
O Prêmio Félix Candela é um concurso internacional de ideias de arquitetura em espanhol, realizado em duas fases. É convocado anualmente pelo Instituto Español de Arquitectura (IESARQ) e é voltado a estudantes de arquitetura, arquitetura paisagística, urbanismo e design, bem como a arquitetos/as, paisagistas, urbanistas e designers jovens, que podem participar individualmente ou em equipes de dois a três membros.
E se a Cidade do México não pudesse mais se expandir; ou, inclusive, se contrair? Esta edição do Prêmio Félix Candela levanta diversas questões sobre o crescimento e a evolução da cidade americana, particularizando, para todos os participantes, o caso da Cidade do México, uma das maiores metrópoles das Américas ao longo de sua história. Consiste, também, em uma reflexão sobre os limites da propriedade e seu aproveitamento usque ad sideras usque ad ínferos; fundamentalmente, aqueles estabelecidos pelas leis, mas focados não nos limites do desenvolvimento especulativo vertical, e sim na conquista social do ar como um direito, acima dos anteriores. Ao mesmo tempo, representa uma oportunidade de pensar, de forma executiva, no decrescimento real de nossas cidades — no caso, a Cidade do México —, na desocupação do solo e na conquista do ar como anseio, direito e oportunidade. O eixo de simetria conceitual para a proposta deste exercício poderia ser fixado na faixa variável em altura que determinaria o solo e o horizonte, onde ocorre a cidade atual, estendida até os limites da nossa capacidade racional de imaginá-la organizada e, a partir da proposta dos participantes, convertida em uma faixa livre e contínua, permeável e, fundamentalmente, de pedestres para o encontro do cidadão com a natureza do solo.
