
Elogio da Sombra é o título do famoso livro do japonês Junichiro Tanizaki, publicado pela primeira vez em 1933. Nele, Tanizaki critica o excesso de luz do Ocidente e o exibicionismo das formas e cores. Mais tarde, é também o título de uma das obras de poesia de Jorge Luís Borges, em que nos fala da tomada de consciência da sua própria sombra e da sombra da sua obra, onde encontra o seu reflexo. Como diz no poema:
“Vivo entre formas luminosas e vagas que não são ainda a escuridão. (...)
Esta penumbra é lenta e não dói; flui por um manso declive e parece-se com a
eternidade.”
