A forma como planejamos nossas cidades, subúrbios e comunidades rurais é um conjunto de objetivos em constante evolução, essenciais para a criação de cidades sustentáveis. Não apenas precisamos considerar o que está dentro dessas áreas, mas também projetar os limites entre cada uma delas, onde o urbano encontra o rural, e onde o rural encontra os pequenos subúrbios. Nos últimos anos, os urbanistas têm prestado muita atenção à expansão urbana, ou ao que acontece quando as cidades crescem rapidamente para fora dos centros urbanos. O que acontece quando as cidades parecem "se espalhar" fora de controle, e os princípios de planejamento por trás do Novo Urbanismo são capazes de transformar a expansão urbana em comunidades equitativas?
Foi por pouco, mas o primeiro turno das eleições para Presidente da República infelizmente não bastou para definir quem será o próximo líder político do país e os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, e Jair Bolsonaro, do Partido Liberal, receberão mais uma vez o voto popular no próximo dia 30 de outubro.
O próximo Presidente terá, entre muitas outras, a tarefa de oferecer aporte federal ao desenvolvimento das cidades brasileiras — local onde vivem cerca de 87% da população do país. Visando contribuir com o debate e, se a tarefa couber ao ArchDaily, ajudar os indecisos a se resolverem, reunimos a seguir as propostas de ambos os presidenciáveis para o futuro das cidades, de acordo com seus respectivos planos de governo, considerando temas como habitação, infraestrutura, transporte, cultura, sustentabilidade, meio ambiente e energia.
https://www.archdaily.com.br/pt/990343/o-que-lula-e-bolsonaro-dizem-sobre-cidades-habitacao-e-meio-ambienteArchDaily Team
No dia 13 de outubro, foi inaugurada na Cidade do México a Design House que, como acontece todos os anos, apresenta uma série de intervenções que integram disciplinas como design, arquitetura e design de interiores. Ao longo de dez anos, o evento tem apresentado, em diferentes imóveis, propostas de vanguarda de mais de cem escritórios participantes em colaboração com os showrooms que integram a Rota do Design, os quais disponibilizam aos escritórios as peças e acessórios que compõem as diversas propostas.
O paisagismo de interiores acontece das mais variadas formas, afinal, trazer o verde para os ambientes internos tem demonstrado diversos fatores benéficos para a qualidade do espaço e seus usuários. Salas e escritórios normalmente possuem um espaço dedicado para as plantas, mas isso nem sempre acontece com os banheiros. Por isso, elencamos alguns modos de levar a vegetação para este espaço muitas vezes subestimado.
A Fundação Mapocho Vivo foi constituída formalmente em 2020 por iniciativa de Joaquín Moure, técnico agrícola e muralista que, desde 2019, se encantou com a flora e a fauna encontradas no rio quando todos acreditavam se tratar de uma água inerte e repleta de resíduos. Hoje, o projeto se estabelece como uma entidade que mantém a limpeza, protege e projeta o futuro do corredor biológico de 110 km que se estende ao longo de 16 comunas de Santiago do Chile, compreendendo que a arquitetura deve abranger os ecossistemas naturais para integrá-los aos sistemas urbanos.
A fachada é a única parte do edifício que pode ser vista do exterior, tendo a função de comunicar uma mensagem que deriva de seu projeto. Por isso, merece atenção especial em cada detalhe. Uma fachada bem proporcionada em termos de cores e materiais, que facilite a conexão entre o interior e o exterior, gera uma atração inicial para quem passa pela rua, convidando a entrar.
De uma pequena casa revestida de azulejos clássicos a grandes marcas como Apple ou Louis Vuitton, as fachadas são utilizadas como expressão arquitetônica para antecipar os primeiros elementos que encontraremos no interior do espaço. No design de interiores, o hall de entrada de uma residência concentra muitas pistas do que veremos a seguir. O efeito dessa primeira impressão seria ainda mais positivo se a fachada contasse com um projeto que instigue a curiosidade das pessoas.
Em homenagem a Charles Geisen, bisavô do atual presidente do Grupo Soprema, Pierre-Étienne Bindschedler, foi definido o nome ‘Le Grand Charles’ para la nova sede da Soprema. O escritório será inaugurado no final do outono de 2022 em frente à atual sede do grupo, na região de Port du Rhin, em Estrasburgo, França. Alinhado à visão da empresa, o projeto busca proporcionar um local de trabalho de qualidade, estimulante e atraente para sua equipe.
A construção da obra traz consigo múltiplos objetivos. Um deles é a construção de um conjunto de edifícios modelo em termos de impacto ambiental, tendo como base as soluções sustentáveis e eco-responsáveis desenvolvidas pelo Grupo.
Iluminação Linear Suspensa. Imagem cortesia de Alcon Lighting
A iluminação desempenha um papel crucial na arquitetura: permitir que os/as usuários/as enxerguem, habitem os espaços com segurança e realizem suas atividades diárias. No entanto, seu poder há muito tempo supera essas funções básicas, impulsionado principalmente pelos avanços tecnológicos e pelas novas tendências de design que trouxeram maior inovação e criatividade. O design de iluminação contemporâneo tem a capacidade de transformar completamente um ambiente, impactando o conforto visual e definindo o tom ao delimitar volumes, destacar texturas e realçar cores. Também pode determinar a percepção de forma e tamanho; por exemplo, em um cômodo especialmente pequeno, uma iluminação adicional refletida em paredes de tons claros ajudará a fazer com que o espaço pareça maior. Da mesma forma, está comprovado que a luz afeta o humor, a concentração e o bem-estar geral. Enquanto um ambiente adequadamente iluminado está associado ao aconchego e a melhores níveis de energia, uma iluminação deficiente pode levar a problemas de saúde, incluindo dores de cabeça, fadiga ocular e até depressão.
Uma das coisas que mais admirei em Fernando González Gortázar é sua irreverência, que ele cultivou com verdadeiro empenho, como uma das formas mais aguçadas da inteligência, como uma forma de rebeldia, como um bastião de liberdade. Isso porque a irreverência de Fernando nasce da conjunção entre seu admirável talento para tudo o que lhe interessava e seu acentuado senso de humor e cinismo. Outra singularidade do personagem foi que ele levou essa irreverência para a sua produção artística, às vezes de maneira sutil e subterrânea, às vezes de maneira evidente. E algumas de suas célebres irreverências resultaram em projetos extremamente bem-sucedidos; mais do que isso, acredito que todos os seus trabalhos foram, em grande medida, motivados pela irreverência como uma de suas forças motrizes — a outra, sem dúvida, sendo o amor e a paixão que dela emanam.
A experiência de cada um em uma cidade é única. Quer esteja visitando um lugar pela primeira vez ou tenha vivido lá toda sua vida, suas experiências são moldadas por suas interações pessoais com o ambiente construído. Edifícios, paisagens e ruas se juntam para oferecer uma oportunidade de estímulo sensorial, no entanto, a maioria deles é incapaz de fornecer inspiração. Enquanto a infraestrutura de uma cidade é responsável pela habitabilidade, a mesma importância não é dada a diversão. Brincadeiras e jogos incorporados ao tecido da cidade podem ajudar a melhorar o envolvimento do usuário com os espaços urbanos.
The Power of Air, de Sidnie Ancion, Meg Kalinowski, Anabella Acevedo Peña – UD Semestre da Primavera de 2022. Imagem cortesia de City College of New York
A Spitzer School of Architecture do City College de Nova York vem desafiando as convenções do ensino tradicional de projeto há décadas. Agora, o reformulado programa de Mestrado em Desenho Urbano (Master of Urban Design) da prestigiada instituição dá continuidade a essa tendência de educação inovadora, reconfigurando o ambiente urbano como um laboratório no qual os/as estudantes desempenham um papel ativo de pesquisa.
A exposição Constant Future: A Century of the Regional Plan, em cartaz em outubro no Vanderbilt Hall, no Grand Central Terminal, é uma exibição sucinta, mas fascinante, de sonhos cívicos extraídos do imaginário da Regional Plan Association (RPA), uma organização independente sem fins lucrativos que realiza pesquisas sobre meio ambiente, uso da terra e boa governança com o intuito de promover ideias que melhorem a saúde econômica, a resiliência ambiental e a qualidade de vida na região metropolitana de Nova York. A ocasião celebra o centenário da instituição, e a mostra testemunha seu papel fundamental no desenvolvimento da região triestatal. Embora nem todas as suas propostas tenham sido acertadas, a cidade tem uma dívida de gratidão com a visão de longo prazo do grupo.
A arquitetura é humana. Então, quando entrei na Faculdade de Arquitetura, Arte e Planejamento de Cornell em 1973 e todo o corpo docente feito de homens brancos como eu, não fazia sentido para mim, mas era um reflexo do fim do domínio masculino na minha profissão que escolhi. Naquele mundo, alguns professores costumavam comentar sobre como as alunas os olhavam. Alguns vitimavam sexualmente as alunas.
Federico Correa Ruiz, coautor de emblemáticas obras de arquitetura na Catalunha, professor lendário da ETSAB e um dos profissionais mais reconhecidos no meio arquitetônico barcelonês, partiu em um 19 de outubro, aos 96 anos de idade, completando-se este ano o primeiro aniversário de seu falecimento.
A diretriz para a criação deste espaço parte das seguintes perguntas: “haverá algo que nos conecte — sejam princípios e valores arquitetônicos ou não — que nos identifique como o Norte do país? Podemos melhorar nossas práticas arquitetônicas voltadas para o futuro? Ou talvez não haja nada disso?”, questões que rondaram os pensamentos da curadoria. Desse modo, durante o mês de junho, diversos escritórios do norte foram convidados a participar com um projeto individual ou coletivo que pudesse ser incluído em um catálogo que funcionasse como um arquivo deste “Levantamiento”.
Bretagne, Louvre, Viadutos, Planalto. Estes são apenas alguns dos projetos assinados por Artacho Jurado, um personagem controverso no universo arquitetônico paulista. Com uma atenção especial dada aos elementos decorativos, o arquiteto autodidata foi extremamente criticado na época pela classe profissional, mas aceito pelo público. Hoje, sua obra costuma ganhar cada vez mais atenção por despontar como algo que se vislumbrou além do cânone moderno, de modo que seus edifícios se tornaram símbolos da paisagem urbana de São Paulo. Numa investigação sobre sua arquitetura, está em cartaz a exposição Artacho Jurado, arquiteto?, com curadoria de Abilio Guerra na Chácara Lane, Museu da Cidade de São Paulo até abril de 2022.
https://www.archdaily.com.br/pt/991061/artacho-jurado-arquitetoArchDaily Team
Envelhecer significa aprender a conviver com a dependência — seja ela física, social ou espacial — e nesse longo processo, que sequer pode ser medido em anos, cada vez mais se entende que o envelhecimento está muito relacionado à genética, ao estilo vida, à localização e ao grupo socioeconômico. Por isso, trata-se de um processo muito diversificado, variando conforme cada indivíduo, com uma gama de interesses diferentes assim como capacidades e preferências no modo de vida.
Apesar de todas as conquistas das mulheres na sociedade e os avanços da própria, a cidade ainda continua sendo planejada e produzida pela ótica do patriarcado. O planejamento urbano não leva em consideração as demandas da população no que refere a inclusão de pluralidade de raça, gênero e classe social, que, desse modo, influenciam no uso do espaço e no traçado urbano.
A cidade de Brasília, inaugurada em abril de 1960, talvez seja um dos maiores marcos de como a arquitetura, o urbanismo e a política nacional se entrelaçam. Resultado do programa de governo de Juscelino Kubitschek que prometia avançar 50 anos em 5, a cidade é uma evidência do modernismo, que revela algumas das estratégias políticas da época como o investimento no automobilismo e o uso do concreto armado. Ainda que Brasília seja um marco para a arquitetura mundial, sua existência deriva de estratégias políticas e econômicas tomadas pelo governo durante o final da década de 1950. Com as eleições de 2022 próximas de serem definidas, é importante, enquanto categoria, entendermos como nossa profissão é impactada pela presidência, e o que podemos exigir do poder executivo.
Além de denotar uma demonstração de pensamento cuidadoso, em termos arquitetônicos a palavra ‘atencioso’ também sugere uma abordagem emocional e talvez até empática. E por que não deveria?
A boa arquitetura pode e deve ser atenciosa – em todos os significados da palavra. Partindo da motivação para fazer o bem e exigir uma abordagem moral inicial, essa sensibilidade, combinada com um conhecimento meticuloso das necessidades individuais/comunitárias e uma comunicação transparente, gera um ambiente construído bem adaptado e acessível que pode promover o crescimento.
https://www.archdaily.com.br/pt/989971/a-boa-arquitetura-e-atenciosaArchDaily Team
"Domingos Libro" é apresentado por Carmelo, do Enorme Studio, que se aprofunda em publicações de arquitetura esquecidas, livros e revistas de arquitetura das décadas de 1960, 1970 e 1980 que trazem as histórias mais interessantes por trás de sua criação.
No âmbito da XXXVI edição do Concurso CAP, realizado desde 1986, as Faculdades de Arquitetura do Chile foram convidadas a propor e aprofundar reflexões sobre o aço, respondendo ao tema: “Indústria, Inovação e Infraestrutura Cultural”, dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) vinculados à Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). Os organizadores convidaram as equipes participantes a aprofundar o estudo do aço, buscando um maior nível de conhecimento e compreensão do material como elemento arquitetônico e estrutural.
Por meio da combinação de pequenas peças – cada qual com sua própria forma, tamanho e cor –, a criação de mosaicos tradicionalmente acompanha o design de espaços. Para além da técnica como obra de arte, seu uso foi industrializado, estabelecendo padrões definidos na escolha de desenhos para pisos ou paredes.
Como criar um design personalizado? A partir da seleção de um dos quatro formatos e de uma gama de cores foscas e semibrilhantes, a nova coleção Daltile Colorlab permite combinar uma ampla gama de cores e acabamentos, viabilizando a projeção de espaços que surgem da imaginação de quem os projeta.
Na maioria das casas de família, é comum que as crianças fiquem com os menores quartos. Afinal de contas, elas são as menores pessoas da casa. No entanto, enquanto os adultos têm o restante do lar para preencher com seus bens acumulados, a única liberdade que as crianças possuem para decidir o que fazer e onde colocar suas coisas restringe-se àquele único cômodo pequeno.
Aprender sobre o mundo pode ser frustrante e levar rapidamente a um comportamento considerado "ruim" de forma equivocada. Portanto, criar um espaço seguro, acolhedor e confortável — onde as crianças possam se sentir calmas, amadas e protegidas enquanto desfrutam de sua independência e individualidade — é essencial para uma infância feliz e saudável. Assim, o design de quartos infantis tem mais em comum com o conceito de ambientes integrados do que com simples dormitórios.