Quintana Roo é um estado localizado na região sudeste do México, faz fronteira geográfica com Belize e os estados de Yucatan e Campeche, e tem frente para o Golfo do México e o Mar do Caribe. Tem 50 212 km² e é o nono estado menos populoso do país. Sua capital é Chetumal e sua cidade mais populosa é Cancún. Há várias razões pelas quais Quintana Roo é um estado com uma importante riqueza cultural, uma delas é seu turismo de classe mundial, que o levou a ter um dos oito aeroportos internacionais do país, além de ser reconhecido pela Organização Mundial do Turismo.
Consagrados com uma cultura milenar, os arquitetos libaneses mostram em seus projetos como lidar com o entorno e com os desafios atuais da arquitetura. Em homenagem à comunidade libanesa no Brasil, celebrada oficialmente no dia 22 de novembro, selecionamos sete escritórios para conhecer melhor a arquitetura libanesa contemporânea.
Entrearcos, arquitecturas de conexión - Colección. Image Cortesía de Daniela Silva Landeros
O olhar é uma ferramenta que o/a arquiteto/a usa constantemente, mas não valoriza por completo. É um instrumento que, além de nos permitir conhecer e reconhecer nossa realidade e os fenômenos que dela surgem, pode funcionar como método de análise. “Entrearcos: arquitecturas de conexión” é um trabalho de pesquisa desenvolvido pela arquiteta Daniela Silva Landeros que estuda, a partir do caso específico do bairro de Ciutat Vella, na cidade de Barcelona, a questão dos arcos em nossas cidades. E o faz a partir de pontos de vista alternativos que põem em xeque a maneira como estamos acostumados a olhar.
O passeio de Jane faz parte da iniciativa de Jane's Walk, um festival anual que visa homenagear a ativista e urbanista Jane Jacobs realizando ações e passeios de cidades ao redor do mundo, para recuperar as ruas como um espaço público de coexistência e encontro entre os cidadãos. Este texto sobre O Passeio de Jane Jacobs, de autoria de Susana Jiménez, compõe um grupo de guias, disponibilizados pelo projeto "La Aventura de Aprender", concebido e coordenado por Antonio Lafuente e Patricia Horrillo.
Jiménez, música, filósofa e doutora em história da arte, promove e coordena esta experiência em Madri desde 2010. Cada primeiro fim de semana de maio, grupos de vizinhos e pessoas interessadas em planejamento urbano e redes de vizinhança se organizam em assembleias abertas para celebrar esta atividade, que consiste em caminhar pelas ruas dos diferentes bairros propostos e relatar o que neles está acontecendo, seja em relação às questões de planejamento urbano, habitação, eventos, recuperação da memória coletiva etc.
Winston Churchill disse certa vez: "Nós moldamos nossos edifícios; depois, eles nos moldam." Essa frase parece ter sido escrita especificamente para o escritório de arquitetura Kwong von Glinow. Alison von Glinow e Lap Chi Kwong são casados e sócios no escritório. Nos últimos anos, eles projetaram e construíram seu próprio espaço de moradia e trabalho em Edgewater, um bairro na zona norte de Chicago. Uma maquete da residência ocupou a sala de jantar do casal por meses enquanto concebiam o projeto, recebendo alterações diárias até que a obra fosse concluída e eles pudessem se mudar. Eles moldaram o projeto; agora, o projeto os molda. Neste vídeo, o escritório Kwong von Glinow nos conduz por este edifício — batizado de Ardmore House — e explica como o projetaram, como é viver nele e de que maneira a experiência tem influenciado seu trabalho desde então.
Pouco depois da virada do milênio, Vanity Fair, uma revista que se propõe a acompanhar todo tipo de marco cultural, pediu a um grupo selecionado de 52 "especialistas" que escolhesse os cinco melhores edifícios desde 1980. As escolhas foram bizarras; quase todas as obras eram de autoria dos próprios arquitetos e arquitetas selecionados, que constituíam a grande maioria dos consultados. Poucas indicações receberam mais de cinco votos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130558/onde-estao-as-obras-primas-da-arquiteturaMark Alan Hewitt
“As novas ideias devem usar edifícios antigos”, disse Jane Jacobs em seu livro seminal Morte e vida de grandes cidades, defendendo a reutilização de edifícios existentes como um meio de catalisar mudanças positivas e promover diversos ambientes urbanos.
A inserção de novas atividades em uma estrutura existente está se tornando cada vez mais um aspecto definidor da arquitetura contemporânea, à medida que a necessidade de alternativas sustentáveis para construir se torna mais urgente. De uma perspectiva urbana, a reutilização adaptativa é uma estratégia valiosa para revitalizar cidades pós-industriais, criando densidade e mitigando a expansão urbana, ou ajudando cidades em encolhimento a redefinir seu tecido urbano.
O que é um crítico de arquitetura? E o que faz um crítico no século XXI? Ao longo da história, poucos críticos foram escolhidos para descrever e avaliar a arquitetura, enquanto aguardávamos seus elogios ou decepções, antes de validarmos nossas próprias opiniões. Seus pensamentos e palavras se tornaram referências da arquitetura, e moldaram brutalmente nossa profissão. Essa mentalidade e cultura contribuíram ainda mais para a ideia de que a arquitetura é uma prática “elitista”, em que alguns estabelecem regras e o resto deve aprendê-las. Embora a arquitetura sempre tenha nomeado os críticos, assim como outras formas de arte e cultura têm os seus, recentemente houve um impulso para que a arquitetura se transformasse em uma profissão que projeta para as massas, e é igualmente criticada pelas massas.
Lehrer Architects projetou um pequeno vilarejo de micro habitações para moradores de rua em Los Angeles. Nomeado de Whitsett West, o projeto foi concluído com os arquitetos e engenheiros da cidade de Los Angeles do Bureau of Engineering. Localizado em North Hollywood, o projeto é a quarta colaboração nos últimos sete meses, projetada para ser um protótipo para formatos de habitação transitória.
O filósofo e sociólogo Henri Lefebvre cunhou o conceito de “a produção do espaço” no ano de 1974, rompendo com a visão do espaço como um recipiente ou cenário de objetos e relações sociais para transitar em direção ao espaço entendido como um processo. O espaço, a partir dessa visão baseada na tradição marxista, é produto e produtor de processos e relações sociais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1131467/fetichizacao-da-arquitetura-o-objeto-acima-do-sujeito-e-dos-processosMariana Ordoñez y Jesica Amescua
No dia 17 de novembro de 2021, como parte da segunda temporada do Virtual World Tour, a iniciativa Architects, not Architecture teve a honra de receber como convidado o vencedor do Prêmio Pritzker de 2013, Toyo Ito.
Embora suas obras sejam amplamente conhecidas, o quanto sabemos sobre sua biografia e sobre as vicissitudes que o moldaram?
ArchDaily Professionals é uma iniciativa voltada a profissionais e parceiros de diversas áreas envolvidos no campo da arquitetura e da construção, que participaram e foram creditados nos projetos que selecionamos e publicamos com curadoria cuidadosa. Este projeto busca reconhecer e destacar os melhores colaboradores e colaboradoras responsáveis pela viabilização da arquitetura de excelência, compartilhando conhecimento valioso sobre as diferentes disciplinas de nossa comunidade. Hoje, lançamos uma série de entrevistas em vídeo com profissionais de arquitetura e parceiros especializados, para conhecer mais de perto seu trabalho e compreender a importância dessas colaborações no desenvolvimento de projetos de alta qualidade.
Para esta primeira entrevista, a editora-chefe do ArchDaily, Christele Harrouk, reuniu-se com o fundador do escritório de lighting design L’Observatoire International, Hervé Descottes, e com o arquiteto norte-americano Steven Holl. Nesta conversa mediada, tivemos a oportunidade de conversar com Hervé e Steven sobre sua colaboração em três projetos culturais nos Estados Unidos: o Institute for Contemporary Art at VCU, o Winter Visual Arts Building e o Nancy and Rich Kinder Museum. Ao longo do diálogo, pudemos compreender melhor o significado da iluminação na arquitetura para ambos, como o espaço e a luz devem ser concebidos e por que uma colaboração estreita entre arquitetos/as e lighting designers é fundamental para os projetos de arquitetura.
Uma obra-prima equivale ao trabalho mais notável da carreira de um artista, que geralmente evidencia o auge da sua técnica e ideais. A Mona Lisa de Leonardo da Vinci; a Pietá de Michelangelo; Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band dos Beatles. São muitos os exemplos, que nem sempre são unânimes. Mas e como seria se o que muitos consideram como a obra-prima tenha sido iniciada por outra pessoa, o autor não viveu para ver sua finalização e quase toda sua documentação tenha sido destruída? O arquiteto catalão Antoni Gaudí e seu mundialmente famoso Templo Expiatório da Sagrada Família são exemplos disso. De uma construção em pedra altamente artesanal às técnicas mais modernas de impressão 3D e concreto de alta resistência, o projeto incorporou e permanece incorporando inúmeras tecnologias durante sua construção.
A arquitetura, para se concretizar enquanto edifício construído e funcional, exige a colaboração de uma série de disciplinas. Durante as etapas de projeto essas áreas complementares se somam ao projeto de arquitetura, adicionando sistemas que auxiliam na funcionalidade da construção, conhecidos como projetos complementares.
À medida que nosso mundo se transforma em um ritmo sem precedentes, os desafios atrelados a isso estão se tornando cada vez mais complexos. As questões enfrentadas pelas cidades e redes de nosso mundo globalizado, os ambientes físicos e virtuais onde ocorre esta transformação, estão tornando a arquitetura mais relevante do que nunca.
As questões do ambiente construído deixaram de ser exclusividade dos profissionais que o constroem e projetam e passaram a ser questões transversais em nossa sociedade. Dos cidadãos que questionam a qualidade dos espaços públicos ao construtor autodidata que ergue uma pequena casa no campo, ou o morador de um simples apartamento que usa um aplicativo para projetar seus interiores durante a quarentena, todos querem ter direito à voz e a agir. Por que a arquitetura tem que ser tão incerta, tão distante?
A histórica casa dos leões é, há muito tempo, um elemento central do Lincoln Park Zoo, em Chicago. Quando o escritório global de arquitetura Goettsch Partners (GP) se propôs a renovar e expandir a estrutura, o objetivo era preservar o edifício original, ao mesmo tempo em que aumentava a área útil e criava uma nova experiência espacial. O espaço abriga um bando de quatro leões africanos, além de lince-do-canadá, pandas-vermelhos e leopardos-das-neves.
Em razão dos diversos acontecimentos que testemunhamos ao longo dos últimos anos, nossos espaços habitados passam por uma completa transformação, não apenas em termos de como nos relacionamos com o ambiente doméstico mas, sobretudo, na maneira como passamos a observar mais atentamente as características de nossos espaços interiores. Se bem que este sempre tenha sido um elemento fundamental em nossas vidas, a pandemia nos vez ver com muita mais clareza a importância de um bom projeto de interiores, de uma boa organização espacial, da qualidade da iluminação e ventilação natural e especialmente, do nosso conforto.
Extremamente versáteis, não só por sua variedade de cores e padrões, mas também por suas possibilidades de aplicação, os ladrilhos hidráulicos podem ser encontrados, nos projetos residenciais, em ambientes que vão desde áreas molhadas a salas e quartos. A orientação das peças e a área em que são aplicadas também são fatores que contribuem para a diversidade de conformações possíveis no uso do ladrilho hidráulico: quando são restritos a determinada área de um ambiente, por exemplo, podem funcionar como “tapetes” fixos.
Como parte da celebração dos 10 anos do prêmio, a Interceramic anunciou os vencedores da Décima Edição em suas diversas categorias e do “Prêmio à Trajetória em Arquitetura 2021”, com o objetivo de promover e destacar as obras que melhor refletem o design contemporâneo e expressam o estado da arquitetura e do design de interiores, bem como premiar a criatividade no uso de materiais cerâmicos Interceramic.
O setor da construção civil responde atualmente por 40% das emissões anuais de gases de efeito estufa, devido ao seu alto carbono incorporado e às demandas de energia intensivas em carbono. Os sistemas fotovoltaicos integrados a edifícios (BIPV, na sigla em inglês) surgem como uma solução sustentável para mitigar esses impactos e contribuir para um mundo de saldo positivo (net-positive). Essa tecnologia avançada pode ser utilizada em envoltórias solares, claraboias, janelas e guarda-corpos de varandas para gerar energia limpa.
Desde sua inauguração na década de 1960, mais de 10 milhões de turistas visitam anualmente a Calçada da Fama de Hollywood na esperança de vivenciar o brilho e o glamour da atração mais famosa de Los Angeles. Até hoje, seus 18 quarteirões de pisos de terrazzo permanecem em excelente estado, revelando a longevidade e a durabilidade de um material capaz de resistir ao fluxo intenso de pedestres ao longo de décadas.
Estima-se que mais de um bilhão de moradores urbanos vivam em assentamentos informais. Estes aumentaram em resposta ao rápido crescimento populacional e à falta de alternativas acessíveis e de melhor qualidade. Eles são “informais” porque não estão em conformidade com os regulamentos governamentais. A resposta oficial geralmente era intimidar ou, se não fossem muito visíveis, ignorá-los.
Por entre imensas colunas gregas, a porta centralizada pelo frontão convida a adentrar ao templo, ou à casa. É inegável a sensação de pequenez. Do norte ao sul do país, esta é uma cena recorrente, não há bairro de classe média alta que escape de uma edificação neoclássica.
Recorrentemente citado como técnica construtiva sustentável e vernacular, o bambu é um material natural resistente e versátil, podendo ser utilizado tanto como estrutura quanto como acabamento. Neste artigo iremos apresentar sua variedade de utilizações em algumas experiências em espaços coletivos.