
‘Palimpsesto Barragán’ apresenta uma oportunidade única de se relacionar de perto com uma obra-prima da arquitetura modernista do século XX, do arquiteto Luis Barragán. Como uma joia escondida e ainda não reconhecida, localizada em meio à selva paradisíaca na costa do Pacífico, as ruínas do edifício nunca terminado caíram no esquecimento, semelhante às pirâmides pré-hispânicas no México. Atualmente, encontra-se em decadência progressiva. O workshop não apenas ‘desenterrará’ o projeto e o colocará, enfim, no mapa do discurso arquitetônico, mas terá, talvez, um impacto maior ao iniciar um debate em torno da preservação da ruína em desintegração.
Um edifício pode resistir melhor ao tempo se sua estrutura se transformar em uma camada de uma identidade completamente nova ao dissolver suas ruínas em um novo edifício, tornando-se parte de um ‘palimpsesto arquitetônico’. A justaposição das ruínas existentes com novos acréscimos ou subtrações pode se tornar um processo sem fim, um eterno desenhar de camadas, todas contribuindo para a complexidade do palimpsesto.
