Se você está lendo isso agora, ou já leu um artigo no ArchDaily, é porque você estava em um lugar que permitia que você se conectasse à internet. Pense em um momento em que você se encontrou em uma zona morta, onde a Internet estava ruim e você não conseguiu conectar seu computador ao WiFi para concluir uma tarefa, ou sem conseguir conectar seu telefone para pesquisar rapidamente no Google. Você provavelmente correu para o café mais próximo, ou lugar onde o WiFi era mais confiável, apenas para ter a sensação de estar online novamente. A internet, em um mundo ideal, é igualmente aberta a todos, proporcionando acesso ao conhecimento e a capacidade de se conectar facilmente com outras pessoas. Mas o que acontece quando você não tem internet? Como sua vida é afetada se você estiver do lado errado da exclusão digital e morar em uma área sem acesso à banda larga?
A natureza tem sido continuamente considerada uma musa inspiradora para os arquitetos. Cores e formas do mundo natural encontram-se embutidas em construções artificiais. Os edifícios também são moldados por padrões de vento e sol, topografia e vegetação. Enquanto a arquitetura é alimentada pelos efeitos da natureza, os edifícios têm sido propostos como objetos inertes que permanecem estáticos num mundo em evolução biológica. As “selvas” de concreto antropocêntricas são desprovidas de vida, separando os humanos dos ambientes naturais e causando desequilíbrios que se manifestaram em forma de pandemias. Mas, como seriam as cidades se não houvesse fronteiras entre humanos e ecossistemas?
Nas grandes cidades, é cada vez mais comum encontrar edificações que comportam diferentes configurações e distribuições em seus espaços internos. No final dos anos 1960, começaram a surgir as tipologias de duplex em edifícios entre empenas na cidade de Buenos Aires, quando o Código de Edificação permitia que fossem implantados nos recuos obrigatórios dos pavimentos superiores.
Ao longo dos anos, o design de interiores tem evoluído de acordo com as necessidades emergentes, mas, sobretudo, com as experiências que busca evocar em quem habita o espaço. Nos últimos dois anos, fomos testemunhas de uma mudança radical e de um interesse especial por este tema, uma vez que a pandemia nos obrigou a prestar atenção redobrada à configuração dos lugares que habitamos. Isso resultou em projetos muito mais integrais que buscam atender ao bem-estar das pessoas, combinando cores, experiências sensoriais, tecnologia e elementos naturais que promovem a saúde.
É comum encontrar em Planos Diretores (PD) e em Leis de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo (LPUOS), o conceito de Solo Criado, que torna possível a implementação de alguns instrumentos urbanísticos, como a Outorga Onerosa do Direito de Construir (OODC) e a Transferência do Direito de Construir. Mas o que é Solo Criado?
https://www.archdaily.com.br/pt/986031/o-que-e-solo-criado-conceitos-e-exemplos-na-cidadeAdriano Costa
A primeira arquiteta a receber o título na República Argentina foi Filandia Pizzul, em 1928, pela Universidade de Buenos Aires, quando o curso já completava mais de 50 anos. A partir de 1874, a graduação em arquitetura funcionava independentemente do departamento de Ciências, onde os estudos eram ministrados desde 1865. Sua figura foi pioneira em vários campos, sendo também a primeira mulher a concluir os cursos do Departamento de Aeronáutica Civil em 1928, obtendo a licença de piloto nº 181.
"A arquitetura é narrativa incrustada", escreveu Marco Frascari. Ao enfatizar a reciprocidade entre arquitetura e narrativa ao longo de sua carreira, o arquiteto, teórico e professor italiano via as histórias como chave para criar uma arquitetura "não trivial", ou seja, transcendente. De suas ideias, textos, ensinamentos e estudos surge a reflexão que dá origem a este texto.
Ao ar livre, as sacadas e varandas ganharam ainda mais importância após o período de isolamento social que passamos. Um espaço em contato com o exterior, que traz a iluminação e ventilação para o apartamento, mas que também pode ser utilizado de diversas formas para aprimorar o layout e trazer mais conforto para o ambiente de estar.
Felizmente, a arquitetura tem o poder de resolver inúmeros problemas do mundo moderno e da forma como nele vivemos, e existem caminhos infinitos para isso. Contudo, nem toda arquitetura é eficaz em apresentar soluções e, ao mesmo tempo, demonstrar sensibilidade e provocar reflexões. Com um portfólio que se consolida a cada ano, o SO–IL, escritório de arquitetura sediado em Nova York, vem provando que os edifícios podem, de fato, alcançar esse objetivo e ir muito além.
Na década de 1960, Jane Jacobs criticou o planejamento urbano modernista sob a perspectiva da cidade integrada. Para ela, o objetivo da renovação urbana seria estabelecer uma relação mais integrada entre o espaço e as funções urbanas, reparando a lacuna existente entre ambos, em vez de apenas "embelezar" o ambiente urbano.
Como parte de uma iniciativa para a Tequila José Cuervo, o escritório Rojkind Arquitectos apresenta seu primeiro projeto no metaverso, intitulado "Metadestilaria". O trabalho baseia-se em um exercício de design que responde à função dos objetos em relação às necessidades humanas dentro de contextos específicos, assumindo o desafio de criar experiências únicas por meio de objetos e da arquitetura.
Memphis-Milano design collection 2010. By Dennis Zanone licensed under the Creative Commons Attribution-Share Alike 3.0 Unported license
Bem longe do estado norte-americano do Tennessee, o movimento Memphis surgiu em Milão na década de 1980 e revolucionou o design. Suas cores espalhafatosas, padrões exagerados e estampas conflitantes tinham o intuito de derrubar o status quo do minimalismo da época, contrariando também, com suas formas puramente estéticas e ornamentais, o design funcionalista postulado pela Bauhaus.
Nas partes altas dos Andes Centrais encontram-se os bofedais. Conhecidos por alguns como ‘áreas úmidas alto-andinas ou de altitude’, os bofedais são ecossistemas e paisagens fundamentais para a regulação e o armazenamento hídrico nos Andes. Além disso, constituem infraestruturas naturais que configuram um patrimônio material e imaterial para enfrentar a crise climática contemporânea e garantir a subsistência das comunidades andinas que os manejam há gerações.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134310/bofedais-infraestruturas-naturais-e-paisagens-andinasDiego Vivas
A arquitetura de hangares é uma tipologia relativamente recente. Desde que os irmãos Wright guardaram e consertaram sua aeronave em um hangar de madeira construído em 1902, projetistas e construtores/as vêm repensando o potencial dessas estruturas. Para além dos aeroportos e terminais propriamente ditos, os hangares se diferenciam por serem projetados especificamente para abrigar aeronaves ou veículos aeroespaciais. Hoje, como essa tipologia pode ser desafiada e reinventada?
Cerro San Cristóbal, Lima - Peru. Via Shutterstock
"Lima, A Inadiável" é uma iniciativa do Colégio de Arquitetos do Peru - Regional Lima que tem como finalidade estabelecer um roteiro sobre os temas prioritários a serem atendidos pela gestão municipal 2023-2026 de Lima Metropolitana e Callao a partir de um espaço de encontro cidadão.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134772/lima-a-inadiavel-um-roteiro-para-a-gestao-2023-2026Diego Vivas
Em fevereiro de 2022, o money.co.uk, um site de produtos financeiros britânico, publicou uma pesquisa que revelou quais são os arquitetos e os edifícios mais pesquisados no google na atualidade. Enquanto os edifícios mais procurados são majoritariamente pontos turísticos como o Burj Khalifa, a Torre Eiffel e o Taj Mahal, entre os arquitetos vê-se um destaque isolado do primeiro lugar: a arquiteta iraquiana Zaha Hadid tem larga vantagem para o segundo lugar, Le Corbusier, consagrando-a como a arquiteta mais procurada e acessada do mundo. Com uma trajetória poderosa enquanto arquiteta mulher, Zaha é autora de projetos em diversos países e está fortemente conectada à evolução digital da arquitetura.
Em junho de 2020, a estátua do traficante de escravizados do século XVII Edward Colston foi derrubada na cidade de Bristol, no sudoeste da Inglaterra. Antes disso, o monumento ficava sobre um pedestal em um proeminente parque público, até ser arrastado e jogado no porto de Bristol por manifestantes do movimento Black Lives Matter. O ato desencadeou um confronto com o passado há muito esperado no Reino Unido e em outras nações ocidentais — um debate que exige uma análise mais profunda sobre os monumentos que ocupam nossas cidades e sobre quão profundamente o imperialismo pode estar interligado a elementos do ambiente construído. Diante disso, a eterna questão que se coloca é: o que fazemos com esses edifícios?
Com o objetivo de celebrar a vida e a obra do arquiteto Armando Franco – que faleceu no último mês de junho aos 100 anos de idade – a Clásicos Mexicanos apresenta o livro Armando Franco COLECCIÓN COFRAN (1955-2022). Esta publicação, fruto do trabalho de pesquisa da equipe da Clásicos Mexicanos, reúne dados biográficos, plantas, esboços, desenhos e fotografias das obras mais emblemáticas da carreira de Franco, um dos arquitetos modernos mexicanos mais originais e enigmáticos do século XX.
https://www.archdaily.com.br/pt/1135117/clasicos-mexicanos-apresenta-o-livro-armando-franco-colecao-cofran-1955-2022ArchDaily Team
Ao longo da história, a humanidade sempre buscou uma sensação de emoção e demonstrou afinidade por diferentes formas de entretenimento e atração, em todas as escalas e tamanhos. Os parques temáticos evoluíram continuamente à medida que a sociedade redefine o significado de entretenimento, transformando-se de passeios noturnos a curvas que desafiam a física em montanhas-russas de última geração.
Nova York é definida por sua arquitetura e, por sua vez, por diversos modos de vida. Como a "metrópole" do país, também enfrentou alguns dos problemas habitacionais mais desafiadores de qualquer cidade americana. De casas unifamiliares a arranha-céus, a habitação evoluiu em diferentes ritmos e escalas em todos os bairros. Desta forma, cada distrito e condado abriga uma ampla gama de estilos residenciais e soluções habitacionais.
Nos projetos de habitação coletiva, apartamentos e conjuntos residenciais, as intenções projetuais em relação às espacialidades ou às atmosferas costumam concentrar-se nos espaços onde as pessoas residentes passam a maior parte do tempo: o interior das unidades residenciais e, quando existentes, as áreas de uso comum – academias, salões multiuso, etc. Os espaços de circulação, por outro lado, são tratados como “zonas de passagem”, de modo que muitas vezes acabam respondendo mais a questões funcionais do que espaciais.
Se o piso de uma calçada é elemento fundamental para a organização de fluxo, o mobiliário urbano escolhido para compor o espaço público é responsável pela qualificação daquele lugar, podendo criar lugares mais amigáveis. Lixeiras, canteiros, placas de sinalização, bancos, iluminação, bicicletários e tantos outros auxiliam a transformar um espaço que, apesar de ser de passagem, é também o único espaço público em boa parte das cidades.
Urbanismo sensorial é uma forma de investigação de como a informação não visual define o caráter de uma cidade e afeta sua habitabilidade. Usando métodos que variam de trilhas sonoras e mapas de cheiros, wearables e realidade virtual, pesquisadores dessa área tem introduzido outros sentidos aos centros urbanos.
Viena, na Áustria, liderou o ranking de habitabilidade global 2022 feito pelo The Economist Intelligence Unit (EIU) recuperando a posição obtida em 2019 e 2018, principalmente por sua estabilidade e boa infraestrutura, apoiada por bons cuidados de saúde e muitas oportunidades de cultura e entretenimento. As cidades da Europa ocidental e do Canadá dominaram as primeiras posições, com Copenhague, na Dinamarca, em segundo lugar e Zurique, na Suíça, e Calgary, no Canadá, empatadas em terceiro lugar. Adicionando 33 novas cidades à pesquisa, um terço das quais na China, e elevando o total para 172 cidades, a classificação excluiu este ano Kyiv, devido à invasão da Ucrânia pela Rússia.
Dividido em 5 categorias: estabilidade, sistema de saúde, educação, cultura, meio ambiente e infraestrutura, o índice foi muito influenciado pela pandemia de covid-19. À medida que as restrições diminuíram em grande parte do mundo, os rankings de habitabilidade começaram a se assemelhar “aos anteriores à pandemia”, mas a pontuação média global permaneceu abaixo do período pré-pandemia. Embora a pandemia de covid-19 tenha recuado, uma nova ameaça à habitabilidade surgiu quando a Rússia invadiu a Ucrânia este ano.