
O termo paisagem é polissêmico, com significados multifacetados em diversas disciplinas. O geógrafo James Duncan descreve-o tanto como a aparência de uma área quanto como o conjunto de objetos que criam essa aparência, enquanto o/a arquiteto/a Patrick Nuttgens considera a paisagem tanto um cenário físico quanto uma construção intelectual que define a existência humana ao longo do tempo. Edward Relph amplia essa compreensão ao vê-la como uma mistura de natural e cultural, tecido e sistema; e mudança; moldada por processos históricos, sociais e ecológicos.
No Antropoceno, os seres humanos adquiriram a capacidade de modificar ecossistemas, o clima e estruturas geológicas, apagando a linha entre o natural e o artificial. No entanto, as práticas urbanas permanecem antropocêntricas, mesmo diante de desafios como poluição do ar, elevação do nível da água, seca, desmatamento, perda de biodiversidade, segurança alimentar, IA e desigualdade, que exigem cada vez mais soluções que transcendam as sociedades humanas. Isso exige um repensar fundamental dos ambientes urbanos, onde tecnologia, natureza e sociedade possam convergir para abordar a sustentabilidade e a resiliência do planeta. Tais campos e tecnologias emergentes moldarão, inevitavelmente, as futuras práticas urbanas. Este prêmio de ensaio convida você a investigar o conceito de Paisagens Emergentes, um conjunto intrincado de disciplinas e discursos que provocam transições urbanas.
