
O ritmo acelerado do século XXI levou a um desequilíbrio muito acentuado entre trabalho e lazer entre os habitantes urbanos. Isso causou inúmeros problemas físicos e mentais relacionados ao estilo de vida, como estresse, depressão e outras doenças crônicas. Esse cenário deslocou o foco para o bem-estar e sua importância para uma vida feliz e plena. Estamos nos tornando mais conscientes do fato de que o bem-estar é mais do que a ausência de doenças, tratando-se de um equilíbrio holístico cuidadoso entre mente, corpo e espírito. O diálogo foi iniciado e é possível observar um crescimento no setor de turismo de bem-estar, à medida que as pessoas demandam uma experiência mais acessível e completa.
Projetar para a saúde e o bem-estar é inerente à arquitetura. Uma boa arquitetura está enraizada em resultados do mundo real que promovem espaços e ambientes mais saudáveis. O objetivo do concurso é projetar um retiro de bem-estar no cenário pitoresco dos Alpes, capaz de incorporar diferentes aspectos do bem-estar sob o mesmo teto e criar uma experiência terapêutica e imersiva para o/a usuário/a por meio da arquitetura.
A arquitetura evolui constantemente para atender às necessidades da sociedade, e parte de seu papel social é auxiliar o bem-estar daqueles que transitam e utilizam seus espaços diariamente. A "Arquitetura para o Bem-Estar" é um nicho responsável pelo desenvolvimento de experiências arquitetônicas cativantes que podem facilitar e apoiar a busca e o alcance do bem-estar psicofísico. A arquitetura pode ter um profundo efeito curativo se for capaz de estimular os sentidos humanos. O retiro de bem-estar deve ressoar com uma materialidade elementar e um profundo prazer sensorial, servindo como um excelente meio para instilar emoções; ou seja, a aura do espaço deve trazer uma mudança positiva na percepção e no humor de quem o utiliza. O retiro de bem-estar deve aprimorar as experiências olfativas, táteis e visuais dos/as visitantes.
