
Big data, sistemas inteligentes, aprendizado de máquina – é inevitável que essas novas tecnologias transformem a maneira como estudamos, construímos e gerenciamos nossas cidades. Ao mesmo tempo, o interesse ressurgente pelo consenso e pela ação contributiva parece se opor a um urbanismo exclusivamente orientado por dados. A oposição entre inteligência artificial e democracia é inevitável, ou trajetórias compartilhadas são possíveis?
Políticos/as, cientistas sociais, urbanistas e arquitetos/as veem seus métodos de trabalho e conhecimentos disciplinares desafiados por insights derivados de big data, aprendizado de máquina e Inteligência Artificial (IA). Como cidadãos/ãs e especialistas em suas respectivas áreas, nossa missão deve ser contribuir com nosso conhecimento disciplinar e engajamento cívico para apoiar o desenvolvimento e a discussão adequados de ferramentas orientadas por dados, considerar tanto seus vieses quanto seus potenciais, e promover uma alfabetização e criticidade social mais amplas. Em última análise, trata-se tanto de filtrar a qualidade técnica desses novos instrumentos de projeto, gestão e tomada de decisão, quanto de ampliar o controle democrático sobre eles. Como fazemos isso? Nossas disciplinas carecem atualmente de estratégias adequadas para compreender, quanto mais criticar ou explorar, os produtos de conhecimento do aprendizado de máquina, da inteligência artificial e do big data?
