
Um espaço urbano preparado para lidar com moradores e visitantes, tornando a segurança um ativo por si só. Um bairro urbano próspero deve possuir três qualidades principais: Primeiramente, deve haver uma fronteira clara entre o que é espaço público e o que é espaço privado. Espaços públicos e privados não podem se misturar como ocorre tipicamente em configurações ou projetos suburbanos. Em segundo lugar, deve haver "olhos na rua", olhos pertencentes àqueles que poderíamos chamar de proprietários naturais da via. As edificações em uma rua urbana devem estar preparadas para lidar com estranhos e garantir a segurança tanto de moradores quanto de visitantes. Elas devem estar orientadas para a rua. Não podem dar as costas ou apresentar fachadas cegas para ela, deixando-a desprotegida. Por fim, os espaços públicos devem ter usuários de forma razoavelmente contínua, tanto para aumentar o número de panópticos eficazes quanto para induzir as pessoas nos edifícios ao redor do espaço a atuarem como personagens ativos responsáveis pela segurança do local.
Um espaço urbano denso garante uma vida pública bem-sucedida e altos padrões de vida. A equidade garante que cada pessoa, independentemente de raça, casta, credo ou religião, tenha oportunidades iguais de crescimento e sucesso. Tais esforços devem permitir discussões explícitas sobre raça e equidade, com comunicações claras e uma plataforma para que todos e todas possam levantar suas preocupações e apresentar suas necessidades e ideias. Uma plataforma que seja transparente, responsável e que promova relacionamentos. A coesão social pode ser alcançada se governos puderem compreender as necessidades de seus cidadãos e cidadãs, estabelecendo departamentos especiais no bairro que promovam o engajamento comunitário e cidadão. Este departamento, liderado por agentes culturais, deve buscar reduzir a lacuna entre as abordagens de baixo para cima (bottom-up) e de cima para baixo (top-down), promovendo conexões/relacionamentos entre o lugar e as pessoas que nele vivem. O engajamento comunitário deve garantir que as pessoas se sintam confortáveis em participar, sintam-se seguras e desenvolvam confiança em relação aos escritórios culturais. Para alcançar esse objetivo, a abordagem não pode ser de curta duração ou temporária. A abordagem deve se transformar em um movimento social capaz de alavancar o poder cívico e a ação coletiva para transformar políticas.
