Na história da arquitetura o conceito de beleza sempre esteve atrelado a diferentes fatores que representam, principalmente, os valores da sociedade em determinado período. O zeitgeist (espírito de época) certamente é crucial para essas definições, por isso, algo que já foi considerado belo no passado é passível de receber outra conotação hoje em dia. Nesse sentido, as preferências estéticas na arquitetura parecem estar atreladas a referências simbólicas implícitas na própria construção e na relação dela com o mundo. São preferências que exprimem convicções, ideologias e posicionamentos, assim como sentimentos morais, religiosos, políticos e, claro, símbolos de status de classe.
Laura Foraster i Lloret é secretária-geral do DIPLOCAT, um consórcio público-privado que tem como objetivo conectar a Catalunha com o resto do mundo e promover atividades que projetem sua imagem no exterior. Entre seus 38 membros, estão representadas tanto as suas principais instituições públicas quanto as suas principais entidades dos âmbitos empresarial, social, sindical, acadêmico e esportivo: do Fútbol Club Barcelona à Universitat de Barcelona.
Durante o Festival de Arquiteturas Model, que tomou conta de Barcelona durante o mês de maio — um evento que já começa a preparar o terreno para a nomeação da cidade como Capital Mundial da Arquitetura em 2026 —, ela nos procurou justamente com esse propósito: conversar sobre como a arquitetura é um dos elementos fundamentais que utilizam no momento de se apresentar e se projetar para o exterior. Confira as principais reflexões de Laura Foraster i Lloret a seguir.
A concepção das janelas de um edifício é fator determinante para a salubridade e conforto térmico dos ambientes. No caso das janelas de piso a teto, a dupla vantagem que se tem a partir da boa iluminação dos espaços internos e ampla vista para a paisagem talvez seja o fator mais atrativo para a sua adoção em edifícios residenciais. Normalmente localizadas em pontos estratégicos, como nos espaços de convívio ou em quartos não direcionados à rua, esse tipo de janela promove uma eficiente integração entre os espaços internos e externos.
Há trinta anos, um clássico contemporâneo era lançado pela Dornbracht: TARA. A linha de metais tornou-se o maior sucesso de vendas da marca, uma vez que sua versatilidade e modernismo atemporal permitiram sua ampla especificação. Ao celebrar três décadas de sua coleção mais popular, a fabricante alemã de metais de luxo olha para o futuro, apresentando novas variantes de produtos e acabamentos para este clássico moderno.
A atual produção arquitetônica enfrenta diversos paradigmas e um deles é o estético. Num cenário de constantes incertezas, edifícios com projeções, hologramas ou completamente automativos que a ficção científica tanto deslumbrou, assim como a própria tecnologia aponta como uma possibilidade porvir, parecem cada vez mais distantes da realidade. Hoje, a busca por uma maior identificação com o espaço construído tem sido ampliada ao invés de idealizar o novo pelo novo. Por isso, olhar para o passado tem apresentado diferentes perspectivas e é nessa mirada que talvez possamos imaginar uma nova estética futurística.
No meio de um dos desertos mais áridos do mundo, localizam-se os aquedutos de Nasca. Eles compõem um sistema hidráulico que, há quase dois mil anos, demonstra avançados conhecimentos geológicos e hidrológicos, permitindo obter água tanto para o consumo humano quanto para a agricultura, gerando férteis oásis no deserto. Os Aquedutos de Nasca representam um sistema hidráulico único na América, seja por seu desenho característico, técnica construtiva, localização ou função. Eles são um testemunho excepcional da grande capacidade do ser humano na antiguidade de superar condições adversas, cujas soluções poderiam ser aplicadas à problemática climática dos nossos tempos.
Localizado na área entre a avenida Sachsendamm e a estação de trem S-Bahn Berlin Südkreuz, em Schöneberg, o novo complexo de uso misto EDGE Suedkreuz Berlin foi concluído no mês passado pelo/a arquiteto/a radicado/a em Berlim Sergei Tchoban e seu escritório Tchoban Voss Architekten, que conta com filiais em Hamburgo e Dresden. O complexo é composto por duas estruturas independentes: o edifício Carré, de maior porte, e o edifício Solitaire, menor. Juntos, eles ocupam uma quadra inteira. Trata-se atualmente do maior complexo de edifícios em estrutura híbrida de madeira da Alemanha e um dos maiores da Europa.
Para começar o dia com a mente relaxada, é fundamental contar com uma sensação natural de calma interior ou, na falta desta, com um refúgio tranquilo onde o estresse possa ser deixado da porta para fora. Em sua primeira colaboração, a Duravit e o designer Sebastian Herkner transformam o banheiro em um espaço de verdadeiro bem-estar – voltado para a purificação restauradora do corpo, da mente e da alma. Nesse ambiente, nada remete à rotina diária, pois a linha de banheiros Zencha nos transporta para longe, prestando homenagem à tradicional cerimônia do chá japonesa.
"Os detalhes não são os detalhes. Eles fazem o design." -Charles Eames. A criação de espaços atraentes que antecipem as necessidades dos usuários depende de vários fatores: escala, circulação, funcionalidade e conforto. No entanto, as últimas décadas provaram que o apelo visual de um projeto também é muito importante para o espaço interno. Neste artigo, exploraremos o lado estético do design de interiores, analisando estilos populares em todo o mundo e como arquitetos e designers usam elementos como cores, móveis, acessórios e acabamentos para definir sua identidade espacial.
Todos os movimentos de arquitetura ao longo da história surgiram de mudanças na sociedade que exigiram um novo estilo que refletisse melhor a maneira como a tecnologia avançou e como as pessoas expressam suas crenças e valores políticos, religiosos e morais. Enquanto algumas mudanças ocorrem ao longo de um período de vários anos, outras são vivenciadas de maneira repentina. A Secessão de Viena foi, sem dúvida, o último caso. No final do século XIX, um grupo de artistas e arquitetos pretendia explorar o que a arte deveria ser no que se refere à restrições de influências globais que poderiam introduzir um novo modernismo.
E se tivésssemos que voltar ao início, a qual início seria? Os últimos dois anos nos marcaram como uma forte incisão na pele de todas e todos nós, mas, ao mesmo tempo, cada uma dessas marcas tem sido tão distinta e diversa que seria impossível dizer que passamos pela mesma situação. Na Faculdade de Arquitetura da UNAM, esses dois anos foram marcados por dois momentos-chave em nossa história: a própria pandemia de covid-19, que nos aproximou de novas maneiras de aprender e ensinar, e uma greve estudantil contra a violência de gênero, convocada por coletivos de estudantes mulheres, que se tornou a greve estudantil mais longa de que se tem registro nesta faculdade.
Soluções para apartamentos de pequena escala estão se tornando cada vez mais necessárias, haja vista a redução da área dos apartamentos que vêm sendo construídos nos centros das maiores cidades do país. O alto preço do solo, associado às legislações em vigor, tem estimulado a construção de unidades cada vez mais diminutas – o que pode, por vezes, ser associado a uma redução na qualidade de vida dos residentes.
Mas isso nem sempre é o caso, e o projeto arquitetônico pode desempenhar um papel fundamental em tornar uma pequena caixa de concreto e alvenaria em um lar agradável e que atenda às necessidades de quem lá habitará. A seguir, reunimos 10 exemplos de apartamentos entre 24m2 e 48m2 construídos no Brasil que convertem as limitações físicas em qualidades espaciais.
Cappadocia Spa Hotel por GAD ARCHITECTURE. Imagem cortesia de GAD ARCHITECTURE
Ao oferecer acomodação de curta permanência para viajantes, os hotéis representam um dos principais pilares do setor de hotelaria. Frequentemente, buscam criar um ambiente sereno, isolado do ritmo acelerado da vida urbana, sem deixar de representar a identidade local. Os hotéis-boutique constituem um subsegmento em ascensão no design hoteleiro. Trata-se de hotéis de pequeno porte, geralmente com 10 a 100 quartos e um design de interiores meticulosamente selecionado, que proporcionam uma experiência memorável aos seus hóspedes. De reformas históricas a hotéis contemporâneos construídos do zero, os projetos hoteleiros oferecem uma grande oportunidade para que arquitetos e arquitetas criem ambientes singulares voltados ao lazer e ao relaxamento.
A seleção com curadoria desta semana de Melhores Projetos Não Construídos destaca propostas enviadas pela comunidade do ArchDaily. Localizados nas florestas de Portugal, na costa da ilha grega de Creta ou nos desertos do Egito, esta seleção de projetos não construídos demonstra como as equipes de projeto respondem às condições locais para criar propostas que atendem às necessidades de turistas e viajantes.
No início da era do automóvel, suponha que Henry Ford e John D. Rockefeller tivessem perguntado como os planejadores urbanos poderiam aumentar a demanda por carros e gasolina. Considere três opções. Primeiro, divida a cidade em zonas separadas (moradia aqui, empregos ali, compras acolá) para criar viagens entre as zonas. Depois, limite a densidade para espalhar tudo e aumentar ainda mais as viagens. Terceiro, exija amplo estacionamento fora das vias em todos os lugares, para que os carros sejam a maneira mais fácil e barata de viajar.
Muitos de nós concordamos com Roman Mars, do 99% Invisible, quando ele diz que "tendemos a não notar as coisas bem projetadas" – mas também concordamos que o design costuma ser considerado algo voltado apenas para alguns. Por isso, devemos nos perguntar o que é verdadeiramente democrático na questão do design – e, a partir daí, podemos ajudar a definir e a colaborar com a nossa visão para uma sociedade mais justa.
Sob a perspectiva do design e da arquitetura, podemos olhar para a democratização do design a partir de diferentes ângulos. Desde como incluir soluções de design para as necessidades diárias até como projetar de maneira inclusiva. Na base de tudo isso está a busca por respostas para melhorar a acessibilidade e a habitabilidade em nossas vidas.
Vitrines de lojas são o meio de comunicação com a clientela, a camada de transição entre a rua e o estabelecimento comercial. De seu surgimento no século II, no Império Romano, até hoje, muitas mudanças ocorreram até chegarmos nas vitrines atuais, que não exibem apenas produtos, mas também a identidade das marcas. Veja aqui o que considerar ao projetar uma vitrine.
O que entendemos por patrimônio? Essa é uma das principais questões levantadas por Alejandro Orellana, diretor do Relatos de Barrios, um projeto chileno que busca resgatar o valor patrimonial e histórico dos conjuntos habitacionais, destacando a dimensão comunitária por trás da vida de seus habitantes.
Um documentário e um livro são o resultado da experiência vivenciada com as “Casas para obreros CCU” em La Serena, posteriormente denominadas “Conjunto Habitacional Rengifo”. Projetado em 1957 pelo arquiteto Carlos Feuereisen Polanco e construído em 1958 por Negochea e Vergara, o complexo corresponde a uma tipologia característica da habitação na cidade.
Alcançar o máximo aproveitamento dos espaços, reduzir a projeção de implantação das edificações e projetar uma distribuição ideal que atenda às necessidades de seus habitantes estão entre as demandas e os desafios enfrentados diariamente por arquitetos e arquitetas em todo o mundo. Por meio da utilização de materiais específicos, da definição da morfologia ou mesmo das condições geográficas e naturais do terreno, é possível adotar diversas estratégias para projetar residências com o conforto de que seus habitantes necessitam, ocupando a menor área possível.
Culinária e arquitetura são paralelas uma à outra. Combinando ingredientes para formar um todo, ambos os processos estão vinculados ao contexto cultural, à criatividade e ao significado. Podemos entender como as culturas mudaram através dos tempos observando as mudanças na culinária, e o mesmo pode ser dito da arquitetura. Em ambos os casos, os produtos finais são baseados na interação humana e ganham vida através da experiência.
Localizada em meio à vegetação, quase invisível para quem vê da rua, uma joia da arquitetura moderna brasileira se esconde no bairro paulistano do Jardim América. A Casa Zalszupin, projetada em 1960 pelo arquiteto polonês radicado no Brasil, Jorge Zalszupin, combina traços do modernismo local com influências que o arquiteto trouxe consigo da Europa, notadamente a arquitetura escandinava.
“Ninguém terá deixado de observar que com frequência o solo se dobra de tal maneira que uma parte sobe em ângulo reto com o plano do solo, e depois a parte seguinte se coloca paralela a este plano, para dar lugar a uma nova perpendicular, comportamento que se repete em espiral ou em linha quebrada até alturas sumamente variáveis”, diz Julio Cortázar em suas Instruções para subir uma escada.
De todos os elementos arquitetônicos existentes, as escadas sempre estiveram entre os mais interessantes e curiosos. Teóricos/as, arquitetos/as e escritores/as falaram sobre elas ao longo do tempo, compartilhando suas percepções e descrevendo seus diferentes aspectos. Este enigmático elemento, que muitas vezes é o protagonista de obras arquitetônicas emblemáticas, esconde muitas histórias e abriga tantas outras.
Na cordilheira dos Andes peruanos, a mais de 3.700 metros de altitude, está localizada a ponte suspensa de corda Q'eswachaka, declarada Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO. A ponte tecida à mão, que une as duas encostas sobre o rio Apurimac, tornou-se a última ponte inca em uso que sobreviveu à modernidade. Isso foi possível graças à transmissão da cultura e engenharia inca ao longo de suas gerações, que renovam a ponte todos os anos para sua conservação.
O premiado escritório londrino Jan Kattein Architects usa seus projetos arquitetônicos para concretizar oportunidades cívicas e espaciais. Desta forma, busca estabelecer um legado social e físico, alcançado ao adotar um processo de design aberto e interativo que responde positivamente às necessidades e aspirações dos clientes.
Ao permitir que o processo conduza cada projeto individualmente, seu método estimula uma arquitetura inovadora, buscando agregar benefícios através da educação, do crescimento econômico, das atividades culturais e uma maior coerência comunitária.
Pense em explicar a alguém 25 anos atrás o que a profissão de um gerente de mídia social, motorista de uber ou operador de drone faz em 2020. A tecnologia combinada com as demandas da população, escassez de recursos, urbanização e outros fatores criaram uma série de novos empregos e mudaram radicalmente outros. Pesquisas alegam que 65% das crianças que entram na escola primária hoje acabarão trabalhando em empregos que ainda não existem.