Cada nova geração entra no local de trabalho com seu próprio estilo de comunicação. De TikToks virais a declarações provocativas como “Raramente usamos e-mail”, a entrada da Geração Z na força de trabalho certamente criará suas próprias características. Mas o que precisamos considerar ao recrutar, manter ou vender para essa próxima geração de arquitetos?
The Breadbox ADU . Imagem cortesia de Los Angeles Department of Building and Safety e WELCOME PROJECTS
Em uma época na qual os preços dos imóveis residenciais são inacessíveis e as pessoas buscam, mais do que nunca, reduzir o tamanho de suas moradias, surge o conceito de Unidades Habitacionais Acessórias (ADUs, na sigla em inglês). Essas residências de pequenas dimensões e altamente personalizáveis estão conquistando os quintais de todos os Estados Unidos, permitindo que proprietários/as construam em seus terrenos e as aluguem para inquilinos/as.
Margarete Schütte-Lihotzky em seu apartamento, em 1981. Foto: Margherita Spiluttini
Tantas vezes sombreadas por parcerias amorosas e profissionais com homens, as mulheres arquitetas foram, e ainda são, constantemente testadas e colocadas sob violências simbólicas, disfarçadas de piadas ou "simples" brincadeiras. A conversa do episódio 51 do Betoneira Podcast, com a professora e pesquisadora Silvana Rubino, levantou um debate sempre urgente: qual o lugar da mulher na arquitetura?
Fundada no ano de 2018 e com sede na Argentina, LINA Plataforma (Laboratório > Intervenção + Arquitetura) se apresenta como uma plataforma global de pesquisa e experimentação vinculada ao patrimônio cultural, que visa refletir sobre a relação entre o patrimônio, a sustentabilidade e a formação projetual.
1. Via gustavhistory. 2 e 3. Cortesia do arquivo pessoal de Manuel Velazco Clark. Image
Doris Mary Clark Nún˜ez é considerada a primeira arquiteta peruana. Com uma vida marcada por dificuldades, questionamentos e restrições pelo simples fato de ser mulher em um campo profissional tradicionalmente masculino, Clark Nún˜ez se configura como uma referência de ativismo e resistência, bem como de busca por subversão e mudança de paradigmas nos debates e estruturas tradicionais. Uma vida dedicada, por meio da docência, da atividade política e acadêmica, a lançar as bases para a ampliação do campo de atuação das mulheres na arquitetura.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134283/doris-clark-nunez-a-primeira-arquiteta-peruana-ativismo-e-resistenciaCarolina Velásquez y Wiley Ludeña
O metaverso promete revolucionar a maneira como vivemos. Ao integrar tecnologias imersivas como realidade virtual e aumentada (VR e AR), a expectativa do metaverso é adicionar outra camada à maneira como vivemos cotidianamente. Sugere-se que o metaverso crie espaços virtuais onde as pessoas possam se encontrar e compartilhar experiências independentemente das restrições geográficas. As possibilidades parecem infinitas: trocar conhecimentos, incentivar a colaboração profissional, desenvolver e democratizar a arte, a educação, a cultura e até mesmo possibilitar o engajamento político. As interações sociais estão no cerne da ideia de metaverso. Isso levanta a questão: como os novos espaços virtuais podem adquirir as propriedades dos espaços públicos?
Jim Polshek, que faleceu aos 92 anos na semana passada, foi um premiado arquiteto (Medalha de Ouro do AIA, 2018), designer, defensor público e educador (diretor da faculdade de arquitetura de Columbia de 1973 a 1987). Nascido em Akron, Ohio, no Meio-Oeste americano, ele abriu seu próprio escritório em 1963, fundando o James Stewart Polshek Architects. Com o tempo, o escritório ganhou reconhecimento internacional como Polshek Partnership Architects. Em 2010, os sócios rebatizaram a empresa como Ennead Architects, na qual ele continuou atuando como consultor de projeto.
https://www.archdaily.com.br/pt/1135301/james-stewart-polshek-reflexoes-sobre-uma-vida-na-arquiteturaMichael J. Crosbie
Após dois anos de ciclos interrompidos devido à pandemia, 2022 vem testemunhando um ressurgimento dos eventos de arquitetura: bienais, trienais, semanas de design e festivais estão de volta à cena, com reflexões ainda maiores e abordagens temáticas mais amplas, alinhadas aos desafios do mundo.
Relevantes hoje mais do que nunca, esses acontecimentos espalhados pelo mundo abordam questões relacionadas ao clima, problemas urbanos, bem como preocupações fomentadas pela covid-19, como resiliência, modos de vida, futuro da arquitetura e o desconhecido.
A habitação social no Chile é um conceito que começou a surgir no final do século XIX, impulsionado pelo aumento da população decorrente da migração campo-cidade. Naquela época, as pessoas viviam principalmente em conventillos (cortiços) e ranchos, sob condições precárias de habitabilidade. O Chile enfrentava uma crise devido ao déficit habitacional, adotando em 1906 a primeira medida estatal com a “Lei de Habitações Operárias”. Esta legislação foi se transformando ao longo dos anos até a criação, em 1965, do Ministério da Habitação e Urbanismo (MINVU) e, posteriormente, por volta de 1980, do Serviço de Habitação e Urbanização (SERVIU), instituições que medeiam a questão habitacional até os dias de hoje.
A arquitetura nasce dos materiais. Entre estrutura, luz, movimento e conforto, os materiais moldam profundamente nossas experiências. Mas os materiais também mudam com o tempo, novos tipos são criados, e uma ampla gama de montagens e técnicas de construção são introduzidas. Cada vez mais, arquitetos e designers estão analisando as possibilidades de materiais compósitos feitos com elementos naturais.
O título de grande impacto diz tudo: Architecture Unbound, de Joseph Giovannini, é uma tentativa ambiciosa de explorar as fronteiras mais ousadas do design e explicar como e por que arquitetos e arquitetas dissidentes ousaram tanto. A obra também serve como uma introdução abrangente a artistas que lançaram as bases para a inovação arquitetônica há um século; a pensadores e pensadoras que mapearam novas formas de pensar; e às complexidades da teoria do caos, do design paramétrico e dos softwares que moldaram edifícios excepcionais nas últimas décadas.
Tão pouco tempo após a comemoração de mais um dia mundial dos caminhantes pedestres, um artigo da revista Obras revela que 40% das vias das alcaldias de Xochimilco e Milpa Alta não têm calçadas. Isso apesar de a lei de mobilidade determinar a construção de ruas completas integrando o desenho universal nas vias das alcaldias da Cidade do México.
"Pequeño Infinito" de Cristina Fresca. Image Cortesía de Bisman Ediciones
Quais são as histórias, os processos e as mensagens ocultas que envolvem os murais inseridos em contextos urbanos? Como é a sua relação com a sociedade que convive com eles? “Murais Urbanos: Plano de Infraestrutura Solidário (PISO)”, da Bisman Ediciones, é um livro que reúne o trabalho da Saint-Gobain, destacando as intervenções urbanas promovidas desde 2005 por meio de seu programa Plano de Infraestrutura Solidário (PISO) nas 24 províncias argentinas.
Muito além de suas características decorativas, o paisagismo traz consigo questões biológicas e culturais que precisam ser trabalhadas nos projetos. O que se vê em grande parte dos jardins públicos, residenciais, condominiais, comerciais e empresariais, porém, é uma série de abordagens que distanciam o paisagismo de todos seus atributos, reduzindo-o a uma camada decorativa na construção. A seguir, reunimos estratégias para se esquivar dos principais problemas do projeto paisagístico, juntando a estética com suas possibilidades ambientais e culturais.
No último dia 31 de agosto, o Laboratorio Arte Alameda, na Cidade do México, sediou a apresentação "30/30", uma performance audiovisual dividida em duas partes de 30 minutos cada. Nela, por meio de sonoridades que transitam entre o drone, o noise, o techno e o dream pop, aliadas ao processamento digital de imagens ao vivo, abordou-se o conceito de memória, entendida como um espaço arquitetônico-digital em constante movimento e transformação.
TNC / Taller de Arquitectura de Ricardo Bofill. Image Cortesía de Ricardo Bofill Taller de Arquitectura
O Teatro Nacional da Catalunha, conhecido pela sigla TNC, é um teatro público localizado na Praça das Artes, perto da Praça de Glòries, em Barcelona. Trata-se de um dos edifícios mais prestigiados da cidade e, ao mesmo tempo, uma das instituições culturais mais importantes da Catalunha.
“Devíamos admitir a natureza como uma imensa multidão de formas, incluindo cada pedaço de nós, que somos parte de tudo”, diz Ailton Krenak, renomado líder indígena, no seu livro Ideias para adiar o fim do mundo. A cultura dos povos originários não entende humanidade e meio ambiente como coisas separadas ou superiores uma à outra, mas sim, como partes de um todo. Por meio desse entendimento particular do universo, esse povos são conduzidos à uma apropriação sensível do território, com crenças estruturantes que se refletem também na sua arquitetura, elevando o próprio conceito de sustentabilidade a outro patamar, já que, a natureza não é vista como um recurso a ser utilizado, ela é pensada como parte da comunidade.
Imagem: achassignon via VisualHunt / CC BY-SA. Montagem com imagem de John Cunniff via Visual Hunt / CC BY
Jean-Luc Godard, através de seus filmes, fala de arquitetura quase com a mesma facilidade com que fala sobre o próprio cinema. Em homenagem ao ícone da nouvelle vague, que faleceu hoje aos 91 anos de idade, revisitamos Como a arquitetura fala com o cinema.
Há muitas formas de fazer filmes. Como Jean Renoir e Robert Bresson, que fazem música. Como Sergei Eisenstein, que pinta. Como Stroheim, que escrevia romances falados na era do cinema mudo. Como Alain Resnais, que esculpe. E como Sócrates, digo, Rossellini, que cria filosofia. O cinema, em outras palavras, pode ser tudo ao mesmo tempo, juiz e litigante. — Jean-Luc Godard [1]
O setor imobiliário avança rapidamente. Não faz muito tempo que potenciais compradores/as refinavam suas buscas dirigindo de um lado para o outro com um maço de anúncios impressos, e profissionais de design e construção dependiam de desenhos CAD e ilustrações artísticas para mostrar espaços ainda não construídos. Hoje em dia, os avanços na tecnologia gráfica nos trouxeram renderizações 3D interativas, facilitando para investidores/as, compradores/as e outras partes interessadas compreenderem de fato os projetos que estão visualizando.
Na esteira desses avanços, surgem também tecnologias capazes de entusiasmar e atrair compradores/as, como configuradores de vendas e tours interativos, nos quais visitantes podem escolher acabamentos e projetar seus próprios espaços bem diante de seus olhos; experiências de realidade virtual, em que arquitetos/as podem obter feedback de investidores/as sobre o projeto em etapas cruciais do processo; estudos de insolação, permitindo que potenciais ocupantes vejam como um espaço será afetado pela luz solar em diferentes momentos do dia; e gêmeos digitais, com os quais as cidades conseguem ter uma noção real do uso de um edifício, abrindo caminho para novas formas de otimizar a eficiência e projetar espaços melhores para os/as moradores/as.
O arquiteto de Boston Brian Healy passou por diversas cidades no início de sua carreira antes de se estabelecer e construir na Nova Inglaterra. Ele manteve estúdios na Flórida, Califórnia e Nova York, até finalmente abrir seu escritório em Boston. Healy obteve seu bacharelado em arquitetura na Pennsylvania State University em 1978 e continuou seus estudos em Yale, onde teve contato com professores influentes como James Stirling, Vincent Scully, John Hejduk, Aldo Rossi e Cesar Pelli, entre outros.
Graduou-se com o título de mestre em arquitetura em 1981 e, em seguida, utilizou bolsas de viagem de Yale, do Van Allen Institute e da American Academy in Rome para viajar pelo mundo por um ano, explorando ruínas antigas na Irlanda, Itália, Grécia, Sudão, Egito, Índia, Nepal e Tailândia. Antes da viagem, havia trabalhado nos escritórios de Charles Moore e Cesar Pelli. Ao retornar, projetou e construiu residências na Flórida antes de colaborar com Richard Meier em Nova York. Em 1985, fundou o escritório Brian Healy Architects. Paralelamente, lecionou em mais de vinte universidades na América do Norte, incluindo Yale, Harvard, MIT e a University of Pennsylvania. Healy foi presidente da Boston Society of Architects em 2004 e, de 2011 a 2014, atuou como diretor de design na Perkins + Will.
O desempenho das edificações é uma marca registrada da arquitetura no século XXI. Como os edifícios e a indústria da construção civil são grandes contribuintes para as emissões de carbono, os/as profissionais de projeto devem fazer todo o possível para reduzir o consumo de energia e a pegada de carbono de suas obras. Além disso, as edificações precisam contribuir para uma experiência positiva dos ocupantes, melhorando a saúde e a produtividade de quem as utiliza por meio de maior conforto visual e térmico e melhor qualidade do ar. Atualmente, espera-se também que os edifícios tenham um desempenho que extrapole seus limites físicos e impacte positivamente as comunidades do entorno, reduzindo suas contribuições para as ilhas de calor locais e o escoamento de águas pluviais, além de apoiar economias verdes locais e sistemas sustentáveis.
Com as metas de projeto de alto desempenho se tornando uma referência padrão para o mercado, os/as projetistas devem identificar os aspectos de alta performance que desejam contemplar e definir metas para os principais indicadores de desempenho. Ao acompanhar a performance de um edifício em cada etapa do projeto por meio de diversas simulações, as análises de desempenho fornecem um roteiro que conecta gradualmente a performance prevista aos valores projetados como meta.
Fundamental para o desenvolvimento das grandes metrópoles tais quais conhecemos hoje, o cimento é um material utilizado historicamente cujos avanços tecnológicos revolucionaram a técnica e tecnologia da construção civil, possibilitando a verticalização da construção e o adensamento dos centros urbanos. O cimento, tanto somado à água e areia para fazer argamassa quanto combinado com o aço e agregado para formar o concreto, desempenha diferentes funções em uma obra, aparecendo da estrutura até o acabamento.
A era digital sempre proporcionou ferramentas para conceber futuros produtos e designs. No entanto, junto com os avanços tecnológicos, têm surgido diferentes aplicações que ganharam um novo espaço no mundo do design, aproximando-o cada vez mais do/a usuário/a.
Por meio da leitura rápida de um código QR em smartphones ou tablets, o/a usuário/a tem a possibilidade de vivenciar uma experiência de realidade virtual. Dessa forma, o novo aplicativo da Arauco permite descobrir as diferentes coleções disponíveis para transformar o lar.