Christina Kruse: Cabeças de Gesso

A Helwaser Gallery tem o prazer de apresentar a segunda exposição individual de novos trabalhos da artista Christina Kruse (n. 1976, Alemanha). "Christina Kruse: Plasterheads" estará em exibição até 30 de julho de 2021 no espaço da galeria na Madison Avenue e apresentará as mais recentes esculturas da artista. Ao longo da última década, a artista desenvolveu uma linguagem visual distinta em sua prática. Frequentemente assemelhando-se a figuras humanas abstratas, suas esculturas são definidas por uma combinação de formas orgânicas e arredondadas, contrastadas por fortes formas retilíneas.

Para esta exposição, Kruse desenvolveu uma instalação de grande escala que será exibida na primeira sala da galeria. Exposta sobre uma mesa dobrável, a instalação é comparada a um mundo em miniatura, onde várias maquetes semelhantes a figuras estão espalhadas por diversos elementos arquitetônicos em miniatura. Representadas em diferentes posições e poses, as maquetes lembram figuras humanas capturadas em diversos atos: subindo e descendo da estrutura, olhando para cima ou para baixo, em busca de algo. No entanto, as estatuetas não interagem entre si. Descrita como um playground metafórico das psiques internas, Lunapark (2021) atesta o interesse da artista pelos estados psicológicos mais profundos que motivam e moldam o mundo habitado por suas contrapartes humanas. Para Kruse, cada um dos elementos da instalação, incluindo seus materiais, serve como uma metáfora mais profunda que expressa a estrutura do mundo que habitamos. Ao optar por usar gesso e pedra-sabão como materiais primários para construir as maquetes, ambos facilmente moldáveis, Kruse destaca a própria maleabilidade da natureza humana. Contra a extensão infinita da construção da mesa, essas maquetes parecem capturar as infinitas permutações de comportamento que resultam quando conectadas pelo espaço e pelo tempo.

Também em exibição está uma segunda instalação composta por um grupo de quatro esculturas. Apresentada na segunda sala da galeria, Will o’ the wisp (2021) evoca o imaginário de uma paisagem estática. Em contraste com as formas finas e alongadas encontradas em Lunapark, estas esculturas geram uma sensação de solidez através de seu volume e peso. Criadas através do uso de materiais como madeira, mármore, gesso e pedra-sabão, estas esculturas sublinham poeticamente uma sensação de assentamento, estabilidade e fixidez. Acompanhando estas esculturas, há também uma segunda escultura independente, The Directionalist (2021), e uma escultura de parede suspensa, Intermission (2021). Estes trabalhos expandem os binários formais e metafóricos que podem ser encontrados entre a dinâmica das duas instalações antinômicas — jogo/repouso, caos/ordem e instabilidade/equilíbrio. Baseando-se em seu fascínio pelos estados de ser interiores e exteriores, os trabalhos mais recentes de Kruse traçam uma conexão entre a prática formal da escultura e as condições psicológicas do devir contínuo.

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Cita: "Christina Kruse: Cabeças de Gesso" [Christina Kruse: Plasterheads] 29 Jun 2021. ArchDaily em Português. (Trad. Harrouk, Christele) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/pt/1106342/christina-kruse-cabecas-de-gesso> ISSN 0719-8906

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