
O Conjunto Moderno da Pampulha, Patrimônio Mundial da UNESCO, é o ponto de partida de Alienígenas do baile, exposição em que o duo de artistas Lâmina investiga como se constroem e se transformam os imaginários da arquitetura moderna brasileira. Em cartaz no Museu Universitário de Arte (MUnA), em Uberlândia, a mostra reúne trabalhos de Gabriela De Laurentiis e João Mascaro que revisitam o conjunto a partir de suas imagens, materiais, técnicas e formas de vida, articulando fotografia, vídeo, escaneamento, serigrafia, inteligência artificial e impressão 3D.
Azulejos europeus transportados ao Brasil e, posteriormente, reinterpretados por Paulo Werneck; pássaros, peixes e um cachorro desenhados por Cândido Portinari; mosaicos, colunas e curvas registrados por fotografias e scanners; carpas introduzidas no espelho d'água da Casa do Baile; jacarés que passaram a habitar a lagoa, não se sabe bem como; cianobactérias que evidenciam o desequilíbrio ecológico. Em Alienígenas do baile, a Pampulha aparece como uma paisagem constituída por deslocamentos, apropriações e transformações que se sobrepõem ao projeto arquitetônico original de Oscar Niemeyer.
