A importância do contato com a natureza é tema de diversos estudos. Uma pesquisa da Escola de Saúde Pública de Harvard aponta que morar perto de bosques, parques e jardins está associado a um menor risco no desenvolvimento de doenças renais e respiratórias, além de reduzir a depressão. Porém, quem vive em grandes centros urbanos, nem sempre consegue suprir esta falta, seja pela falta de parques, de tempo ou mesmo pela distância da área verde mais próxima. Em tais casos, uma alternativa é levar a natureza para dentro de casa, apostando no poder das plantas como parte integrante da decoração.
Playa de La Barceloneta, Fotografía Ingus Kruklitis / Shutterstock. Image Cortesía de CityMakers
CityMakers está trabalhando com o ArchDaily para publicar uma série de artigos, conversas e entrevistas com os diferentes atores da co-produção de cidade por trás do CityMakers Barcelona Lab 2022, um evento que acontecerá de 14 a 18 de novembro. Nesta ocasião, Camilo Osorio, Arquiteto e Mestre em Desenvolvimento Urbano e Territorial na Universidade Politécnica da Catalunha - Barcelona Tech, apresenta seu artigo "Barcelona: Alegria e Ordem". Os dotes naturais e artificiais de uma cidade exemplar".
Skyline de Londres. Foto de João Barbosa via Unsplash
O grande debate continua: como projetar e construir uma cidade moderna de modo que toda a população se beneficie? Tradicionalmente, assume-se um dos lados dessa disputa urbana. De um lado, estão os NIMBYs (sigla em inglês para “Não no meu quintal”), que se opõem a novos empreendimentos em seus bairros; de outro, os YIMBYs (“Sim no meu quintal”), defensores do desenvolvimento urbano por diferentes razões. No entanto, essas siglas genéricas não dão conta das questões reais que levam as pessoas a se posicionarem nessa eterna queda de braço entre o “Não! Não construam isso!” e o “Sim! Construam!”
Seja para um momento de pausa, descontração ou até mesmo para um wifi gratuito, as cafeterias costumam abrigar uma série de situações que envolvem mais que apreciar uma xícara de café. Um lugar tranquilo e agradável, que além de tudo ofereça uma boa bebida quente, é um grande atrativo para quem busca por uma cafeteria para passar algumas horas.
Nesse sentido, um projeto paisagístico que integre o verde a estes ambientes pode aumentar significativamente o conforto dos clientes, ao amenizar temperaturas e oferecer uma barreira contra a poluição atmosférica, sonora e visual. Além disso, após as restrições impostas pela pandemia de Covid-19, espaços abertos, com ventilação natural e jardins passaram a ser prioridades para muitos projetos, inclusive cafeterias.
Habitação Comunitária Aranya / Vastu-Shilpa Consultants . Imagem Cortesia de Vitra Design Museum
Em quase todas as línguas indianas, um termo coloquial para "família" (ghar wale em hindi, por exemplo) se traduz literalmente como "aqueles que estão em (minha) casa". Tradicionalmente, os lares indianos abrigavam gerações de uma família sob o mesmo teto, formando bairros próximos de parentes e amigos. A arquitetura residencial, portanto, foi influenciada pelas necessidades desse sistema familiar. Espaços de interação social são essenciais na habitação coletiva, assim como estruturas que se adaptam às necessidades de mudança de cada família. A relação matizada entre cultura, tradições e arquitetura é maravilhosamente manifestada na sintaxe espacial da habitação indiana.
Hoje, 7 de outubro de 2022, foi anunciada nas redes sociais a notícia do falecimento do arquiteto mexicano Fernando González Gortázar. Nascido na Cidade do México, ele passou a maior parte de sua vida na cidade de Guadalajara, onde se graduou em 1966 e despertou um grande interesse pela escultura por meio de diversas oficinas realizadas com o mestre Olivier Seguin.
A cada ano, a TIME publica a TIME100 Next, uma lista, inspirada em sua conhecida TIME100, que busca reconhecer 100 pessoas de todas as indústrias do mundo cujas carreiras estão em ascensão. Como resultado, a lista de 2022 da TIME100 Next apresenta desde músicos e profissionais médicos, a funcionários do governo, líderes de movimentos e denunciantes de alto nível ao lado dos principais diretores executivos, todos selecionados pelos jornalistas da revista. Entretanto, na lista deste ano figura a única profissional representante da classe: a arquiteta mexicana Frida Escobedo.
O Chile possui uma rica e vasta arquitetura patrimonial, que gradativamente vem ganhando relevância por meio de diferentes iniciativas voltadas à renovação desses edifícios para lhes dar uma segunda vida. As edificações e infraestruturas encontravam-se deterioradas, em desuso ou danificadas, mas possuem grande valor arquitetônico, representando uma contribuição importante para a reconstrução da história das cidades chilenas.
Em nossa condição de seres humanos, não podemos viver sem histórias. Precisamos delas para preencher as lacunas que existem em nossa realidade, para viver em nossa imaginação esses milhares de vidas diferentes das nossas e, em alguns casos, impossíveis.
Poderíamos classificar como “boa arquitetura” aquela que tem uma ou várias histórias para nos contar? Aquela que é uma história por si só? Uma pergunta tão subjetiva como essa certamente gera diferentes respostas, mas uma resposta possível é “sim”. E um exemplo disso é o projeto do Túmulo Brion, uma das principais obras-primas do arquiteto veneziano Carlo Scarpa.
“La Olotera” Autores: Alfombristas Mexicanos. Image Cortesía de Mextrópoli
Pela oitava vez, o Festival de Arquitetura e Cidade MEXTRÓPOLI realizou o concurso Arquine N.º 24 | Pavilhão MEXTRÓPOLI 2022, uma plataforma onde a arquitetura, o urbanismo e a arte se encontram para pensar e celebrar a Cidade do México. O evento também tem a vocação de conectar a população por meio da ocupação do espaço público com peças de arquitetura que possam ser ativadas por visitantes. Celebrar os espaços públicos ou propor um olhar diferente sobre os lugares por onde se transita diariamente é a razão pela qual o MEXTRÓPOLI exibe essas peças de arquitetura efêmera.
O papel da área de entrada de um edifício é fundamental em um mundo onde as primeiras impressões são tudo. Ela antecipa o que está por vir, marca o ponto de partida de uma jornada arquitetônica e define o tom para o restante do interior. Como uma “passagem” prática entre diferentes lugares, a entrada conecta e une, mas, ao mesmo tempo, separa, protege e garante a segurança tanto de moradores(as) quanto de visitantes. Desse modo, cada aspecto transmite características formais específicas para cumprir essa função; desde a posição da porta até a forma do limiar e a estrutura do teto.
A escassez de moradia nos EUA é mais severa na faixa mais acessível do mercado. Em um momento de escalada generalizada de custos, no qual imóveis até pouco tempo atrás viáveis para muitos tornaram-se inacessíveis para a maioria, isso não chega a ser uma surpresa. O problema é mais agudo, naturalmente, nos mercados mais aquecidos, onde exigências de acessibilidade e o controle de aluguéis tentam preservar a acessibilidade da locação para uma parcela da população, visto que a casa própria nesses locais é um sonho restrito aos mais ricos. (Nenhuma das medidas discutidas neste artigo tem impacto sobre esses mercados.)
Vivemos em um mundo onde o vivenciado, o lembrado e o imaginado, assim como os diferentes momentos no espaço e no tempo relativos ao passado, presente e futuro, estão inseparavelmente misturados. Recentemente, estão sendo oferecidos vários meios para acessar outros planos de existência, utilizando tecnologias imersivas como realidade virtual e aumentada (VR e AR), criando um caminho para o metaverso no qual somos transportados para espaços que são capazes de ser mais ‘reais’ do que qualquer coisa que vivenciamos atualmente.
Como parte de uma iniciativa de um grupo de jovens que integram o Patio Efímero, no início de 2022 foi lançada a convocatória para o "Concurso Patio 3: encuentro de intervenciones efímeras", em colaboração com o Sistema Nacional de Creadores de Arte da Secretaria de Cultura Federal, a Secretaria de Cultura do Estado de Puebla, Museos Puebla, o Instituto Municipal de Arte e Cultura de Puebla, a Secretaria de Economia e Turismo Municipal de Puebla e a Gerência do Centro Histórico e Patrimônio Cultural do Município de Puebla, estendendo o convite a artistas gráficos, visuais, multidisciplinares, arquitetas e arquitetos, com trajetórias consolidadas ou emergentes, para participar da terceira edição do Patio Efímero.
As práticas de construção em todo o mundo, bem como a especificação e o uso de materiais de construção, vêm sendo identificadas como fatores determinantes no aquecimento global. Estudos mostram que o setor da construção civil desempenhará um papel central para atingir as metas de redução de emissões de CO2 até 2030 estabelecidas na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP26), bem como a neutralidade de emissões de CO2 (zero líquido) até 2050.
A contribuição do setor da construção para atingir essas metas deve se concentrar na construção sustentável, o que pressupõe estruturas ecoeficientes que consumam menos energia e apresentem uma pegada de carbono reduzida ou mesmo nula.
Edifícios verdes são estruturas que, desde a concepção e construção até a operação, reduzem ou eliminam os impactos negativos no clima e no meio ambiente, preservando recursos naturais preciosos e melhorando a qualidade de vida.
A saúde pública e o ambiente construído têm uma longa história de interdependência — relação que foi catapultada para o centro das atenções em meio à pandemia da COVID-19. A crise global nos tornou profundamente conscientes de como o design, seja para edifícios médicos específicos ou outros tipos de edificações, pode afetar nossa capacidade de responder a emergências sanitárias, bem como o nosso bem-estar diário. Profissionais mais atentos a essa conexão integram um grupo de nicho na arquitetura e no design que também possui experiência médica.
A história e a formação cultural das Filipinas estão refletidas na paisagem construída por todo o país, com suas estruturas e habitações que expressam várias influências das nações que ocupavam as ilhas.
Quando falamos sobre arquitetura e habitações filipinas, de modo geral, podemos pensar na primeira casa filipina conhecida: Bahay Kubo. A Bahay Kubo é uma pequena cabana composta por nipa, bambu e outros materiais regionais. Comumente, muitas pessoas ainda optam por adotar este tipo de habitação, que se modernizou com o passar do tempo e permanece como conceito em casas contemporâneas.
Santuario Señor de Tula / Dellekamp Schleich + AGENdA Agencia de Arquitectura. Image Cortesía de Bienal Nacional de Arquitectura Mexicana
A Federações de Colégios de Arquitetos da República Mexicana, A.C., convidou todos os arquitetos e arquitetas mexicanos a participar da XVII Bienal Nacional e Internacional de Arquitetura Mexicana 2022. O evento buscou identificar as melhores obras arquitetônicas do país, bem como publicações, pesquisas e teses, além de reconhecer seus autores e autoras e difundir as produções mais relevantes para permitir, por meio da análise e da crítica, uma reflexão sobre uma arquitetura contemporânea responsável e com soluções sustentáveis. Nesta bienal, foi concedida uma única Medalha de Ouro, e os projetos foram classificados em 23 categorias, que contemplam diferentes Menções Honrosas e Medalhas de Prata. Continue lendo para conhecer os vencedores e vencedoras.
Foto de Rihards Sergis, via Unsplash. Edição: ArchDaily
O TikTok é uma rede social para compartilhamentos de vídeos curtos e que oferece amplos recursos para editá-los. É possível incluir filtros, legendas, trilha sonora, gifs, fazer cortes e usar a criatividade à vontade. Como no Instagram e no Twitter, você pode seguir o perfil de outras pessoas e interagir, curtindo as publicações, fazendo comentários e até compartilhando pelo WhatsApp.
Gibsons Elementary, Gibsons, BC. KMBR Architects Planners Inc. Crédito da foto: Ed White Photographics. Imagem cortesia de naturallywood.com
Como o design escolar influencia o processo de ensino e aprendizagem? Compreender as tendências e metodologias atuais de design educacional é fundamental para projetar espaços saudáveis para que estudantes desenvolvam suas capacidades sociais e acadêmicas.
Ao analisar a evolução do projeto de escolas ao longo do tempo, percebe-se que cada período apresenta seus próprios desafios e preferências. Hoje, o principal desafio no design escolar é criar espaços capazes de integrar ambientes de aprendizagem abertos que incorporem a diversidade de espaços de ensino, a interação social e a sustentabilidade.
O setor da arquitetura parece estar constantemente em busca de novos materiais e metodologias que incorporem melhor a sustentabilidade. Um material que resistiu ao teste do tempo, ao mesmo tempo em que encontrou espaço para a inovação, é a madeira. Nesse contexto, a Colúmbia Britânica (Canadá) se destaca como uma das maiores exportadoras mundiais de produtos de madeira e tem aplicado com sucesso uma série de estratégias para maximizar seu uso no design sustentável. Um exemplo notável, que será explorado neste artigo, é o uso da madeira em escolas.
Gleba A. Foto de: Azul Serra. Acervo do escritório Vigliecca, editado por ArchDaily
A configuração do bairro de Heliópolis é consequência de um histórico de ocupações irregulares e de urbanização complexa. Os enfoques do poder público na região nas últimas décadas têm sido os mais variados, sem que, tenha sido possível superar o caráter informal do território, especialmente no que diz respeito à implementação total e articulada da infraestrutura urbana. Foi para abordar esse contexto que o escritório Vigliecca & Associados foi convidado a desenhar os conjuntos habitacionais para as Glebas A e H, realizados, respectivamente, em 2004 e 2013.
https://www.archdaily.com.br/pt/989815/urbanizacao-de-heliopolis-os-desafios-da-intervencao-na-cidade-informalAlexandre Kok, Caio França, Gabriela Rudge, Lara Girardi, Lia Soares, Maria Clara Calixto, Marina Liesegang, Marina Saboya, Pedro Trama, Tamara Silberfeld e Valentina Kacelnik
Visualização da proposta de infraestrutura cinza do Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA. Resposta ao Estudo de Gestão de Risco de Tempestades Costeiras de Back Bay do Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA / Curtis + Rogers Design Studio. Imagem cortesia de Miami Downtown Development Authority
Uma forte mobilização local e uma campanha na mídia convenceram o Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA a realizar um novo estudo ampliado para um projeto de US$ 6 bilhões visando proteger Miami de futuros furacões, inundações costeiras e impactos climáticos. Críticos da proposta argumentavam que o plano inicial do órgão, que previa uma série de diques e comportas, afetaria negativamente a identidade de Miami, desvalorizaria propriedades e bloquearia o acesso a importantes parques da orla, exacerbando as desigualdades existentes no acesso ao espaço público.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134701/protestos-levam-corpo-de-engenheiros-do-exercito-dos-eua-a-repensar-plano-de-protecao-contra-tempestades-de-miamiJared Green
O trabalho artístico do destacado arquiteto chileno Alberto Cruz (1917-2013), vencedor do Prêmio Nacional de Arquitetura em 1975, será exposto na AA Gallery, pertencente à Architectural Association de Londres. A mostra estará em exibição de 11 de novembro a 10 de dezembro de 2022 e abrangerá la obra gráfica do arquiteto e acadêmico sob o título “Observação, Ato e Forma”.