A ocupação territorial responde a uma série de fatores e é a partir do desenvolvimento econômico e da distribuição de renda, trabalho e serviços no território que vemos cidades crescerem e se espalharem. Bairros e regiões vão sendo transformadas pouco a pouco, como resposta aos modelos econômicos atuais. Essa lógica cria vazios urbanos em forma de construções completas, dotadas de toda infraestrutura, e mesmo assim desocupadas ou subutilizadas. A trajetória dos centros antigos e dos cinemas de rua ilustra essa lógica e nos faz refletir sobre como lidar com esses desafios da cidade contemporânea.
O conceito de sustentabilidade aplicado à cidade está a em vias de se tornar obsoleto. Nós usamos este termo para quase tudo o que queremos fazer, e assim dar-lhe um ar aparente de respeito pelo que chamamos de natureza, mas, o impacto real é alcançado quando transcendemos esta ideia e aproveitamos todas as oportunidades de intervenção urbana para implementar iniciativas de re-naturalização e, portanto, dotar a cidade de atributos que a levem a ser mais resiliente.
Acreditando que um criador tem um dever para com a sociedade, Philippe Starck é um designer de muitas facetas cujos projetos abrangem várias disciplinas. Da arquitetura e interiores ao design industrial e de mobiliário, o portfólio de Starck é "focado no essencial" e em "melhorar a vida do maior número de pessoas possível". Autor do famoso espremedor de limão para a Alessi, é conhecido por ultrapassar os limites do design em objetos do dia a dia.
Com dez mil criações, concluídas ou ainda por vir, Philippe Starck é um pioneiro em “fazer coisas no caminho da ecologia”. O ArchDaily teve a oportunidade de conhecer o designer no Salone del Mobile 2021 e discutir sua abordagem de projeto, visões e sua mais recente criação de compensado para Andreu World.
Este artigo de Valeria Abello Aldana e Miriam Kuehler foi publicado originalmente com o título "Os inquilinatos em Bogotá: da problemática socioespacial a uma proposta arquitetônica habitacional" na edição nº 31 da revista Dearq em 01 de setembro de 2021 (DOI: https://doi.org/10.18389/dearq31.2021.06).
O artigo visibiliza a tipologia do inquilinato como uma forma de habitar relevante para a população mais vulnerável. Descreve-se sua situação atual e suas dinâmicas socioespaciais, refletindo sobre aspectos negativos e potenciais para chegar à hipótese de que os inquilinatos são uma problemática resultante de fatores econômicos e sociais que se refletem no aspecto espacial; assim, se abordados a partir da arquitetura, têm o potencial de se tornar uma alternativa digna de moradia. Portanto, o projeto arquitetônico pretende validar essa hipótese, gerando uma discussão em torno do inquilinato como solução habitacional.
A seguir, nós o apresentamos como parte de uma colaboração conjunta para contribuir com a difusão de pesquisas, análises e opiniões elaboradas pela comunidade acadêmica nacional e internacional sobre arquitetura, temas urbanos e áreas afins.
https://www.archdaily.com.br/pt/1131448/os-inquilinatos-em-bogota-da-problematica-socioespacial-a-uma-proposta-arquitetonica-habitacionalValeria Abello Aldana y Miriam Kuehler
No mês de outubro, no âmbito da XXI Bienal NL, foi realizada a inauguração de "Folio 2. LABNL | Geometrías y Componentes", desenvolvido pelo escritório Taller Arquitectónico, liderado pelo arquiteto Manuel Martínez, na Sala de Exposições do Colegio de Arquitectos de Nuevo León. O projeto do LABNL foi premiado com o Calli de Cristal na categoria de Restauro na XXI Bienal de Arquitetura de Nuevo León. O projeto consiste na recuperação do Antigo Palácio Federal, localizado no Centro Metropolitano de Monterrey, para abrigar um laboratório cultural de inovação e desenvolvimento cidadão.
"Chrysler Building NYC NY" by dog97209 is licensed under CC BY-NC-ND 2.0
A arquitetura Art Déco deriva de um estilo artístico homônimo que surgiu na Europa nos anos 1920 influenciando – além da arquitetura – o cinema, moda, design de interiores, design gráfico, escultura, pintura, entre outras vertentes artísticas. Historicamente, este estilo teve como marco principal a Exposição Internacional de Artes Decorativas e Industriais Modernas realizada em Paris em 1925, da qual derivou, inclusive, seu próprio nome.
Estação de Montanha Zugspitze / Eibsee, Alemanha - Foto por Christoph Seelbach. Imagem cortesia de Vetrotech Saint-Gobain
Embora o vidro seja frequentemente considerado o ponto mais fraco de uma edificação, isso nem sempre é verdade. Com os avanços tecnológicos e a constante inovação da indústria, alguns tipos de vidro conseguem permitir a entrada de luz natural nos espaços internos ao mesmo tempo que protegem a estrutura contra incêndios. Além das chamas, outros riscos, como gases quentes, fumaça e transmissão de calor, também ameaçam a evacuação segura das pessoas e a integridade do patrimônio.
A COP26, Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, está programada para ser realizada na Escócia na última semana de outubro de 2021. No pano de fundo desta conferência está uma maior consciência global das mudanças climáticas, à medida que discussões ocorrem sobre como um futuro mais igualitário pode ser alcançado. O estado atual e futuro da arquitetura é um componente-chave desta conversa, já que, as críticas são dirigidas aos escritórios de arquitetura que fazem uso do "greenwash" (ou maquiagem verde) levantando questões sobre se o termo "sustentabilidade" está cada vez mais sendo usado apenas como a palavra da moda de hoje.
Com mais de 20 anos de atuação, o Studio Arthur Casas celebra a totalidade da prática arquitetônica. O escritório trabalha em diversas escalas, de mobiliário a projetos urbanos, passando por residências, apartamentos e edifícios, mantendo rigor em relação à qualidade dos detalhes.
Conversar com a arquiteta Marta Maccaglia sobre seu trabalho não é falar apenas sobre arquitetura. Cada um de seus projetos deriva de um modo de trabalhar participativo, baseado na aproximação e na profunda compreensão das pessoas que habitam e utilizam esses espaços em seu contexto social e local, suas necessidades, o território e os recursos disponíveis, resultando em obras que adquirem um sentido que vai além da própria função.
As vias expressas são estradas de acesso limitado em áreas populosas, desenhadas para permitir o tráfego motorizado em alta velocidade por longas distâncias. Algumas passam pelos centros das cidades, enquanto outras circundam o centro urbano.
A iniciativa já foi o auge do design de transporte na década de 1950, mas hoje são tão obsoletas quanto disquetes. A caminhada, a bicicleta e o transporte público são mais sustentáveis, seguros, saudáveis, eficientes e produtivos. Para contribuir com o tema, o Instituto de Políticas de Transporte & Desenvolvimento (IPTD) produziu o material Vias Expressas vs. Ruas Completas, com o objetivo de comparar ambas em termos de saúde, eficiência, habitação e qualidade ambiental e de vida.
https://www.archdaily.com.br/pt/970842/deixando-as-vias-expressas-para-trasITDP Brasil
Embora seja verdade que a obra do arquiteto mexicano Luis Barragán é mundialmente reconhecida e estudada devido ao inestimável compromisso com a arquitetura de seu tempo e de seu contexto — mas, sobretudo, erguida sobre bases profundamente harmônicas e poéticas que se conectam com uma busca muito pessoal em uma "solidão cósmica, com o México como a morada temporária que aceita amorosamente", como descreveu o Júri do Prêmio Pritzker ao premiá-lo em 1980 —, até recentemente (e antes mesmo do lançamento do site da Barragan Foundation) era um tanto difícil compreender o espectro completo que Barragán representa dentro da história da arquitetura, já que algumas de suas obras permaneceram privadas (ou de difícil acesso) por muitos anos.
Costumamos considerar muitas coisas como garantidas e, às vezes, mal percebemos o que é realmente importante, notando sua ausência apenas quando faz falta. Isso se aplica a muitos aspectos da vida, naturalmente, mas é especialmente evidente na indústria da construção e, em particular, na tecnologia predial inteligente, que opera silenciosamente nos bastidores enquanto assegura a funcionalidade e a longevidade das propostas arquitetônicas.
Com uma produção inspirada no legado dos cariocas Sérgio e Claudio Bernardes, o escritório Bernardes Arquitetura é “fruto de uma história que atravessa três gerações com mais de mil projetos”. Criado em 2012 por Thiago Bernardes, o escritório hoje conta com mais 7 sócios e tem filiais no Rio de Janeiro, São Paulo e Lisboa.
A escassez de moradia acessível é um tema que, quando combinado a problemáticas como a gentrificação ou a turistificação, forma um coquetel bastante explosivo. ATRI (Agrupamentos Táticos de Repovoamento Inclusivo) é uma estratégia que utiliza a habitação pública ou de coprodução público-comunitária como instrumento de melhoria urbana para defender as malhas consolidadas contra a gentrificação. Isso é feito por meio da gestão conjunta e simultânea de uma constelação de pequenos empreendimentos com execução mais rápida, econômica, justa e sustentável do que a dos sistemas convencionais de habitação pública.
É uma crença comum entre o público leigo (e até mesmo entre alguns/as arquitetos/as) que os telhados de duas águas são inerentemente superiores aos planos. O argumento geralmente é de que a cobertura em duas águas demonstra uma sensibilidade de “a forma segue a função”, escoando facilmente a água e a neve por meio da geometria e da gravidade. Sendo assim, os telhados planos seriam propensos a infiltrações. Embora isso seja verdade, este vídeo desmistifica o assunto ao analisar mais detalhadamente alguns pontos que podem fazer você mudar de ideia. Isso inclui o motivo original de Louis Sullivan para escrever a frase “a forma sempre segue a função”, bem como a capacidade das coberturas planas de oferecer espaços públicos ao ar livre, receber telhados verdes, proporcionar simplicidade estrutural e apresentar melhor comportamento em relação ao vento, entre muitos outros fatores. Há também outra razão funcional e formal concorrente pela qual uma cobertura com pouca inclinação pode ser mais prudente do que uma inclinação mais acentuada, mesmo em áreas com ocorrência de neve, como Chicago.
# Red Dot Design Award 2020 - Product Design # Longlist Archiproducts 2019 # Exposto no ADI DESIGN INDEX 2020
Quando Mies van der Rohe nos incentivou a reduzir as quatro paredes ao seu estado mais essencial com a célebre frase "menos é mais", ele talvez não imaginasse que acabaríamos nos cansando de caixas perfeitamente uniformes. Embora o minimalismo continue sendo uma vertente estética dominante em todo o mundo, há um desejo crescente de ir além da simplicidade pura, introduzindo detalhes engenhosos que quebrem a monotonia e tragam calor e refinamento estético. É dessa busca que nasce o Eclisse 40.
O batente da série Eclisse 40 não representa apenas uma inovação técnica, mas também uma releitura da estética do marco como elemento decorativo e de design. Seu perfil inclinado esculpe o volume e dialoga com a luz para criar um efeito cenográfico único. Um elemento estrutural que outrora era puramente invisível — o batente — assume o protagonismo do design, transformando a porta em uma presença marcante e altamente expressiva no design de interiores.
Brincando com nossa imaginação ao diluir os limites entre céu e mar, as piscinas de borda inifinita têm se tornado cada vez mais recorrentes em projetos de arquitetura. A ilusão de ótica que atrai tantos clientes acontece quando uma ou mais paredes laterais da piscina correspondem exatamente ao nível d'água, iludindo os olhos e fazendo crer que não existem limites físicos contendo o volume. Nesses sistema, a água literalmente transborda, caindo em um reservatório de onde é bombeada novamente à piscina.
A forma como os espaços interiores se compõe é essencial para o bem-estar das pessoas. Durante a pandemia da Covid-19 o assunto ganhou proporções ainda maiores, uma vez que o projeto de um ambiente fechado - além de ser esteticamente agradável - também pode ajudar na prevenção de doenças e influenciar diretamente na forma como nos sentimos.
Palácio de Versailles. Foto de Jeremy Bezanger, via Unsplash
Localizado próximo a Paris e símbolo do poder dos monarcas franceses absolutistas, o Palácio de Versalhes começou a ser construído entre 1610 e 1643 como residência rural para os períodos de caça do Rei Luís XIII da França. Com o tempo, a residência foi sendo reformada e aperfeiçoada, até que em 1634 tornou-se em um palacete. Sua transformação em um grande palácio de luxo e ostentação da realeza se dá a partir da regência de Luís XIV, conhecido como o Rei Sol.
O estúdio de design PECA –dirigido pela arquiteta mexicana Caterina Moretti–, lança sua nova coleção intitulada "Impronta Terracota", feita de barro e vidro fundido. Composta por dois recipientes que dão uma reviravolta inesperada ao seu propósito original, transformando-se em pedestais para mesas que se elevam a duas alturas diferentes. Essa exploração foi desenvolvida no ateliê de cerâmica Taller de Locos, em Guadalajara.