
O solo que pisamos é composto por camadas de história enterradas ao longo do tempo: infraestruturas, vegetação, animais e seres humanos que habitaram os territórios compõem a coleção de camadas sedimentadas, depósitos históricos que se combinam com camadas geológicas de tempos remotos. Essa inter-relação entre o artificial e o geológico é especialmente evidente nas infraestruturas esquecidas, enterradas sob nossas cidades. Como podemos desenterrar tanto a memória quanto a evidência material delas? E o que isso nos diz sobre o que esquecemos coletivamente?
INFRAESTRUCTURAS INVISIBLES toma o caso da Acequia Madre de Querétaro, uma infraestrutura hidráulica enterrada do século XVI que forneceu água potável à cidade durante quase 200 anos, para se aproximar de algumas possíveis respostas a esses questionamentos profundos. Busca, ainda, criar laços entre a arte, a ciência e a tecnologia para observar esses elementos que constroem nossa paisagem e nossa cotidianidade ao longo da história, e para nos perguntarmos se essas camadas enterradas também fazem parte da densidade daquilo que chamamos de patrimônio.
