Os indianos tradicionalmente viviam perto da terra, suas culturas eram moldadas por relações simbióticas com os ecossistemas. Com isso, as artes e ofícios indianos dependem fortemente da natureza para sua forma, filosofia e existência. As paisagens nativas despertaram a sensibilidade artística das comunidades, desenvolvendo práticas artesanais que atendiam a necessidades utilitárias e ritualísticas. A interseccionalidade da ecologia e da cultura é evidente através de formas ancestrais de artesanato.
Com comércios e economia própria, a "cidade" tinha até estradas flutuantes com cobranças de pedágio por exploradores. Foto: Reprodução/Revista 'O Cruzeiro', de 8 de junho de 1963. Usada sob termos de "fair use"
O fim do monopólio da borracha, a crise econômica dos anos 20 do século passado, o crescimento demográfico em razão da corrente migratória de ribeirinhos e nordestinos para Manaus e a escassez de recursos contribuíram para a crise de falta de moradia em Manaus.
Nesse cenário adverso, em 1920, João Aprígio, natural da Paraíba, com mulher e filhos para sustentar, passava por enormes dificuldades. O que ele ganhava mal dava para a alimentação da família. Sem casa própria, Aprígio juntou dois troncos de açacu de um igapó e os rebocou, na popa de sua canoa, até o litoral do Educandos, local que entendeu como o mais apropriado para construir a sua morada. Por vinte dias e vinte noites ele trabalhou, até edificar aquela que seria a primeira casa flutuante de Manaus.
O desenho de armário e estantes é fundamental para a composição dos interiores de uma casa. Suas funções podem ser as mais diversas - bibliotecas domésticas, espaços de armazenamento, expositor de obras de arte e elementos decorativos -, mas com um pouco de inventividade arquitetônica é possível torná-los protagonistas, adicionando não apenas um valor estético ao cômodo, mas tornando o ambiente ainda mais versátil. Por isso, separamos algumas dicas e referências para inspirar seu próximo projeto.
Quando se pensa em mármore, muitas vezes o associamos a esculturas gregas antigas, arquitetura clássica ou ao Renascimento italiano. Marcos monumentais, como a Basílica de São Pedro ou o Taj Mahal, posicionaram o mármore como um material de elite e atemporal, que resiste ao tempo. Nas discussões atuais sobre o futuro dos materiais de construção, em meio à sustentabilidade, viabilidade e acessibilidade, a pedra natural permanece em um lugar de destaque. Neste artigo, analisamos o mármore entre o passado, presente e futuro.
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Foto de Nilton Fukuda/Estadão Conteúdo/Veja SP
A Escola da Cidade, por meio do evento XVI Seminário Internacional – Cidades em debate: olhares e práticas contemporâneas, organizado pelos Professores Silvio Oksman e Sabrina Fontenele, recebeu a arquiteta Joice Berth para uma fala sobre a cidadania.
O Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa traz diferentes profissionais de áreas criativas em conversas sem roteiro que abrem espaço para reflexões profundas e debates pessoais.
Uma grande variedade de temas é abordada com honestidade e bom humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas designers, análises de edifícios e outros projetos, ou explorações informais sobre o cotidiano e o design. O Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, David e Marina conversam com o arquiteto e empreendedor Matthias Hollwich, sócio-fundador do HWKN e cofundador do Architizer. No episódio, ele fala sobre sua infância e formação na Alemanha; o trabalho em escritórios de grande prestígio, como DS+R, OMA e Eisenman Architects; o período em que se afastou da arquitetura; a cofundação do Architizer durante a recessão de 2008; a trajetória do HWKN, com seus altos, baixos e momentos marcantes; entre outros assuntos.
Atualmente, conhecer as propriedades dos materiais utilizados nas construções vernaculares é importante se quisermos garantir uma melhor qualidade de vida no que se refere à habitabilidade dos espaços que vêm evoluindo à medida que novas tecnologias surgem no mercado. Hoje, o desenho dos espaços representa um compromisso com o meio ambiente natural e, consequentemente, um compromisso com a melhoria da qualidade de vida.
Anatomia de um Sistema de IA. Imagem cortesia de Kate Crawford
Os designers devem se preocupar com inteligência artificial (IA) ou aprendizado de máquina (ML)? Não há dúvida de que a tecnologia está adicionando textura ao zeitgeist atual. Nunca poderia imaginar ver um sucesso de bilheteria em que Ryan Reynolds surge como um personagem não-jogador consciente em um videogame, nem um fracasso em que Melissa McCarthy negocia o futuro da humanidade com uma superinteligência alimentada por James Corden com um ano de diferença. Mas aprender os meandros da IA e do ML realmente importa para as profissões criativas e nossa maneira - nebulosa e inestimável - de operar?
Você já parou para pensar que, praticamente todas as cidades do mundo, desde os primórdios da humanidade, foram e continuam sendo criadas e pensadas por homens? Do planejamento urbano ao desenho dos edifícios, dos transportes públicos às cadeiras – as mulheres pouco fizeram parte do processo de criação de tudo que nos rodeia.
Pensar uma sala de estar não é apenas decidir o jogo de sofás e tapete. Muitas vezes, por se tratar do principal ambiente da casa, ela está conectada com outros programas de uso mais público, como cozinhas e escritórios - ou até mesmo privados, como os dormitórios, no caso de apartamentos de área reduzida -, sendo assim, para conceber uma maior fluidez espacial, é necessário pensar diferentes estratégias que ajudem a desenhar um espaço mais confortável e agradável.
“Nos últimos anos, ficamos cada vez mais confinados em nossas casas”, diz o mentor e empresário de saúde, Enitor Joiner. “Isso nos tornou mais conscientes dos (des)confortos do nosso ambiente imediato. Por exemplo, ficar sentado por longos períodos enquanto se trabalha em casa levou a queixas físicas, como LER (lesões por esforço repetitivo). Um ambiente cotidiano medíocre também pode causar estresse e desafios mentais. A solidão é um problema crescente na sociedade, e a falta geral de conhecimento sobre padrões de vida saudáveis levou a um aumento das doenças. Com isso em mente, Marc Koehler Architects e eu começamos a nos perguntar: como podemos criar um ambiente agradável que contribua automaticamente para um estilo de vida saudável?”
https://www.archdaily.com.br/pt/987590/o-conforto-esta-nos-matandoMarc Koehler Architects and Enitor Joiner
O Pavilhão alemão de Mies Van der Rohe e Lilly Reich para a Exposição Internacional de Barcelona de 1929 é conhecido como o edifício moderno que mais foi escrito sobre. Mas não importa quantas vezes o pavilhão seja redesenhado para análise, sempre existem novos ângulos para interpretá-lo. Identificar sua capacidade de redefinir a imagem alemã, enquanto genuinamente introduzindo novas estratégias que continuam presentes nos projetos de arquitetura contemporânea são dois elementos-chave das intenções dos arquitetos por trás de sua estratégia projetual.
'Temos que nos afastar da frieza do funcionalismo. É um erro acreditar que, para entender o problema da arquitetura moderna, é suficiente reconhecer uma necessidade de soluções racionais. A beleza na arquitetura, que é uma necessidade e finalidade para o nosso tempo e para períodos anteriores, não pode ser alcançada, a menos que possamos ver além da simples utilidade quando construímos.' - Mies van der Rohe
Em 2007, o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, propôs a tarifação de congestionamento em Manhattan. A Assembleia Legislativa do Estado rejeitou o plano. Quinze anos depois, ainda estamos debatendo a ideia, perdendo tempo enquanto o planeta queima.
O problema mais recente é que um novo estudo ambiental e modelo de tráfego do MTA, a avaliação ambiental do programa de pedágios do distrito empresarial central, diz que o que é bom para os 1,63 milhão de habitantes de Manhattan e também do planeta, em geral, aumentará a poluição no já insalubre ar no Bronx. Sim, é um problema. Transformar o perfeito em inimigo do bom também é um problema. Precisamos de um plano que beneficie a todos.
A indústria da construção civil é uma das atividades mais poluentes e geradoras de resíduos em todo o mundo. Para citar alguns números, em meados da década de 1990, na Grã-Bretanha, os processos de construção geravam cerca de 10 milhões de toneladas de resíduos pós-industriais. Há cerca de uma década, mais de 3,5 bilhões de novos tijolos eram usados por ano e cerca de 2,5 bilhões eram derrubados em demolições; do total, apenas cerca de 140 milhões foram reaproveitados, o restante foi encaminhado para aterros sanitários.
Como resposta a um mundo em rápida transformação, a flexibilidade tornou-se prioridade absoluta no design de interiores contemporâneo. Isso explica, por exemplo, a crescente demanda por espaços amplos e multifuncionais em detrimento de layouts rígidos e fechados — como demonstra a tendência das cozinhas integradas. Essa mudança nas necessidades espaciais sugere que projetar para o presente e para o futuro significa criar espaços capazes de se adaptar facilmente a múltiplos usos: em um dia, uma sala pode ser destinada a um grande evento; no outro, pode ser necessária para atividades menores e mais reservadas. Diante disso, materiais, produtos e outros elementos do design de interiores devem responder à altura, integrando tecnologia e inovação para criar espaços flexíveis e, ao mesmo tempo, funcionais.
A luz natural é um elemento-chave do projeto e pode melhorar o conforto interno de projetos de arquitetura. A VELUX Academy oferece cursos e vídeos sobre projeto de iluminação natural, além de módulos de informação com conteúdo exclusivo sobre o tema. A seleção de conteúdo criada por especialistas contribui para desafiar a forma de pensar de arquitetos/as e designers, garantindo o melhor projeto possível para seus/suas clientes.
O novo sistema de estantes D2, projetado pelo Diez Office, de Munique, para a Wagner Living, pode ser usado não apenas em espaços residenciais e de escritórios, mas também para a apresentação de peças de exposição. Imagem cortesia de Wagner
Quem escreve sobre design há 25 anos já viu muitas tendências surgirem e desaparecerem. Em retrospectiva, chego a sorrir ao pensar em algumas teorias — como aquela de que as coisas simplesmente "desapareceriam". Isso foi, na verdade, previsto há cerca de duas décadas com o avanço da digitalização.
Hoje, sabemos que o analógico não desapareceu — e que ainda queremos viver com coisas que podem ser guardadas e tocadas. O retorno do disco de vinil, por exemplo, era impensável para muitos — e, no entanto, os toca-discos voltaram a gozar de grande popularidade. Sobretudo porque hoje temos acesso a milhões de músicas por meio de nossos smartphones, há algo de especial no ritual de colocar um disco para tocar.
O Arquitectura Film Festival Santiago celebra sua primeira década desde a primeira edição realizada em outubro de 2012. Nesse contexto, convidou integrantes de sua comunidade para responder à pergunta que tem guiado sua atuação: De que falamos quando falamos de cinema e arquitetura?
Los Manantiales por Felix Candela. Imagem cortesia de Alexander Eisenschmid
A arquitetura pode ser uma profissão ambiciosa, com muitos arquitetos esperando contribuir positivamente para a vida social das comunidades, além criar respostas emocionais e adicionar momentos de prazer e alívio diante de nossas experiências diárias. No entanto, as forças do mercado têm uma maneira de pressionar constantemente este campo, muitas vezes sendo o fator decisivo nas escolhas de design. Os custos e o valor econômico geralmente são um bom indicador de como, quando e em que medida certos materiais estão sendo usados: a regra padrão é quanto mais barato, melhor. Mas os materiais são apenas parte da equação. Os custos de mão de obra, gerenciamento e projeto do local também são considerados, representando um quadro complexo do equilíbrio entre o custo dos materiais e o custo da mão de obra e seu efeito no produto arquitetônico.
Todos os anos, o festival Concéntrico em Logroño, na Espanha, reúne arquitetos/as e designers de todo o mundo com o intuito de usar a criatividade para construir uma cidade melhor. Na edição deste ano, alguns temas transversais se destacaram como pontos de interesse fundamentais para os/as profissionais de arquitetura e design participantes. Diversas instalações urbanas buscaram ajudar os cidadãos a redescobrir pontos de interesse em suas cidades e arredores, enquanto outras desafiaram as ideias frequentemente engessadas sobre como uma casa deve se parecer e funcionar. Muitos/as designers viram oportunidades no conceito do brincar livre, uma vez que essa atividade exploratória pode ativar espaços públicos subutilizados e engajar pessoas de todas as idades.
Desde 2015, o festival Concéntrico já apresentou 91 instalações e pavilhões ao longo de suas sete edições. O festival é conhecido principalmente por reunir arquitetos/as e designers emergentes, que recebem total liberdade para experimentar em novas vertentes do design ambiental. O festival é organizado pela Fundação Cultural dos Arquitetos de La Rioja juntamente com Javier Peña Ibáñez, idealizador da iniciativa, em colaboração com a Prefeitura de Logroño, o Governo de La Rioja, a Garnica e as Bodegas LAN, além de outras 30 instituições de apoio.
Casa Lac-Brome - Estrutura de Madeira Lamelada Colada Art Massif. Imagem Cortesia de Carbon Fixers
A construção em madeira e seus benefícios estão ganhando espaço no ecossistema BIM para viabilizar usos ainda mais sustentáveis. Um novo aplicativo web integrado ao BIM, chamado Carbon Fixers (que expande as funcionalidades do plug-in Offsite Wood para o Revit), pré-calcula os benefícios de carbono ao se optar por madeira e outros materiais de base biológica nas fases iniciais de projeto.
Carbon Fixers permite criar rapidamente um cenário utilizando apenas informações básicas do programa arquitetônico, como o tipo, a área e o número de pavimentos do edifício. Para profissionais com necessidades avançadas, as preferências podem ser salvas para escritórios com um painel regional de especialistas, comparações lado a lado e composições detalhadas.
A mesa Maxim Argile traz as formas e os materiais da natureza para o interior. É acabada à mão com Argile, um material texturizado à base de argila, oferecido em três tons naturais: Oslo, Cairo ou Havana. Imagem cortesia de Cattelan Italia
Mesmo antes de a palavra iniciada com “C” passar a dominar nossas vidas, as casas já começavam a ser vistas como santuários, exigindo que o mobiliário desempenhasse um papel ainda mais ativo, em forma e função, para nos acolher. Linhas retas vêm se curvando e cadeiras começam a nos abraçar, enquanto as texturas e padrões suavizantes da natureza tornam-se altamente demandados.
https://www.archdaily.com.br/pt/1135306/descomplicado-e-fluido-projetando-o-bem-estar-com-cattelan-italiaEmma Moore
“Esperança para a Arquitetura” é o chamado de Clay Chapman, descrito por ele como “uma iniciativa de construção para enfrentar os desafios de um futuro incerto”. Na verdade, “Esperança para a Arquitetura” é uma tecnologia de alvenaria e madeira, reinventada e adaptada desde a antiguidade até hoje. Clay e sua jovem família mudaram-se para Carleton Landing, Oklahoma, há quinze anos, para cumprir uma missão: criar uma comunidade e explorar essa tecnologia.