
Localizado entre a China e a Índia, o Nepal estende-se ao longo da cordilheira do Himalaia. Essas altas montanhas oferecem uma gama de paisagens deslumbrantes, abrigando oito dos picos mais altos do mundo. O Nepal obtém um lucro significativo do turismo de trekking, que representa pelo menos 10% do PIB do país. Embora bem explorado, seu ambiente é um aspecto desafiador para o desenvolvimento, devido à topografia complexa e ao clima rigoroso. As estações ditam o ritmo das atividades do país, com invernos secos e verões marcados por monções intensas.
A diversidade de seus grupos étnicos, castas e idiomas contribui para a riqueza cultural do país. Cultos e religiões ocupam um papel importante no cotidiano nepalês; o hinduísmo, praticado pela maioria da população, coexiste com o budismo há séculos. Arquitetura, cultura e religião estão estreitamente conectadas no Nepal, onde as mais belas esculturas em madeira ou pedra encontram-se, principalmente, em templos e mosteiros. Atualmente, cidades e vilarejos ainda ganham vida ao ritmo das festividades religiosas.
Com 29 milhões de habitantes, mais de 85% da população vive em áreas rurais. O Nepal é dividido em 75 distritos e, posteriormente, em "VDCs" (Comitês de Desenvolvimento de Vilarejos), que correspondem a municípios. A estrutura dos vilarejos pode variar de um lugar para outro. Alguns são compostos por agrupamentos de casas, com uma tipologia densa. Outros são mais dispersos, com casas separadas umas das outras. A percepção do tempo é sentida de forma diferente: é comum ter que caminhar por algumas horas para atravessar um vilarejo. Esses vilarejos são, por vezes, mal conectados ou até mesmo sem conexão com as principais cidades, razão pela qual o acesso à educação foi difícil por muito tempo. Hoje, observa-se uma melhoria significativa, com 84% de alfabetização na população jovem.
O Nepal beneficiou-se por muito tempo de sua situação geográfica entre seus países vizinhos, sendo uma parada natural para comerciantes e viajantes. Hoje, encontra-se defasado em comparação aos seus vizinhos. Existem muitos desafios para o desenvolvimento: água potável, suporte de eletricidade, infraestrutura de comunicação, gestão de águas residuais, infraestrutura de transporte... No entanto, nos últimos anos, alguns aspectos do desenvolvimento foram consideravelmente aprimorados. O suporte de eletricidade tornou-se constante na maior parte do país e a infraestrutura de comunicação melhorou mesmo em vilarejos muito isolados.
Durante os últimos dez anos, o Nepal atravessou crises econômicas e políticas, mas seu maior desafio é recuperar-se do terrível terremoto que devastou parte do país em 25 de abril e 12 de maio de 2015. Na área ao redor de Katmandu, os terremotos destruíram uma enorme quantidade de construções e causaram mais de 9.000 mortes.
Após esse desastre, a assistência internacional trabalhou em conjunto para reconstruir o país. O resultado foi positivo, mas não na escala das necessidades reais. Dois anos depois, as principais ONGs estão partindo para outras missões, mas os danos ainda estão presentes.
Nesse contexto, a ARCHsharing, em parceria com a ONG Rock’n Wood, convida os/as participantes a imaginar a construção de um centro comunitário em uma área a 20 km de Katmandu.
O objetivo é propor uma infraestrutura útil que melhore o cotidiano dos habitantes. Deve ser um edifício comunitário que atenda a várias das necessidades não supridas do vilarejo. A instalação contará com uma sala comunitária, um ateliê, uma cozinha, um espaço cultural/de mídia e banheiro (chuveiro e sanitários).
O/A vencedor/a terá a oportunidade de construir seu projeto com a ONG humanitária Rock’n Wood.
