Em midtown Manhattan, os cruzamentos de ruas ao redor da entrada do Lincoln Tunnel já foram alguns dos maiores desafios da cidade. Uma confusão de rampas de vias expressas, calçadas perdidas e barreiras de concreto tornavam a esquina da Dyer Avenue com a 30th Street uma área a ser evitada.
Agora, com uma nova conexão suspensa — que custou cerca de US$ 50 milhões — os pedestres podem se mover com segurança nove metros acima do cruzamento. A ponte em forma de L tem 183m de comprimento e vai do High Line ao Moynihan Train Hall.
Com sede em Barcelona, a Puente Editores é uma editora independente de arquitetura e arte dirigida por Moisés Puente que busca servir de plataforma para projetos independentes.
Set fotográfico. A tragédia de Macbeth. Imagem via Stefan Dechant
"Acho que isso aqui não é o Kansas", disse Dorothy ao seu cachorro em "O Mágico de Oz", de 1939, enquanto caminha descobrindo um cenário de fantasia no qual, sem perceber, nos vemos imersos. Desde o primeiro esboço até a construção dos cenários, a direção de arte para cinema requer detalhes cuidadosos para realmente dar vida às ideias e transportar os espectadores.
Nessa combinação de criatividade, pesquisa e colaboração, diferentes cenógrafos e designers falam sobre suas aventuras e processos de projeto. A importância de criar uma visualidade integral, compreender a linguagem, os estilos e traduzir tudo isso para a tela estão reunidos nesta série de oito entrevistas que realizamos com Annie Beauchamp, Luca Tranchino, Felicity Abbott, Jacinta Leong, Alexandra Schaller, Ina Mayhew, Amy Lee Wheeler e Stefan Dechant.
Dissimulação, maquiagem. Expressão da subjetividade de um grupo, linguagem ou signo. Documento histórico, emblema de modismos passageiros. Um crime. Interpretados de distintas maneiras, os ornamentos foram considerados um dos pecados mais degenerados da arquitetura. Resistir à tentação da decoração se tornou uma virtude, um sinal legítimo de autenticidade e futuro possível.
A “atenção plena”, também conhecida como mindfulness, é a prática de se concentrar completamente no presente. Nessa prática meditativa, as preocupações com passado e futuro dão lugar à uma consciência avançada do agora, que inclui o despertar do autoconhecimento mediado pela percepção de sentimentos, sensações e ambiente.
Nesse contexto de despertar para o autoconhecimento, o poder do ambiente construído de servir como local de refúgio não pode ser descartado. Apesar do convívio social ser tão importante para a manutenção da saúde da espécie humana, privacidade e espaços de refúgio também são necessários.
Realidade aumentada usada no canteiro de obras. Image Cortesia de IE School of Architecture & Design
Embora a indústria da arquitetura e construção tenha avançado nos últimos anos em novas áreas, como inteligência artificial (IA), modelagem paramétrica, realidade virtual (VR) e outras ferramentas de ponta, sua implementação e sistematização no processo projetual ainda caminha em ritmo lento. Em um mundo cada vez mais conectado e em constante evolução, as ferramentas digitais e as tecnologias emergentes estão revolucionando a forma como os arquitetos projetam e constroem, mudando as regras do jogo e ampliando horizontes criativos. Portanto, é necessário continuar debatendo como essas ferramentas estão sendo incorporadas e como seu uso pode ser ainda mais potencializado na disciplina.
O ArchDaily explora, no mês de julho, o tema processo projetual. No âmbito dessa temática, queremos abrir a discussão e ouvir suas experiências, aprender com seus sucessos, desafios, erros — e explorar juntos como essas novas ferramentas estão transformando os modos de fazer arquitetura.
Uma olhada cuidadosa pelas fachadas dos prédios de muitas cidades brasileiras como São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, revela que o uso de esquadrias de alumínio é muito comum e popular no Brasil. Adotadas nas mais diversas tipologias de edifícios, como os residenciais e os comerciais, e em suas mais variadas modalidades como portas, janelas e guarda-corpos, essas estruturas versáteis são amplamente utilizadas pela construção civil e representam cerca de 80% do volume total de alumínio consumido pelo setor no país. Mas, afinal, porque as esquadrias de alumínio tem sido tão utilizadas nas cidades brasileiras?
A arquitetura contemporânea, como disciplina e prática, jamais nasce do zero. Os projetos realizados hoje são baseados numa série de experimentações que ocorreram desde o primeiro momento que a humanidade começou a conceber os espaços de habitação e convívio. Numa costura intrínseca entre costumes, tradições, materiais locais e técnicas construtivas, surgiram as arquiteturas ancestrais e vernaculares. A influência do contexto e da cultura de cada população pode ser de grande inspiração para profissionais da arquitetura na contemporaneidade que, ao olhar para o passado, conseguem responder eficientemente ao futuro.
Na arquitetura, o desenho é uma expressão técnica e artística que envolve a criação de representações visuais usando vários instrumentos analógicos. Embora o desenho permaneça relevante e atual na prática arquitetônica, esforços têm sido feitos para realizar tarefas e estudos arquitetônicos de maneira mais eficiente. A prancheta foi um desenvolvimento significativo nesse sentido, possibilitando traços precisos usando menos instrumentos. No entanto, o surgimento de ferramentas computacionais, como o desenho assistido por computador (CAD), revolucionou o fluxo de trabalho, aproveitando as vantagens oferecidas pelos computadores. Os arquitetos agora podem desempenhar um papel mais direto e criativo no processo de design, reduzindo sua dependência de desenhos demorados e tarefas repetitivas. Além disso, as melhorias no fluxo de trabalho têm incentivado uma colaboração mais efetiva entre os diferentes envolvidos no processo arquitetônico.
https://www.archdaily.com.br/pt/1003161/design-generativo-de-espacos-explorando-8-ferramentas-transformadoras-em-arquiteturaEnrique Tovar
A realidade virtual junto ao metaverso está desempenhando um papel cada vez maior em auxiliar tanto pessoas com demência quanto seus cuidadores e familiares a lidarem com os sintomas decorrentes dessa condição neurodegenerativa.
Existem atualmente 50 milhões de pessoas vivendo com demência em todo o mundo. Espera-se que esse número dobre nos próximos 10 anos e mais do que triplique até 2050. Dessa forma, o custo global da demência deve chegar a US$ 2 trilhões até 2030 .
A habitação sempre foi uma grande questão dentro das metrópoles. Tanto para acomodar a população da cidade como o impacto que a habitação pode ter em outras questões urbanas, como o deslocamento necessário para cumprir com a rotina individual – a distância entre residência e trabalho ou escola, por exemplo.
O adensamento citadino costuma ser uma premissa bem-aceita em geral dentro do campo do urbanismo, e na realidade contemporânea, a equação adensamento-habitação se resolve com metragens mais compactas em edifícios em altura. Os apartamentos resultantes podem ser reduzidos quase ao mínimo de funções, o que no Brasil se chama comumente quitinete. Como toda tipologia, essa mini-residência possui seus prós e contras, e pode ser vista como exemplo de praticidade ou representante de precarização habitacional.
O tecido urbano de Milão há muito tempo é definido pela mudança. Em uma cidade conhecida por seus monumentos históricos, da Piazza Duomo e da Catedral de Milão a obras como a Torre Velasca, a arquitetura contemporânea deve equilibrar diversos contextos preexistentes. Consolidando-se como um centro global de design e cultura, Milão tornou-se o lar de novos edifícios e estruturas que respondem a essa condição por meio de marcos icônicos e formas expressivas. Construindo ativamente sobre seu legado, a cidade voltou sua atenção para o céu.
A máxima que, possivelmente, guarda a maior das verdades tanto em arquitetura como em outras áreas da vida diz: "aqueles que conhecem o passado, poderão controlar seu futuro". No México, isso se materializou nas escolas de arquitetura, onde ainda se ensinam textos e obras da arquitetura tradicional. No entanto, uma atenção muito maior é dada à arquitetura dos séculos XX e XXI. Se analisarmos a produção atual de arquitetura, porém, parece que os profissionais não conhecem sua própria história. Isso é problemático porque nossa identidade, expressa na arquitetura de nossas cidades, corre o risco de desaparecer. É com isso que se preocupam os fundadores da associação multidisciplinar INTBAU México.
Recentemente, viajei para Liubliana, na Eslovênia, em busca da arquitetura religiosa do célebre (mas em grande parte desconhecido nos EUA) arquiteto esloveno Jože Plečnik (1872–1957). Escrevo bastante sobre a arquitetura da espiritualidade e tinha curiosidade sobre as igrejas e capelas de Plečnik — o que a forma idiossincrática de classicismo do arquiteto dizia sobre a fé na era moderna. O que eu não esperava encontrar era o caráter universal da obra de Plečnik como urbanista: um redesenho da capital eslovena que nos traz lições valiosas hoje.
Assim como estilistas usam alfinetes, agulhas e tecidos para dar vida às suas criações, arquitetos dependem dos materiais para moldar o ambiente construído. Do aço e vidro à madeira e concreto, esses formam a paleta artística que transforma plantas em estruturas tangíveis, preenchendo a lacuna entre imaginação e realidade. É tão simples e tão complexo quanto isso. Mas, com tantos materiais e inúmeras formas, acabamentos, texturas e cores disponíveis nos dias de hoje, fazer as escolhas corretas para um projeto específico pode ser bastante desafiador. Várias perguntas naturalmente surgem: Como os arquitetos navegam pelas possibilidades infinitas para escolher os elementos que darão vida às suas criações? O que o processo de especificação de materiais envolve? Por onde começar?
Formas arredondadas: com os padrões de paginação Arc e Lune, a Amtico é uma das primeiras fabricantes a adicionar curvas ousadas e geometrias circulares dinâmicas à sua coleção principal. Imagem cortesia de Amtico
Ele nos acompanha ao longo do dia, nos dá suporte, mostra o caminho e desperta nossos sentidos. Isso pode parecer a descrição do parceiro ideal, mas, neste caso, estamos falando do chão sob nossos pés. Dia após dia, ano após ano, entramos em contato diário com ele, embora, de modo geral, ele se funda ao fundo, seja tido como garantido e acabe passando despercebido. É hora, portanto, de lhe dar a devida atenção. Afinal, há muito mais sob sua superfície do que se pode ver à primeira vista.
Como parte da agenda cultural da LIGA, Espacio para arquitectura na Cidade do México, no final de junho foi inaugurada a mostra "Arquitectura para dioses". Trata-se de um registro contemporâneo do edifício do Heroico Colegio Militar, projetado por Agustín Hernández Navarro e Manuel González Rul em 1976, uma obra emblemática da arquitetura mexicana de sua época.
El Salvador foi fundada pela Andes Mining Copper Company em1959, [1] na porção sul do Despoblado de Atacama. Surgiu como uma nova company town [2] do cobre para desempenhar funções residenciais e laborais relacionadas à exploração do minério de cobre, a partir do projeto do arquiteto norte-americano Raymond Olson, da Anaconda-Jurden Associates, Inc. Opera a mina Inca, de exploração subterrânea, e as minas Campamento Antiguo e Damiana Norte, ambas em lavra a céu aberto. É complementar à fundição situada na company town de Potrerillos, a 72 km de distância. El Salvador foi primeiramente “chilenizada”, depois “nacionalizada” [3] e, por fim, integrada à empresa chilena CODELCO durante a década de 1980.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138614/a-origem-das-cidades-el-salvador-chileEugenio Garcés Feliú, Juan Barría, Rodrigo Ledezma, Lorena Estai
O sal-gema é uma rocha sedimentar química que se forma pela evaporação da água, à medida que os minerais se dissolvem e se depositam. Quando extraído diretamente da terra, mantém uma forma cristalina cúbica. Com suas diversas texturas, composições e estruturas, este elemento natural desperta o interesse humano há séculos. Dependendo da região e das condições ambientais, o sal-gema encontra diversas aplicações na arquitetura, servindo como material de construção na forma de blocos para erguer estruturas, tijolos ou placas. Frequentemente translúcidos, esses tijolos permitem a entrada de luz difusa nos espaços internos, criando uma atmosfera única e um forte apelo estético.
Ao conferir um toque contemporâneo a este material milenar, a Casalgrande Padana inspira-se no sal-gema para sua nova coleção de porcelanato Supreme. Ao replicar as cores, a textura e o brilho da rocha sedimentar natureza, essa coleção apresenta-se como uma jornada fascinante de descoberta das características únicas do centro da Terra.
A princípio, adicionar um mezanino a um layout parece um completo desperdício de espaço útil ou uma tentativa desajeitada de espremer dois pavimentos em um — ambos os espaços acabam ficando restritos e desconfortáveis.
Mas se o piso intermediário é obtido por adição – erguendo um nível extra em uma sala de pé direito alto, ou por subtração – removendo parte do piso para conectá-lo com o piso inferior, os mezaninos podem se tornar uma maneira relativamente simples de mudar e melhorar drasticamente como usamos e interagimos com nossos ambientes existentes.
Dizem que nossa capacidade de formar facilmente fortes laços emocionais com criaturas de outra espécie é uma das características únicas que diferenciam os humanos dos animais. Mas e quanto ao amor que recebemos em troca? Os cientistas até mediram e compararam a pressão sanguínea e os níveis de ocitocina de nossos animais de estimação quando estamos juntos e quando estamos separados para provar tal fato.
Com o amor recíproco entre animais de estimação e seus tutores se aproximando em medida daquele vivenciado entre os próprios membros familiares, não é se de admirar que nossos animais de estimação se sintam parte da família. Mas por que, então, estamos menos propensos a incluí-los nas principais decisões de projeto de nossas casas?
Teatro Municipal reconstruído após o incêndio de 1870. Fotografia de autor desconhecido. Fonte: Arquivo fotográfico do Museu Histórico Nacional. Imagem via Edições ARQ
Este artigo de Germán Hidalgo Hermosilla foi publicado originalmente no número 113 da revista ARQ. Discutindo as reformas no edifício do Teatro Municipal de Santiago, desde sua inauguração em 1857 até quase um século depois, Germán Hidalgo reconta as forças que impulsionam as mudanças: desastres naturais, debates estilísticos, modernização urbana, entre outras. O foyer ocupa um papel central nessa narrativa como um espaço de apresentação e representação: onde as demandas técnicas do teatro se encontram com as aspirações de uma instituição, de uma cidade e dos/as sucessivos/as arquitetos/as do edifício.
O projeto 'Construye para Crecer', de Susana Biondi Antunez de Mayolo e René Poggione Gonzáles (Poggione+Biondi Arquitectos), foi o vencedor da XIX Bienal Nacional de Arquitetura do Peru 2022 com uma "proposta integral de sustentabilidade vinculada à eficiência da gestão da água, da energia e do ciclo de vida dos materiais propostos", como indicou o júri. O aspecto mais interessante é que a proposta não busca apenas criar uma zona úmida artificial que contribui para a ecologia da região, mas também se materializa principalmente em madeira.
Isso tornaria o complexo residencial um dos mais altos construídos em madeira na América do Sul, abordando a questão do uso do material e da eficiência energética no país: por um lado, estimulando a indústria florestal por meio de prácticas de manejo sustentável e, por outro, oferecendo uma opção com menor impacto ambiental em nosso planeta, exigindo um consumo mínimo de energia com baixíssimo impacto em seu ciclo de vida.