
O DESAFIO DESTE ANO
A pandemia de Covid-19 está longe de terminar; ainda assim, arquitetos/as e designers já começam a vislumbrar seus efeitos na forma como os edifícios são projetados e habitados. A pandemia – particularmente sua transmissibilidade letal, exacerbada pela proximidade humana – expôs a fragilidade dos arranjos espaciais e das tecnologias que organizam nosso cotidiano, seja em casa, no local de trabalho, em instituições de ensino ou em atividades culturais e cívicas compartilhadas. A integração acelerada de modos remotos de comunicação devido ao distanciamento social desafia a própria necessidade de destinar edifícios para sediar atividades produtivas e coletivas, e mina a economia que depende das receitas geradas por essas atividades. Além disso, a transmissão aérea do vírus está forçando a arquitetura a abordar questões, como os sistemas ambientais prediais, que tradicionalmente eram delegadas a consultores técnicos e especialistas.
O concurso internacional de estudantes MiG 2021 convoca submissões que explorem o futuro da arquitetura em um mundo pós-Covid-19. O desafio proposto é desenvolver uma tese ambiciosa e explorar suas ramificações materiais, espaciais, programáticas e culturais no projeto de um único edifício. O projeto deve ser detalhado na escala de um edifício (isto é, 1:100 ou 1:200) e incluir uma explicação da ideologia por trás do desenho. O projeto deve abordar o bem-estar dos/as usuários/as e respeitar o ambiente ao redor do edifício.
