
Nosso mundo mudou. Há pouco mais de um ano, campi em todos os Estados Unidos fecharam em resposta a uma pandemia que impactou desproporcionalmente grupos vulneráveis da nossa população: idosos/as, pessoas com deficiência, indivíduos com sistemas imunológicos comprometidos e minorias raciais e étnicas subatendidas. Tendo a pandemia como pano de fundo, os assassinatos de George Floyd, Breonna Taylor, Ahmaud Arbery e outros colocaram em evidência o perfilamento racial e a brutalidade policial que permeiam a sociedade nos Estados Unidos. Isso nos despertou para as desigualdades sistêmicas e destacou disparidades dentro de nossas comunidades. Estudantes universitários/as estavam, e ainda estão, na vanguarda de uma onda de pessoas que exigem justiça e mudanças duradouras.
Cada vez mais, estudantes que buscam o ensino superior são não tradicionais: minorias, adultos/as trabalhadores/as, imigrantes, estudantes de primeira geração, estudantes de meio período e estudantes com diferenças físicas, sociais e emocionais de aprendizagem. À medida que nossos espaços de aprendizagem se tornam mais racialmente diversos, as disparidades socioeconômicas aumentam em nossos campi universitários. As instituições estão examinando suas políticas e as sutis desigualdades estruturais. Preocupações em torno da admissão, acesso a auxílio financeiro e a controvérsia sobre as origens dos testes padronizados estão em pauta. As instituições abriram recentemente Centros de Bem-Estar para atender às necessidades físicas e emocionais dos/as estudantes. As escolas estão trabalhando para criar espaços e assistência para estudantes com neurodiversidades. As escolas renomearam edifícios para remover menções a simpatizantes confederados e criaram memoriais para reconhecer a contribuição de trabalhadores/as escravizados/as. Além disso, muitas instituições realizaram avaliações de acessibilidade (ADA) para entender como estudantes com deficiências físicas navegam pelos ambientes de seus campi. Existe uma urgência genuína e um chamado à ação para criar espaços inclusivos e equitativos no ensino superior.
Arquitetos/as, planejadores/as e designers contribuem para a estrutura de um lugar. Criamos espaços de campus onde estudantes aprendem, crescem e descobrem suas vozes autênticas como cidadãos/ãs da sociedade. Um compromisso físico com ambientes equitativos e inclusivos promove a integridade e o sucesso estudantil. Criar um ambiente equitativo envolve uma consideração cuidadosa do mobiliário, fatores ambientais e identidade para nutrir um senso de pertencimento e autenticidade. Que valores podemos incutir em nosso trabalho para contribuir com um lugar mais acolhedor, inclusivo e próspero para que estudantes aprendam?
