# Red Dot Design Award 2020 - Product Design # Longlist Archiproducts 2019 # Exposto no ADI DESIGN INDEX 2020
Quando Mies van der Rohe nos incentivou a reduzir as quatro paredes ao seu estado mais essencial com a célebre frase "menos é mais", ele talvez não imaginasse que acabaríamos nos cansando de caixas perfeitamente uniformes. Embora o minimalismo continue sendo uma vertente estética dominante em todo o mundo, há um desejo crescente de ir além da simplicidade pura, introduzindo detalhes engenhosos que quebrem a monotonia e tragam calor e refinamento estético. É dessa busca que nasce o Eclisse 40.
O batente da série Eclisse 40 não representa apenas uma inovação técnica, mas também uma releitura da estética do marco como elemento decorativo e de design. Seu perfil inclinado esculpe o volume e dialoga com a luz para criar um efeito cenográfico único. Um elemento estrutural que outrora era puramente invisível — o batente — assume o protagonismo do design, transformando a porta em uma presença marcante e altamente expressiva no design de interiores.
Sabe-se que, desde a sua fundação, o mundo da arquitetura tem sido composto majoritariamente por homens cisgênero brancos que, até hoje, continuam ocupando alguns dos postos mais importantes tanto em escritórios de arquitetura quanto em algumas das premiações mais prestigiadas. Por esse e muitos outros motivos, a luta para visibilizar as mulheres na arquitetura sempre esteve latente, respondendo aos momentos específicos de seu tempo e vencendo batalhas cada vez mais significativas. Contudo, as condições ainda permanecem desiguais, tornando a profissão um desafio para as mulheres, e ainda mais para as mulheres negras, indígenas, latinas e em condições econômicas desfavoráveis.
"Under The Zhengyangmen". Imagem cortesia de DRAWING ARCHITECTURE STUDIO
A arquitetura nunca se limitou a edifícios e construções; alguns arquitetos e arquitetas notáveis contribuíram com inúmeras obras fantásticas para os campos da moda, do mobiliário, da joalheria e de outras vertentes do design. Os nomes de jovens profissionais da arquitetura atuantes na indústria da construção civil chinesa aparecem em diversos setores. Por meio de intersecções, extensões e explorações, essa nova geração busca atuar além das fronteiras da arquitetura.
Este artigo de Lina Toro Ocampo foi publicado originalmente com o título "Olhar distanciado: conceptualização da experiência de Denise Scott Brown entre África e Londres, como motor e origem de Learning from Las Vegas*" na edição nº 23 da revista Dearq em 23 de janeiro de 2018 (DOI: https://doi.org/10.18389/dearq23.2018.01). Este artigo tem como objetivo demonstrar a importância da valorização de certas circunstâncias autobiográficas no âmbito docente do ensino e da aprendizagem do projeto arquitetônico.
A seguir, o apresentamos como parte de uma colaboração conjunta para contribuir com a difusão de pesquisas, análises e opiniões que a comunidade acadêmica nacional e internacional elabora sobre a arquitetura, os temas da cidade e as áreas afins.
The Ithaca Commons, um calçadão de pedestres no centro da cidade, fotografado em 2012.. Imagem via Paul Sableman/Flickr/CC BY 2.0
Na semana passada, a Câmara Municipal de Ithaca, no estado de Nova York, aprovou um plano de descarbonização inédito nos Estados Unidos. Pelo projeto, as cerca de 6.000 residências e edifícios localizados nessa cidade universitária à beira de um lago, notoriamente conhecida por seu perfil “progressista”, serão eletrificados para atingir as metas estabelecidas pelo impressionante e ambicioso plano Green New Deal (GND) do município. Esse plano de neutralidade de carbono até 2030 foi adotado por unanimidade pela Câmara em junho de 2019 com o objetivo de “enfrentar as mudanças climáticas, a desigualdade econômica e a injustiça racial”, segundo a prefeitura.
Entrearcos, arquitecturas de conexión - Colección. Image Cortesía de Daniela Silva Landeros
O olhar é uma ferramenta que o/a arquiteto/a usa constantemente, mas não valoriza por completo. É um instrumento que, além de nos permitir conhecer e reconhecer nossa realidade e os fenômenos que dela surgem, pode funcionar como método de análise. “Entrearcos: arquitecturas de conexión” é um trabalho de pesquisa desenvolvido pela arquiteta Daniela Silva Landeros que estuda, a partir do caso específico do bairro de Ciutat Vella, na cidade de Barcelona, a questão dos arcos em nossas cidades. E o faz a partir de pontos de vista alternativos que põem em xeque a maneira como estamos acostumados a olhar.
Paul Carneau, ex-aluno do Design by Data trabalhando com as instalações de impressão 3D na Ecole des Ponts ParisTech - Foto por Stefano Borghi
O Master Avançado[1] “Design by Data” em Design Computacional e Robótica para Arquitetura e Construção foi lançado em 2016 e é um dos programas mais recentes em formação profissional inovadora na l'École des Ponts ParisTech. O programa foi concebido para atender à crescente necessidade dos setores profissionais de arquitetura e engenharia de aliar a sensibilidade arquitetônica a competências em engenharia criativa. O Design by Data capacita profissionais para dominar ferramentas avançadas de projeto (programação, design generativo, aprendizado de máquina), bem como processos de fabricação digital e design (robótica, impressão 3D e mecatrônica) aplicados a projetos de arquitetura e construção.
Transformação de área industrial abandonada na cidade de Náchod. Imagem cortesia de LETO Architects
O desenho urbano busca cada vez mais criar ambientes mais inclusivos e sustentáveis, reunindo diversos grupos e atividades e fomentando a interação social. A seleção desta semana de Melhores Projetos Não Construídos foca em projetos urbanos, propostas de desenvolvimento de grande escala e masterplans enviados pela comunidade do ArchDaily, mostrando como arquitetos e arquitetas de todo o mundo trabalham e moldam o tecido urbano de ambientes altamente diversos.
Da transformação de uma área industrial desativada em um bairro vibrante na República Tcheca à reurbanização do centro de Bérgamo em torno de novos valores espaciais e coletivos, os projetos a seguir revelam as ideias que moldam o desenho urbano atual, desde a diversidade funcional e noções de proximidade até o foco nos espaços públicos e ao ar livre. O denominador comum dessas propostas é o seu foco coletivo e a forte conexão com o tecido urbano existente.
É sabido que Frederick Law Olmsted, projetista do Central Park em Nova York, André Le Nôtre, responsável pelos jardins do Palácio de Versalhes, e Alan Fred Titchmarsh, entre outros, foram precursores do paisagismo por sua capacidade de romper com os esquemas tradicionais da disciplina. No entanto, o México tem realizado um trabalho notável que merece ser reconhecido.
Fotografías de la casa construida. Image Cortesía de Igor Fracalossi
Para celebrar os 60 anos da icônica Casa em Jean Mermoz — uma precursora das ideias da Cidade Aberta de Ritoque —, o arquiteto Igor Fracalossi propõe uma reconstrução de seu sistema de fôrmas de madeira.
Cortesía de Angie Milena Espinel para Arquitectas Colombianas. Image Cortesía de Arquitectas Colombianas
O artigo a seguir resulta de uma colaboração com Arquitectas Colombianas, uma iniciativa que busca promover a memória, a contribuição e as atividades das mulheres na arquitetura e no design na Colômbia e no mundo. Explore a seguir a visão delas e a presença de mulheres na cena local, acompanhadas de citações das autoras desta arquitetura.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130684/arquitetas-em-todo-o-espectro-da-arquitetura-da-colombiaAna María Pinzón
O ambiente construído no Extremo Oriente asiático vem desafiando paradigmas por meio de empreendimentos urbanos focados nos princípios de sustentabilidade, comunidade e design centrado no usuário. Diante das preocupações com bairros de alta densidade e a degradação de paisagens naturais, profissionais da arquitetura da região compreenderam que projetar para o futuro exige mudar a perspectiva sobre empreendimentos puramente financeiros e de estratégias insustentáveis, substituindo-os por estruturas que priorizam o usuário e o meio ambiente.
De um hotel com vista panorâmica contínua na orla das Filipinas a um memorial emocionante inspirado pela chuva na Coreia do Sul, esta seleção de projetos não construídos demonstra como equipes de arquitetura integraram a cultura, a história e a geografia singular do Extremo Oriente a propostas contemporâneas, resultando em projetos de vanguarda. Esta compilação também inclui projetos na China, no Vietnã, na Indonésia e em Hong Kong.
Ruínas de Quilmes, Tucumán, Argentina. Imagem de Guaxinim. Imagem via Shutterstock
Considerada uma das civilizações mais avançadas no território da América Latina, os quilmes habitavam o Vale de Santa María, a oeste das serras de Quilmes, no noroeste da província de Tucumán e praticamente no centro dos Vales Calchaquíes da Argentina. Sua cidade evidencia as marcas do tempo no espaço, revelando a complexidade daquele mundo construído em função da vida de um povo, sua economia, seus espaços privados e públicos, seus locais sagrados e seus intercâmbios com outras populações. Como primeiros habitantes desse local, contavam com uma alta densidade demográfica, que chegava a 450 mil habitantes antes da invasão espanhola.
As cidades formadas nos Vales Calchaquíes são consideradas as primeiras cidades pré-hispânicas da Argentina, uma vez que começaram a se desenvolver por volta do século X. Embora hoje restem apenas ruínas, sua história representa a complexidade de uma cultura material e espiritual que alcançou um notável grau de organização social e econômica.
Sendo a metrópole mais populosa do Canadá, Toronto consolidou-se como uma potência global, atuando tanto como polo econômico quanto cultural. Essa relevância se estende aos importantes museus e espaços artísticos espalhados pela "Cidade Rainha". Com uma das paisagens e condições de solo mais singulares do país, Toronto foi erguida sobre um vasto sistema de ravinas que atravessa sua malha urbana. Hoje, as instituições educacionais, artísticas e culturais da cidade vivem um período de plena efervescência.
Este artigo foi publicado originalmente na Revista Trópico Absoluto com o título 'El Teatro Teresa Carreño: una historia personal' em 06 de março de 2020. A seguir, o arquiteto venezuelano de origem alemã Dietrich Kunckel relata, em suas próprias palavras, os detalhes precisos do processo de projeto e construção de uma das obras de arquitetura mais importantes de Caracas, Venezuela.
Os três escritórios de arquitetura que estão contratando esta semana são equipes de design que aliam pequena escala a uma atuação marcante. Trata-se do PRAXiS d’ARCHITECTURE e do AFFD Design Studio, ambos de Pequim, e do Jane Z Studio, sediado no sul da China. Com estilos singulares, eles atuam em diversos campos da arquitetura e buscam arquitetos/as talentosos/as para integrar suas equipes.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130732/vagas-da-semana-praxis-darchitecture-jane-zhang-architects-affd-design-firmMilly Mo
O que há por trás de um nome? Bem, quando se trata de edifícios, a resposta é: muita coisa. Se por um lado algumas denominações são passageiras, mudando conforme o lance mais recente do melhor pagador, por outro, alguns nomes são indeléveis e deixam uma marca permanente no imaginário público. Nomes de clientes, cidades, corporações e ruas oferecem farto material de inspiração, mas alguns/as arquitetos/as adotam uma postura mais estratégica. Arquitetos/as como Peter Eisenman criaram séries numeradas (House I, House II, etc.), ao passo que os/as profissionais do escritório MOS adotam um sistema de nomenclatura genérico semelhante ao de compositores (House with 10 trees, House with 2 Chimneys). Para esses/as arquitetos/as, o nome situa cada edifício dentro de uma coleção mais ampla de projetos. Isso garante que as pessoas vejam cada ato de construir como parte de um plano maior. Por fim, às vezes, por mais que uma equipe de marketing se esforce, um edifício acaba recebendo um apelido do qual simplesmente não consegue se livrar... Gherkin. Este vídeo analisa todos esses aspectos ao explorar como os edifícios recebem seus nomes.
O The Second Studio (antigo The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pela arquiteta Marina Bourderonnet e pelo arquiteto David Lee, o programa traz diferentes profissionais da área criativa em conversas sem roteiro que abrem espaço para reflexões profundas e debates pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e bom humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas designers, avaliações de edifícios e outros projetos, ou explorações informais sobre o cotidiano e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Nesta semana, David e Marina discutem o processo de projeto. A dupla debate sobre pesquisa, o uso da intuição, suas seis formas diferentes de testar se um "projeto em desenvolvimento" é bom e como ele pode ser aprimorado (o teste dos diferentes meios, o teste de abstração, o teste de critérios arquitetônicos, o teste de desenvolvimento, o teste de sequência conceitual e o teste de entusiasmo), por que um processo passo a passo rígido é problemático, como o processo de projeto é visto de forma diferente por designers e não-designers (clientes), e como superar o bloqueio criativo.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130730/o-podcast-the-second-studio-sobre-compartilhamento-de-dicas-de-processo-de-projeto-para-designers-e-arquitetos-asThe Second Studio Podcast
REDES é uma associação cuja atuação se concentra na região de Xochimilco e Milpa Alta, na Cidade do México; o grupo busca resolver situações e problemas ambientais para melhorar a qualidade de vida, bem como contribuir para a conservação da região. Nesta ocasião, conversamos com Elsa Valiente – diretora executiva e fundadora da REDES Restauración Ecológica y Desarrollo AC – sobre os esforços para a retomada da produção nas chinampas na Cidade do México e a conservação da água em Xochimilco.
Fora da China, as projeções arquitetônicas costumam se comportar como individualistas orgulhosas, competindo pela atenção da noite. Na China, no entanto, é comum encontrar em diversas áreas metropolitanas conjuntos de projeções de fachadas que transmitem uma mensagem unificada. Essas projeções integram visualmente múltiplos arranha-céus em uma entidade panorâmica única. Mas por que esse fenômeno ocorre especificamente na China? E como ele começou? A Bienal de Arquitetura de Mídia conecta política e cultura para oferecer respostas sobre a emergência dessa paisagem digital chinesa.
Open House por Framlab. Imagem cortesia de Framlab
O projeto residencial tornou-se um verdadeiro desafio. Seja pela crise habitacional e suas repercussões, pela crescente consciência ambiental ou pelo fato de as pessoas passarem mais tempo dentro de suas moradias, arquitetos e arquitetas agora se concentram no desenvolvimento de projetos que vão além da casa típica e que oferecem respostas a questões como: como profissionais de arquitetura podem oferecer privacidade e conforto aos moradores e, ao mesmo tempo, manter a conexão com o exterior? E de que forma esses espaços podem atender às necessidades espaciais e funcionais de todos os membros da família, especialmente quando as fronteiras entre trabalho, lazer e descanso se tornam difusas?
De um complexo habitacional inspirado em Matrix na Arábia Saudita à primeira estrutura de aço impressa em 3D do mundo para casas modulares na Sardenha, esta seleção de projetos residenciais não construídos demonstra como arquitetos e arquitetas vêm reimaginando a tipologia residencial tradicional, investigando como essas estruturas podem atender aos usuários, ao local e ao meio ambiente. Esta seleção também inclui projetos nos Países Baixos, na Sibéria, na Suécia e na Itália.
No dia 9 de márço, celebra-se o nascimento de um dos arquitetos mexicanos mais importantes do mundo, pioneiro do Movimento Moderno no México e cuja obra transcendeu as fronteiras geográficas para ser estudada por diferentes gerações de arquitetos e arquitetas, que reescreveram seus ensinamentos para torná-los seus. Luis Barragán, arquiteto tapatio e vencedor do Prêmio Pritzker de 1980, deixou um legado atemporal que continua abrindo caminho para novas investigações e descobertas.
O tarot é frequentemente descrito como um espelho da alma. Assim como nos espaços que habitamos, podemos olhar para os símbolos contidos no baralho de 72 cartas e enxergar reflexos de nós mesmos e de nossos sistemas de crenças. O objeto e a própria prática contêm diversas associações arquitetônicas: não é incomum que termos como “estruturas”, “fundações” e “lar” surjam em uma leitura de tarot. Cartas tradicionais retratam torres, castelos e igrejas. Às vezes, as cartas são descritas como chaves; outras vezes, como portais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130743/a-arquitetura-fantastica-de-niki-de-saint-phalleLeilah Stone