
"Formentera era única. O mar, e uma pedrinha no mar, e eu estava nesta pedrinha pouco conhecida porque não havia nada. [...] Ter calor no inverno quando faz frio, ter frio no verão quando faz calor e conservar a água, é tudo o que é necessário para viver. O vento, o sol e a chuva era o que eu precisava, nada mais", resumiu Henri Quillé em 2016, de Paris, após uma carreira dedicada à construção de cerca de 30 casas em Formentera, a menor das Ilhas Baleares.
Henri Quillé (1928-2018) foi um arquiteto francês pioneiro na autossuficiência e nas energias renováveis a partir do final dos anos 60, embora também tenha sido um arquiteto moderno formado com Le Corbusier na Unité d'Habitation de Marselha e cofundador do Atelier 12 em Paris. Imediatamente após os acontecimentos de maio de 68, mudou-se para Formentera em busca de uma sociedade ideal e do mito da ilha mediterrânea, materializado na construção de uma arquitetura moderna, atemporal e autossuficiente.
