
Em 22 de setembro ocorre o lançamento do concurso de arquitetura Pieles Arquitectónicas: envolventes em madeira para edifícios existentes. Um convite da WoodArch que conta com o patrocínio da AOA e do Colegio de Arquitectos de Chile.
O júri será composto por Mauricio Léniz (diretor do concurso), Michel Rojkind (membro honorário internacional) e pelos jurados nacionais Alex Brahm, Tania Gebauer, Martín Hurtado, Alberto Moletto, Carolina Portugueis, Andrea von Chrismar e Matías Zegers.
Da modernidade aos nossos tempos, pode-se notar cada vez mais exemplos em que a fachada dos edifícios se separa de sua estrutura portante; ambos os elementos seguem caminhos distintos no que diz respeito ao projeto. Em linha com as pesquisas de Alejandro Zaera-Polo, enquanto as estruturas e interiores dos projetos continuam sendo definidos a partir do "macro", as fachadas, liberadas de sua condição estrutural, tornaram-se o espaço de ação da arquitetura por meio de envolventes projetadas a partir do "micro" (a partir de uma solução construtiva, por exemplo).
Na arquitetura contemporânea, a envolvente adquire cada vez mais importância, dada sua condição de mediadora entre o interior e o exterior, o espaço público e o privado, ao mesmo tempo em que incorpora em seu projeto variáveis tecnológicas, de sustentabilidade, tectônica, eficiência econômica e até mesmo políticas (em capacidade simbólica e expressiva).
