
Em um mundo que sempre tomou a natureza como garantida e onde os seres humanos exploraram a terra, nós, como arquitetos/as, temos um papel fundamental a desempenhar em várias frentes para reverter a catástrofe iminente. Como profissionais sensíveis, não podemos nos dissociar das exigências sociais e ambientais. No passado, arquitetos/as quase sempre focaram na envoltória do edifício, em sistemas de energia ativos e passivos, na estética pura ou na economia de materiais a curto prazo.
Este último aspecto não tem sido estudado em relação aos ganhos a longo prazo e tem permanecido em níveis experimentais em pequenos nichos esporádicos ao redor do globo.
Os materiais de construção, contudo, são onipresentes. Eles compõem os espaços em que vivemos, trabalhamos, estudamos, nos recuperamos e nos deslocamos; eles criam nossas vilas, nossas cidades e nosso ambiente construído. Eles possuem implicações sociais, culturais, morais e ambientais e, muitas vezes, controlam subconscientemente nossos padrões comportamentais e reações a um espaço.
