continuem trabalhando remotamente, revisando projetos e especificações de forma virtual. Fabricantes talvez precisem ampliar o distanciamento em suas áreas de produção ou, ainda, recorrer a uma maior automatização.
O escritório de arquitetura Sordo Madaleno Arquitectos (agora SOMA) revela o projeto do novo empreendimento de uso misto Park Hyatt, cujo programa inclui um hotel de luxo, residências e escritórios, localizado na região de Polanco, na Cidade do México. Este projeto constitui o primeiro complexo da Hyatt Hotels Corporation no país.
https://www.archdaily.com.br/pt/1131254/sordo-madaleno-arquitectos-projeta-o-primeiro-complexo-park-hyatt-na-cidade-do-mexicoArchDaily Team
No dia 19 de agosto, celebramos o Dia Mundial da Fotografia. Este ano, para incentivar nossas leitoras e leitores entusiastas desta arte, lançamos uma chamada que convidava todos os interessados – fotógrafos amadores ou profissionais – a enviarem suas imagens de arquitetura e cidade.
Dos mais de 130 participantes de partes tão distintas do globo quanto Índia, Brasil, Paquistão, Moçambique, Itália e Estados Unidos, recebemos mais de 400 fotografias de edifícios, interiores e espaços públicos localizados contextos diversos, registrados por olhares atenciosos a partir de técnicas variadas. Nossa equipe de conteúdo pré-selecionou 50 fotografias e, em seguida, votou nas 25 imagens mais instigantes. Apresentamos esta seleção a seguir, em ordem alfabética pelo nome dos autores.
Hidalgo é um estado localizado na região leste do México, limitando-se geograficamente com os estados de San Luis Potosí, Veracruz, Puebla, Tlaxcala, Estado do México e Querétaro. Com uma área de 20.821 km², é o sexto menor estado do país. Sua capital e cidade mais populosa é Pachuca de Soto. São diversos os motivos pelos quais Hidalgo possui uma riqueza cultural tão importante, entre os quais destaca-se a presença de grupos indígenas como os otomis, nahuas e tepehuas, que forjaram uma identidade cultural sólida refletida em diversas esferas. O patrimônio cultural oficial de Hidalgo compreende a gastronomia, a Fiesta de Toros, o Huapango, as Bandas de Viento, a charrería e o Xantolo.
Fundado pelo/a arquiteto/a Lin Congran, o CROX faz alusão a "cross over" (design transdisciplinar), com um portfólio que abrange planejamento urbano, arquitetura, design de interiores, mobiliário, curadoria e criação artística. Pautado pelo conceito de "vanguarda natural" e por uma sensibilidade humanista, o escritório expande o design da arte para um diálogo entre cultura e natureza, materializando constantemente o intangível e o orgânico da imaginação para deixar uma nova marca em nossa época. Nos últimos anos, o escritório participou da Trienal de Milão de 2016 e de duas edições da Bienal de Veneza na Itália (2016 e 2018). Seu trabalho foi reconhecido com diversos prêmios internacionais de prestígio, incluindo o WAF (World Architecture Festival), o AMP (Architecture MasterPrize) dos EUA, o Andrew Martin do Reino Unido, o DNA Paris, o K-DESIGN da Coreia do Sul e o JCD do Japão.
No dia 21 de setembro o planeta comemora o dia da árvore, uma data que tem como objetivo conscientizar a respeito da preservação da natureza. Ainda na infância estabelecemos algumas relações com a natureza que acabam fazendo parte do nosso imaginário se desenvolvendo e influenciando também na arquitetura. Selecionamos 22 projetos de usos variados que se inspiram na relação com a natureza e com esse imaginário.
É interessante resumir o que aconteceu em Pamplona há alguns dias, onde se celebrou pela 7ª vez a Bienal de Arquitetura Latino-Americana no Centro Cultural Civican. À primeira vista, também pode parecer curioso que uma cidade espanhola como Pamplona seja a anfitriã de um evento cujo foco principal é a arquitetura latino-americana, que com o passar dos anos desenvolveu uma identidade tão própria e enraizada em seu contexto continental que, atualmente, pode-se pensar que pouco tem a ver com a arquitetura ibérica. No entanto, são dias em que a cidade se orgulha de ser essa ponte entre a América Latina e a Espanha, com a presença de jovens práticas de arquitetura que, com um ar de frescor e motivação, chegam para apresentar seu trabalho repleto de potencial e ideias promissoras para o futuro da cena arquitetônica latino-americana.
Esta semana, apresentamos vagas em dois escritórios de design localizados em Pequim e Xangai: o IN.X 屋里门外 e o SLT- STUDIOLITE. Atuando em diversas áreas da arquitetura, ambos se destacam por projetos de diferentes escalas e temáticas e buscam atrair arquitetos/as alinhados/as com suas visões para integrar suas equipes.
A Comissão de Engajamento Cívico de Nova York (CEC), o Departamento de Assuntos Culturais (DCLA), o Mayor’s Fund to Advance New York City e o/a artista público/a em residência (PAIR) Yazmany Arboleda lançaram oficialmente o The People’s Festival. Esta série de eventos ao ar livre realizada nos cinco distritos da cidade contou com apresentações ao vivo, oficinas interativas, além de informações e recursos comunitários. O festival teve como âncora o The People’s Bus, um ônibus municipal aposentado que anteriormente era utilizado para transportar pessoas detidas em Rikers Island.