
A Escola de Arquitetura da Universidad Finis Terrae realizará o simpósio “Entre Van Eyck e Smithson: Convergências Teóricas, Divergências Práticas. Limiares, Degraus, Transições”, que busca aprofundar as condições específicas das obras arquitetônicas de Aldo e Hannie van Eyck e de Peter e Alison Smithson, e, a partir delas, debater seus problemas conceituais.
A atividade — que ocorrerá no dia 15 de outubro, a partir das 11h, pelo canal do YouTube da Universidad Finis Terrae — propõe-se como um espaço para entender o que há entre a obra teórica e prática dos casais Aldo e Hannie van Eyck e Peter e Alison Smithson. Em que convergem e em que divergem em termos de arquitetura?
Participantes dos últimos CIAMs na segunda metade da década de 1950 e, posteriormente, expoentes do Team 10 (com exceção de Hannie) nas duas décadas seguintes, ambos os pares parecem manter-se unidos, embora evidentemente distanciados. Observados a partir de sua obra escrita, ambos os lados se entrecruzam com a utilização de uma série de termos coincidentes ou similares: doorstep (literalmente, degrau de porta), threshold (limiar, em sentido amplo), space between (espaço entre), in-between (o entre), the as found (o assim encontrado), the elementary (o elementar). Mas também de terminologias divergentes que, no entanto, parecem apontar para o mesmo horizonte: charged void (vazio carregado, pelos Smithson), twin phenomena (fenômeno dual, por Aldo), mat-building (Smithson), configurative discipline (Aldo). Mergulhamos, então, no mundo das palavras — que tentam captar e dar sentido ao mundo. Este horizonte, aquilo que parecem tentar captar, nomear e, finalmente, materializar, é a noção de relatividade e os pares de associações inextricáveis que ela implica. Em que medida os Smithson existem, adquirem sentido e ganham valor pela existência dos Van Eyck e vice-versa? Como se potencializam entre si?
