Cortesía de Alejandro Merino Guerrero, Gianella S. Díaz Castañeda
No âmbito do projeto "Preparação inclusiva, resposta eficaz: Fortalecimento dos sistemas comunitários de preparação e proteção contra desastres por meio de uma abordagem inclusiva e de gênero, das comunidades da região de Cantagallo em Lima", desenvolvido pelo consórcio composto pela Plan International, COOPI - Cooperazione Internazionale e Humanity Inclusion, o escritório Arquitectura del Medio de Alejandro Merino e Gianella Díaz busca implementar uma obra demonstrativa na Comunidade Shipibo Konibo de Cantagallo, no distrito do Rímac, Lima, considerando aspectos ambientais e o potencial de replicabilidade.
https://www.archdaily.com.br/pt/1135248/conibox-modulo-habitacional-em-contexto-de-emergencia-para-a-comunidade-shipibo-konibo-em-limaDiego Vivas
Empresas de todos os portes, grandes ou pequenas, enfrentaram desafios sem precedentes nos últimos anos — no entanto, um dos desdobramentos positivos da pandemia global é a consolidação da ideia de que o trabalho pode ser realizado de qualquer lugar do mundo. Embora a dinâmica de trabalho tenha mudado, as expectativas continuam as mesmas. As equipes precisam atuar com a mesma rapidez, eficiência e segurança de quando compartilhavam o mesmo espaço físico. Cabe agora ao setor de TI responder a esse desafio com soluções adequadas para atender às novas demandas de uma força de trabalho híbrida. O trabalho remoto — e a colaboração remota — vieram para ficar.
A arquitetura, com seus/suas profissionais, acadêmicos/as e teóricos/as, há muito tempo explora ideias utópicas na esperança de transformá-las em algo concreto em prol de um mundo melhor. Contudo, à medida que o mundo caminha para uma polarização ainda maior do que a atual, a prática da arquitetura viu-se obrigada a se adaptar aos sistemas vigentes do planeta, limitada por condicionantes em constante crescimento. Aos poucos, quem atua na área percebeu que a utopia não pode ser vista de fato como a solução ideal, necessitando ser readaptada ou fundida a outros conceitos para que realmente funcione. A mais recente monografia da DETAIL, BIG. Architecture and Construction Details / BIG. Architektur und Baudetails — uma relação entre as utopias imaginativas e não construídas do BIG e sua arquitetura construída e funcional —, explora 20 projetos desenvolvidos pelo escritório.
Jewel Changi Airport, projetado por Safdie Architects. Imagem cortesia de Jewel Changi Airport
O Safdie Architects é um escritório de arquitetura e desenho urbano focado em pesquisa, atuando em uma ampla variedade de tipologias, escalas e setores. A prática global do escritório é coordenada a partir de sua sede em Boston, Massachusetts, contando também com escritórios satélites em Jerusalém, Xangai e Singapura. Os projetos são concebidos, gerenciados e executados por uma equipe global de cerca de 65 pessoas! O escritório é estruturado como uma sociedade e opera sob o modelo de um estúdio de design intimista. A sociedade do escritório – na qual muitos membros ingressaram logo após a graduação – trabalha em conjunto há décadas.
O hotel de luxo, como tipologia arquitetônica, é singular. Com efeito, trata-se de uma comunidade autossuficiente, um edifício que submerge o/a visitante abastado/a em seu contexto local. Ainda que possam ser comunidades fechadas em si mesmas, esses hotéis também são receptáculos do caráter socioeconômico mais amplo de um lugar, onde a vida de luxo frequentemente convive lado a lado com assentamentos informais, nos exemplos mais extremos de desigualdade social.
Qual é o estilo deste edifício? Esta é uma pergunta inicial comum que as pessoas fazem para saber mais sobre uma edificação. Para arquitetos e arquitetas, contudo, esse parece um ponto de partida inadequado, e a pergunta inicial pode soar ingênua e trivial. Essa disparidade de atenção dada ao estilo de uma edificação gera um impasse entre o público geral — que deseja compreender o ambiente construído — e os profissionais da arquitetura, ávidos por compartilhar as nuances de sua disciplina.
Profissionais de arquitetura buscam constantemente estratégias projetuais que visam selecionar os melhores produtos para criar atmosferas marcantes em seus projetos. As soluções adotadas nos projetos, especialmente em interiores, são fortemente influenciadas por tendências que refletem o que a sociedade mais valoriza em cada momento. Mas como os interiores estão sendo projetados hoje em dia? Com foco em ambientes naturais e na interação com seu contexto, a arquitetura prioriza materiais e texturas locais, luz natural e o uso de mobiliário minimalista que permite a continuidade espacial.
Abaixo, apresentamos uma seleção de projetos inspiradores que, utilizando produtos de marcas espanholas, demonstram essas tendências contemporâneas, desde o uso de materiais naturais até a maximização da luz natural.
Realidades Alternativas | AR 2022. Imagem cortesia de Charette _ Por Lau Yee Mu, Ang Hui Yi, Melissa Ho Er Shwen _ Chia Hui Yen - Primeiro Prêmio
Além de diversos outros fatores fundamentais, o sucesso de um projeto de arquitetura depende muito de como ele é comunicado a seus/suas usuários/as e construtores/as. A maioria dos/as arquitetos/as opta por renderizações realistas geradas por computador para apresentar seus projetos, enquanto outros/as preferem explorar diferentes técnicas, traduzindo suas narrativas arquitetônicas por meio de colagens de fotos, esboços, animações, modelos em miniatura hiper-realistas, passeios virtuais, diagramas e, ocasionalmente, roteiros.
A seleção com curadoria desta semana de Melhor Arquitetura Não Construída destaca projetos enviados pela comunidade do ArchDaily que são apresentados por meio de diferentes mídias. De um esboço feito à mão para uma requalificação costeira na Noruega a uma composição abstrata de fotografia e desenhos arquitetônicos na Polônia, esta seleção de projetos não construídos apresenta diversas tipologias arquitetônicas e suas visualizações singulares. O artigo também inclui projetos dos Países Baixos, Hungria, Polônia, Emirados Árabes Unidos e Uzbequistão.
Movimentos artísticos históricos e suas características visuais pavimentaram consideravelmente o caminho para a arquitetura moderna. Ao longo dos anos, arquitetos e arquitetas vêm adotando técnicas e abordagens estilísticas para criar suas próprias composições, fundindo ambas as disciplinas. O cubismo, um dos estilos mais influentes do século XX, e bastante criticado por sua experimentação com uma abordagem artística não representacional, é talvez a inspiração arquitetônica mais significativa. Assim como esse movimento artístico radical rejeitou o conceito então enraizado de que a arte deveria imitar a natureza, profissionais da arquitetura também seguiram essa tendência, projetando estruturas que se apropriaram das características vanguardistas do cubismo para criar edifícios que, até hoje, permanecem como marcos icônicos da profissão.
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Cena de Boxed Life por Miranda Namicheishvili
Múltiplas experiências urbanas são apresentadas no impressionante Mosaico de Filmes do Copenhagen Architecture Festival (CAFx) — desde vivências que afirmam a vida e mostram as cidades como espaços potenciais, se não reais, de lazer, dança, intercâmbio social e construção de comunidade, até experiências claustrofóbicas de uma existência encurralada e sufocante. Para os/as autores/as deste breve ensaio reflexivo, uma série de filmes que retratam essa última perspectiva causou um forte impacto. Cineastas de países tão diversos quanto Azerbaijão, Geórgia, Canadá, Uruguai, Tunísia, Reino Unido e Espanha oferecem expressões artísticas de como as pessoas na vida urbana contemporânea podem se ver impossibilitadas de prosperar, de se diferenciar, de encontrar enraizamento, calma, sanidade ou segurança.
Mobiliário interno nos escritórios da Coromandel | Andreu World. Imagem cortesia de Andreu World
Contar com um espaço físico de trabalho traz inúmeros benefícios intrínsecos, como reunir as equipes em um ambiente colaborativo e oferecer às empresas a oportunidade de consolidar sua cultura e identidade. No entanto, com a ascensão do trabalho híbrido e remoto no início da pandemia, muitos se questionaram se isso significaria o fim do escritório físico. Hoje, decorridos dois anos, a tendência se mostra evidente: em vez de serem completamente substituídos pelo modelo remoto, os escritórios físicos foram adaptados por muitas empresas para atender às novas necessidades de seus colaboradores e colaboradoras. A opção tem sido por espaços integrados, confortáveis e flexíveis que estimulam a criatividade, a colaboração e a produtividade.
Para muitas equipes de projeto, acessar múltiplos aplicativos diariamente para obter informações BIM é a norma. No entanto, esses dados costumam ficar isolados em silos em cada plataforma, o que dificulta a tomada de decisões embasadas, a colaboração e o compartilhamento de informações entre as equipes.
Na segunda metade do século XX, com a massificação do automóvel e um crescimento demográfico exponencial, cidades ao redor do mundo expandiram-se de maneira acelerada. O caso de Santiago, no Chile, não foi diferente, caracterizando-se por uma mancha urbana extensa e fragmentada que resultou em uma forte dependência do automóvel, na degradação ambiental e no consumo de solo agrícola. Diante da falta de planejamento e de políticas voltadas para um desenvolvimento urbano sustentável, o resultado é uma cidade mais poluída e menos verde — um cenário altamente alarmante considerando a crise climática com a qual nos deparamos.
Agravada pela pandemia, a crise habitacional tornou-se um fenômeno global. O aumento dos preços, a falta de acesso e as políticas habitacionais deficientes traduziram-se em maior escassez e condições de precariedade. O caso do Chile não é exceção. Inclusive, de acordo com os últimos relatórios emitidos pela Câmara Chilena da Construção (CChC), existem “mais de 700 mil famílias com problemas de coabitação involuntária e moradias irrecuperáveis, somando-se às 81 mil famílias que vivem em acampamentos”.
“What's color? para arquitetos/as e designers” é uma exposição da artista Claudia Valsells. Com curadoria de Julia Ruiz-Cabello y Gonzalo de Benito, a mostra reúne depoimentos de escritórios de arquitetura sobre o uso da cor em seus projetos. O evento ocorreu de 10 a 14 de dezembro de 2021 no espaço Pavilion do escritório de arquitetura PLANTEA, em Madri. A montagem de um espaço expositivo, à semelhança do ateliê no qual a artista trabalhou por mais de duas décadas para criar sua própria cartela de cores, configura o espaço.
Neste dia 19 de agosto, celebra-se o Dia Internacional da Fotografia. Para homenagear a data, apresentamos os registros vencedores do recente concurso fotográfico "Interculturalidade e Patrimônio Habitado".
Casa Domínguez. Alejandro de la Sota. La Caeyra, Pontevedra, 1973. Fotografía José Hevia. Image Cortesía de Fundación Alejandro de la Sota
A Fundação Alejandro de la Sota criou um portal para difundir as principais figuras e obras dos pioneiros da arquitetura moderna espanhola. O motivo? Quando se fala no Movimento Moderno, parece que apenas arquitetos como Mies van der Rohe, Le Corbusier ou Walter Gropius são mencionados. No entanto, o que aconteceu durante aqueles anos na Espanha? Quais figuras se destacaram e quais eram seus propósitos ao projetar?
Massimo Paolini compartilha conosco o seguinte artigo, publicado originalmente no El Salto, trazendo novas reflexões sobre a mobilidade urbana no futuro das cidades.
Como proteção contra as baixas temperaturas, os tapetes surgiram há cerca de 3.500 anos e, com o passar do tempo, tornaram-se uma verdadeira arte, alcançando um alto nível de especialização a partir do século XVI. Tapetes e tapeçarias de diversas formas, cores, texturas e padrões são utilizados nos diferentes ambientes das residências com o objetivo de satisfazer as necessidades de seus habitantes e proporcionar conforto aos espaços, estendendo-se, por vezes, além da finalidade para a qual foram originalmente concebidos.
Publicar arquitetura é uma necessidade da própria disciplina para ser compreendida como tal. A ausência desse ato a transforma em um fazer sem questionamentos públicos, repleto de práticas privadas. Contudo, sua presença abre um campo que permite traduzir uma linguagem material para uma escrita, reformulando os discursos que emergem desse cenário. Entre as "menores" publicações estão os fanzines, que emergem do desejo de autogestão e de uma materialização de baixo custo e tiragem reduzida, capazes de se adaptar a diversos conteúdos, assumindo a forma de livretos ou mesmo de papéis dobrados.
A possibilidade de experimentação do fanzine impulsionou sua crescente popularização no Chile, manifestando-se em sua incorporação na XXI Bienal de Arquitetura e Urbanismo do Chile em 2019. Embora as noções sobre esse meio antecedam o evento, há um vácuo em relação às suas características que nos obriga a fazer perguntas de construção simples, quase ingênuas, que questionam o fanzine sobre as singularidades de sua produção, mas cuja discussão revela a rede invisível tecida entre quem, sem saber, já se conhecia.
Desde la periferia é um projeto audiovisual dirigido por José Luis Uribe, doutor em arquitetura e professor da Escola de Arquitetura da Universidade de Talca, Chile. O projeto consiste em três documentários a serem lançados progressivamente nos próximos dois anos, que investigam os diversos aspectos associados à arquitetura contemporânea latino-americana. A primeira produção, Volume I: Feos, sucios & malos. Uma arquitetura contemporânea na América Latina, é um ensaio audiovisual que reúne algumas das primeiras reflexões sobre o estado atual da disciplina por meio do relato oral de um grupo de arquitetos e arquitetas em um quarto de hotel em Assunção, Paraguai.
Durante as primeiras décadas do século XX, período ainda dominado por uma perspectiva arquitetônica tradicional de linguagens e ordenamentos clássicos, o arquiteto Luis Miró Quesada Garland (1914-1994) foi um precursor fundamental na mudança de mentalidade que levaria o Peru rumo a uma arquitetura moderna e contemporânea.
Caracterizada por sua ampla variedade de paisagens, biodiversidade e pisos térmicos, a Colômbia vê o desenho de pátios internos em suas residências acompanhar as áreas de estar, descanso, acesso e circulação. Em muitos casos, esses elementos se tornam protagonistas, servindo como a principal fonte de contato com a natureza local.
Com o objetivo de celebrar a vida e a obra do arquiteto Armando Franco – que faleceu no último mês de junho aos 100 anos de idade – a Clásicos Mexicanos apresenta o livro Armando Franco COLECCIÓN COFRAN (1955-2022). Esta publicação, fruto do trabalho de pesquisa da equipe da Clásicos Mexicanos, reúne dados biográficos, plantas, esboços, desenhos e fotografias das obras mais emblemáticas da carreira de Franco, um dos arquitetos modernos mexicanos mais originais e enigmáticos do século XX.
https://www.archdaily.com.br/pt/1135117/clasicos-mexicanos-apresenta-o-livro-armando-franco-colecao-cofran-1955-2022ArchDaily Team