
Peça transdisciplinar construída a partir de fragmentos ensaísticos, exercícios cartográficos e deslocamentos afetivos. A obra parte dos seguintes questionamentos: o que é um mapa?, o que é realmente o lado de fora?, os trajetos podem ser traçados a partir do desejo?
Por meio de cruzamentos entre a Cidade do México (DF) de María Luisa Puga e a experiência da artista ao habitar a capital mexicana, a terceira sessão de donde caben los perros coloca em tensão as infraestruturas visíveis e invisíveis que moldam o movimento, o corpo e a ideia de coletividade. Entre dados, intuições e ficções urbanas, a performance ensaia formas de sair de uma órbita íntima para falar simultaneamente de si mesma e do corpo coletivo.
donde caben los perros é um ciclo de literatura performática sobre a Cidade do México. A primeira edição invocou a poesia de Efraín Huerta para repensar a cidade a partir de suas frestas, sombras e contradições. Nesta segunda edição, o romance Pánico o peligro, publicado por María Luisa Puga em 1983, é o ponto de partida para explorar a subjetividade da pessoa habitante contemporânea da CDMX.
