
No século XX, o mundo estava em movimento. Os automóveis substituíram as carruagens e o som tomou o cinema de assalto. O ritmo da prensa (Karl Lemke) transbordava, pontes ferroviárias cruzavam as cidades pulsantes e a Dança Livre representava a libertação da mente, do corpo e da alma. O homem moderno buscava o ritmo de seu tempo. Arquitetos/as, como Mies van der Rohe, reagiram a isso com a invenção da planta livre – para luz, ar e movimento. Moholy-Nagy projetou um objeto a partir do movimento da luz, chamado Modulador Espaço-Luz. O que aconteceu desde então? O grande sonho do movimento foi realizado. No entanto, ele aparece cada vez mais e de forma diferente do imaginado: um movimento virtual.
Para a exposição MOVEMENT AS A DREAM, o casal de artistas Ilya e Emilia Kabakov conduz a mente aberta através de espaços abstratos e místicos. Com a ajuda de uma barra giratória como elemento espacial e do movimento corporal coreografado, a dupla de artistas de Hamburgo, Heike Mutter e Ulrich Genth, nos aproxima da imagem corporal contemporânea. O desenho a carvão do artista Sergei Tchoban preenche completamente a parede e nos apresenta espaços de vidro que fluem como em um sonho utópico.
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