
No dia 19 de maio de 2023, às 19h, por ocasião da vernissage da 18ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza, o Unfolding Pavilion abrirá mais uma vez suas portas ao público. Após as edições anteriores na Casa alle Zattere de Ignazio Gardella, no Conjunto Habitacional Giudecca de Gino Valle e na réplica perdida da House for the Inhabitant Who Refused to Participate de John Hejduk, o quarto Unfolding Pavilion será dedicado aos Giardini della Biennale: o local veneziano que apresenta a maior concentração de arquitetura moderna, com edifícios de Alvar Aalto, Josef Hoffmann, Gerrit Rietveld, Carlo Scarpa, James Stirling, Sverre Fehn, entre outros.
Os Giardini Pubblici, encomendados por Napoleão em 1807 para proporcionar um pulmão verde à densamente construída cidade de Veneza, foram um parque público projetado pelo arquiteto local Giannantonio Selva no estilo dos jardins paisagísticos neoclássicos. Uma grande parte do tecido urbano, incluindo duas igrejas renascentistas e um mosteiro, teve de ser demolida para construir os jardins públicos. Espaços de galeria permanentes foram construídos no parque a partir de 1895, com a abertura da primeira Exposição Internacional de Arte. Desde então, a grande maioria da área foi cercada e cedida à Bienal, retirando-a do uso público. Em 1932, o perímetro do enclave fechado dos Giardini della Biennale foi estendido para incluir um terreno na ilha vizinha de Sant'Elena. Atualmente, apenas um terço da área total dos Giardini está aberto ao público, sendo o restante acessível apenas durante o horário de visitação das Bienais de Arte e Arquitetura.
