
O motor da produção arquitetônica contemporânea, e a base das sociedades ao redor do mundo, é o crescimento econômico. A ortodoxia política global declara que o crescimento do PIB é sempre positivo; que mais é sempre melhor. Ao longo dos últimos dois séculos, o aumento do crescimento econômico trouxe consigo muitas medidas de prosperidade, mas, há muitas décadas, os limites desse crescimento já são visíveis no horizonte. A equidade social, a saúde e o bem-estar, a qualidade de vida, a felicidade e outras medidas de sucesso não monetárias estão vacilando, enquanto a extração de recursos, as emissões de gases de efeito estufa, os resíduos e a toxicidade, as temperaturas, o nível do mar, os eventos climáticos extremos e muitos outros indicadores do colapso climático deixam claro, diariamente, que o tempo dessa visão de mundo está se esgotando.
A próxima Trienal de Arquitetura de Oslo desafiará a supremacia do crescimento econômico e investigará a arquitetura de alternativas. O festival explorará as edificações, os espaços e as instituições de uma nova cultura na qual o crescimento econômico não é mais a base das sociedades. A curadoria lançou esta chamada aberta convidando arquitetos/as, urbanistas, ativistas, escritores/as, artistas, pesquisadores/as e cidadãos/ãs a explorar a arquitetura de uma nova economia na qual o florescimento humano e ecológico é o que mais importa – a arquitetura do decrescimento.
