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"Para Mies, a arquitetura moderna na era da industrialização exigia uma renovação da arte de construir a partir de dentro. Isso não poderia ser alcançado inventando uma nova linguagem formal, nem voltando a arquitetura para a tecnologia, como supunham muitos de seus colegas modernos. Em sua visão, o/a arquiteto/a moderno/a teria que recuperar o valor intrínseco dos fenômenos arquitetônicos e fundi-los com uma nova vida, em vez de abandonar os valores arquitetônicos em nome de uma nova era. Sob essa perspectiva, Mies uniu, por exemplo, a monumentalidade clássica e a transparência moderna, usando mármore ou travertino em combinação com a construção moderna em aço e vidro.
A tentativa de Mies de explorar o potencial arquitetônico da construção moderna em aço e a linguagem da abstração formal não estava dedicada à racionalização, mas sim a uma nova medida de liberdade espacial. Para alcançar isso, no final da década de 1920, Mies desenvolveu seu conceito de diálogo entre opostos e sua transformação morfológica, brilhantemente implementado no Pavilhão de Barcelona de 1929. Mais tarde, em sua obra estadunidense, Mies transforma a construção moderna em aço no marco tectônico clássico para um espaço livre de apoios, aberto." - Fritz Neumeyer
