
As cidades brasileiras cresceram mal, mantendo índices precários de saneamento, segurança, habitação. A chamada cidade informal, autoconstruída e carente de toda infraestrutura, ocupa a maior parte do tecido urbano, mas continua invisível e inacessível aos habitantes das zonas centrais, quando não aos gestores e planejadores.
Para analisar essa questão, Insper, Arq. Futuro e Latesfip-USP promovem seminário que explorará a ideia de que a cidade pode ser considerada como uma escola. Uma escola de convivência e trocas simbólicas, o locus fundamental de aprendizagem da experiência pública, lugar formador do sentimento da urbanidade.
Se, nas palavras do economista Edward Glaeser a cidade é “a maior invenção da humanidade”, é preciso admitir que ela foi uma invenção coletiva. Se ela permite o florescimento da cultura, o debate de ideias, o exercício pleno da política e da cidadania é porque representa a realização material de bem comum, e, portanto, a permanência do saber acumulado sobre seus problemas e soluções.
